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Questão pública

Questão de Língua Portuguesa

FCC - SPPREV - Analista em Gestão Previdenciária - 2019 • FCC • 2019

Texto associado

Texto-base

Atenção: Para responder às questões de números 1 a 8, baseie-se no texto abaixo.

Mais vale prevenir do que remediar

Os dicionários trazem lições fundamentais, quanto ao justo sentido das palavras: costumam revelar o seu sentido de origem
e o de seu emprego atual. Os provérbios também são esclarecedores: numa forma sintética, formulam lições que nascem do que as
criaturas aprendem de suas próprias experiências de vida.

Veja-se, por exemplo, o que afirma o provérbio “Mais vale prevenir do que remediar”. Prevenir é “tomar a dianteira”,
“antecipar”, tal como dispõe o dicionário. Uma palavra que serve de prima-irmã desse verbete é precaver: daí que previdentes e
precavidos seriam aqueles que preferem tomar medidas para não serem surpreendidos por fatos indesejáveis e incontornáveis.
Nesse campo conceitual, a ideia comum é a valorização de iniciativas que se devem assumir para administrar o nosso destino até
onde for possível. Sabemos todos, no entanto, que nem tudo se previne, e nem tudo tem remédio: vem daí outro provérbio popular, “o
que não tem remédio, remediado está”. Como se vê, admite que nem tudo tem solução, ao passo que o provérbio que dá o título
deste texto insiste em valorizar toda ação pela qual se busca, justamente, evitar a etapa da falta de remédio: prevenir.

Ainda caminhando pelos verbetes do dicionário e pelas falas dos provérbios, damos com a palavra providência, que tem o
sentido comum de “decisão”, “encaminhamento”. Ocorre que se vier com a inicial maiúscula ? Providência ? estará fazendo
subentender a ação divina, a expressão maior de um poder que nos rege a todos. Há quem confie mais na Providência divina do que
em qualquer outra instância humana; mas é bom lembrar que há também o provérbio “Deus ajuda a quem cedo madruga”, no qual se
sugere que a vontade divina conta com a disposição do nosso trabalho, do nosso empenho, da nossa iniciativa, para se dispor a nos
ajudar. Não parece haver contradição alguma entre ter fé, confiar na Providência, e ao mesmo tempo acautelar-se, sendo previdente.
A ordem providencial e a ordem previdenciária podem conviver pacificamente, num sistema de reforço mútuo, por que não? A
diferença entre ambas está em que a segunda conta com a qualidade da nossa gestão, de vez que seremos responsáveis não
apenas pelo espírito de cautela que nos anima, mas sobretudo pelas medidas a tomar para que se administre no presente o que deve
ser feito com vistas à garantia de um bom futuro.

(Júlio Ribas de Almeida, inédito)
Há forma verbal na voz passiva em regular concordância com o sujeito em:
A
Caminha-se pelos verbetes de um dicionário aprendendo-se a significação que contém as palavras.
B
Garante-se o convívio harmonioso entre a previdência e a Providência quando se respeita o que é próprio de cada uma.
C
Não cabem aos descrentes recriminar os que depositam mais confiança na Providência do que na previdência.
D
A inicial maiúscula em certas palavras, tal como ocorre com Providência, são capazes de lhes dar um sentido mais
específico.
E
Reservam-se aos dicionários a decisão final quanto ao sentido de cada uma das palavras que neles se apresentam.
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