QuestLab Plataforma Inteligente de Questões
Questões por banca

Questões da IDECAN para Concursos

Pratique questões da IDECAN e filtre por disciplina, assunto, tópico, órgão, cargo e ano.

Estude com questões da IDECAN

Consulte o banco público da QuestLab com questões da IDECAN. Use os filtros abaixo para localizar questões por disciplina, assunto, órgão, cargo, ano e modalidade.

Ver DNA da IDECAN

Questões da IDECAN por disciplina

91 disciplinas disponíveis. Clique para visualizar todas.

Acesse diretamente as disciplinas disponíveis nesta banca. As quantidades abaixo consideram as questões ativas do banco QuestLab.

Português 191 questões Informática 188 questões Matemática 173 questões Pedagogia 132 questões Direito Administrativo 130 questões Direito Constitucional 111 questões Raciocínio Lógico 79 questões Biblioteconomia 67 questões Biologia 55 questões Química 48 questões Conhecimentos Gerais e Atualidades 46 questões Inglês 37 questões Administração Geral 33 questões Engenharia Civil 33 questões Farmácia 32 questões Fisioterapia 31 questões Direito do Consumidor 25 questões Educação 24 questões Direito Penal 23 questões Medicina 20 questões Gestão de Pessoas 17 questões Administração Pública 16 questões Filosofia 16 questões Arquivologia 15 questões Enfermagem 15 questões Espanhol 15 questões Direito Tributário 14 questões Não definido 14 questões Artes Cênicas 13 questões Geografia 13 questões Arquitetura 11 questões Física 11 questões Legislação de Trânsito 10 questões Legislação de Trânsito CTB 10 questões Legislação Estadual 10 questões Legislação Federal 10 questões Contabilidade Geral 9 questões Ética na Administração Pública 9 questões Comunicação Social 8 questões Direito Sanitário 8 questões Nutrição 8 questões Redes de Computadores 8 questões Saúde Pública 8 questões Auditoria 7 questões Direito Civil 7 questões Engenharia Elétrica 7 questões Direito Processual Civil 6 questões Direitos Humanos 6 questões Economia 6 questões Matemática Financeira 6 questões Meio Ambiente 6 questões Radiologia 6 questões Administração de Recursos Materiais 5 questões História 5 questões Jornalismo 5 questões Legislação e Decretos 5 questões Segurança da Informação 5 questões Técnicas de Vendas e Negociação 5 questões Direito Previdenciário 4 questões Estatuto da Criança e do Adolescente ECA 4 questões Estatuto da Pessoa com Deficiência 4 questões Atendimento ao Público 3 questões Conhecimentos Gerais 3 questões Secretariado 3 questões Segurança e Saúde no Trabalho 3 questões Administração Financeira e Orçamentária 2 questões Estatuto da Advocacia e da OAB 2 questões História e Geografia de Estados e Municípios 2 questões Legislação da AGU 2 questões Noções de Informática 2 questões Redação Oficial 2 questões Regimentos Internos e Estatutos 2 questões Sistemas Operacionais 2 questões Artes 1 questões Astronomia 1 questões Atualidades 1 questões Criminalística 1 questões Direito da Criança e do Adolescente ECA 1 questões Direito Empresarial Comercial 1 questões Direito Processual Penal 1 questões Direito Processual Penal Militar 1 questões Educação Infantil 1 questões Filosofia do Direito 1 questões Gerência de Projetos 1 questões Governança de TI 1 questões Libras 1 questões Literatura 1 questões Psicologia 1 questões Sociologia 1 questões Técnicas Administrativas 1 questões Tecnologia Educacional 1 questões
Encontre as questões que procura
Limpar filtros
1.907 questões encontradas
Texto associado
Texto para a questão. Entre a Forma e o Sentido: Linguagem, Técnica e Autoridade no Discurso Jurídico Antenor Teixeira de Almeida Júnior A linguagem jurídica constitui instrumento essencial de mediação entre o poder normativo do Estado e a vida social, razão pela qual sua utilização exige rigor técnico, clareza argumentativa e adequação à situação comunicativa. Desde a formação acadêmica até o exercício profissional da advocacia, o domínio consciente da língua revela-se condição para a efetividade do discurso jurídico, que não se limita à transmissão de informações, mas constrói sentidos, delimita direitos e orienta condutas. No plano descritivo, observa-se que os textos jurídicos circulam em diferentes gêneros, como pareceres, petições, atos administrativos e comunicações protocolares, cada qual submetido a convenções próprias. A redação técnica, nesse contexto, afasta-se do improviso e aproxima-se da precisão terminológica, exigindo o emprego adequado das formas de tratamento, o respeito aos níveis de formalidade e a observância das normas gramaticais que garantem a impessoalidade e a autoridade institucional do texto. Historicamente, a tradição jurídica consolidou um repertório linguístico que dialoga com textos científicos, normativos e, em menor medida, com estratégias persuasivas típicas do discurso publicitário, sobretudo quando se busca legitimar argumentos perante diferentes públicos. Essa intertextualidade não se manifesta como mera reprodução de fórmulas, mas como incorporação crítica de estruturas discursivas que reforçam a credibilidade do enunciador e a coerência interna da argumentação. No desenvolvimento argumentativo, o uso criterioso de operadores discursivos assume papel central. Conectivos como portanto, contudo, além disso e nesse sentido orientam o leitor na progressão lógica do texto, estabelecendo relações de causa, contraste, adição e conclusão. A escolha inadequada desses elementos compromete a coesão e pode gerar ambiguidades interpretativas, situação especialmente sensível no âmbito jurídico, em que a precisão semântica é indissociável da segurança jurídica. Do ponto de vista narrativo e dissertativo, o texto jurídico alterna exposição de fatos, análise normativa e construção argumentativa, o que exige do redator a capacidade de modular o discurso conforme o objetivo comunicativo. A narração organiza eventos relevantes, a dissertação sistematiza conceitos e a argumentação sustenta teses, compondo um tecido textual que deve permanecer coerente e unitário. Conclui-se, portanto, que o uso adequado da língua no Direito não constitui ornamento retórico, mas requisito funcional da prática jurídica. A observância das normas de redação, a escolha consciente dos conectivos, o manejo apropriado dos níveis de linguagem e o emprego ponderado de expressões latinas consagradas, como ratio legis e periculum in mora , reforçam a clareza, a autoridade e a legitimidade do discurso, condições indispensáveis à atuação responsável do advogado.

