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Questão pública

Questão de Medicina

Instituto AOCP - SES SC - Médico - Área Hematologia - 2026 • AOCP • 2026

Em um ambulatório estadual de especialidades em Santa Catarina, uma paciente feminina, 63 anos, enfermeira aposentada, foi encaminhada por achado de pico monoclonal em exame de rotina anual. Nos exames solicitados em um segundo atendimento, apresentou:

Hemoglobina 13,6 g/dL; Creatinina 0,8 mg/dL; Cálcio sérico 9,4 mg/dL; Albumina 4,1 g/dL. Eletroforese sérica: pico monoclonal de 3,2 g/dL na região gama. Imunofixação: IgG kappa. Cadeias leves livres séricas: kappa 75 mg/L, lambda 13 mg/L, razão kappa/lambda = 5,7.
Urina de 24h: sem proteinúria de Bence Jones.
Mielograma e biópsia de medula óssea: 10% de plasmócitos monoclonais.
Ressonância magnética de corpo inteiro resultou em: ausência de lesões líticas, infiltração focal ou difusa.

Qual é a melhor conduta para o quadro descrito?
A
Sem indicação de tratamento imediato, pois o risco de evolução para mieloma múltiplo é menos de 0,5% ao ano. Avaliar causas secundárias de pico monoclonal (infecção crônica, doença hepática, autoimune), e o acompanhamento pode ser a cada 03 anos, a depender da causa.
B
Tratamento imediato com 3–4 ciclos de bortezomibe, lenalidomida e dexametasona (VRd) e reavaliação para transplante autólogo.
C
Sem indicação de tratamento imediato. Acompanhamento: hemograma, cálcio, creatinina, proteinúria, eletroforese e cadeias leves a cada 6 meses no primeiro ano. Repetir ressonância magnética se houver novos sintomas ou aumento da proteína Monoclonal > 25%.
D
Eliminar o clone plasmocitário para reduzir as cadeias leves livres com esquema Bortezomibe, ciclofosfamida e dexametasona (CyBorD).
E
Dexametasona 20 mg VO semanal (reduzir conforme tolerância, especialmente se ocorrer hipotensão) para controlar os sintomas.
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