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IBFC - CGE RN - Técnico de Controle Interno - 2019 • IBFC • 2019

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Leia atentamente a letra da canção “O meu Guri” do compositor brasileiro Chico Buarque e responda as questões 3, 4 e 5 a seguir. Quando, seu moço, nasceu meu rebento Não era o momento dele rebentar Já foi nascendo com cara de fome E eu não tinha nem nome pra lhe dar Como fui levando não sei lhe explicar Fui assim levando, ele a me levar E na sua meninice, ele um dia me disse Que chegava lá Olha aí! Olha aí! Olha aí! Ai, o meu guri, olha aí! Olha aí! É o meu guri e ele chega Chega suado e veloz do batente Traz sempre um presente pra me encabular Tanta corrente de ouro, seu moço Que haja pescoço pra enfiar Me trouxe uma bolsa já com tudo dentro Chave, caderneta, terço e patuá Um lenço e uma penca de documentos Pra finalmente eu me identificar (...) Chega no morro com carregamento Pulseira, cimento, relógio, pneu, gravador Rezo até ele chegar cá no alto Essa onda de assaltos está um horror Eu consolo ele, ele me consola Boto ele no colo pra ele me ninar De repente acordo, olho pro lado E o danado já foi trabalhar (...) Chega estampado, manchete, retrato Com venda nos olhos, legenda e as iniciais Eu não entendo essa gente, seu moço Fazendo alvoroço demais O guri no mato, acho que tá rindo Acho que tá lindo de papo pro ar Desde o começo eu não disse, seu moço! Ele disse que chegava lá Olha aí! Olha aí! Ref. https://www.letras.mus.br/chico-buarque/66513/
Na canção “O Meu Guri” existem muitos trechos irônicos, construídos pela contraposição da ingenuidade do discurso do eu-lírico e a gravidade da situação social vivida pelo filho. Considerando a canção e a ironia presente nela, assinale a alternativa incorreta:
A
Nos versos a seguir “e uma penca de documentos/Pra finalmente eu me identificar”, há a presença de ironia,pois os documentos trazidos pelo filho eram produtos de roubos, que, portanto, identificavam as vítimas dos assaltos e não o eu-lírico.
B
Nos versos “Eu não entendo essa gente, seu moço/ Fazendo alvoroço demais” não há ironia, pois representa a manifestação sincera da ingenuidade do eu-lírico, que não entende que o alvoroço das pessoas se deve à morte do filho.
C
Nos versos “O guri no mato, acho que tá rindo/Acho que tá lindo de papo pro ar” a ironia está no fato de o eu-lírico achar que o seu filho está descansando no mato, quando, na verdade, está morto.
D
No verso “Chega suado e veloz do batente”, a ironia está no fato de que o filho do eu-lírico não precisa correr e nem suar no seu batente.
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