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Questão pública

Questão de Filosofia

CESPE/CEBRASPE - SEDUC PI - Professor de Educação Básica - Área: Filosofia - 2026 • CEBRASPE • 2026

Texto associado

Texto-base

Texto 5A2-II

Deve-se buscar não apenas uma quantidade muito maior de experimentos, como também de gênero diferente dos que até agora nos têm ocupado. Mas é necessário, ainda, introduzir-se um método completamente novo, uma ordem diferente e um novo processo, para continuar e promover a experiência. Pois a experiência vaga, deixada a si mesma (...), é um mero tateio, e presta-se mais a confundir os homens que a informá-los. Mas quando a experiência proceder de acordo com leis seguras e de forma gradual e constante, poder-se-á esperar algo de melhor da ciência.

Francis Bacon. Novum Organum . Tradução de José Aluysio Reis de Andrade. São Paulo: Abril Cultural, 1973 [1620], p. 72 (com adaptações).

Texto 5A2-III

O principal mérito do método empírico é o de assinalar com vigor a importância da experiência na origem dos nossos conhecimentos. Os empiristas de um modo geral têm razão ao afirmar que não existem ideias inatas, e de que antes da experiência não há e nem pode haver conhecimento algum sobre o mundo exterior.

Sílvio Luiz de Oliveira. Tratado de Metodologia Científica . São Paulo: Pioneira, 1997, p. 53.

Texto 5A2-IV

Mas embora todo nosso conhecimento comece com a experiência, nem por isso ele surge apenas da experiência. Pois poderia bem acontecer que mesmo o nosso conhecimento da experiência fosse um composto daquilo que recebemos por meio de impressões e daquilo que a nossa própria faculdade de conhecimento (apenas provocada por impressões sensíveis) produz por si mesma.

Immanuel Kant. Crítica da razão pura . Tradução de Valério Rohden e Udo Baldur Moosburger. São Paulo: Abril Cultural, 1980 [1781], p. 23 (com adaptações).
No texto 5A2-IV, Kant defende que o conhecimento
A
começa com a experiência, mas também pode ser produzido de um modo totalmente independente dela, por meio da razão pura.
B
surge exclusivamente da experiência, sem qualquer contribuição de outras faculdades cognitivas do ser humano.
C
é praticamente equivalente àquilo que defenderam os empiristas radicais, rejeitando qualquer elemento a priori .
D
começa com a experiência, mas não deriva apenas dela, uma vez que recebe contribuições da faculdade de conhecimento humana.
E
é resultado daquilo que foi provocado por impressões sensíveis, sendo inteiramente determinado por estas.
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