QuestLab Plataforma Inteligente de Questões
Banco público de questões

Questões para Concursos

Pesquise questões reais por disciplina, assunto, tópico, banca, órgão, cargo, ano e modalidade.

Questões por banca

29 bancas disponíveis. Clique para visualizar todas.

Encontre as questões que procura
Limpar filtros
10.449 questões encontradas
Texto associado
Havia baile em São Clemente Aurélia ali estava como sempre, deslumbrante de formosura, de espírito e de luxo. Seu trajo era um primor de elegância; suas joias valiam um tesouro, mas ninguém apercebia-se disso. O que se via e admirava era ela, sua beleza, que enchia a sala, como um esplendor. O baile em vez de fatigá-la, ao contrário a expandia. Semelhante às flores tropicais, filhas do sol, que ostentam o brilhante matiz nas horas mais ardentes do dia, era justamente nesse pélago de luz e paixões, que Aurélia revelava toda a opulência de sua beleza. Seixas a contemplava de parte. As outras moças, de meia-noite em diante, começavam a fanar-se; o cansaço desbotava-lhes a cor, ou afogueava-lhes o rosto. O talhe denunciava o excesso da fadiga na languidez das inflexões ou na rispidez do gesto. Aurélia, ao contrário, à medida que se adiantava a noite, desferia de si mais seduções, e parecia entrar na plenitude de sua graça. A correção artística de seu trajo ia desaparecendo no bulício do baile. Como o primeiro esboço que surge afinal do cinzel impetuoso do artista, ao fogo da inspiração, sua estátua recebia da admiração da turba os últimos toques. (José de Alencar, Senhora )

No texto, um pronome que mantém relação de coesão referencial com o termo “Aurélia” é o destacado em:

A ... que ostentam o brilhante matiz... (2º parágrafo)
B ... mas ninguém apercebia- se disso. (1º parágrafo)
C ... o cansaço desbotava- lhes a cor... (4o parágrafo)
D ... à medida que se adiantava a noite... (5º parágrafo)
E ... desferia de si mais seduções... (5º parágrafo)
Texto associado
Havia baile em São Clemente Aurélia ali estava como sempre, deslumbrante de formosura, de espírito e de luxo. Seu trajo era um primor de elegância; suas joias valiam um tesouro, mas ninguém apercebia-se disso. O que se via e admirava era ela, sua beleza, que enchia a sala, como um esplendor. O baile em vez de fatigá-la, ao contrário a expandia. Semelhante às flores tropicais, filhas do sol, que ostentam o brilhante matiz nas horas mais ardentes do dia, era justamente nesse pélago de luz e paixões, que Aurélia revelava toda a opulência de sua beleza. Seixas a contemplava de parte. As outras moças, de meia-noite em diante, começavam a fanar-se; o cansaço desbotava-lhes a cor, ou afogueava-lhes o rosto. O talhe denunciava o excesso da fadiga na languidez das inflexões ou na rispidez do gesto. Aurélia, ao contrário, à medida que se adiantava a noite, desferia de si mais seduções, e parecia entrar na plenitude de sua graça. A correção artística de seu trajo ia desaparecendo no bulício do baile. Como o primeiro esboço que surge afinal do cinzel impetuoso do artista, ao fogo da inspiração, sua estátua recebia da admiração da turba os últimos toques. (José de Alencar, Senhora )

A conjunção destacada estabelece relação de comparação entre as orações no trecho:

