Texto 12A4-I
Alguém me falou de um anúncio institucional que a UNESCO publicou há tempos para uma campanha pela alfabetização. Consistia em uma frase escrita de trás para a frente — ideia talvez tirada de Alice através do espelho (1871), o livro de Lewis Carroll em que, por estar “do lado de lá” do espelho, Alice vê tudo ao contrário, inclusive um poema num livro sobre a mesa. É como um analfabeto vê um texto — uma sequência de símbolos cuja ordem não lhe quer dizer nada. Alice resolve o problema botando o poema diante de um espelho. O mundo, no entanto, exige mais: a alfabetização em massa.
No Brasil, 5,2% da população ainda continua analfabeta. Parece pouco, mas são mais de 10 milhões de pessoas, o equivalente à população de São Paulo. Some a isso os 29%, entre 15 e 64 anos, que são analfabetos funcionais (leem, mas não entendem uma notícia de jornal ou uma bula de remédio), e veja como o Brasil continua longe do século 21. Por sorte, alguns desses analfabetos sabem de sua condição e não querem que se estenda a seus filhos.
Três pessoas que prestam serviços ao meu redor, incapazes de ler ou escrever, são inspiradores exemplos. Uma manicure fez de seus três filhos um advogado, uma psicóloga e uma assistente social. Um porteiro, homem humilde e boníssimo, fez da filha engenheira, e chorou de comoção na cerimônia de formatura dela. E um encanador, que não sabe dizer a chave do seu PIX (mostra um papelzinho com o número), também formou a filha em direito. Dois desses jovens se beneficiaram de bolsas integrais da PUC.
Como pessoas que não sabem ler conseguem viver numa grande cidade, com sua desordem de cartazes, placas, luminosos, indicações, itinerários e manchetes? É um mundo de signos ocos, para elas sem significado. Que códigos não terão de criar para saber qual ônibus tomar? Como lidar com dinheiro ou cartão? Como receber uma mensagem por celular?
Sempre achei que o momento em que se aprende a ler representa mais que um segundo parto. Talvez seja o verdadeiro ingresso no mundo.
Ruy Castro. Signos sem significado. (com adaptações).
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Texto associado
Assinale a opção em que o trecho destacado do texto 12A4-I é introduzido por elemento de coesão sequencial com o mesmo valor semântico da conjunção “e” em “e veja como o Brasil continua longe do século 21” (terceiro período do segundo parágrafo).
Texto associado
Texto 12A4-II
Senhor! Quando avistou o peru, no centro do terreiro, entre a casa e as árvores da mata. O peru, imperial, dava-lhe as costas, para receber sua admiração. Estalara a cauda, e se entufou, fazendo roda: o rapar das asas no chão — brusco, rijo, — se proclamara. Grugulejou, sacudindo o abotoado grosso de bagas rubras; e a cabeça possuía laivos de um azul-claro, raro, de céu e sanhaços; e ele, completo, torneado, redondoso, todo em esferas e planos, com reflexos de verdes metais em azul-e-preto — o peru para sempre. Belo, belo! Tinha qualquer coisa de calor, poder e flor, um transbordamento. Sua ríspida grandeza tronitruante. Sua colorida empáfia. Satisfazia os olhos, era de tanger trombeta. Colérico, encachiado, andando, gruziou outro gluglo. O Menino riu, com todo o coração. Mas só bis-viu. Já o chamavam, para passeio.
João Guimarães Rosa. As margens da alegria.
In: Primeiras estórias / João Guimarães Rosa . Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2005.