Considerando a progressão temática do texto, os argumentos desenvolvidos ao longo de seus parágrafos e a conclusão apresentada pelo autor, assinale a alternativa que expressa, de forma mais abrangente e fiel, a tese central sustentada no texto.

A O domínio técnico da linguagem jurídica, aliado à observância das normas gramaticais, ao uso criterioso de operadores discursivos e à adequação aos diferentes gêneros textuais do campo jurídico, constitui condição indispensável para a clareza argumentativa, a autoridade institucional e a efetividade comunicativa do discurso jurídico.
B A aproximação entre o discurso jurídico e estratégias persuasivas típicas do discurso publicitário representa o elemento central de legitimação argumentativa no Direito, uma vez que a capacidade de persuadir diferentes públicos constitui o principal fundamento da autoridade institucional do texto jurídico.
C A formalidade característica da linguagem jurídica, associada ao uso de terminologia técnica e de expressões latinas tradicionais, tende a dificultar a comunicação entre o sistema jurídico e a sociedade, razão pela qual a simplificação da linguagem deve prevalecer sobre a manutenção das convenções discursivas do campo jurídico.
D A organização textual do discurso jurídico baseia-se predominantemente na narração de fatos relevantes, sendo os elementos dissertativos e argumentativos apenas complementos estruturais destinados a contextualizar eventos e a organizar cronologicamente as informações apresentadas ao leitor.
E A tradição linguística consolidada no campo jurídico, marcada pela repetição de fórmulas discursivas e pela preservação de estruturas textuais herdadas da cultura normativa, limita significativamente a inovação linguística e restringe a adaptação do discurso jurídico a novos contextos comunicativos.
Texto associado
Texto para a questão. Entre a Forma e o Sentido: Linguagem, Técnica e Autoridade no Discurso Jurídico Antenor Teixeira de Almeida Júnior A linguagem jurídica constitui instrumento essencial de mediação entre o poder normativo do Estado e a vida social, razão pela qual sua utilização exige rigor técnico, clareza argumentativa e adequação à situação comunicativa. Desde a formação acadêmica até o exercício profissional da advocacia, o domínio consciente da língua revela-se condição para a efetividade do discurso jurídico, que não se limita à transmissão de informações, mas constrói sentidos, delimita direitos e orienta condutas. No plano descritivo, observa-se que os textos jurídicos circulam em diferentes gêneros, como pareceres, petições, atos administrativos e comunicações protocolares, cada qual submetido a convenções próprias. A redação técnica, nesse contexto, afasta-se do improviso e aproxima-se da precisão terminológica, exigindo o emprego adequado das formas de tratamento, o respeito aos níveis de formalidade e a observância das normas gramaticais que garantem a impessoalidade e a autoridade institucional do texto. Historicamente, a tradição jurídica consolidou um repertório linguístico que dialoga com textos científicos, normativos e, em menor medida, com estratégias persuasivas típicas do discurso publicitário, sobretudo quando se busca legitimar argumentos perante diferentes públicos. Essa intertextualidade não se manifesta como mera reprodução de fórmulas, mas como incorporação crítica de estruturas discursivas que reforçam a credibilidade do enunciador e a coerência interna da argumentação. No desenvolvimento argumentativo, o uso criterioso de operadores discursivos assume papel central. Conectivos como portanto, contudo, além disso e nesse sentido orientam o leitor na progressão lógica do texto, estabelecendo relações de causa, contraste, adição e conclusão. A escolha inadequada desses elementos compromete a coesão e pode gerar ambiguidades interpretativas, situação especialmente sensível no âmbito jurídico, em que a precisão semântica é indissociável da segurança jurídica. Do ponto de vista narrativo e dissertativo, o texto jurídico alterna exposição de fatos, análise normativa e construção argumentativa, o que exige do redator a capacidade de modular o discurso conforme o objetivo comunicativo. A