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A mãe de uma criança busca o Conselho Tutelar (CT) de sua região para denunciar profissionais da escola e a diretora, em razão de sua criança de três anos de idade ter sido forçada a alimentar-se na creche, restando, além da narrativa da criança, sinais de agressão no braço e na boca. Relativamente ao procedimento da mãe, a responsabilidade da creche e ao que cabe ao Conselho Tutelar, está correto afirmar que

A a mãe não poderia procurar o CT antes de informar a escola sobre o ocorrido e dar conhecimento à diretora sobre o fato, que então faria a averiguação e o comunicaria ao CT, se necessário.
B o problema diz respeito a assunto que não é pertinente ao tratamento de casos pelo CT e nem tem previsão de abordagem no Estatuto da Criança e do Adolescente, por envolver questão alimentar.
C a mãe agiu de forma incorreta, dentro do que prevê o Estatuto da Criança e do Adolescente − ECA, para os casos de suspeita ou confirmação de castigo; tendo a suspeita ocorrido na escola, a comunicação obrigatoriamente deve ser feita pelo diretor da escola.
D a mãe agiu dentro do que prevê o Estatuto da Criança e do Adolescente − ECA para os casos de suspeita ou confirmação de castigo físico, de tratamento cruel ou degradante contra criança, que devem ser obrigatoriamente comunicados ao CT.
E não cabe às mães buscarem o CT para denunciarem as escolas, sendo o procedimento correto reportar o fato à Ouvidoria da Secretaria Municipal de Educação que buscaria apurar e esclarecer o caso.
Texto associado
Atenção : As questões de números 1 a 10 referem-se ao texto abaixo.

Pequenas injustiças no calor da hora

Nestes dias tumultuados de incerteza política que estamos vivendo, há outras incertezas de menor visibilidade, que vêm de longe, e fazem parte de um sistema articulado de crise social e de decadência de que anomalias de agora são apenas parte do problema. Os sociólogos definem situações desse tipo como estados de anomia, caracterizados pela perda da eficácia dos valores e das regras sociais que tornam a vida em sociedade possível. O Brasil, aparentemente, está ultrapassando o limite dessa segurança coletiva. Alguns episódios recentes são indicativos do que está acontecendo.
Alunos do curso de Engenharia da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, em Porto Alegre, a que se juntou um da Pontifícia Universidade Católica, segundo as notícias, na noite do último dia 19, diante da residência estudantil, agrediram a socos e pontapés um estudante do Curso de Veterinária, Nerlei Fidelis, de 31 anos, que estava acompanhado de um sobrinho. Da nação Caingangue, ele é um dos 76 alunos indígenas que ingressaram na Universidade através do vestibular especial ali implantado. (...). Os agressores incriminaram em Nerlei o fato de ser índio, e deram início a agressão com a pergunta “o que esses índios estão fazendo aí?”
Os preconceitos de vários tipos, no Brasil, raciais, sociais, religiosos, de gênero e outros estão fundados no pressuposto de que cada um é livre e tem direitos nos limites do espaço a ele ou ela destinado. Não se trata, portanto, apenas de racismo, palavra que escamoteia um conjunto grande de preconceitos. Trata-se de uma concepção remotamente fundada no preconceito de casta ou no preconceito estamental, próprio de uma sociedade baseada no pressuposto de que as pessoas nascem e morrem socialmente desiguais.
O Brasil sempre foi um país intolerante e, de vários modos, autoritário. Construímos um conjunto de disfarces formais e meramente rituais para enfrentar o desconforto da intolerância e das injustiças que dela decorrem. Mas, nos momentos de crise e de tensão sociais, os disfarces derretem-se sob o calor da hora e ficamos nus diante do espelho. Nunca conseguimos construir uma verdadeira identidade social. No papel, sim, mas, na vida, não. Com facilidade tendemos ao corporativismo e são muitos os que se fecham numa identidade restrita, sobreposta ao que deveria ser a identidade de todos, a da Pátria.
(Adaptado de: MARTINS, José de Souza. Pequenas injustiças no calor da hora. In: O ESTADO DE S. PAULO . Aliás, E2, Domingo, 3 de abril de 2016.)

No quarto parágrafo, os disfarces formais e meramente rituais a que se refere o enunciador, encobrem

A o momento de crise e de tensão da sociedade brasileira.
B a verdadeira identidade social brasileira.
C a intolerância histórica intrínseca da sociedade brasileira.
D a necessidade de construção de uma identidade nacional.
E o imperativo de revisão das leis que regem a sociedade brasileira.
Texto associado
Atenção : As questões de números 1 a 10 referem-se ao texto abaixo.

