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A parada cardiorrespiratória é uma das situações mais dramáticas na medicina. Quando assistida, há aumento na chance de sobrevivência, principalmente quando seguida a sistematização do atendimento estabelecida pelas diretrizes de suporte avançado de vida cardiovascular. Acerca das drogas administradas nesse processo, assinale a alternativa correta.

A A adrenalina deve ser administrada na dose de 1 mg a cada 3 a 5 minutos, independentemente do ritmo de parada cardíaca; a primeira dose de amiodarona é de 300 mg em bôlus, e a segunda de 300 mg em bôlus, somente em caso de ritmo chocável, com a alternativa à amiodarona sendo a lidocaína, sendo a primeira dose de 1 a 1,5 mg/kg e a segunda de 0,5 a 0,75 mg/kg
B A adrenalina deve ser administrada na dose de 1 mg a cada 3 a 5 minutos, independentemente do ritmo de parada cardíaca; a primeira dose de amiodarona é de 150 mg em bôlus, e a segunda de 300 mg em bôlus, somente em caso de ritmo chocável, com a alternativa à amiodarona sendo a lidocaína, sendo a primeira dose de 1 a 1,5 mg/kg e a segunda de 0,5 a 0,75 mg/kg
C A adrenalina deve ser administrada na dose de 1 mg a cada 3 a 5 minutos, independentemente do ritmo de parada cardíaca; a primeira dose de amiodarona é de 300 mg em bôlus, e a segunda de 150 mg em bôlus, somente em caso de ritmo chocável, com a alternativa à amiodarona sendo a lidocaína, sendo a primeira dose de 1 a 1,5 mg/kg e a segunda de 0,5 a 0,75 mg/kg
D A adrenalina deve ser administrada na dose de 1 mg a cada 3 a 5 minutos, independentemente do ritmo de parada cardíaca; a primeira dose de amiodarona é de 300 mg em bôlus, e a segunda de 150 mg em bôlus, somente em caso de ritmo chocável, com a alternativa à amiodarona sendo a lidocaína, sendo a primeira dose de 0,5 a 0,75 mg/kg e a segunda de 1 a 1,5 mg/kg
E A adrenalina deve ser administrada na dose de 1 mg a cada 3 a 5 minutos, independentemente do ritmo de parada cardíaca; a primeira dose de amiodarona é de 300 mg em bôlus, e a segunda de 300 mg em bôlus, somente em caso de ritmo chocável, com a alternativa à amiodarona sendo a lidocaína, sendo a primeira dose de 0,5 a 0,75 mg/kg e a segunda de 1 a 1,5 mg/kg

Prematuro extremo de 26 semanas de idade gestacional de nascimento, internado em UTI neonatal, tem 20 dias de idade cronológica e estava estável, em ventilação não-invasiva e dieta enteral plena com fórmula infantil para prematuros. Nas últimas horas apresentou três episódios de vômito, distensão abdominal dolorosa e evacuações sanguinolentas. Evoluiu também com pulsos filiformes, hipotensão, tempo de enchimento capilar prolongado e apneias sucessivas, sendo intubado para início de ventilação mecânica invasiva. Sobre essa situação clínica, assinale a alternativa incorreta .

A O paciente apresenta sinais de choque séptico devendo-se realizar expansão volêmica e início imediato de antibioticoterapia
B O jejum faz parte do tratamento do quadro acima, devendo a dieta enteral ser suspensa imediatamente
C A avaliação do cirurgião pediátrico não deve ser solicitada pois não há sinais de pneumoperitônio no exame físico
D A realização de radiografia de abdome pode evidenciar alterações características como a pneumatose intestinal
E Mesmo que o hemograma apresente escore de Rodwell abaixo de 3, não podemos descartar a hipótese de enterocolite necrotizante

A lesão renal aguda é fator de pior prognóstico em pacientes internados na terapia intensiva. Além das medidas clínicas de manejo hemodinâmico e hidroeletrolítico, dispomos das terapias substitutivas renais para melhor condução desses pacientes. Acerca dessa ferramenta, assinale a alternativa correta.

