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O padrão de distribuição populacional no Brasil sofreu alterações regionais desde o período de sua fundação colonial, imperial e republicana. Os movimentos migratórios e as novas centralizações de atividades econômicas configuraram novo padrão espacial de assentamento demográfico no país. Dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) 2015 indicam que “a maior parte da população brasileira, 84,72%, vive em áreas urbanas. Já 15,28% dos brasileiros vivem em áreas rurais (...) e a Região com maior percentual de população urbana é o Sudeste, com 93,14% das pessoas vivendo em áreas urbanas. A Região Nordeste é a que conta com o maior percentual de habitantes vivendo em áreas rurais, 26,88%” (IBGE). (Fonte: IBGE Educa, 2022. Disponível em: População rural e urbana | Educa | Jovens - IBGE. Partindo da discussão apresentada pelo texto do IBGE e seus conhecimento sobre perda populacional no campo, assinale a alternativa correta sobre o que explica esse padrão populacional no Brasil atual.

A No Brasil, a população se concentra nas regiões Sudeste e Sul, respectivamente, predominando na região Sul as populações rurais, e, na região Sudeste, as populações urbanas, no processo de êxodo rural que ocorreu entre as décadas de 1930-1950 em todo o país.
B As regiões com maior concentração de população rural são Nordeste e Norte, nesta ordem, o que representa ambas como sendo o foco de projetos de desenvolvimento intra e interurbano no Brasil, corroborando com a ausência do processo de êxodo rural durante os anos 1960 nessas porções.
C Com as sucessivas fases de industrialização no Brasil o fluxo de população do campo para a cidade aumentou consideravelmente, registrado principalmente entre a região nordeste e norte para a sul e sudeste, respectivamente, durante a década de 1960.
D A população brasileira ainda é mal distribuída territorialmente, concentrando-se no Sudeste do país, com pouco menos de 1/5 de sua população vivendo no campo, e, resultado do processo de êxodo rural entre as décadas de 1950-1970.
E A perda de população no campo impactou negativamente na produção industrial brasileira, já que esta depende primordialmente da agroindústria, removendo grandes massas de trabalhadores para os grandes centros urbanos, definhando a economia rural durante a década de 1950.

No século XX, com as etapas de industrialização do Brasil, o país passou por uma grande transformação populacional e territorial, o que obrigou o Estado a realizar pesquisas que apresentassem o quadro nacional. O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) cumpriu com esses propósitos, consolidando-se como órgão estatal brasileiro estratégico na gestão territorial (urbana e rural). Leia o trecho a seguir: O estudo Arranjos Populacionais e Concentrações Urbanas do Brasil constitui um quadro de referência da urbanização no País. Tal quadro foi obtido a partir de critérios que privilegiaram a integração entre os municípios. A identificação e a delimitação das maiores aglomerações de população no País têm sido objeto de estudo do IBGE desde a década de 1960, quando o fenômeno da urbanização se intensificou, e assumiu, ao longo dos anos, formas cada vez mais complexas. A necessidade de fornecer conhecimento atualizado desses recortes impõe a identificação e a delimitação de formas urbanas que surgem a partir de cidades de diferentes tamanhos, face à crescente expansão urbana, não só nas áreas de economia mais avançada, mas também no Brasil como um todo. (Fonte: IBGE, 2022. Arranjos Populacionais e Concentrações Urbanas no Brasil. Os estudos voltados aos arranjos populacionais e concentrações urbanas no Brasil podem ser importantes para melhorar os conhecimentos sobre determinadas cidades, bem como seus limites e relações. Por isso, pode-se dizer que essas pesquisas urbanas ajudam, principalmente:

A Na gestão territorial intraurbana das cidades, visto que podemos delimitar os setores censitários e ter uma visão mais detalhada dos bairros e seus serviços disponíveis.
B No reconhecimento de áreas urbanas e possíveis limites intermunicipais, fenômenos de conurbação e aspectos de morfologia urbana, além de permitir possíveis classificações de hierarquia urbana.
C Na melhoria de estudos técnicos voltados à gestão de bacias hidrográficas em ambientes urbanos, indicando onde instalar estações de tratamento e bombeamento.
D Na diferenciação de áreas urbanas rurais e áreas rurais urbanas, permitindo diagnosticar processos de verticalização na paisagem, gentrificação e segregação socioespacial em áreas pericentrais.
E Na produção de imagens de satélite em escala urbana, utilizando aerofotogrametria, propiciando base material para a produção de mapas de classificação de uso e ocupação do solo.

Um dos mecanismos de gestão territorial mais usados para um país é propor novas divisões político administrativas. Regiões e Estados podem passar, frequentemente, em decorrência das mudanças de atividades econômicas empreendidas, por proposições que resultem na melhora da gerência daquela porção territorial. Analise o trecho da reportagem publicada pelo Senado Federal em 2021: Pedido de vista coletivo adiou a votação na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ), nesta quarta-feira

( 17 ), do Projeto de Decreto Legislativo (PDL) 508/2019 , que convoca plebiscito sobre a criação do Estado do Tapajós. A proposta deve voltar à pauta do colegiado na próxima reunião. O assunto volta a ser analisado pelos parlamentares dez anos depois da realização do plebiscito sobre a divisão do estado do Pará em três: Pará, Carajás e Tapajós. Na época, a população rejeitou o desmembramento. O novo plebiscito, se aprovado, consultará os eleitores sobre a criação do estado de Tapajós mediante desmembramento do território compreendido por 23 municípios situados a oeste do estado atual, entre eles, Santarém. O relator, Plínio Valério (PSDBAM), defende a criação do novo estado. Segundo ele, o movimento de emancipação do Tapajós existe há pelo menos 170 anos. O senador apontou que a região conta com importante produção de cacau, além de minérios, mas a “pujança” econômica não é revertida em serviços públicos para a população — Esses municípios reclamam autonomia porque não têm as benesses dessa pujança. Essa gente quer partilhar dessa riqueza — disse. (Fonte: Agência Senado, 2021. Disponível em: Adiadas votações de projetos sobre criação do estado de Tapajós e Lei Geral do Esporte — Senado Notícias Assinale a alternativa correta sobre a proposta de nova divisão territorial do Pará.

A Favorece o estado paraense na Região Metropolitana de Belém, uma vez que a fundação de Carajás direcionaria as atividades econômicas (minerárias) para o entorno da capital.
B Impede que outras áreas do atual limite paraense se desenvolvam, pois concentrará as atividades econômicas somente em Carajás (Oeste do Pará), onde atualmente há pouco desenvolvimento econômico.
C Impactará na recentralização de projetos econômicos territoriais do setor primário (agropecuário e minerário), concentrando atividades pastoris em Carajás e extrativas em Tapajós.
D Cria diversos litígios no Estado, já que limita parte da bacia do Rio Amazonas no Estado de Tapajós e Carajás, somente, impactando na capacidade de irrigação e, consequentemente, na produtividade agrícola.
E Modifica profundamente a estrutura espacial do entorno de Belém, já que elegerá como foco outras áreas do Estado, criando tendência de urbanização de cidades como Santarém (Carajás), diminuindo a importância de Belém.