Senhor! Quando avistou o peru, no centro do terreiro, entre a casa e as árvores da mata. O peru, imperial, dava-lhe as costas, para receber sua admiração. Estalara a cauda, e se entufou, fazendo roda: o rapar das asas no chão — brusco, rijo, — se proclamara. Grugulejou, sacudindo o abotoado grosso de bagas rubras; e a cabeça possuía laivos de um azul-claro, raro, de céu e sanhaços; e ele, completo, torneado, redondoso, todo em esferas e planos, com reflexos de verdes metais em azul-e-preto — o peru para sempre. Belo, belo! Tinha qualquer coisa de calor, poder e flor, um transbordamento. Sua ríspida grandeza tronitruante. Sua colorida empáfia. Satisfazia os olhos, era de tanger trombeta. Colérico, encachiado, andando, gruziou outro gluglo. O Menino riu, com todo o coração. Mas só bis-viu. Já o chamavam, para passeio.
João Guimarães Rosa. As margens da alegria.
In: Primeiras estórias / João Guimarães Rosa . Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2005.
Assinale a opção em que são corretamente apresentados uma característica de escritura atribuída a Guimarães Rosa e seu respectivo exemplo no texto 12A4-II.
Texto associado
Texto 12A1-I
Ao lado estava a caixinha de costura, o novelo de linha, o papel com agulhas — a tesoura enferrujada da avó mal cortava os trapos. Mordia a língua, caprichando, entortava a cabeça, mas acabava rasgando os pedaços de pano. Precisava mandar amolar a tesoura, precisava mandar amolar a tesoura, “está cheia de dente, um serrote”. Há muito tempo pensava em amolar aquele traste.
A boneca Ceci esperava de olhos duros o vestido novo — porque em nova forma — se ajeitando nos retalhos furta-cores roubados da avó, da mãe, e até mesmo de Mundoca, que não queria saber de brincadeira.
— O tempo todo com essa boneca, está doida? “Se ela soubesse como Ceci consola a gente.”
As tardes sempre paradas quando o rio baixava, sentava-se na beira do cais, a água no tornozelo, fria e suave, mais tarde a tocar a ponta dos dedos, até ficar a um palmo ou dois de distância, espumando, correndo.
O rio enchia e secava, e ela nas pedras mornas — o barulho de tudo sem uma identificação precisa. Quantos vestidinhos ganhou Ceci naquelas tardes sem conta? Quando não tinha mais retalhos, virava o último vestido pelo avesso, o sujo sumia, Ceci não tinha mais queixas, “agora você está nova em folha”.
Francisco de Assis Almeida Brasil. Beira rio, beira vida. 15.ª edição, Teresina: Edições do Autor, 2013, p. 19.
Ao lado estava a caixinha de costura, o novelo de linha, o papel com agulhas — a tesoura enferrujada da avó mal cortava os trapos. Mordia a língua, caprichando, entortava a cabeça, mas acabava rasgando os pedaços de pano. Precisava mandar amolar a tesoura, precisava mandar amolar a tesoura, “está cheia de dente, um serrote”. Há muito tempo pensava em amolar aquele traste.
A boneca Ceci esperava de olhos duros o vestido novo — porque em nova forma — se ajeitando nos retalhos furta-cores roubados da avó, da mãe, e até mesmo de Mundoca, que não queria saber de brincadeira.
— O tempo todo com essa boneca, está doida? “Se ela soubesse como Ceci consola a gente.”
As tardes sempre paradas quando o rio baixava, sentava-se na beira do cais, a água no tornozelo, fria e suave, mais tarde a tocar a ponta dos dedos, até ficar a um palmo ou dois de distância, espumando, correndo.
O rio enchia e secava, e ela nas pedras mornas — o barulho de tudo sem uma identificação precisa. Quantos vestidinhos ganhou Ceci naquelas tardes sem conta? Quando não tinha mais retalhos, virava o último vestido pelo avesso, o sujo sumia, Ceci não tinha mais queixas, “agora você está nova em folha”.
Francisco de Assis Almeida Brasil. Beira rio, beira vida. 15.ª edição, Teresina: Edições do Autor, 2013, p. 19.
Assinale a opção correta em relação a aspectos linguísticos do primeiro período do texto 12A1-I.
