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Questão pública

Questão de Língua Portuguesa

FCC - BAHIAGÁS - Analista de Processos Organizacionais - Área: Administração - 2024 • FCC • 2024

Texto associado

Texto-base

Atenção : Para responder às questões de números 1 a 5, baseie-se no texto abaixo.
Realidade e consciência

A questão da consciência está profundamente relacionada com a noção de realidade . Mesmo que outros animais tenham algum nível de consciência e interajam ativamente com a realidade física, somos aparentemente a única espécie terrestre que tem autoconsciência e uma capacidade cognitiva suficientemente complexa para contemplar a natureza da consciência, mesmo se continuamos sem entendê-la. Em outras palavras, somos a única espécie capaz de refletir sobre a própria existência.
Existimos em um mundo que acreditamos ser real. Por “real” quero dizer um mundo que não é fabricação das nossas mentes, que tem uma existência que independe da nossa percepção. Essa crença vem da integração de estímulos oriundos “lã fora”, no mundo externo, levados ao mundo interior e lá interpretados, o mundo da nossa consciência. Com isso, vou contra a posição do idealista radical que acredita que apenas a mente existe e que a realidade “lá fora” é uma ilusão (doutrina chamada de solipsismo). A realidade "lá fora" existe, mesmo que sua natureza dependa de como a percebamos “aqui dentro”.
A dor que sentimos ao chutar uma pedra (a pedra está no caminho mesmo que a experiência da dor seja única para cada indivíduo) ou os bilhões de anos de história cósmica sem a existência de mentes (a inteligência, nossa ou qualquer outra, demora um tempo para evoluir) são, para mim, evidências suficientes de que o mundo existe independentemente da nossa presença.
Não há dúvida de que podem existir diferenças em como percebemos o mundo lá fora; alucinações são um excelente exemplo de como a nossa percepção da realidade pode ser distorcida. Mas parece claro que existe algo , uma realidade em que funcionamos, e que nossos cérebros percebem em parte através dos nossos órgãos sensoriais, nossas antenas para a realidade.
(Adaptado de: GLEISER, Marcelo. A Ilha do conhecimento. Rio de Janeiro: Record, 1923, p. 315-316)
Ao considerar a relação entre consciência e realidade, o autor do texto acredita que
A
o que consideramos como “o real" não é um produto da nossa percepção, já que independe da ação da nossa consciência.
B
o vínculo entre elas é um fenômeno natural, imposto pela carência que tem a realidade de uma consciência que a determine.
C
ambas desfrutam de relativa autonomia, razão pela qual são pouco significativas as ações de uma sobre a outra.
D
o que constitui “o real" não chega a ser mais do que uma projeção cognitiva de quem assim decide nomeá-lo.
E
ambas são propriedades de um saber humano que se aplica ao que lhe é exterior para depois projetar-se como uma interioridade.
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