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Uma paciente secundigesta, com um parto cesariano anterior, com 37 semanas, dá entrada no pronto atendimento em trabalho de parto. Durante a evolução eutócica, a paciente apresentou dor abdominal repentina, com diminuição da atividade uterina. O toque vaginal mostrava apresentação fetal não mais detectável ao toque vaginal. Nesse caso, o diagnóstico clínico-obstétrico é

A rotura uterina.
B rotura de vasa prévia.
C rotura de hematoma hepático.
D prolapso de cordão.
E descolamento prematuro de placenta.

São sinais de complicação em um pós-operatório de cirurgia traqueal cujo acesso tenha sido cervical por estenose, EXCETO

A instabilidade hemodinâmica.
B enfisema subcutâneo.
C estridor e piora respiratória.
D infecção de ferida operatória.
E elevação da cúpula diafragmática.

Os mecanismos fisiopatológicos da Insuficiência Respiratória Aguda Pulmonar incluem:

A distúrbios da relação ventilação perfusão do tipo “shunt”, como ocorre na Síndrome do Desconforto Respiratório Agudo (SDRA).
B distúrbios da relação ventilação perfusão do tipo “espaço morto”, como ocorre no Tromboembolismo Pulmonar (TEP) maciço.
C hipoperfusão, como ocorre no choque.
D hipoventilação alveolar como ocorre nas intoxicações agudas por organofosforados e recirculação de anestésicos.
E bloqueio da difusão como ocorre nas atelectasias.

Considerando o caso das duas questões anteriores, a realização da medida da difusão de CO para esse paciente estaria indicada

A imediatamente, independente da presença de sintomas, considerando a carga tabágica.
B para avaliação pré-operatória, caso haja indicação cirúrgica, junto com a espirometria.
C associada ao ecodopplercardiograma para avaliação simultânea dos sistemas cardiovascular e pulmonar, qualquer que seja o tratamento proposto.
D em nenhuma eventualidade, considerando que, na ausência de dispneia, não deverá haver distúrbio da troca gasosa.
E independente do diagnóstico da lesão nodular, ou de indicação cirúrgica, pelo achado de enfisema na tomografia.

Em relação à hepatite B, assinale a alternativa correta.

A HBsAg: sua presença por mais de 1 mês é indicativa de hepatite crônica.
B Anti-HBs: é o único anticorpo que confere imunidade ao HBV. Está presente no soro após o desaparecimento do HBsAg, sendo indicador de cura e imunidade. Está presente isoladamente em pessoas vacinadas.
C HBV-DNA (quantitativo): surge após o desaparecimento do HbeAg e indica o fim da fase replicativa.
D Anti-HBc IgG: marcador de infecção recente, que está no soro até seis meses após a infecção.
E Anti-HBc IgG: indicador de replicação viral. Sua positividade indica alta infectividade.

Em relação à dor torácica de origem pleural, assinale a alternativa INCORRETA.

A É do tipo picante.
B Tem relação com a ventilação.
C Decorre da presença de nociceptores na pleura visceral.
D Pode estar relacionada a movimentos de tronco.
E Pode piorar com esforços físicos.

São achados tomográficos que permitem o diagnóstico de Pneumonia Intersticial Usual (PIU) típica:

A opacidades reticulares associadas a bronquiectasias de tração, faveolamento, distribuição periférica, aprisionamento aéreo.
B faveolamento, opacidades em vidro fosco, predomínio nas bases pulmonares, derrame pleural.
C opacidades reticulares de distribuição peribroncovascular, bronquiectasias de tração, faveolamento.
D opacidades reticulares predominantemente basais e periféricas, faveolamento, bronquiectasias de tração.
E calcificações pleurais, opacidades reticulares periféricas, faveolamento.

A aspergilose pulmonar invasiva é importante infecção de imunossuprimidos por transplantes de órgãos sólidos ou alogênico de medula óssea. O diagnóstico é dificultado pelo risco da retirada de tecido pulmonar para diagnóstico. Tomografia computadorizada e dosagem de Galactomanana são muitas vezes usadas para aproximar o diagnóstico ou indicar o tratamento. Nesse contexto, assinale a alternativa correta.

A A tomografia computadorizada de tórax com uso de contraste deve ser realizada em todos os casos suspeitos.
B A Galactomanana no Lavado Broncoalveolar (LBA) é recomendada em pacientes submetidos a transplante de órgãos sólidos, com suspeita de aspergilose invasiva, com alto grau de evidência.
C A Galactomanana no lavado broncoalveolar deve ser usada para acompanhamento de pacientes em tratamento ou profilaxia com antifúngicos.
D A dosagem de galactomanana no soro e no lavado broncoalveolar é marcador acurado para o diagnóstico de aspergilose invasiva em pacientes com neoplasias hematológicas ou submetidos a transplante autólogo de medula óssea.
E A galactomanana é recomendada para screening em receptores de transplante de órgãos sólidos e de pacientes com doenças granulomatosas.

Paciente de 61 anos, com história de rinite alérgica que surgiu em fevereiro de 2019 com episódios de quadros respiratórios caracterizados por tosse e dispneia que variavam de grau 1 a 3, sensação de febre, não termometrada e mal-estar geral, tratados com antibióticos corticoides sistêmicos, inalatórios e tópicos nasais, beta-2 agonistas inalatórios e anti-histamínicos, com melhora temporária. Uma tomografia computadorizada, realizada em maio de 2019, durante novo episódio, evidenciou opacidade em vidro fosco em segmento anterior do LIE e segmento lingular inferior. Hemograma mostrou leucócitos totais = 10000, com 33% (3300) de eosinófilos, PCRq = 58 mg/l, p e c ANCA negativos, IgE sérica total = 100 KU/l, sedimento urinário sem alterações, TC dos seios da face sem alterações. O diagnóstico provável é

A Pneumonia Eosinofílica Aguda.
B Granulomatose Eosinofílica com Poliangeite.
C Síndrome Hipereosinofílica.
D Eosinofilia Pulmonar Simples.
E Pneumonia Eosinofílica Crônica.