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Questão de Língua Portuguesa

FCC - TRT 15 - Técnico Judiciário - Área Apoio Especializado - Enfermagem do Trabalho - 2025 • FCC • 2025

Texto associado

Texto-base

Atenção : Considere o texto abaixo para responder às questões de números 1 a 7.
Em O fim da teoria , Chris Anderson afirma que quantidades inimagináveis de dados (o Big Data ) tornariam as teorias completamente obsoletas: "Hoje, empresas que cresceram em uma era de dados massivamente abundantes não precisam se contentar com modelos errados. Na verdade, elas não precisam mais se contentar com modelos”. A psicologia ou sociologia orientada por dados torna possível prever e controlar com precisão o comportamento humano. As teorias estão sendo substituídas por dados diretos.
O Big Data , na verdade, não explica nada. Apenas revela correlações entre as coisas. Mas as correlações são a forma mais primitiva de conhecimento. Nada é compreendido nas correlações. O Big Data não é capaz de explicar por que as coisas se comportam da maneira como se comportam. Não são estabelecidas conexões causais nem conceituais.
A teoria como narração cria uma ordem de coisas, relacionando-as umas com as outras e explicando por que elas se comportam da maneira como se comportam. Em contraste com o Big Data , ela nos oferece a forma mais elevada de conhecimento, qual seja, a compreensão. O Big Data , por outro lado, é totalmente aberto.
A teoria na forma de desfecho prende as coisas em uma estrutura conceitual e as toma, com isso, apreensíveis. O fim da teoria significa, em última instância, dizer adeus ao conceito como espírito. A inteligência artificial funciona muito bem sem o conceito. Inteligência não é espirito. Somente o espírito é capaz de uma nova ordem das coisas, de uma nova narração. A inteligência calcula. O espírito, todavia, narra. Em um mundo saturado de dados e informações, a capacidade de narrar se atrofia. Com isso, a construção de teorias se torna algo mais raro, até mesmo arriscado.
A inteligência artificial não pode pensar porque não pode se apaixonar, porque não é capaz de uma narração apaixonada. Os diálogos de Platão já deixam claro que a filosofia é uma narração. A filosofia como ciência renega seu caráter narrativo originário. Ela se priva de sua linguagem. Emudece. Assim, a atual crise da narração também está se apoderando da filosofia e lhe pondo um fim. No instante em que a filosofia reivindica ser uma ciência, ser uma ciência exata, seu declínio começa.
(HAN, Byung-Chul. A crise da narração. Trad. Daniel Guilhermino. Petrópolis: Editora Vozes. edição digital, 2023)
Está gramaticalmente correta a redação do seguinte comentário a respeito do assunto do texto:
A
Uma narração capaz de alterar o rumo dos acontecimentos, devem sempre seu surgimento a um processo complexo o qual envolve diferentes forças.
B
Quando falham e são incapazes de prover significado e sentido simbólico para as coisas, as narrativas se tornam vazias de sentido.
C
Estão intimamente atreladas à expansão econômica e tecnológica do último século que a humanidade têm vivido as consequências das da crise das narrativas.
D
Vivemos em um momento do qual acessamos e interferimos na realidade por meio de dados, assim há uma crise ocasionada pela enxurrada de informações disponíveis.
E
Enquanto a inteligência artificial se ancora no cálculo de dados fragmentados, por meio das narrativas cria-se histórias.
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