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Questão de Economia

CESGRANRIO - BNDES - Economia Manhã - 2024 • CESGRANRIO • 2024

Em um celebrado artigo, publicado nos Anais da Conferência Anual do Banco Mundial, de 1992, Paul Krugman denomina “teoria avançada de desenvolvimento” ( high development theory ) os modelos teóricos formulados pelo desenvolvimentismo clássico, entre as décadas de 1940 e 1950, notadamente os modelos de Paul Rosenstein-Rodan, William Arthur Lewis e Albert Hirschman. Em alusão aos modelos de Rosenstein-Rodan, Lewis e Hirschman, salienta Krugman: Durante as décadas de 1940 e 1950, surgiu um conjunto distinto de ideias na economia do desenvolvimento, o qual enfatizava a importância dos retornos crescentes de escala e das economias externas pecuniárias, resultantes dos efeitos do tamanho do mercado [...]. A teoria avançada do desenvolvimento (ou seja, o desenvolvimentismo clássico) tinha uma preocupação central com a diferença entre os setores modernos, que se presumiam caracterizados por economias de escala, e os setores tradicionais, que não detinham tais requisitos. Mesmo dentro do setor moderno, o conceito de encadeamento implicava uma busca por indústrias-chave. KRUGMAN, P.R. Toward a Counter-Counterrevolution in Development Theory. Proceedings of the World Bank Annual Conference on Development, 1992. In: SUMMERS, L. H; SHAH, S. (ed.). Supplement to the World Bank Economic Review and The World Bank Research Observer. Washington, DC: The World Bank, 1992. p. 15 e 31. Adaptado. Apesar das diferenças metodológicas, as teorias de Rosenstein-Rodan, Lewis e Hirschman contêm, também, aspectos comuns, com respeito à análise das forças capazes de promover a convergência relativa ( catching up ) dos reduzidos níveis de renda per capita e padrões de bem-estar, que caracterizam os países atrasados, para os elevados níveis médios de renda per capita e alto padrão de vida dos países desenvolvidos. O aspecto comum aos modelos teóricos de Rosenstein-Rodan, Lewis e Hirschman é a concepção do desenvolvimento como um processo
A
que desencadeia equilíbrios intrassetoriais e intersetoriais.
B
que desencadeia desequilíbrios intrassetoriais e intersetoriais.
C
que requer investimentos simultâneos em um amplo conjunto de setores industriais com potencial de proporcionar economias externas de escala ( big push ).
D
em que, pelo menos nas etapas iniciais e intermediárias do desenvolvimento, a taxa de crescimento da produtividade é o principal determinante da taxa de crescimento econômico no longo prazo, e não o contrário.
E
em que, pelo menos nas etapas iniciais e intermediárias do desenvolvimento, as forças motoras do crescimento e do avanço da produtividade, no longo prazo, provêm da indústria de transformação.
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