narração organiza eventos relevantes, a dissertação sistematiza conceitos e a argumentação sustenta teses, compondo um tecido textual que deve permanecer coerente e unitário. Conclui-se, portanto, que o uso adequado da língua no Direito não constitui ornamento retórico, mas requisito funcional da prática jurídica. A observância das normas de redação, a escolha consciente dos conectivos, o manejo apropriado dos níveis de linguagem e o emprego ponderado de expressões latinas consagradas, como ratio legis e periculum in mora , reforçam a clareza, a autoridade e a legitimidade do discurso, condições indispensáveis à atuação responsável do advogado.

Com base na articulação argumentativa do texto, especialmente nas relações estabelecidas entre linguagem, clareza discursiva e função institucional do Direito, marque a alternativa que expressa uma inferência logicamente válida, ainda que não formulada de modo explícito pelo autor.

A A precisão linguística é apenas estética.
B A intertextualidade é meramente normativa.
C Conectivos não afetam a interpretação.
D Inadequações linguísticas podem comprometer a segurança jurídica.
E Normas de redação são dispensáveis.
Texto associado
Texto para a questão. Entre a Forma e o Sentido: Linguagem, Técnica e Autoridade no Discurso Jurídico Antenor Teixeira de Almeida Júnior A linguagem jurídica constitui instrumento essencial de mediação entre o poder normativo do Estado e a vida social, razão pela qual sua utilização exige rigor técnico, clareza argumentativa e adequação à situação comunicativa. Desde a formação acadêmica até o exercício profissional da advocacia, o domínio consciente da língua revela-se condição para a efetividade do discurso jurídico, que não se limita à transmissão de informações, mas constrói sentidos, delimita direitos e orienta condutas. No plano descritivo, observa-se que os textos jurídicos circulam em diferentes gêneros, como pareceres, petições, atos administrativos e comunicações protocolares, cada qual submetido a convenções próprias. A redação técnica, nesse contexto, afasta-se do improviso e aproxima-se da precisão terminológica, exigindo o emprego adequado das formas de tratamento, o respeito aos níveis de formalidade e a observância das normas gramaticais que garantem a impessoalidade e a autoridade institucional do texto. Historicamente, a tradição jurídica consolidou um repertório linguístico que dialoga com textos científicos, normativos e, em menor medida, com estratégias persuasivas típicas do discurso publicitário, sobretudo quando se busca legitimar argumentos perante diferentes públicos. Essa intertextualidade não se manifesta como mera reprodução de fórmulas, mas como incorporação crítica de estruturas discursivas que reforçam a credibilidade do enunciador e a coerência interna da argumentação. No desenvolvimento argumentativo, o uso criterioso de operadores discursivos assume papel central. Conectivos como portanto, contudo, além disso e nesse sentido orientam o leitor na progressão lógica do texto, estabelecendo relações de causa, contraste, adição e conclusão. A escolha inadequada desses elementos compromete a coesão e pode gerar ambiguidades interpretativas, situação especialmente sensível no âmbito jurídico, em que a precisão semântica é indissociável da segurança jurídica. Do ponto de vista narrativo e dissertativo, o texto jurídico alterna exposição de fatos, análise normativa e construção argumentativa, o que exige do redator a capacidade de modular o discurso conforme o objetivo comunicativo. A narração organiza eventos relevantes, a dissertação sistematiza conceitos e a argumentação sustenta teses, compondo um tecido textual que deve permanecer coerente e unitário. Conclui-se, portanto, que o uso adequado da língua no Direito não constitui ornamento retórico, mas requisito funcional da prática jurídica. A observância das normas de redação, a escolha consciente dos conectivos, o manejo apropriado dos níveis de linguagem e o emprego ponderado de expressões latinas consagradas, como ratio legis e periculum in mora , reforçam a clareza, a autoridade e a legitimidade do discurso, condições indispensáveis à atuação responsável do advogado.

