Questão pública
Questão de Português
VUNESP - EINSTEIN - Prova 1 - 2018 • VUNESP • 2018
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– Meu coração está apertado de ver tantas marcas no teu rosto, meu filho; essa é a colheita de quem abandona a casa por uma vida pródiga. – A prodigalidade também existia em nossa cas a. – Como, meu filho? – A prodigalidade sempre existiu em nossa mesa. – Nossa mesa é comedida, é austera, não existe desperdício nela, salvo nos dias de festa. – Mas comemos sempre com apetite. – O apetite é permitido, não agrava nossa dignidade, desde que seja moderado. – Mas comemos até que ele desapareça; é assim que cada um em casa sempre se levantou da mesa. – É para satisfazer nosso apetite que a natureza é generosa, pondo seus frutos ao nosso alcance, desde que trabalhemos por merecê-los. Não fosse o apetite, não teríamos forças para buscar o alimento que torna possível a sobrevivência. O apetite é sagrado, meu filho. – Eu não disse o contrário, acontece que muitos trabalham, gemem o tempo todo, esgotam suas forças, fazem tudo que é possível, mas não conseguem apaziguar a fome. – Você diz coisas estranhas, meu filho. (Lavoura arcaica, 2001.)
No trecho do romance, o filho
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