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Atenção : Para responder às questões de números 11 a 15, considere o texto abaixo.

[Um leopardo no Kilimanjaro]

O Kilimanjaro é aquela montanha na África onde, segundo Hemingway disse num conto*, um dia encontraram a carcaça congelada de um leopardo perto do cume, e nunca ficaram sabendo o que o leopardo fazia por lá. O leopardo de Hemingway já foi considerado símbolo de muitas coisas: espírito de aventura, a busca solitária do inalcançável, a imprevisibilidade do comportamento humano, a pretensão ou a simples inquietação que move bichos e artistas.
Num mundo ameaçado de afogamento pelo degelo causado pelo aquecimento global, o leopardo de Hemingway também pode simbolizar o instinto suicida que nos trouxe a este ponto. O próprio Kilimanjaro é um termômetro assustador do efeito estufa cujas consequências e combate se discutiram na Conferência de Bali. O pico do monte já perdeu mais de 80 por cento de sua cobertura de neve nos últimos noventa anos e o cálculo é que a neve desaparecerá por completo nos próximos vinte.

* “As neves do Kilimanjaro”, conto do escritor norte-americano Ernest Hemingway (1899-1961)
(Verissimo, Luis Fernando. O mundo é bárbaro . Rio de Janeiro: Objetiva, 2008, p. 121)

Na frase Num mundo ameaçado de afogamento pelo degelo causado pelo aquecimento global, o leopardo de Hemingway também pode simbolizar o instinto suicida que nos trouxe a este ponto,

A formula-se, com evidência, a significação simbólica do leopardo do Kilimanjaro, pretendida por Hemingway.
B a presença do leopardo no cume da montanha é reveladora do instinto suicida comum à espécie do animal.
C fica claro que Hemingway não alimentava qualquer suspeita sobre as agressões do homem contra a natureza.
D revela-se a premonição que alguns animais, como o leopardo, têm acerca dos desastres ecológicos.
E uma simbolização imaginosa da presença do leopardo é aventada a partir de dados da ecologia.

O movimento modernista no Brasil contribuiu para as reflexões sobre a identidade nacional à medida em que

A recusou os cânones artísticos europeus e propôs uma arte essencialmente brasileira, a partir de nossas raízes negras e indígenas e nosso folclore, sem a interferência de estéticas estrangeiras.
B reformulou a noção de mestiçagem, substituindo a definição tradicional, calcada na fusão das três raças, pela concepção subversiva de transculturação, a partir da percepção de que o Brasil era um caldeirão cultural sem identidade.
C estimulou os hibridismos culturais, apresentando releituras de escolas europeias e buscando explorar temáticas e formas artísticas a partir de referenciais locais, que pudessem ser identificadas à brasilidade e às nossas idiossincrasias.
D problematizou o papel elitista da arte, questionando os privilégios do artista, as instituições formais, recusando patrocinadores e inovando tanto ao levar a arte para o povo como ao retratar pessoas humildes em suas obras, postura assumida em conjunto pelos modernistas e denominada obreirismo dialético.
E propôs a noção de antropofagia cultural, que consistia na ideia de que deveríamos nos alimentar culturalmente de todas as vanguardas contemporâneas, para produzir uma paródia das mesmas, de linguagem universal e cosmopolita, que nos inserisse no campo artístico mundial.

A Figura 1 mostra um estudo comparativo entre o índice pluviométrico e a ocorrência de casos de dengue em uma cidade brasileira, nos meses de janeiro a dezembro de um dado ano. A Figura 2 esquematiza o ciclo de vida do Aedes aegypti, transmissor da dengue.

Figura 1
(Adaptado de: BESSA et al. Rev. bras. epidemiol. v.16. n.3 São Paulo. Sep. 2013 http://www.scielosp.org/scielo.php?pid=S1415-790X2013000300 603&script=sci_arttext&tlng=pt)

Figura 2

Levando-se em consideração as informações fornecidas nas duas figuras conclui-se que o intervalo entre o pico de maior índice pluviométrico e o pico de maior número de casos da doença deve refletir

A o intervalo entre a postura dos ovos e a emergência dos mosquitos.
B o período necessário para que a água parada evapore.
C a passagem da fase de pupa para a de adulto.
D a ausência de indivíduos com dengue neste período.
E a época ideal para aplicação de inseticidas que matem os adultos de Aedes .

Um grupo de invertebrados apresenta, entre outras, as seguintes características:

− corpo segmentado
− exoesqueleto quitinoso
− circulação aberta
− respiração traqueal
− olhos compostos

Com base nesses dados é possível determinar que o grupo em questão é o dos

A insetos.
B crustáceos.
C aracnídeos.
D .moluscos.
E equinodermos.