Texto associado
Texto 12A1-II
Existe um consenso entre linguistas, atualmente, de que o ensino não pode mais continuar considerando errado o uso que o falante faz de sua língua. Admitidas as variações existentes no uso da língua, o ensino tem de deixar de ser prescritivo para ser descritivo e produtivo. No ensino descritivo, mostra-se como a língua funciona e dá-se ao(à) aluno(a) consciência do uso que ele(a) próprio(a) faz de sua língua; no produtivo, ensinam-se ao(à) aluno(a) variantes de sua língua apropriadas a diversas situações, de modo que possa efetivamente usá-las de acordo com suas necessidades. Com esses dois tipos de ensino, procura-se atingir os objetivos do ensino: o objetivo educacional de mostrar como funciona a língua e o objetivo pragmático de dar meios aos falantes de usar apropriadamente a sua língua. No entanto, a linguística não tem receitas a oferecer. Extrair de uma teoria linguística algumas de suas noções básicas e usá-las isoladamente, fora do conjunto da teoria, não é renovar o ensino de línguas: isso seria pura mistificação. Qualquer aplicação possível da linguística ao ensino de línguas deve ser o resultado de longa reflexão e de um trabalho conjunto entre linguistas e professores.
Lúcia Lobato. Linguística e ensino de línguas. Editora da UnB: Brasília, 2015, p. 53-54 (com adaptações).
Existe um consenso entre linguistas, atualmente, de que o ensino não pode mais continuar considerando errado o uso que o falante faz de sua língua. Admitidas as variações existentes no uso da língua, o ensino tem de deixar de ser prescritivo para ser descritivo e produtivo. No ensino descritivo, mostra-se como a língua funciona e dá-se ao(à) aluno(a) consciência do uso que ele(a) próprio(a) faz de sua língua; no produtivo, ensinam-se ao(à) aluno(a) variantes de sua língua apropriadas a diversas situações, de modo que possa efetivamente usá-las de acordo com suas necessidades. Com esses dois tipos de ensino, procura-se atingir os objetivos do ensino: o objetivo educacional de mostrar como funciona a língua e o objetivo pragmático de dar meios aos falantes de usar apropriadamente a sua língua. No entanto, a linguística não tem receitas a oferecer. Extrair de uma teoria linguística algumas de suas noções básicas e usá-las isoladamente, fora do conjunto da teoria, não é renovar o ensino de línguas: isso seria pura mistificação. Qualquer aplicação possível da linguística ao ensino de línguas deve ser o resultado de longa reflexão e de um trabalho conjunto entre linguistas e professores.
Lúcia Lobato. Linguística e ensino de línguas. Editora da UnB: Brasília, 2015, p. 53-54 (com adaptações).
A coerência das ideias do texto 12A1-II seria mantida caso a expressão “No entanto” (antepenúltimo período) fosse substituída por
De acordo com as diretrizes operacionais para a educação de jovens e adultos (EJA) nos aspectos relativos ao seu alinhamento à Política Nacional de Alfabetização (PNA) e à Base Nacional Comum Curricular (BNCC), assinale a opção correta.
Em 2020, a escritora Clarice Lispector completaria cem anos de idade. Autora de prosa e ficção, ela é uma representante da terceira geração modernista. As obras produzidas pelos escritores dessa geração ficaram marcadas, entre outras características,
Texto associado
O primeiro grande pomo de discórdia entre a classe
artística brasileira no início da ditadura militar foi o
“nacionalismo”. Em discussão, o movimento tropicalista e seu
aproveitamento do rock, da cultura de massa, da guitarra elétrica,
acompanhado de uma recusa dos projetos e das utopias de poder da
esquerda tradicional brasileira. Um conservadorismo estético e
comportamental, portanto, bifronte: ora de esquerda, ora de direita.