A A hemodiálise intermitente tem duração diária de 3 a 6 horas, frequência de 3 vezes por semana com indicações adicionais conforme o necessário, alto clearance de ureia e pode ser indicada sem anticoagulação; a diálise peritoneal tem duração diária de 24 horas, frequência diária, baixo clearance de ureia e não necessita de anticoagulação
B A hemodiálise intermitente tem duração diária de 18 a 24 horas, frequência de 3 vezes por semana com indicações adicionais conforme o necessário, alto clearance de ureia e pode ser indicada sem anticoagulação; a diálise peritoneal tem duração diária de 24 horas, frequência diária, baixo clearance de ureia e não necessita de anticoagulação
C A hemodiálise intermitente tem duração diária de 3 a 6 horas, frequência de 3 vezes por semana com indicações adicionais conforme o necessário, baixo clearance de ureia e pode ser indicada sem anticoagulação; a diálise peritoneal tem duração diária de 24 horas, frequência diária, alto clearance de ureia e não necessita de anticoagulação
D A hemodiálise intermitente tem duração diária de 3 a 6 horas, frequência de 3 vezes por semana com indicações adicionais conforme o necessário, alto clearance de ureia e requer anticoagulação; a diálise peritoneal tem duração diária de 24 horas, frequência diária, baixo clearance de ureia e não necessita de anticoagulação
E A hemodiálise intermitente tem duração diária de 3 a 6 horas, frequência de 3 vezes por semana com indicações adicionais conforme o necessário, baixo clearance de ureia e requer anticoagulação; a diálise peritoneal tem duração diária de 24 horas, frequência diária, alto clearance de ureia e não necessita de anticoagulação

A avaliação de escores de gravidade em pacientes na terapia intensiva é de suma importância, uma vez que permite antecipar cuidados que possam modificar desfechos. Dentre eles, destaca-se o APACHE IV (Acute Physiology and Chronic Health Evaluation). A respeito desse escore, assinale a alternativa que apresenta corretamente a variável não levada em consideração em seu cálculo.

A Idade, temperatura, pressão arterial média e escore de Glasgow
B Frequência cardíaca, débito urinário, uso de ventilação mecânica e contagem de neutrófilos
C Hematócrito, contagem de leucócitos, ureia e creatinina
D Presença de cirrose, doença renal crônica, imunossupressão e linfoma
E Albumina sérica, pH arterial, pressão parcial de oxigênio arterial e presença de leucemia

A estratégia de manejo hematológico no paciente em terapia intensiva é frequente alvo de discussão entre clínicos e cirurgiões. A respeito dos limiares para transfusão em pacientes internados na unidade de terapia intensiva, de acordo com as últimas diretrizes internacionais, assinale a alternativa incorreta .

A Para a maioria dos pacientes adultos hospitalizados hemodinamicamente estáveis, é recomendada estratégia de transfusão restritiva, considerando transfundir com concentração de hemoglobina abaixo de 7 g/dL
B Para pacientes adultos que serão submetidos a cirurgia cardíaca, pode ser considerado um limiar de concentração de hemoglobina para transfusão de 7,5 g/dL
C Para pacientes adultos que serão submetidos a cirurgia ortopédica, pode ser considerado um limiar de concentração de hemoglobina para transfusão de 8,0 g/dL
D Para pacientes adultos com condições hematológicas ou oncológicas, é recomendado um limiar de concentração de hemoglobina para transfusão de 6,5 g/dL
E Para pacientes adultos com doenças cardiovasculares pré-existentes, pode ser considerado um limiar de concentração de hemoglobina para transfusão de 8,0 g/dL

A insuficiência hepática aguda apresenta múltiplas causas, como hepatites virais, alcóolica, intoxicação medicamentosa, dentre outras. Frequentemente, os pacientes apresentam-se hipotensos. A respeito do manejo desse paciente, analise as afirmativas abaixo.

I. A primeira intervenção no paciente hipotenso por insuficiência hepática aguda deve ser a reposição de albumina.

II. Se o paciente não responder à expansão volêmica, o vasopressor inicial de escolha é a noradrenalina, seguida associação de vasopressina ou terlipressina caso persista a hipotensão.

