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Questão de Língua Portuguesa

FCC - SEFAZ SP - Auditor Fiscal da Receita Estadual - Área Tecnologia da Informação Conhecimentos Gerais - 2026 • FCC • 2026

Texto associado

Texto-base

Atenção : Considere o texto a seguir para responder às questões de números 59 e 60.

Mas o grande perigo da crítica é um dedulivismo ingênuo que, partindo de uma pré-noção, acha no seu campo de pesquisas apenas aquilo que procura. Veja-se, por exemplo, o caso de Taine. Já Edmond Schérer, num dos seus “estudos” mais felizes, apontava os lados fracos da interpretação tainiana da arte ou da história literária. Em vez de proceder por indução, Taine deduz forçosamente de uma ideia preconcebida as componentes que deverão formar o caráter de uma época ou o espírito de uma literatura.
Sem dúvida, o crítico não pode prescindir de uma hipótese, como o cientista, para abrir uma picada no mato virgem dos fatos. Mas também não deve esquecer que, além da clareira mensurável, começa a exuberância das probabilidades, como uma floresta de interrogações. Respeitar o outro lado provável das coisas, admitir em tudo a parte do indeterminado é uma boa tática para quem não gosta de tropeçar em surpresas irônicas.
(Adaptado de: MEYER, Augusto, “Mas...”, Machado de Assis (1935-1958). Rio de Janeiro: Editora José Olympio, 2008, p. 65)
Acerca das estratégias de argumentação no texto,
A
a analogia com o cientista, no segundo parágrafo, e argumento que reitera o caráter ingênuo do uso da dedução na análise literária.
B
o primeiro parágrafo argumenta por meio do exemplo de Taine, alicerçado, por sua vez, em um argumento de autoridade, com a menção a Edmond Schérer.
C
o exemplo de Taine presta-se, enquanto argumento, para descartar o raciocínio dedutivo como método de compreensão no contexto das obras literárias.
D
o contraexemplo da mata virgem, opondo-se ao exemplo de Taine, no segundo parágrafo, é utilizado para ilustrar a escolha do autor pelo raciocínio indutivo.
E
no segmento “Respeitar o outro lado provável das coisas”, corrobora-se o compromisso com uma teoria a partir da qual se devem deduzir as características de uma obra de arte.
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