Considere a frase abaixo.

Marx e Engels afirmam: a história é um processo dinâmico, dialético, no qual cada realidade social traz dentro de si o princípio de sua própria contradição, o que gera a transformação constante na história. (BORGES, Deize S., 1982, p. 36)

Considerando as ideias de Marx e Engels, expressas no texto, a disciplina História deve

A possibilitar a abordagem de temas da micro-história, como história local, para a formação crítica dos alunos e o rompimento com a noção de História que se prende apenas ao passado, assim como, aos grandes nomes e aos grandes feitos e acontecimentos da história da humanidade.
B abordar temas que sejam ignorados pelos alunos e que estejam no seu cotidiano, o que visa a uma maior participação do educando como sujeito do processo ensino aprendizagem, além de possibilitar reflexões sócio-políticas e econômicas e compreensão da sociedade capitalista.
C trabalhar o presente a partir dos vestígios encontrados do passado tornando-se, assim, um produto social de determinada época, daí a necessidade de que todos os sujeitos sociais sejam valorizados com o objetivo de elucidar versões diferentes da História e reconhecer seu caráter dinâmico.
D formar o educando para atuar politicamente com liberdade e possibilitar a realização das necessidades materiais e subjetivas dos homens. Neste sentido a escola pode auxiliar, tanto com o currículo como com condições efetivas de participação do aluno nos espaços escolares.
E valorizar os fatos do passado e os acontecimentos do presente para que se possa estabelecer diálogo entre o saber escolar tradicional e o saber do aluno e as relações entre o antes e depois, num ordenamento evolutivo, onde cabe somente a noção de tempo linear, evolutivo e uniforme.

A transição política para um governo civil, ao fim do regime militar brasileiro, foi marcada

A pela distensão lenta, gradual e segura iniciada pelo governo de Ernesto Geisel e que permitiu a volta à legalidade de partidos políticos, o surgimento de novas legendas e a realização de eleições diretas para prefeito e governador ao longo de seu mandato.
B por seu caráter de transição negociada, uma vez que a abertura política ocorreu após um trato formal entre os setores civis, a Igreja e as forças políticas de oposição com os militares, que concordaram em deixar o poder em 1985 sob a condição de que não houvesse “acerto de contas”, greves gerais ou represálias ao Exército.
C pela permanência do chamado entulho autoritário, uma vez que continuaram em vigência, após o fim do regime, os Atos Institucionais, as nomeações para cargos feitas durante o regime (como os senadores biônicos), bem como a Constituição de 1967, revogada apenas em 1988.
D pelo fracasso da campanha pelas Diretas Já, movimento civil que não conseguiu, apesar da forte mobilização popular, em 1984, obter a aprovação da Emenda constitucional que garantiria a realização de eleições diretas para presidente naquele momento, as quais só ocorreriam em 1989, levando Fernando Collor ao poder.
E pela conquista da Lei de anistia irrestrita em 1979, durante o governo Figueiredo, que anulou as penas imputadas a presos políticos, terroristas e subversivos, perdoando publicamente também todos os torturadores e agentes do Estado que haviam cometido, como se reconhecia, “excessos” em seu ofício.

Considere o texto abaixo.

“O exemplo é verídico. Uma professora me perguntou: ‘O que é isso de habilidades que estão falando na minha escola?’ Depois de explicar um pouco, ela me respondeu: ‘Ah, são aqueles verbinhos que a gente coloca nas reuniões de início do ano na frente dos objetivos de ensino? Já aprendi a fazer isso faz tempo!’ Acho que não me engano ao imaginar que aquelas listas de objetivos cheias de ‘verbinhos’ costumam ficar na gaveta da professora ou da diretora no restante do ano, enquanto se ministra ‘o conteúdo’.

Romper esse tipo de hábito não é simples. Daí a importância, a meu ver, de se considerar as habilidades e competências como objetivos em si, tal como se faz com a leitura e a escrita. Logicamente, isso não significa desvincular as habilidades de algum conteúdo. Pelo contrário, os conteúdos das diferentes disciplinas devem ser o principal instrumento para o desenvolvimento dessas habilidades. O que se necessita é mudar o enfoque, a abordagem que se faz de muitos assuntos, além da postura do professor, que em geral considera o conteúdo como de sua responsabilidade, mas a habilidade como de responsabilidade do aluno.