Pequenas injustiças no calor da hora

Nestes dias tumultuados de incerteza política que estamos vivendo, há outras incertezas de menor visibilidade, que vêm de longe, e fazem parte de um sistema articulado de crise social e de decadência de que anomalias de agora são apenas parte do problema. Os sociólogos definem situações desse tipo como estados de anomia, caracterizados pela perda da eficácia dos valores e das regras sociais que tornam a vida em sociedade possível. O Brasil, aparentemente, está ultrapassando o limite dessa segurança coletiva. Alguns episódios recentes são indicativos do que está acontecendo.
Alunos do curso de Engenharia da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, em Porto Alegre, a que se juntou um da Pontifícia Universidade Católica, segundo as notícias, na noite do último dia 19, diante da residência estudantil, agrediram a socos e pontapés um estudante do Curso de Veterinária, Nerlei Fidelis, de 31 anos, que estava acompanhado de um sobrinho. Da nação Caingangue, ele é um dos 76 alunos indígenas que ingressaram na Universidade através do vestibular especial ali implantado. (...). Os agressores incriminaram em Nerlei o fato de ser índio, e deram início a agressão com a pergunta “o que esses índios estão fazendo aí?”
Os preconceitos de vários tipos, no Brasil, raciais, sociais, religiosos, de gênero e outros estão fundados no pressuposto de que cada um é livre e tem direitos nos limites do espaço a ele ou ela destinado. Não se trata, portanto, apenas de racismo, palavra que escamoteia um conjunto grande de preconceitos. Trata-se de uma concepção remotamente fundada no preconceito de casta ou no preconceito estamental, próprio de uma sociedade baseada no pressuposto de que as pessoas nascem e morrem socialmente desiguais.
O Brasil sempre foi um país intolerante e, de vários modos, autoritário. Construímos um conjunto de disfarces formais e meramente rituais para enfrentar o desconforto da intolerância e das injustiças que dela decorrem. Mas, nos momentos de crise e de tensão sociais, os disfarces derretem-se sob o calor da hora e ficamos nus diante do espelho. Nunca conseguimos construir uma verdadeira identidade social. No papel, sim, mas, na vida, não. Com facilidade tendemos ao corporativismo e são muitos os que se fecham numa identidade restrita, sobreposta ao que deveria ser a identidade de todos, a da Pátria.
(Adaptado de: MARTINS, José de Souza. Pequenas injustiças no calor da hora. In: O ESTADO DE S. PAULO . Aliás, E2, Domingo, 3 de abril de 2016.)

No contexto do quarto parágrafo, a expressão utilizada com sentido figurado é

A “um país intolerante”.
B “conjunto de disfarces formais”.
C “momentos de crise e de tensão sociais”.
D “identidade restrita”.
E “nus diante do espelho”.

Leia o texto abaixo.

Dear Ms Rowling, you have overstayed your welcome. Please stick to Harry Potter and quit writing other fiction. You are beyond needing either the shelf space or the column inches, but other writers desperately do. Enjoy your huge wealth and legions of fans. It´s high time you gave other writers and other writing room to breathe.

O texto recomenda que a autora Rowling

A abandone a escrita e dê oportunidade para outros.
B continue escrevendo por ser a inspiração de outros autores.
C mude para outro tipo de escrita que não seja literatura infantil.
D seja tão receptiva a outros escritores quanto o é a seus fãs.
E se dê um tempo para renovar sua criatividade.

Projeto se define por uma ação planejada, com objetivos, previsão de resultados, atividades, recursos materiais e financeiros e com tempo definido. Para o Assistente Social,

A a implantação de um projeto é prerrogativa estatal.
B a implantação de um projeto ocorre em âmbito privado.
C um projeto não tem intencionalidade definida.
D um projeto é uma ferramenta de ação social.
E os resultados do projeto não interferem em sua continuidade.

Nos anos 1990, com o esgotamento das análises economicistas sobre a pobreza, o conceito vulnerabilidade foi adotado como forma de identificar os indivíduos demandantes de atenção. Nesse sentido, vulnerabilidade pode ser considerada como

A uma determinada condição e circunstância.
B a ausência de recursos materiais para subsistência.
C um fenômeno singular.
D a presença de estrutura de oportunidade.
E a ocorrência de ativos sociais.

