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Paciente de 47 anos, com histórico de hiperêmese, sem boa resposta aos antieméticos e perda de peso, tem como hipótese diagnóstica mucosa gástrica ectópica funcionante. O profissional das técnicas radiológicas deve realizar os preparativos para qual protocolo?

A Cintilografia para Pesquisa de Refluxo Gastroesofágico.
B Cintilografia para estudo do tempo de esvaziamento gástrico.
C Cintilografia para pesquisa de sangramento intestinal ativo.
D Cintilografia para Pesquisa de Divertículo de Meckel.
E Cintilografia para pesquisa de sangramento digestivo baixo intermitente.

Observe a seguinte imagem e indique o posicionamento radiológico apresentado.
Fonte: BONTRAGER: Kenneth L.; John P. Manual Prático de Técnicas e Posicionamento Radiográfico. 8 ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2015.

A Arcos Costais – AP.
B Arcos Costais – Oblíqua.
C Tórax – Oblíqua Anterior Esquerda (OAE).
D Tórax – Oblíqua Anterior Direita (OAD).
E Tórax – Oblíqua Posterior Direita (OPD).

Dá entrada no setor de radiodiagnóstico um paciente com pedido médico de exame de abdômen, no qual há interesse de se reduzir o borramento da imagem devido a movimentos involuntários. Dada uma constante de 25 para o tubo e tendo o paciente uma espessura anteroposterior de aproximadamente 26 cm, a técnica mais adequada a ser utilizada nesse caso seria

A KV = 80, mAs = 100 e mA = 100.
B KV = 105, mAs = 200 e mA = 50.
C KV = 80, mAs = 60 e mA = 500.
D KV = 105, mAs = 100 e mA = 100.
E KV = 55, mAs = 300 e mA = 400.

Paciente dá entrada no hospital se queixando de dor na região do punho após queda e se dirige ao setor de raios-x com pedido de exame de punho PA e perfil. Sendo necessária uma radiografia com melhores detalhes, o profissional deve

A utilizar o foco fino, a fim de diminuir o efeito de penumbra.
B utilizar um chassi maior, colimando o maior campo possível e utilizando valores de KV e mAs numericamente similares.
C incidir o RC em aproximadamente 2 cm da extremidade distal do úmero.
D utilizar o foco grosso, a fim de diminuir o tempo de exposição.
E utilizar valores numericamente similares de KV e mAs, grade difusora e DFM de 80 cm.

Segundo descrição da literatura especializada da área de efeitos biológicos das radiações, em um dos estágios de ação das radiações nos seres vivos, ocorrem, em cerca de 10-15 segundos, ionizações e excitações dos átomos que constituem as moléculas. Trata-se do estágio

A químico.
B biológico.
C físico.
D químico-físico.
E físico-biológico.
Texto associado
Borderline: o transtorno que faz pessoas irem do "céu ao inferno" em horas
Tatiana Pronin

Uma alegria contagiante pode se transformar em tristeza profunda em um piscar de olhos porque alguém "pisou na bola". O amor intenso vira ódio profundo, porque a atitude foi interpretada como traição; o sentimento sai de controle e se traduz em gritos, palavrões e até socos. E, então, bate uma culpa enorme e o medo de ser abandonado, como sempre. Dá vontade de se cortar, de beber e até de morrer, porque a dor, o vazio e a raiva de si mesmo são insuportáveis. As emoções e comportamentos exaltados podem dar uma ideia do que vive alguém com transtorno de personalidade borderline (ou "limítrofe").
Reconhecido como um dos transtornos mais lesivos, leva a episódios de automutilação, abuso de substâncias e agressões físicas. Além disso, cerca de 10% dos pacientes cometem suicídio. Além da montanha-russa emocional e da dificuldade em controlar os impulsos, o borderline tende a enxergar a si mesmo e aos outros na base do "tudo ou nada", o que torna as relações familiares, amorosas, de amizade e até mesmo a com o médico ou terapeuta extremamente desgastantes.
Muitos comportamentos do "border" (apelido usado pelos especialistas) lembram os de um jovem rebelde sem tolerância à frustração. Mas, enquanto um adolescente problemático pode melhorar com o tempo ou depois de uma boa terapia, o adulto com o transtorno parece alguém cujo lado afetivo não amadurece nunca.
Ainda que seja inteligente, talentoso e brilhante no que faz, reage como uma criança ao se relacionar com os outros e com as próprias emoções — o que os psicanalistas chamam de "ego imaturo". Em muitos casos, o transtorno fica camuflado entre outros, como o bipolar, a depressão e o uso abusivo de álcool, remédios e drogas ilícitas.
De forma resumida, um transtorno de personalidade pode ser descrito como um jeito de ser, de sentir, se perceber e se relacionar com os outros que foge do padrão considerado "normal" ou saudável. Ou seja, causa sofrimento para a própria pessoa e/ou para os outros. Enquadrar um indivíduo em uma categoria não é fácil — cada pessoa é um universo, com características próprias. [...]
O diagnóstico é bem mais frequente entre as mulheres, mas estudos sugerem que a incidência seja igual em ambos os sexos. O que acontece é que elas tendem a pedir mais socorro, enquanto os homens são mais propensos a se meter em encrencas, ir para a cadeira ou até morrer mais precocemente por causa de comportamentos de risco. Quase sempre o transtorno é identificado em adultos jovens e os sintomas tendem a se tornar atenuados com o passar da idade.
Transtornos de personalidade são diferentes de transtornos mentais (como depressão, ansiedade, transtorno bipolar, psicose etc.), embora seja difícil para leigos e desafiante até para especialistas fazer essa distinção, já que sobreposições ou comorbidades (existência de duas ou mais condições ao mesmo tempo) são muito frequentes. Não é raro que o borderline desenvolva transtorno bipolar, depressão, transtornos alimentares (em especial a bulimia), estresse pós-traumático, déficit de atenção/hiperatividade e transtorno por abuso de substâncias, entre outros. [...]
O paciente borderline sofre os períodos de instabilidade mais intensos no início da vida adulta. Há situações de crise, ou maior descontrole, que podem até resultar em internações porque o paciente coloca sua própria vida ou a dos outros em risco. Por volta dos 40 ou 50 anos, a maioria dos "borders" melhora bastante, probabilidade que aumenta se o paciente se engaja no tratamento. [...]
A personalidade envolve não só aspectos herdados, mas também aprendidos, por isso a melhora é possível, ainda que seja difícil de acreditar no início. Se a psicoterapia é importante para ajudar o bipolar a identificar uma virada e evitar perdas, no transtorno de personalidade ela é o carro-chefe do tratamento.
[...]
Medicamentos ajudam a aliviar os sintomas depressivos, a agressividade e o perfeccionismo exagerado, e são ainda mais importantes quando existe um transtorno mental associado. Os fármacos mais utilizados são os antidepressivos (flluoxetina, escitalopram, venlafaxina etc.), os estabilizadores de humor (lítio, lamotrigina, ácido valproico etc.), os antipsicóticos (olanzapina, risperidona, quietiapina etc.) e, em situações pontuais, sedativos ou remédios para dormir (clonazepan, diazepan, alprazolan etc.). Esses últimos costumam ser até solicitados pelos pacientes, mas devem ser evitados ao máximo, porque podem afrouxar o controle dos impulsos, assim como o álcool, além de causarem dependência.
[...]