Vejamos esse último ponto: um professor coloca nos objetivos de ensino que o aluno, após determinada aula, deve saber ‘comparar uma célula animal com uma célula vegetal’. Que faz o professor nessa aula? Explica (descreve?) como é uma célula animal e como é uma célula vegetal.

Talvez faça uma tabelinha em que coloca, lado a lado, como é uma e como é a outra. Talvez estabeleça comparações. Entretanto, não considera de sua responsabilidade ensinar a comparar, não se preocupa com o desenvolvimento dessa habilidade no aluno. Está centrado no conteúdo ‘célula vegetal e animal’, saber comparar é algo que o aluno deve ‘trazer pronto’ e se ele não souber o problema não é do professor de Ciências... Só que também não é de nenhum outro...”
(Garcia, L.A.M. “Competências e Habilidades: você sabe lidar com isso?” Disponível em: http://www.educacao.es.gov.br/download/ roteiro1_competenciasehabilidades.pdf .)

No texto, a autora defende que se passe a dar mais atenção ao ensino de habilidades, o que faz parte da proposta presente nos Parâmetros Curriculares Nacionais, inclusive na área específica de Ciências da Natureza. De acordo com o texto, para chegar a isso, o professor de Ciências deve

A abandonar os conceitos da área e passar a ensinar apenas habilidades relacionadas à leitura e escrita.
B abordar exclusivamente a habilidade de comparar, pois se não ensinar isso, nenhum outro professor ensinará.
C redigir seu planejamento com verbos que indiquem a habilidade tratada em cada atividade, mantendo o ensino baseado em conceitos.
D utilizar os conceitos e temas de sua disciplina para propor situações em que os alunos desenvolvam habilidades.
E mudar o enfoque de suas aulas, deixando de se preocupar com verbos e habilidades, e passar a ministrar aulas apenas com conceitos.

Considere uma pena de ave que pesa 30 g, uma minúscula esfera de aço com a mesma massa de 30 g e um martelo, que pesa 1,2 kg. Imagine que esses três objetos são largados de uma mesma altura em duas situações: na presença e na ausência de ar.

Representa corretamente resultados desse experimento:

A Na ausência de ar, o martelo cai 40 vezes mais rápido que a pena.
B Na presença de ar, a esfera cai 4 vezes mais rápido que o martelo.
C Na ausência de ar, a esfera e a pena caem mais rápido que o martelo.
D Na presença de ar, a esfera cai mais lentamente que a pena.
E Na ausência de ar, o martelo cai à mesma velocidade que a pena.

A solidariedade internacional aos processos de independência na África e o combate à desigualdade racial foram algumas das bandeiras do movimento pan-africanista que, após a II Guerra, viveu um marco institucional importante, a saber,

A o Congresso Nacional Africano, evento que marcou, na África do Sul, o fim do regime do apartheid nos anos 1960.
B a Conferência de Bandung, na Indonésia, realizada em 1955 por iniciativa da ONU e que contou com a presença massiva de líderes políticos asiáticos e africanos.
C o I Congresso dos Países Não Alinhados, em Berlim, que se opôs à Guerra Fria e anulou, no final dos anos 1950, a Partilha da África vigente desde o século XIX.
D a fundação da Organização da Unidade Africana, na Etiópia, em 1963, que teve a adesão de dezenas de governos de países africanos.
E na Conferência Tricontinental, realizada em Cuba em 1967 que consagrou a denominação “Terceiro Mundo”, pregando a união dos países subdesenvolvidos dos três continentes.

Considere a obra abaixo.

12.abr.2016 - Especialista Eric Turquin e leiloeiro Marc Labarbe falam à imprensa em Paris

Segundo matéria publicada no dia 12/04/2016 no site Uol, uma pintura encontrada no sótão de uma casa no sudoeste da França, há dois anos, foi atribuída a um mestre italiano por dois especialistas particulares franceses.
A obra, que mostra a heroína bíblica Judite decapitando um general assírio, foi encontrada pelos donos de uma casa que fica próxima da cidade de Toulouse quando investigavam um vazamento. Acredita-se que a pintura foi feita em Roma em 1604 ou 1605 e está em um estado de conservação excepcionalmente bom, disse Eric Turquin, apesar de provavelmente ter ficado esquecida no sótão durante mais de 150 anos.
A reportagem se refere a uma obra supostamente de autoria de

A Michelangelo Merisi ou Caravaggio.
B Jean-Baptiste Debret.
C Jean-Auguste Dominique Ingres.
D Ticiano Vecellio ou Vecelli.
E Gian Lorenzo Bernini.