A O que se via e admirava era ela, sua beleza, que enchia a sala, como um esplendor.
B Aurélia, ao contrário, à medida que se adiantava a noite, desferia de si mais seduções, e parecia entrar na plenitude de sua graça.
C As outras moças, de meia-noite em diante, começavam a fanar-se; o cansaço desbotava-lhes a cor, ou afogueava-lhes o rosto.
D Como o primeiro esboço que surge afinal do cinzel impetuoso do artista, ao fogo da inspiração, sua estátua recebia da admiração da turba os últimos toques.
E Seu trajo era um primor de elegância; suas joias valiam um tesouro, mas ninguém apercebia-se disso.
Texto associado
Havia baile em São Clemente Aurélia ali estava como sempre, deslumbrante de formosura, de espírito e de luxo. Seu trajo era um primor de elegância; suas joias valiam um tesouro, mas ninguém apercebia-se disso. O que se via e admirava era ela, sua beleza, que enchia a sala, como um esplendor. O baile em vez de fatigá-la, ao contrário a expandia. Semelhante às flores tropicais, filhas do sol, que ostentam o brilhante matiz nas horas mais ardentes do dia, era justamente nesse pélago de luz e paixões, que Aurélia revelava toda a opulência de sua beleza. Seixas a contemplava de parte. As outras moças, de meia-noite em diante, começavam a fanar-se; o cansaço desbotava-lhes a cor, ou afogueava-lhes o rosto. O talhe denunciava o excesso da fadiga na languidez das inflexões ou na rispidez do gesto. Aurélia, ao contrário, à medida que se adiantava a noite, desferia de si mais seduções, e parecia entrar na plenitude de sua graça. A correção artística de seu trajo ia desaparecendo no bulício do baile. Como o primeiro esboço que surge afinal do cinzel impetuoso do artista, ao fogo da inspiração, sua estátua recebia da admiração da turba os últimos toques. (José de Alencar, Senhora )

Na organização textual, uma das funções do aposto é ampliar o sentido de uma expressão. Isso pode ser comprovado com a expressão destacada em:

A As outras moças, de meia-noite em diante , começavam a fanar-se...
B Semelhante às flores tropicais, filhas do sol , que ostentam o brilhante matiz...
C ... ao fogo da inspiração , sua estátua recebia da admiração da turba os últimos toques.
D O que se via e admirava era ela, sua beleza, que enchia a sala, como um esplendor .
E Aurélia, ao contrário , à medida que se adiantava a noite...
Texto associado
Havia baile em São Clemente Aurélia ali estava como sempre, deslumbrante de formosura, de espírito e de luxo. Seu trajo era um primor de elegância; suas joias valiam um tesouro, mas ninguém apercebia-se disso. O que se via e admirava era ela, sua beleza, que enchia a sala, como um esplendor. O baile em vez de fatigá-la, ao contrário a expandia. Semelhante às flores tropicais, filhas do sol, que ostentam o brilhante matiz nas horas mais ardentes do dia, era justamente nesse pélago de luz e paixões, que Aurélia revelava toda a opulência de sua beleza. Seixas a contemplava de parte. As outras moças, de meia-noite em diante, começavam a fanar-se; o cansaço desbotava-lhes a cor, ou afogueava-lhes o rosto. O talhe denunciava o excesso da fadiga na languidez das inflexões ou na rispidez do gesto. Aurélia, ao contrário, à medida que se adiantava a noite, desferia de si mais seduções, e parecia entrar na plenitude de sua graça. A correção artística de seu trajo ia desaparecendo no bulício do baile. Como o primeiro esboço que surge afinal do cinzel impetuoso do artista, ao fogo da inspiração, sua estátua recebia da admiração da turba os últimos toques. (José de Alencar, Senhora )

Assinale a alternativa em que o enunciado está de acordo com a norma-padrão quanto ao uso do acento indicativo da crase.