O texto organiza-se predominantemente como:

A Narrativo-descritivo.
B Injuntivo.
C Narrativo-argumentativo.
D Expositivo-descritivo.
E Dissertativo-argumentativo.
Texto associado
Texto para a questão. Entre a Forma e o Sentido: Linguagem, Técnica e Autoridade no Discurso Jurídico Antenor Teixeira de Almeida Júnior A linguagem jurídica constitui instrumento essencial de mediação entre o poder normativo do Estado e a vida social, razão pela qual sua utilização exige rigor técnico, clareza argumentativa e adequação à situação comunicativa. Desde a formação acadêmica até o exercício profissional da advocacia, o domínio consciente da língua revela-se condição para a efetividade do discurso jurídico, que não se limita à transmissão de informações, mas constrói sentidos, delimita direitos e orienta condutas. No plano descritivo, observa-se que os textos jurídicos circulam em diferentes gêneros, como pareceres, petições, atos administrativos e comunicações protocolares, cada qual submetido a convenções próprias. A redação técnica, nesse contexto, afasta-se do improviso e aproxima-se da precisão terminológica, exigindo o emprego adequado das formas de tratamento, o respeito aos níveis de formalidade e a observância das normas gramaticais que garantem a impessoalidade e a autoridade institucional do texto. Historicamente, a tradição jurídica consolidou um repertório linguístico que dialoga com textos científicos, normativos e, em menor medida, com estratégias persuasivas típicas do discurso publicitário, sobretudo quando se busca legitimar argumentos perante diferentes públicos. Essa intertextualidade não se manifesta como mera reprodução de fórmulas, mas como incorporação crítica de estruturas discursivas que reforçam a credibilidade do enunciador e a coerência interna da argumentação. No desenvolvimento argumentativo, o uso criterioso de operadores discursivos assume papel central. Conectivos como portanto, contudo, além disso e nesse sentido orientam o leitor na progressão lógica do texto, estabelecendo relações de causa, contraste, adição e conclusão. A escolha inadequada desses elementos compromete a coesão e pode gerar ambiguidades interpretativas, situação especialmente sensível no âmbito jurídico, em que a precisão semântica é indissociável da segurança jurídica. Do ponto de vista narrativo e dissertativo, o texto jurídico alterna exposição de fatos, análise normativa e construção argumentativa, o que exige do redator a capacidade de modular o discurso conforme o objetivo comunicativo. A narração organiza eventos relevantes, a dissertação sistematiza conceitos e a argumentação sustenta teses, compondo um tecido textual que deve permanecer coerente e unitário. Conclui-se, portanto, que o uso adequado da língua no Direito não constitui ornamento retórico, mas requisito funcional da prática jurídica. A observância das normas de redação, a escolha consciente dos conectivos, o manejo apropriado dos níveis de linguagem e o emprego ponderado de expressões latinas consagradas, como ratio legis e periculum in mora , reforçam a clareza, a autoridade e a legitimidade do discurso, condições indispensáveis à atuação responsável do advogado.