Em uma Estação de Tratamento de Água para Abastecimento Público, no tratamento convencional, considerando um fluxo sequencial progressivo, a etapa posterior à decantação e que precede a desinfecção é denominada

A Coagulação.
B Floculação.
C Fluoretação.
D Filtração.
E Sedimentação.
Órgão: Prefeitura de Teresina Cargo: Técnico de Nível Superior - Analista Ambiental - Área: Química Prova: FCC - Prefeitura de Teresina - Técnico de Nível Superior - Analista Ambiental - Área: Química - 2016

O trabalho fonoaudiológico miofuncional com adultos

A tem como principal alvo casos de tratamento ortodôntico quando há intervenção cirúrgica que corrija as estruturas ósseas comprometidas com o objetivo de adequação das funções estomatognáticas.
B tem como principal alvo a reabilitação de disfunções temporomandibulares, uma vez que nesse ciclo de vida são estas articulações as estruturas que mais sofrem sobrecarga de hábitos inadequados e de tensão.
C tem como objetivo a organização e equilíbrio da musculatura, bem como a reabilitação funcional orofacial para propiciar a retomada organizada das funções estomatognáticas no menor prazo possível.
D é medida paliativa uma vez que as deformidades dentofaciais já estão consolidadas e os padrões de respiração, mastigação, deglutição e articulação já estão definidos e pouco serão modificados.
E tem como principal alvo casos de fraturas maxilomandibulares com o objetivo de adequar a flexibilidade e mobilidade de tecidos moles associados; a mobilidade evitando posturas nocivas e restrição funcional e também recuperar a funcionalidade da estrutura orofacial.

Sobre a Triagem Auditiva Neonatal Universal − TANU, é recomendado que todos os neonatos devam ser avaliados antes da alta hospitalar. Levando em consideração este aspecto,

A no caso de neonatos nascidos fora do ambiente hospitalar ou daqueles que não foram submetidos à triagem auditiva antes da alta hospitalar, o teste deve ser feito preferencialmente até o primeiro mês de vida.
B no caso de neonatos nascidos fora do ambiente hospitalar ou daqueles que não foram submetidos à triagem auditiva antes da alta hospitalar, o teste deve ser feito preferencialmente até o terceiro mês de vida.
C em função da ocorrência de falso-positivos pela presença de vérnix na orelha externa nos primeiros dias de vida, recomenda-se um retorno no período de até 30 dias após a alta hospitalar, em todos os casos de registros ausentes (alterados) de EOAE, exceto se apenas em uma orelha.
D no caso de falha confirmada em reteste, é preciso encaminhamento imediato para diagnóstico fonoaudiológico completo, para confirmar a presença da perda auditiva e início da intervenção fonoaudiológica preferencialmente até o sexto mês de vida.
E no caso de falha confirmada em reteste, é preciso encaminhamento imediato para diagnóstico médico otorrinolaringológico e avaliação audiológica completa, para confirmar a presença da perda auditiva e início da intervenção fonoaudiológica preferencialmente até o terceiro mês de vida.
Texto associado
Atenção : Para responder às questões de números 44 e 45, considere o caso hipotético abaixo.

Juliana é professora da rede pública de educação há 25 anos e, após solicitação do otorrinolaringologista, procurou atendimento fonoaudiológico. Ela relatou que sua voz mudou ao longo dos anos de docência, já não consegue mais falar sem apresentar alguma alteração vocal ao longo da semana e atribui isso ao esforço para dar aulas em condições inadequadas. Na avaliação vocal, a emissão das fricativas /s/ e /z/ apresentou tempo total de fonação inferior a 11 segundos. E a relação entre as duas fricativas ( s/z ) ficou acima de 1,3.

A avaliação otorrinolaringológica havia apontado lesão bilateral nas pregas vocais. Após alguns meses de terapia, foi solicitada nova avaliação com exame de imagem que apontou redução unilateral da lesão. Trata-se, possivelmente de um quadro de

A nódulo que causou lesão contralateral. Há grande possibilidade de mudança com o trabalho fonoaudiológico.
B cisto, a diminuição da lesão contralateral indica que o trabalho fonoaudiológico deve continuar para que a lesão remanescente também regrida.
C granuloma que havia causado lesão contralateral. A intervenção deve ser cirúrgica, uma vez que esta lesão não regride com o trabalho fonoaudiológico.
D sulco, de origem congênita, que causou lesão contralateral. Há pouca possibilidade de mudança com o trabalho fonoaudiológico e a paciente deve ser encaminhada para cirurgia.
E cisto, a diminuição da lesão contralateral é um forte indício disso. O trabalho fonoaudiológico deve continuar e avaliar o impacto do cisto, bem como a necessidade ou não de cirurgia.