A O traje era um primor de elegância, as joias valiam um tesouro, mas as pessoas davam atenção à beleza de Aurélia.
B À partir da meia-noite, era muito comum que as moças já começavam a fanar-se no baile, devido ao cansaço.
C Via-se à fadiga excessiva na languidez das inflexões ou na rispidez do gesto das moças, depois da meia-noite.
D Aurélia chegou à São Clemente para o baile e ali estava Seixas, que estava a contemplá-la de parte.
E De ponta à ponta no salão, Aurélia revelava toda a opulência de sua beleza e parecia entrar na plenitude de sua graça.
Texto associado
Números da fome A nova edição do relatório “O Estado da Segurança Alimentar e da Nutrição no Mundo”, recém-divulgada pela ONU, tem um tom soturno. Constata-se ali que a recuperação econômica em 2021, após o pior momento na pandemia, não deteve a expansão global da fome. Com o impulso dos impactos da covid-19, a parcela da população mundial enfrentando insegurança alimentar grave – fome – subiu de 9,3% para 10,9% em 2020. Em vez de cair ou se estabilizar, a cifra foi a 11,7% no ano passado. E, como aponta o documento, ainda estão por serem computados os efeitos da guerra na Ucrânia. A piora é generalizada, mas os números mais alarmantes, previsivelmente, estão na África, na América Latina e na Ásia. E a desigualdade não é apenas regional. “Grupos desfavorecidos da população, como mulheres, jovens, trabalhadores de baixa qualificação e empregados no setor informal, foram desproporcionalmente afetados pela pandemia e pelas medidas sanitárias”, avalia o relatório das Nações Unidas. Dito de outro modo, os vulneráveis perderam mais quando a economia parou e recuperaram menos quando as atividades voltaram. Em resumo, as disparidades de renda se agravaram. O Brasil, claro, não ficaria imune a tal processo – ao qual acrescenta suas mazelas particulares. Ainda que seus números não se destaquem entre os piores do planeta ou do continente, o país mostra deterioração aguda quando se faz uma comparação de prazo mais longo. Entre 2014 e 2016, 1,9% dos brasileiros passavam fome; no período 2019-21, a proporção subiu a 7,3%, ou 15,4 milhões de pessoas. O desempenho da economia, que tem sido abaixo de medíocre há quase uma década, decerto explica grande parte da degradação. Mais recentemente, a escalada inflacionária agravou o quadro. (Editorial. Folha de S.Paulo , 09.07.2022. Adaptado)

De acordo com Nilce Sant’Anna Martins

( 2008 ), quanto às palavras que exprimem julgamento, “predominam os adjetivos que atribuem qualidades positivas/negativas, valorizadoras/depreciativas, que podem ser distribuídas semanticamente no campo de bom/mau, e igualmente os substantivos abstratos, verbos e advérbios a eles correspondentes.” Exemplifica a explicação o termo destacado em:

A ... os vulneráveis perderam mais quando a economia parou e recuperaram menos quando as atividades voltaram.
B Constata-se ali que a recuperação econômica em 2021 (...) não deteve a expansão global da fome.
C A piora é generalizada, mas os números mais alarmantes , previsivelmente, estão na África, na América Latina e na Ásia.
D Em vez de cair ou se estabilizar, a cifra foi a 11,7% no ano passado .
E Entre 2014 e 2016, 1,9% dos brasileiros passavam fome; no período 2019-21, a proporção subiu a 7,3%...
Texto associado
Nossa relação com os animais repete, de maneira invertida, os cuidados que recebemos na primeira infância. Nós também fomos, no início, dependentes, desamparados e estávamos nas mãos de uma figura prestativa e generosa, mas que tinha todo poder sobre nós. Nossa capacidade de sentir piedade vem daí. A irresistível combinação de piedade, simpatia e acolhimento que a imagem de um animal fofinho desperta em nós, também. Contudo, esse é um amor de baixa qualidade e de grande aptidão à dispersão quando falamos em um projeto de longo prazo. Animais de estimação são como filhos. Mas filhos que não crescem, não resistem para ir à escola, não reclamam por autonomias adolescentes nem vão embora para a faculdade e se casam, deixando-nos para trás. Com os animais de estimação cada um revive a forma de amar e ser amado que Freud descreveu como narcisismo. Nele, confunde-se o amar o outro e o amar-se a si mesmo através do outro. E muitas vezes essa confusão se infiltra e atrapalha decisivamente a vida dos casais. Quando alguém declara que ama os cães a ponto de ter dois ou sete deles em casa, isso não representa nenhuma contradição com o ato de maltratá-los. Tudo depende da qualidade do laço que se estabelece nesse amor. Quando amamos nossos cães, nossos filhos ou nossas mulheres como a nós mesmos , podemos chegar a maltratá-los da pior maneira. Daí a importância de amar o outro conferindo algum espaço para o fato de que ele é um estranho, alguém diferente de mim. O amor não é garantia nem de si mesmo nem do desejo que ele deve habilitar. Isso vai aparecer na relação com os animais, como uma espécie de raio x das nossas formas de amar. Quem trata seus animais como uma parte de si mesmo, humanizando-os realmente como filhos, chamando-os de nenês, por exemplo, pode estar indicando uma forma mais simples e narcísica de amar. (Christian Dunker, Reinvenção da intimidade – políticas do sofrimento cotidiano. Adaptado)