Considerando a organização argumentativa do texto, a progressão lógica entre os parágrafos e a função dos conectivos como operadores de orientação do sentido, marque a opção que identifica corretamente o valor semântico-argumentativo do conectivo “portanto”, empregado no último parágrafo.

A Conclusão.
B Oposição.
C Adição.
D Causa.
E Exemplificação.
Texto associado
Texto para a questão. Entre a Forma e o Sentido: Linguagem, Técnica e Autoridade no Discurso Jurídico Antenor Teixeira de Almeida Júnior A linguagem jurídica constitui instrumento essencial de mediação entre o poder normativo do Estado e a vida social, razão pela qual sua utilização exige rigor técnico, clareza argumentativa e adequação à situação comunicativa. Desde a formação acadêmica até o exercício profissional da advocacia, o domínio consciente da língua revela-se condição para a efetividade do discurso jurídico, que não se limita à transmissão de informações, mas constrói sentidos, delimita direitos e orienta condutas. No plano descritivo, observa-se que os textos jurídicos circulam em diferentes gêneros, como pareceres, petições, atos administrativos e comunicações protocolares, cada qual submetido a convenções próprias. A redação técnica, nesse contexto, afasta-se do improviso e aproxima-se da precisão terminológica, exigindo o emprego adequado das formas de tratamento, o respeito aos níveis de formalidade e a observância das normas gramaticais que garantem a impessoalidade e a autoridade institucional do texto. Historicamente, a tradição jurídica consolidou um repertório linguístico que dialoga com textos científicos, normativos e, em menor medida, com estratégias persuasivas típicas do discurso publicitário, sobretudo quando se busca legitimar argumentos perante diferentes públicos. Essa intertextualidade não se manifesta como mera reprodução de fórmulas, mas como incorporação crítica de estruturas discursivas que reforçam a credibilidade do enunciador e a coerência interna da argumentação. No desenvolvimento argumentativo, o uso criterioso de operadores discursivos assume papel central. Conectivos como portanto, contudo, além disso e nesse sentido orientam o leitor na progressão lógica do texto, estabelecendo relações de causa, contraste, adição e conclusão. A escolha inadequada desses elementos compromete a coesão e pode gerar ambiguidades interpretativas, situação especialmente sensível no âmbito jurídico, em que a precisão semântica é indissociável da segurança jurídica. Do ponto de vista narrativo e dissertativo, o texto jurídico alterna exposição de fatos, análise normativa e construção argumentativa, o que exige do redator a capacidade de modular o discurso conforme o objetivo comunicativo. A narração organiza eventos relevantes, a dissertação sistematiza conceitos e a argumentação sustenta teses, compondo um tecido textual que deve permanecer coerente e unitário. Conclui-se, portanto, que o uso adequado da língua no Direito não constitui ornamento retórico, mas requisito funcional da prática jurídica. A observância das normas de redação, a escolha consciente dos conectivos, o manejo apropriado dos níveis de linguagem e o emprego ponderado de expressões latinas consagradas, como ratio legis e periculum in mora , reforçam a clareza, a autoridade e a legitimidade do discurso, condições indispensáveis à atuação responsável do advogado.

Considerando o texto e a discussão nele desenvolvida acerca da adequação da linguagem à situação comunicativa no âmbito jurídico, aponte a opção que interpreta corretamente a função e o valor discursivo do emprego de latinismos no texto.

A Comprometem a clareza textual ao introduzirem termos técnicos desnecessários, afastando o leitor do conteúdo argumentativo.
B Exercem função predominantemente ornamental, sendo utilizados como recurso retórico de valorização estética do texto.
C Reforçam a precisão conceitual e a tradição técnico-jurídica do discurso, desde que empregados de forma criteriosa e funcional.
D Substituem a necessidade de desenvolvimento argumentativo, condensando o raciocínio jurídico em fórmulas consagradas.
E Caracterizam registro coloquial especializado, aproximando o discurso jurídico da linguagem cotidiana.

Considere o trecho hipotético extraído de uma peça jurídica: “O Requerente, as provas documentais juntadas aos autos demonstram a existência do dano material alegado.” À luz da sintaxe da língua portuguesa e dos critérios de redação técnica aplicáveis ao discurso jurídico, assinale a alternativa que analisa corretamente o fenômeno linguístico presente no período, bem como sua repercussão para a clareza textual.