E, com relação a esta querela nacionalista e às críticas contra a
guitarra, a linguagem do espetáculo, a estratégia pop da Tropicália,
contra Caetano cantando em inglês, é interessante lembrar o
comentário de Roberto Schwarz: “Caetano sempre quis cantar nessa
língua, que ouvia no rádio desde pequeno. E é claro que cantando
em inglês com pronúncia nordestina registra um momento
substancial de nossa história e imaginação”.
Flora Süssekind. Literatura e vida literária: polêmicas, diários e
retratos. Belo Horizonte: UFMG, 2004, p. 48-9 (com adaptações).
Sobre a cabeça os aviões
Sob os meus pés os caminhões
Aponta contra os chapadões
Meu nariz
Eu organizo o movimento
Eu oriento o carnaval
Eu inauguro um monumento no planalto central
Do país
Caetano Veloso. Tropicália. 1968.
A partir dos textos apresentados, julgue os próximos itens, a
respeito do Modernismo brasileiro e do Tropicalismo.
artística brasileira no início da ditadura militar foi o
“nacionalismo”. Em discussão, o movimento tropicalista e seu
aproveitamento do rock, da cultura de massa, da guitarra elétrica,
acompanhado de uma recusa dos projetos e das utopias de poder da
esquerda tradicional brasileira. Um conservadorismo estético e
comportamental, portanto, bifronte: ora de esquerda, ora de direita.
E, com relação a esta querela nacionalista e às críticas contra a
guitarra, a linguagem do espetáculo, a estratégia pop da Tropicália,
contra Caetano cantando em inglês, é interessante lembrar o
comentário de Roberto Schwarz: “Caetano sempre quis cantar nessa
língua, que ouvia no rádio desde pequeno. E é claro que cantando
em inglês com pronúncia nordestina registra um momento
substancial de nossa história e imaginação”.
Flora Süssekind. Literatura e vida literária: polêmicas, diários e
retratos. Belo Horizonte: UFMG, 2004, p. 48-9 (com adaptações).
Sobre a cabeça os aviões
Sob os meus pés os caminhões
Aponta contra os chapadões
Meu nariz
Eu organizo o movimento
Eu oriento o carnaval
Eu inauguro um monumento no planalto central
Do país
Caetano Veloso. Tropicália. 1968.
A partir dos textos apresentados, julgue os próximos itens, a
respeito do Modernismo brasileiro e do Tropicalismo.
O nacionalismo, com o qual o Tropicalismo assumiu uma nova
e conflituosa relação, surgiu pela primeira vez como tema na
literatura brasileira a partir do final do século XIX, com a
leitura crítica que Machado de Assis fez da sociedade
brasileira em obras como Memórias póstumas de Brás
Cubas .
Texto associado
No Realismo ficcional, a mente cientificista também é
responsável pelo esvaziar-se do êxtase que a paisagem suscitava nos
escritores românticos. O que se entende pela preferência dada agora
aos ambientes urbanos e, em nível mais profundo, pela não
identificação do escritor realista com aquela vida e aquela natureza
transformadas pelo positivismo em complexos de normas e fatos
indiferentes à alma humana.
O determinismo reflete-se na perspectiva em que se
movem os narradores ao trabalhar as suas personagens. A pretensa
neutralidade não chega ao ponto de ocultar o fato de que o autor
carrega sempre de tons sombrios o destino das suas criaturas.
Atente-se, nos romances desse período, para a galeria de seres
distorcidos ou acachapados pelo Fatum.
Alfredo Bosi. História concisa da literatura brasileira.
São Paulo: Cultrix, 2004, p. 172-3 (com adaptações).
Considerando o fragmento de texto precedente e as disposições da
BNCC do ensino fundamental para a disciplina de língua
portuguesa, julgue os itens a seguir, a respeito do Realismo e do
Naturalismo na literatura brasileira.
responsável pelo esvaziar-se do êxtase que a paisagem suscitava nos
escritores românticos. O que se entende pela preferência dada agora
aos ambientes urbanos e, em nível mais profundo, pela não
identificação do escritor realista com aquela vida e aquela natureza
transformadas pelo positivismo em complexos de normas e fatos
indiferentes à alma humana.