Assinale a alternativa que apresenta concordância verbal de acordo com a norma-padrão.

A Confundem-se, no narcisismo, o amar o outro e o amar-se a si mesmo.
B É comum haverem animais tratados pelas pessoas como seres humanos.
C Existe entre as pessoas laços de afeto de diferentes qualidades.
D Com os animais de estimação, uma forma de amar e ser amado são revividas.
E Uma figura prestativa e generosa cuidaram de nós no início da vida.
Texto associado
Leia o texto para responder às questões de números 01 a 03 . Nossa relação com os animais repete, de maneira invertida, os cuidados que recebemos na primeira infância. Nós também fomos, no início, dependentes, desamparados e estávamos nas mãos de uma figura prestativa e generosa, mas que tinha todo poder sobre nós. Nossa capacidade de sentir piedade vem daí. A irresistível combinação de piedade, simpatia e acolhimento que a imagem de um animal fofinho desperta em nós, também. Contudo, esse é um amor de baixa qualidade e de grande aptidão à dispersão quando falamos em um projeto de longo prazo. Animais de estimação são como filhos. Mas filhos que não crescem, não resistem para ir à escola, não reclamam por autonomias adolescentes nem vão embora para a faculdade e se casam, deixando-nos para trás. Com os animais de estimação cada um revive a forma de amar e ser amado que Freud descreveu como narcisismo. Nele, confunde-se o amar o outro e o amar-se a si mesmo através do outro. E muitas vezes essa confusão se infiltra e atrapalha decisivamente a vida dos casais. Quando alguém declara que ama os cães a ponto de ter dois ou sete deles em casa, isso não representa nenhuma contradição com o ato de maltratá-los. Tudo depende da qualidade do laço que se estabelece nesse amor. Quando amamos nossos cães, nossos filhos ou nossas mulheres como a nós mesmos, podemos chegar a maltratá-los da pior maneira. Daí a importância de amar o outro conferindo algum espaço para o fato de que ele é um estranho, alguém diferente de mim. O amor não é garantia nem de si mesmo nem do desejo que ele deve habilitar. Isso vai aparecer na relação com os animais, como uma espécie de raio x das nossas formas de amar. Quem trata seus animais como uma parte de si mesmo, humanizando-os realmente como filhos, chamando-os de nenês, por exemplo, pode estar indicando uma forma mais simples e narcísica de amar. (Christian Dunker, Reinvenção da intimidade – políticas do sofrimento cotidiano . Adaptado)

Assinale a alternativa cujo trecho reescrito está de acordo com a norma-padrão de pontuação e crase.