A O período apresenta hipérbato, caracterizado pela inversão da ordem direta dos termos da oração, sem prejuízo da função sintática do sujeito.
B Trata-se de um caso de pleonasmo sintático, no qual a repetição de ideias reforça a argumentação jurídica.
C O período exemplifica paralelismo sintático, pois mantém estruturas equivalentes entre o termo inicial e o núcleo verbal da oração.
D Verifica-se elipse verbal, pois o verbo referente ao termo inicial foi omitido por economia linguística.
E O trecho contém anacoluto, uma vez que o termo inicial “O Requerente” permanece sintaticamente desligado do verbo da oração, configurando quebra da estrutura gramatical, recurso que deve ser evitado em peças formais.

“A precisão terminológica e o domínio das normas gramaticais são pilares fundamentais na redação de peças jurídicas, uma vez que a ambiguidade pode comprometer a interpretação do direito. No caso da crase, por exemplo, sua ausência ou presença indevida antes de pronomes pode alterar a identificação do sujeito ou do objeto da ação. Assim, a observância da norma culta não é um mero formalismo, mas uma garantia de clareza processual e de segurança jurídica para as partes envolvidas.” Considerando a organização textual do fragmento e a função do tópico frasal (primeiro período) na estruturação do parágrafo, assinale a alternativa que apresenta a paráfrase que melhor expressa a ideia central desenvolvida pelo autor.

A A correção gramatical no ambiente jurídico é apresentada como um instrumento acessório, cuja principal função é elevar o rigor estético das decisões proferidas pelos magistrados.
B O fragmento estabelece uma relação de dependência entre o domínio técnico da língua e a eficácia da comunicação jurídica, defendendo que o rigor normativo é essencial para evitar equívocos interpretativos no processo.
C O texto foca exclusivamente na descrição das regras de uso do acento grave, utilizando o contexto das peças processuais apenas como um pretexto para exemplificar casos gramaticais facultativos.
D A ideia central reside na crítica à excessiva formalidade dos tribunais brasileiros, argumentando que o foco em regras de gramática, como a crase, prejudica a celeridade e a justiça social.
E O autor propõe que a ambiguidade é um recurso linguístico inevitável no Direito, independentemente do nível de conhecimento gramatical demonstrado pelos advogados e juízes.
Texto associado
Texto para a questão. Trecho extraído de manifestação judicial: O juízo, ao analisar a petição, não se convenceu da urgência alegada, determinando a postergação da análise. Tendo-se verificado a ausência de documentos essenciais, a petição inicial foi liminarmente indeferida. Nunca se negou ao autor o direito de recorrer, porém, os prazos processuais devem ser estritamente observados. Havendo dúvida sobre a representação processual, intimou-se a parte para regularizar sua situação em 48 horas. Quem nos representa neste ato, Excelência, possui poderes específicos para firmar acordos. Se o réu for devidamente citado e não apresentar defesa, aplicar-se-á a revelia, presumindo-se verdadeiros os fatos narrados na exordial.

Considerando a organização sintática do trecho apresentado, especialmente quanto à repetição de estruturas equivalentes que organizam a progressão lógica do texto, assinale a alternativa que descreve corretamente o emprego do paralelismo sintático.