Disponível em: https://www.uol.com.br/vivabem/noticias/redacao/2018/04/16/borderlinea-doenca-que-faz-10-dos-diagnosticados-cometerem-suicidio.htm. Acesso em: 04 jan. 2021.

Assinale a alternativa correta considerando o conteúdo do texto.

A Segundo o texto, as relações interpessoais e até mesmo relacionadas ao tratamento dos “borders” desgastam-se com facilidade e isso acaba provocando descontrole emocional e alterações de humor extremas em tais indivíduos.
B De acordo com o texto, categorizar pessoas é uma tarefa difícil porque cada um apresenta atitudes, pensamentos, aptidões, gostos, sentimentos etc. bem particulares.
C Transtornos como a bipolaridade (de personalidade) e borderline (mentais) apresentam diferenças sutis e, normalmente, esses transtornos são observados em um mesmo paciente de modo simultâneo.
D Segundo o texto, quem mais sofre com a síndrome borderline é o próprio paciente acometido pela doença, sendo pouco e/ou raramente afetadas as pessoas que o rodeiam.
E Tratamentos psicoterápicos são mais eficazes em casos de bipolaridade do que em quadros de borderline, uma vez que, comprovadamente, para esses pacientes, a abordagem medicamentosa costuma funcionar mais.

Paciente masculino de 56 anos em hemodiálise há 12 anos apresenta quadro de hiperparatireoidismo secundário grave, em uso de dose otimizada de acetato de cálcio e calcimimético. Apresenta hiperfosfatemia com hipercalcemia persistente e refratária, prurido intratável e deformidades ósseas. Com base no exposto, assinale a alternativa correta.

A Deve-se retirar o calcimimético e observar a evolução clínica, visto que não teve eficácia.
B Associação do carbonato de cálcio é a melhor alternativa.
C É bem indicada a introdução do calcitriol nessa situação.
D Deve-se suspender de imediato o acetato de cálcio.
E Há indicação formal de paratireoidectomia.

Paciente com diagnóstico de doença renal crônica estágio V em diálise, secundária à nefropatia diabética, apresenta LDL colesterol de 160 mg/dL. Em relação ao tratamento, assinale a alternativa correta.

A Deve-se introduzir sinvastatina na dose de 40 mg ao dia.
B Deve-se recomendar o uso de atorvastatina associado a exercício físico.
C Niacina é bem indicada nessa situação.
D Para diminuição da mortalidade, emprega-se ciprofibrato.
E Não há evidências de que o uso de estatinas melhore o desfecho nesse cenário.

O Diabetes Melito que tem início após o transplante ocorre em 4% a 25% dos receptores de transplante renal. Qual das seguintes alternativas NÃO é fator de risco para o desenvolvimento de Diabetes pós-transplante?

A Obesidade (IMC superior a 30 Kg/m 2 ).
B Idade acima de 40 a 45 anos.
C Receptores de transplante com doador falecido.
D Infecção por Citomegalovírus.
E Imunossupressão por Azatioprina.

Em casos de hipercalemia grave, com manifestações eletrocardiográficas, qual deve ser a conduta inicial?

A Prescrever solução intravenosa de bicarbonato de sódio 8,4%.
B Nebulização com agonista alfa-adrenérgico.
C Prescrever diurético endovenoso.
D Prescrever infusão de sal de cálcio endovenoso.
E Prescrever infusão de insulina com glicose a 50%.