A Em relação à animais de estimação, cada um, revive a forma de amar e ser amado...
B Nossa relação, com os animais repete, de maneira invertida, os cuidados ofertados à nós...
C Contudo, esse é um amor, de baixa qualidade e de grande aptidão à se dispersar...
D E, muitas vezes, essa confusão se infiltra e causa prejuízos à vida dos casais.
E Daí a importância de amar, o outro, dando à ele, algum espaço, para à realidade de ser um estranho...
Texto associado
O medo, em seu estado mais bruto, é um sentimento que se assenta em circuitos neuronais tão antigos quanto os primeiros répteis da Terra. Existem evidências de que estruturas extremamente primitivas na escala evolutiva do cérebro humano, presentes desde a época dos dinossauros, desempenham tarefas fundamentais em situações de risco, potencial ou real. Apesar de estar na raiz biológica de vários distúrbios, o medo é vital para nossa sobrevivência e, ainda assim, lidamos mal com ele. Desde cedo, o homem é manipulado por seus temores. Uma das fobias mais peculiares é o medo dos espelhos. Na Inglaterra da era vitoriana, antes de um morto ser levado ao cemitério, todos os espelhos eram cobertos com tecidos, pois se acreditava que a alma da pessoa poderia ficar presa nos espelhos. O medo é pessoal e reflete a resposta do coração às inseguranças que cada um carrega dentro de si. Paradigmas que sustentavam a sociedade em décadas anteriores estão em crise: preocupações crescentes, solidão, desesperança, ressentimentos, um mundo cada vez mais líquido onde amores / sentimentos escorrem por nossas mãos, intolerância e agressividade nos parecem mais evidentes. Quer gostemos ou não, a vida vai sempre seguindo. Uma vida plenamente feliz é uma dádiva temporária, vale dizer, não dura para sempre. E sim, às vezes, dói, é triste ou, outras vezes, é surpreendente. E quando a vida o machucar (porque certamente irá), lembre-se da dor. A dor sempre tem seu lado positivo. Significa que estamos fora da caverna. A real tragédia da vida é os homens terem medo da luz. Diante da fragilidade e da brevidade da vida, é preciso lembrar-se da água: ela abre seu caminho e encontra seu rumo mesmo diante de algum obstáculo. Talvez para ela fosse mais perigoso permanecer parada. Ainda se está explorando o terreno movediço e desafiador do quebra-cabeça neuronal envolvido com os sentimentos e as emoções. Nada nos humilha mais do que a coragem alheia. Aceitemos o medo, mas que ele não nos limite. (Rafael Delsin. Os homens maus estão chegando. BE – Revista Bem-Estar , 10.07.2022. Adaptado)

A passagem do segundo parágrafo consiste em

A exemplo de como as pessoas costumam lidar com o temor, caracterizando-se como dado necessário para dar continuidade ao tema.
B argumento de autoridade para conferir credibilidade à tese do autor, apesar de não ser uma referência típica da sequência textual.
C relato de costume que mostra a fragilidade das crendices, usado como suporte das teses discutidas no texto.
D referência a fato probatório das fraquezas humanas, como meio de assegurar que o leitor se inteire do tema em foco.
E ilustração associada ao tema tratado, embora de importância menor para a sequência de ideias do texto.
Texto associado
O medo, em seu estado mais bruto, é um sentimento que se assenta em circuitos neuronais tão antigos quanto os primeiros répteis da Terra. Existem evidências de que estruturas extremamente primitivas na escala evolutiva do cérebro humano, presentes desde a época dos dinossauros, desempenham tarefas fundamentais em situações de risco, potencial ou real. Apesar de estar na raiz biológica de vários distúrbios, o medo é vital para nossa sobrevivência e, ainda assim, lidamos mal com ele. Desde cedo, o homem é manipulado por seus temores. Uma das fobias mais peculiares é o medo dos espelhos. Na Inglaterra da era vitoriana, antes de um morto ser levado ao cemitério, todos os espelhos eram cobertos com tecidos, pois se acreditava que a alma da pessoa poderia ficar presa nos espelhos. O medo é pessoal e reflete a resposta do coração às inseguranças que cada um carrega dentro de si. Paradigmas que sustentavam a sociedade em décadas anteriores estão em crise: preocupações crescentes, solidão, desesperança, ressentimentos, um mundo cada vez mais líquido onde amores / sentimentos escorrem por nossas mãos, intolerância e agressividade nos parecem mais evidentes. Quer gostemos ou não, a vida vai sempre seguindo. Uma vida plenamente feliz é uma dádiva temporária, vale dizer, não dura para sempre. E sim, às vezes, dói, é triste ou, outras vezes, é surpreendente. E quando a vida o machucar (porque certamente irá), lembre-se da dor. A dor sempre tem seu lado positivo. Significa que estamos fora da caverna. A real tragédia da vida é os homens terem medo da luz. Diante da fragilidade e da brevidade da vida, é preciso lembrar-se da água: ela abre seu caminho e encontra seu rumo mesmo diante de algum obstáculo. Talvez para ela fosse mais perigoso permanecer parada. Ainda se está explorando o terreno movediço e desafiador do quebra-cabeça neuronal envolvido com os sentimentos e as emoções. Nada nos humilha mais do que a coragem alheia. Aceitemos o medo, mas que ele não nos limite. (Rafael Delsin. Os homens maus estão chegando. BE – Revista Bem-Estar , 10.07.2022. Adaptado)

