Questão pública
Questão de Língua Portuguesa
Instituto AOCP - SED MS - Professor - Área: Língua Portuguesa - 2022 • AOCP • 2022
ID 157082
Língua Portuguesa Variação linguística e norma padrão (ensino)
AOCP
Secretaria de Educação do Mato Grosso do Sul Professor - Área: Língua Portuguesa 2022
TEXTO 2
Pergunta para: Ataliba T. de Castilho
[...]
O português muda constantemente. Os maneirismos, regionalismos, gírias e outros vícios de linguagem, que são considerados como uma variedade popular, podem vir a ser aceitos como norma culta num futuro próximo?
Castilho – Regionalismos, gírias e modalidades de português não padrão ocorrem com absoluta naturalidade em qualquer língua natural. Essas manifestações devem ser incorporadas às aulas, sob a forma de debates, ao longo dos quais elas são comparadas às alternativas da língua culta. É importante conviver com naturalidade com as variedades não padrão, sem esquecer que o objetivo da escola é trazer os alunos para a língua do Estado. [...] O que é português popular hoje poderá ser português culto amanhã. Esta convicção científica, entretanto, não nos deve isentar do esforço de integrar as classes até aqui não escolarizadas na fala mais prestigiada das classes cultas. Se tratarmos com naturalidade essa característica das línguas, será mais suave a incorporação do padrão culto, sem desprezar a variedade familiar do aluno. Ele se transformará num bilíngue da própria língua, sabendo qual variedade utilizar nas diferentes situações de fala.
Texto adaptado de: https://www.parabolablog.com.br/index.php/blogs/linguistica -aplicada-ao-ensino-de-lingua-materna
Quando Castilho afirma que “É importante conviver com naturalidade com as variedades não padrão, sem esquecer que o objetivo da escola é trazer os alunos para a língua do Estado.” (TEXTO 2), ele se refere à variação linguística em intersecção com o ensino de norma culta nas aulas de língua portuguesa. A respeito dessa pedagogia da variação linguística, é correto afirmar que
Pergunta para: Ataliba T. de Castilho
[...]
O português muda constantemente. Os maneirismos, regionalismos, gírias e outros vícios de linguagem, que são considerados como uma variedade popular, podem vir a ser aceitos como norma culta num futuro próximo?
Castilho – Regionalismos, gírias e modalidades de português não padrão ocorrem com absoluta naturalidade em qualquer língua natural. Essas manifestações devem ser incorporadas às aulas, sob a forma de debates, ao longo dos quais elas são comparadas às alternativas da língua culta. É importante conviver com naturalidade com as variedades não padrão, sem esquecer que o objetivo da escola é trazer os alunos para a língua do Estado. [...] O que é português popular hoje poderá ser português culto amanhã. Esta convicção científica, entretanto, não nos deve isentar do esforço de integrar as classes até aqui não escolarizadas na fala mais prestigiada das classes cultas. Se tratarmos com naturalidade essa característica das línguas, será mais suave a incorporação do padrão culto, sem desprezar a variedade familiar do aluno. Ele se transformará num bilíngue da própria língua, sabendo qual variedade utilizar nas diferentes situações de fala.
Texto adaptado de: https://www.parabolablog.com.br/index.php/blogs/linguistica -aplicada-ao-ensino-de-lingua-materna
Quando Castilho afirma que “É importante conviver com naturalidade com as variedades não padrão, sem esquecer que o objetivo da escola é trazer os alunos para a língua do Estado.” (TEXTO 2), ele se refere à variação linguística em intersecção com o ensino de norma culta nas aulas de língua portuguesa. A respeito dessa pedagogia da variação linguística, é correto afirmar que
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