III. Mediante falha de tratamento com vasopressores, não se sugere hidrocortisona, uma vez que a insuficiência adrenal não acomete proporção significativa de pacientes com insuficiência hepática aguda. Estão corretas as afirmativas:

A II apenas
B II e III apenas
C I e II apenas
D III apenas
E I, II, e III

O tromboembolismo pulmonar é condição que gera repercussão pulmonar e hemodinâmica. O aumento súbito da resistência vascular pulmonar sobrecarrega o ventrículo direito e pode levar a sua disfunção agudamente. Acerca do manejo clínico do paciente com insuficiência cardíaca direita secundária a tromboembolismo pulmonar, assinale a alternativa incorreta .

A A hidratação cautelosa com soro fisiológico 0,9% ou Ringer Lactato, de 500 mililitros ou menos, em infusão de 15 a 30 minutos é recomendada em pacientes com pressão venosa central alta
B A hiper-hidratação nesses pacientes pode levar a hiper distensão do ventrículo direito, aumentando a interdependência dos ventrículos e reduzindo o débito cardíaco esquerdo
C O uso de vasopressores como a noradrenalina está indicado para aumentar o inotropismo do ventrículo direito e a pressão arterial
D O uso de inotrópicos como a dobutamina está indicado para aumentar o inotropismo do ventrículo direito e diminuir as pressões de enchimento
E O uso de inotrópicos como a dobutamina pode levar a hipotensão, se isoladamente, sem um vasopressor, além de predispor a arritmias

O coma é um estado de inconsciência arresponsiva prolongado. Apresenta as mais diferentes causas. Antes da realização de exames complementares essenciais, como a tomografia computadorizada de encéfalo, um exame neurológico detalhado traz informações importantes. Acerca da avaliação de achados anormais oculares, assinale a alternativa a correta.

A A miose bilateral está associada, entre outras, à abstinência de opioides ou benzodiazepínicos
B O nistagmo bidirecional e sustentado, vertical ou rotatório, pode estar associado a lesão cerebelar
C O “sinal do sol poente”, ou desvio do olhar para baixo, está associado a crise convulsiva
D A anisocoria, mesmo quando as pupilas são fotorreagentes, é sempre patológica
E O desvio conjugado do olhar está associado a aneurisma da artéria comunicante posterior

A endocardite infecciosa é condição que gera morbidade e mortalidade devido degeneração valvar e embolização séptica, além de insuficiência cardíaca. Os critérios de Duke mostraram, nos últimos anos algumas limitações, principalmente quanto a presença de materiais protéticos. Nesse sentido, as últimas diretrizes atualizaram os critérios diagnósticos para a endocardite infecciosa. De acordo com o último guideline da ESC de 2023, assinale a alternativa incorreta .

A Hemoculturas positivas para microrganismos típicos, como estreptococos orais, em duas amostras separadas, são considerados como critério diagnóstico maior
B Uma hemocultura isolada positiva para Coxiella burnetti é considerado critério diagnóstico maior
C Condições predisponentes como alterações cardíacas de alto risco para endocardite infecciosa, são consideradas como critério diagnóstico maior
D Fenômenos imunobiológicos como glomerulonefrite e nódulos de Osler são considerados como critérios diagnósticos menores
E Embolização vascular sistêmica como as lesões de Janeway são considerados critérios diagnósticos menores

A hemorragia digestiva alta (HDA) se refere a sangramentos originários de locais no esôfago, estômago e duodeno. Acerca do manejo mais atualizado dessa condição, assinale a alternativa correta.

A Para pacientes hospitalizados com HDA, sugere-se transfusão de concentrado de hemácias quando a concentração de hemoglobina for inferior a 8 g/dL (gramas por decilitro)
B Sugere-se infusão de eritromicina apenas após a endoscopia
C Sugere-se a realização da endoscopia em até 48 horas da apresentação
D Após hemostasia via endoscópica, recomendase terapia com inibidores de bomba de prótons em altas doses (?80 miligramas diárias), de maneira contínua ou intermitente, por 3 dias, seguida por 2 tomadas diárias por 2 semanas
E Sugere-se repetir a endoscopia sempre após 30 dias do evento