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Questão pública

Questão de Português

VUNESP - INSPER - Administração e Economia - 2018 • VUNESP • 2018

Leia trecho do poema de Olavo Bilac. Língua Portuguesa Última flor do Lácio, inculta e bela, És, a um tempo, esplendor e sepultura: Ouro nativo, que na ganga impura A bruta mina entre os cascalhos vela... Amote assim, desconhecida e obscura, Tuba de alto clangor, lira singela, Que tens o trom e o silvo da procela E o arrolo da saudade e da ternura! Amo o teu viço agreste e o teu aroma De virgens selvas e de oceano largo! Amo-te, ó rude e doloroso idioma, Em que da voz materna ouvi: “meu filho!” E em que Camões chorou, no exílio amargo, O gênio sem ventura e o amor sem brilho! (Olavo Bilac, Poesias) No poema, o eu lírico
A
define-se apaixonado pela língua portuguesa de Portugal, mas não pela do Brasil.
B
desqualifica a língua portuguesa, pois a vê como agreste e símbolo da saudade.
C
questiona se a língua portuguesa chegará a ser bela como outras nascidas do latim.
D
sugere que a língua portuguesa traz em si sentimentos ruins e, por isso, não pode ser bela.
E
enaltece a língua portuguesa, por sua riqueza capaz de expressar diferentes sentimentos.
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