Texto 12A1-II
Existe um consenso entre linguistas, atualmente, de que o ensino não pode mais continuar considerando errado o uso que o falante faz de sua língua. Admitidas as variações existentes no uso da língua, o ensino tem de deixar de ser prescritivo para ser descritivo e produtivo. No ensino descritivo, mostra-se como a língua funciona e dá-se ao(à) aluno(a) consciência do uso que ele(a) próprio(a) faz de sua língua; no produtivo, ensinam-se ao(à) aluno(a) variantes de sua língua apropriadas a diversas situações, de modo que possa efetivamente usá-las de acordo com suas necessidades. Com esses dois tipos de ensino, procura-se atingir os objetivos do ensino: o objetivo educacional de mostrar como funciona a língua e o objetivo pragmático de dar meios aos falantes de usar apropriadamente a sua língua. No entanto, a linguística não tem receitas a oferecer. Extrair de uma teoria linguística algumas de suas noções básicas e usá-las isoladamente, fora do conjunto da teoria, não é renovar o ensino de línguas: isso seria pura mistificação. Qualquer aplicação possível da linguística ao ensino de línguas deve ser o resultado de longa reflexão e de um trabalho conjunto entre linguistas e professores.
Lúcia Lobato. Linguística e ensino de línguas. Editora da UnB: Brasília, 2015, p. 53-54 (com adaptações).
Questão pública
Questão de Língua Portuguesa
CESPE/CEBRASPE - SEDUC PI - Professor de Educação Básica - Área: Português - 2026 • CEBRASPE • 2026
ID 186885
Língua Portuguesa Equivalência e substituição de palavras, locuções, expressões e trechos.
CEBRASPE
Secretaria de Estado de Educação do Piauí Professor de Educação Básica - Área: Português 2026
Texto associado
Texto-base
A coerência das ideias do texto 12A1-II seria mantida caso a expressão “No entanto” (antepenúltimo período) fosse substituída por
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