Ellen é assistente social do Ministério Público de um estado da Federação. Para potencializar as condições de conhecimento do cotidiano dos usuários a quem atende, faz visita domiciliar periodicamente, o que a permite apreender aspectos importantes do cotidiano das relações sociais dos usuários visitados. Esses aspectos geralmente escapam às entrevistas realizadas no órgão onde atua.
Nesse contexto, a visita domiciliar
A
é balizada por uma dimensão problematizadora que possibilita o questionamento dos processos sociais singulares em conexão com a dinâmica societária, juntamente com uma postura ético-política comprometida com a redução das necessidades sociais e com o respeito da liberdade e da autonomia.
B
pode ser discutida de forma dissociada do contexto histórico, político e societário na qual é realizada, juntamente com os conhecimentos e valores que fundamentam a utilização desse instrumento interventivo.
C
necessita, como todo instrumental técnico-operativo, ser apreendida em indireta articulação com a categoria trabalho, já que nem sempre é dimensão constitutiva de qualquer processo de trabalho.
D
é, além de um espaço de ação fi scalizatória, um espaço privilegiado para a formação de consciência crítica e luta por direitos.
E
constitui um instrumento que, devido a sua natureza, caracteriza-se por ser uma técnica que dispensa o emprego da entrevista.
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