Pelas características que apresenta, o texto se identifica com o gênero

A artigo, pois apresenta dados e emite opiniões acerca de tema associado a vivências humanas.
B depoimento, pois apresenta dados consolidados que revelam a experiência do autor com sentimentos que nele se debatem.
C editorial, pois expressa ponto de vista controverso da revista acerca de temática em voga na área do comportamento humano.
D crônica de costumes, pois revela hábitos que caracterizam a sociedade contemporânea em suas contradições.
E reportagem documental, pois elenca fatos pretéritos e testemunhos pessoais para explicar fatos do cotidiano.
Texto associado
Firmo andava pelos oitenta anos, mas quem o visse a cavalo, no campo, não lhe daria tanta idade. Era um caboclo atirado, musculoso e rijo; grandes olhos negros brilhavam-lhe no rosto queimado pelos verões e os cachos do seu cabelo rolavam-lhe pelos ombros largos. Velho, embora “ninguém lhe chegava ao pé sem muito jeito”, como ele próprio dizia sorrindo com os seus dentes limados, agudos como pontas de frechas. Apesar de alquebrado e enfermo, andava com arrogância e notava-se-lhe na voz, áspera e forte, o hábito de comando. Em tempos de festa, quando vinham para a mesma eira moças do lugar e de longe, Firmo saltava na roda, sapateando, rasgando na viola a tirana dos campeiros, e quem ousava pegar no verso do caboclo?! As tabaroas morenas sorriam com os olhos fascinados e unidas desfaziam-se das flores para que o cantador as fosse pisando no sapateado. Por isso Firmo andava sempre de ponta com os companheiros e, mais de uma vez, o descante acabou varrido à faca; mas quem ficasse do lado do caboclo podia estar descansado – nunca fugiu de arrelia, fosse com um, fosse com dez ou mais. (Coelho Neto, Sertão. Adaptado) Vocabulário: tirana: canção tabaroa: pessoa que vive no interior, na roça descante: canto arrelia: confusão, desavença

Considere as passagens do texto: • … “ ninguém lhe chegava ao pé sem muito jeito”, como ele próprio dizia sorrindo... • … notava-se-lhe na voz, áspera e forte, o hábito de comando. Assinale a alternativa em que os termos destacados seguem, correta e respectivamente, as mesmas regras de acentuação dos termos destacados nas passagens do texto.

A Todos têm um mês de preferência , muitas vezes o do aniversário .
B Alguém gritou na hora em que o pó subiu na saída da rua onde o ônibus estava.
C Disse amém e já ia sair da igreja, quando viu na área o bispo benemérito.
D As acusações provêm de nós mesmos, atônitos com tanto comportamento fútil.