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Questão de Português

VUNESP - INSPER - Segundo Semestre - 2018 • VUNESP • 2018

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Leia o texto para responder a questão . Em Santiago do Iguape, interior da Bahia, que se reconheceu quilombola há poucos anos, os jovens fazem questão de não deixar a herança dos antepassados esquecida. O grupo musical afro Bantos traz nas letras das músicas ensinamentos sobre a escravidão, a tradição oral e a importância de valorizar as origens. “A música foge da alma. Nenhum ser humano consegue viver sem a música, então essa foi a forma que nós encontramos de ligar as nossas raízes com a juventude que vem chegando agora, que tem poucos ensinamentos da nossa realidade”, conta o integrante do grupo, Givanildo Bispo. “Às vezes, se a gente parar para contar a história dos nossos ancestrais, das nossas raízes, as pessoas não querem nem ouvir. Mas acabam parando para ouvir uma boa música, e os jovens vão aprendendo quem foram os avós deles, os pais deles, de onde vieram, quem são”, destacou Bispo. Na Comunidade do Kaonge, também na Bahia, os jovens trocam muitas experiências com os mais velhos e não têm a menor vontade de deixar os hábitos e as tradições para trás. “Só em escutar as histórias dos nossos ancestrais é mais um motivo para a gente ficar na comunidade. Mas tem que ter resistência, dar continuidade, sempre vivenciar, acompanhando, participando de todos os núcleos de produções – forma de organização das comunidades da região em que todos participam de atividades produtivas como pesca, cultivo de plantas e produção de farinha –”, diz a jovem Jorlane Cabral de Jesus, de 28 anos. (http://www.ebc.com.br. Adaptado)
Nos versos em que aparece, a frase “– Eh, carvoero!” denota uso
A
de linguagem popular, marcando a relação assimétrica de condição social entre o eu lírico e os meninos.
B
da língua com sobriedade, marcando o distanciamento do eu lírico e da velhinha em relação aos meninos.
C
de variedade linguística comum à infância, marcando a fala entusiasmada dos meninos carvoeiros.
D
de linguagem formal, marcando o afastamento intencional do eu lírico em relação à velhinha e os meninos.
E
de coloquialismo, marcando a interação social e linguística entre o eu lírico, a velhinha e os meninos.
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