O determinismo reflete-se na perspectiva em que se
movem os narradores ao trabalhar as suas personagens. A pretensa
neutralidade não chega ao ponto de ocultar o fato de que o autor
carrega sempre de tons sombrios o destino das suas criaturas.
Atente-se, nos romances desse período, para a galeria de seres
distorcidos ou acachapados pelo Fatum.
Alfredo Bosi. História concisa da literatura brasileira.
São Paulo: Cultrix, 2004, p. 172-3 (com adaptações).
Considerando o fragmento de texto precedente e as disposições da
BNCC do ensino fundamental para a disciplina de língua
portuguesa, julgue os itens a seguir, a respeito do Realismo e do
Naturalismo na literatura brasileira.
Na galeria de personagens distorcidos do Naturalismo
brasileiro encontra-se Bentinho — o narrador de Dom
Casmurro , de Machado de Assis —, cuja personalidade é
definida no texto a partir de determinismos raciais e
geográficos.
Texto associado
O primeiro grande pomo de discórdia entre a classe
artística brasileira no início da ditadura militar foi o
“nacionalismo”. Em discussão, o movimento tropicalista e seu
aproveitamento do rock, da cultura de massa, da guitarra elétrica,
acompanhado de uma recusa dos projetos e das utopias de poder da
esquerda tradicional brasileira. Um conservadorismo estético e
comportamental, portanto, bifronte: ora de esquerda, ora de direita.
E, com relação a esta querela nacionalista e às críticas contra a
guitarra, a linguagem do espetáculo, a estratégia pop da Tropicália,
contra Caetano cantando em inglês, é interessante lembrar o
comentário de Roberto Schwarz: “Caetano sempre quis cantar nessa
língua, que ouvia no rádio desde pequeno. E é claro que cantando
em inglês com pronúncia nordestina registra um momento
substancial de nossa história e imaginação”.
Flora Süssekind. Literatura e vida literária: polêmicas, diários e
retratos. Belo Horizonte: UFMG, 2004, p. 48-9 (com adaptações).
Sobre a cabeça os aviões
Sob os meus pés os caminhões
Aponta contra os chapadões
Meu nariz
Eu organizo o movimento
Eu oriento o carnaval
Eu inauguro um monumento no planalto central
Do país
Caetano Veloso. Tropicália. 1968.
A partir dos textos apresentados, julgue os próximos itens, a
respeito do Modernismo brasileiro e do Tropicalismo.
artística brasileira no início da ditadura militar foi o
“nacionalismo”. Em discussão, o movimento tropicalista e seu
aproveitamento do rock, da cultura de massa, da guitarra elétrica,
acompanhado de uma recusa dos projetos e das utopias de poder da
esquerda tradicional brasileira. Um conservadorismo estético e
comportamental, portanto, bifronte: ora de esquerda, ora de direita.
E, com relação a esta querela nacionalista e às críticas contra a
guitarra, a linguagem do espetáculo, a estratégia pop da Tropicália,
contra Caetano cantando em inglês, é interessante lembrar o
comentário de Roberto Schwarz: “Caetano sempre quis cantar nessa
língua, que ouvia no rádio desde pequeno. E é claro que cantando
em inglês com pronúncia nordestina registra um momento
substancial de nossa história e imaginação”.
Flora Süssekind. Literatura e vida literária: polêmicas, diários e
retratos. Belo Horizonte: UFMG, 2004, p. 48-9 (com adaptações).
Sobre a cabeça os aviões
Sob os meus pés os caminhões
Aponta contra os chapadões
Meu nariz
Eu organizo o movimento
Eu oriento o carnaval
Eu inauguro um monumento no planalto central
Do país
Caetano Veloso. Tropicália. 1968.
A partir dos textos apresentados, julgue os próximos itens, a
respeito do Modernismo brasileiro e do Tropicalismo.