QuestLab Plataforma Inteligente de Questões
Questão pública

Questão de Língua Portuguesa

Instituto AOCP - ES - Contador - 2020 • AOCP • 2020

Texto associado

Texto-base

Analise os textos I e II
para responder às questões 01 a 10.

Texto I

Disponível em:
https://www.espacovital.com.br/publicacao-
36954-fake-news-o-mal-do-seculo-21. Acesso
em: 08 dez. 2019.

Texto II

Fake News: as
mentiras que viram notícias

Será que todos os que se manifestam sobre
qualquer assunto estão devidamente
preparados para utilizar devidamente os
modernos canais de comunicação?

Danillo Saes

A realidade do
mundo de hoje é ligada à
velocidade, à digitalização e,
consequentemente, à exposição em redes. Com
a inserção da tecnologia no dia a dia das
pessoas, é possível presenciar diversas
mudanças, como o fato de um indivíduo com um
perfil em uma plataforma social ser
propagador de informações e não mais apenas
receptor.

Este cenário de disseminação de ideias
–
boas ou ruins, certas ou erradas, do mesmo
ponto de vista que o seu ou não – faz parte
de um mundo moderno e democrático. Neste
contexto, a tecnologia tem sido utilizada
como ferramenta de propagação destes
posicionamentos. Ao ter o poder do clique em
mãos, as pessoas passam a ser mais ativas
diante das informações que recebem. Os meios
de comunicação mudaram as formas de divulgar
suas notícias diante deste comportamento que
os indivíduos passaram a adquirir com o
passar do tempo. Há alguns anos,
pesquisadores divulgaram artigos sobre a
influência da “segunda tela”: o notebook ou
o smartphone começavam a se infiltrar como
coadjuvantes da tela da televisão.
Telespectadores comentavam suas novelas,
criticavam o técnico do seu time de futebol
e faziam outros tipos de comentários. Hoje,
os dispositivos móveis não são mais uma
segunda tela, mas uma extensão real – e,
muitas vezes, protagonista – para receber,
digerir e disseminar as informações
recebidas.

De meros
mortais que até então era como
éramos tratados pela grande mídia, como
depósitos de informações – certas ou
erradas, boas ou ruins, favoráveis ou
contrárias –, passamos a ser também
protagonistas através do “poder” que a tela
de um dispositivo móvel nos dá. É incrível
e, ao mesmo tempo, muito preocupante. Será
que todos os que se manifestam sobre
qualquer tipo de assunto estão devidamente
preparados para isso? Será que têm bagagem
suficiente para criticar? Os ditos
“influenciadores” realmente têm o espírito
crítico necessário unido à sua
responsabilidade de “influenciar” ao
publicar seus posicionamentos? São
provocações, indagações, não
afirmações.
Quando nos
deparamos com as famosas fake
news , por sermos ativos através das
plataformas sociais, assumimos uma parcela
(grande) de responsabilidade ao disseminá-
las. Ao receber aquela notícia através do
WhatsApp, ou aquele áudio que afirmam ser de
uma determinada figura pública e, com nosso
“dedinho ansioso”, compartilhamos o conteúdo
em grupos com o intuito de dar “furos de
reportagem” que até então eram coisa apenas
de jornalistas, damos nosso aval àquela
informação.
As pessoas que
criam as fake news não estão
isentas de responsabilidades – pelo
contrário. O que desejo é provocar o leitor
a desenvolver seu senso crítico diante da
informação que se consome e, com isso, não
tomar como verdade tudo aquilo que o
impacta. O mesmo “poder” que a tecnologia
nos dá para disseminar informações também
nos proporciona a possibilidade de
investigá-las, contestá-las, analisá-las. No
entanto, investigar, contestar e analisar é
trabalhoso, exige esforço de pensamento e
queima de fosfato.
A diferença
entre as fake news serem
desmascaradas ou se transformarem em
“verdade” está no pequeno intervalo de tempo
entre o momento em que as consumimos e o
momento em que clicamos em “encaminhar”.
Danillo Saes é coordenador de Análise e
Desenvolvimento de Sistemas da EAD
Unicesumar.

Disponível em:
https://www.gazetadopovo.com.br/. Acesso em:
08 dez. 2019.
Tendo em vistas as regras de acentuação gráfica da Língua Portuguesa, assinale a alternativa que apresenta uma explicação INCORRETA para o uso do acento na palavra em destaque.
A
“(...) os indivíduos passaram a adquirir com o passar do tempo.” – o termo destacado é acentuado por apresentar o “i” tônico em hiato.
B
“É incrível e, ao mesmo tempo, muito preocupante.” – o termo em destaque recebe o acento por corresponder a uma paroxítona terminada em “L”.
C
“ Será que têm bagagem suficiente para criticar?” – “será” recebe acento por se tratar de uma oxítona terminada em “a”.
D
“Será que têm bagagem suficiente para criticar?” – o verbo “ter”, nesse contexto, recebe acento para que haja concordância com seu sujeito.
Quer responder esta questão e acompanhar seu desempenho?

Entre na QuestLab para responder, acessar a AURA, estatísticas, cadernos, anotações e outros recursos da plataforma.