A O paralelismo sintático do texto decorre da repetição de construções iniciadas por verbos no gerúndio que introduzem circunstâncias processuais, como ocorre em “tendo-se verificado” e “havendo dúvida”, estabelecendo sequência uniforme de justificativas para as decisões mencionadas.
B O texto apresenta paralelismo sintático ao empregar construções oracionais estruturalmente semelhantes para introduzir circunstâncias ou condições processuais, como nos segmentos “tendo-se verificado a ausência de documentos essenciais”, “havendo dúvida sobre a representação processual” e “se o réu for devidamente citado”, o que contribui para a organização lógica da exposição decisória.
C O paralelismo sintático manifesta-se pela alternância entre construções afirmativas e negativas, como em “nunca se negou ao autor o direito de recorrer” e “aplicar-se-á a revelia”, recurso que estabelece contraste argumentativo no interior da manifestação judicial.
D O paralelismo sintático do trecho resulta da repetição de termos técnicos do vocabulário processual, como “petição inicial”, “prazos processuais” e “representação processual”, o que assegura uniformidade terminológica ao discurso jurídico.
E O texto rompe o paralelismo sintático ao alternar construções reduzidas e períodos condicionais, uma vez que estruturas introduzidas por gerúndio ou particípio não podem coexistir com orações condicionais sem comprometer a regularidade gramatical do texto.
Texto associado
Texto para a questão. Trecho extraído de manifestação judicial: O juízo, ao analisar a petição, não se convenceu da urgência alegada, determinando a postergação da análise. Tendo-se verificado a ausência de documentos essenciais, a petição inicial foi liminarmente indeferida. Nunca se negou ao autor o direito de recorrer, porém, os prazos processuais devem ser estritamente observados. Havendo dúvida sobre a representação processual, intimou-se a parte para regularizar sua situação em 48 horas. Quem nos representa neste ato, Excelência, possui poderes específicos para firmar acordos. Se o réu for devidamente citado e não apresentar defesa, aplicar-se-á a revelia, presumindo-se verdadeiros os fatos narrados na exordial.

Considere o período a seguir, extraído de decisão judicial: “O juízo, ao analisar a petição , não se convenceu da urgência alegada, determinando a postergação da análise.” À luz da sintaxe do período composto e da classificação das orações subordinadas na língua portuguesa, assinale a alternativa que identifica corretamente a função sintática do segmento destacado.

A Oração Subordinada Adjetiva Restritiva, por caracterizar o substantivo “juízo” e restringir-lhe o sentido.
B Oração Subordinada Substantiva Objetiva Direta, por completar o sentido do verbo “convenceu-se”.
C Oração Subordinada Adverbial Temporal Reduzida de Infinitivo, por indicar circunstância de tempo em relação à oração principal, sem conjunção subordinativa explícita.
D Oração Subordinada Adverbial Causal Reduzida de Infinitivo, por expressar a causa do convencimento do juízo.
E Oração Coordenada Sindética Temporal, ligada à oração principal por relação de simultaneidade.
Texto associado
Texto para a questão. Trecho extraído de manifestação judicial: O juízo, ao analisar a petição, não se convenceu da urgência alegada, determinando a postergação da análise. Tendo-se verificado a ausência de documentos essenciais, a petição inicial foi liminarmente indeferida. Nunca se negou ao autor o direito de recorrer, porém, os prazos processuais devem ser estritamente observados. Havendo dúvida sobre a representação processual, intimou-se a parte para regularizar sua situação em 48 horas. Quem nos representa neste ato, Excelência, possui poderes específicos para firmar acordos. Se o réu for devidamente citado e não apresentar defesa, aplicar-se-á a revelia, presumindo-se verdadeiros os fatos narrados na exordial.

Considerando os mecanismos de coesão responsáveis pela articulação sintática e pela progressão lógica do trecho apresentado, marque a opção que identifica corretamente o recurso linguístico que organiza a relação entre os períodos do texto.

A A coesão textual é estabelecida principalmente pela repetição de expressões do vocabulário jurídico, como “petição inicial”, “prazos processuais” e “representação processual”, recurso que garante continuidade temática e uniformidade terminológica ao discurso jurídico.
B A articulação entre os períodos do texto decorre fundamentalmente da utilização de pronomes pessoais e demonstrativos que retomam elementos previamente mencionados, estabelecendo cadeias referenciais responsáveis pela continuidade argumentativa do trecho.
C A coesão do texto depende prioritariamente do emprego de conectivos explícitos que indicam oposição, causa e consequência, responsáveis por organizar de maneira direta as relações lógicas entre as diferentes decisões processuais mencionadas.
D A articulação sintática do texto realiza-se predominantemente por meio de construções oracionais que introduzem circunstâncias ou condições processuais, como “ao analisar a petição”, “tendo-se verificado a ausência de documentos essenciais”, “havendo dúvida sobre a representação processual” e “se o réu for devidamente citado”, as quais estruturam a progressão lógica das decisões apresentadas.
E A coesão textual resulta da sequência cronológica das ações processuais descritas, que se encadeiam narrativamente desde a análise inicial da petição até a eventual aplicação da revelia, constituindo uma progressão temporal que organiza o sentido global do trecho.