Durante a manutenção preditiva de um compressor de parafuso industrial da UNIRIO, a equipe de engenharia coleta amostras de óleo lubrificante para ensaios de ferrografia, espectrometria e físico-químicos. Considerando as capacidades e as limitações de cada técnica para o diagnóstico de falhas, assinale a alternativa correta.
A
A ferrografia analítica permite examinar a morfologia, a cor e as características superficiais das partículas de desgaste, sendo eficaz para distinguir entre desgaste por abrasão, corrosão, fadiga de rolamentos e deslizamento severo, inclusive detectando partículas grandes (> 10 microns) que outros métodos podem não quantificar corretamente.
B
A espectrometria de emissão óptica (ICP/RDE) é a técnica mais indicada para monitorar o estágio final de falhas catastróficas, pois consegue quantificar com precisão partículas de desgaste de qualquer tamanho, desde as submicrométricas até lascas de fadiga superiores a 50 microns.
C
O Índice de Neutralização (TAN – Total Acid Number) monitora a reserva alcalina do lubrificante e a concentração de aditivos detergentes, sendo o principal indicador de contaminação por água em compressores de refrigeração.
D
A ferrografia quantitativa (DR) fornece a contagem de partículas, mas é incapaz de determinar a severidade do desgaste, servindo apenas para indicar a necessidade de troca do óleo por perda de viscosidade.
E
A análise de viscosidade cinemática a 40 °C é suficiente para determinar o tipo de desgaste mecânico, adesivo ou abrasivo, tornando a ferrografia redundante em compressores que operam em regime hidrodinâmico contínuo.
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