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Antes do surgimento de estilos de improvisação “modais” como o cool jazz ou o fusion , a tradição jazzística de improvisar sobre as estruturas harmônicas de temas pré-compostos, os chamados chorus , teve seu auge no be-bop, gênero consolidado por artistas como Charlie Parker e Dizzie Gillespie. Esta forma de improvisação consiste essencialmente, de forma esquemática, em

A utilizar cromatismos para “preencher” o espaço harmônico entre as notas dos acordes que compõem a harmonia.
B buscar sonoridades inéditas ou inusitadas, explorando ao máximo o potencial timbrístico dos instrumentos.
C derivar padrões geométricos da progressão harmônica e modulá-los em tempo real por operações de combinatória.
D criar jogos de transformação e reordenação a partir de um repertório de frases e células já memorizadas.
E construir frases melódicas a partir de arpejos e escalas que delineiam as funções tonais presentes na harmonia.

Ao reduzir uma partitura orquestral ao piano, muitas vezes pode ser necessário omitir partes secundárias ou condensar harmonias que aparecem originalmente dispostas em várias oitavas. Diante do desafio de ler à primeira vista uma obra orquestral convencional do período Barroco ou Clássico, por exemplo, uma estratégia que pode ser praticada para auxiliar nesse processo é

A isolar a melodia principal e a linha de baixo e rapidamente identificar dobras instrumentais.
B priorizar as indicações de dinâmica, a fim de visualizar rapidamente todos os picos e pontos culminantes.
C definir de antemão a ordem em que as partes instrumentais serão lidas e mantê-la do começo ao fim.
D pular ritornelos e fermatas e encurtar passagens repetitivas, a fim de otimizar o tempo de estudo.
E ignorar instrumentos escritos em claves incomuns, já que estes raramente são usados para vozes principais.

Os métodos de educação musical propostos pelo suíço Émile Jacques-Dalcroze, pelo húngaro Zoltán Kodály, pelo alemão Carl Orff e pelo japonês Shinichi Suzuki costituem a assim chamada “primeira geração de métodos ativos”. Trata-se de métodos nitidamente diferentes entre si e desenvolvidos de forma independente, mas que têm como base comum

A o foco na técnica instrumental e nas habilidades de transcrição e leitura à primeira vista, essenciais à formação de um músico profissional.
B o fomento ao senso de pertencimento e ao apreço pelas manifestações folclóricas como alicerces de um nacionalismo musical autêntico.
C a imersão dos educandos em vivências práticas coletivas que lhes permitam desenvolver e exercitar sua própria musicalidade.
D a exposição a um vasto repertório de música culta, propiciando o desenvolvimento do senso crítico e do discernimento entre arte e entretenimento.
E a apreciação das mais diversas culturas musicais, visando sua integração em uma postura artística cosmopolita e globalizada.

Importante violeira de biografia controversa, natural do Mato Grosso do Sul, começou a tocar às escondidas por proibição da família e só veio a se consagrar em idade avançada, tendo se apresentado em um teatro pela primeira vez aos 67 anos. Dois anos depois, em 1993, entrou na lista dos “100 maiores guitarristas” da revista Guitar Player . Devido à sua notoriedade, é tida como responsável por imortalizar a afinação Paraguaçu. Trata-se de

A Helena Meirelles.
B Inezita Barroso.
C Doroty Marques.
D Zita Carreiro.
E Mary Galvão.

Domingos Ferreira, mestre violeiro português do século 19, radicado em Vila Rica (atual Ouro Preto – MG), tornou-se notório por

A reger a primeira orquestra de violas do Brasil.
B estabelecer a primeira oficina de construção de violas do Brasil.
C deter, à época, a maior coleção de instrumentos de corda do mundo.
D ser o primeiro instrumentista a importar cordas “de arame” diretamente de Portugal.
E promover ampla campanha pela introdução das violas dedilhadas nas orquestras nacionais.

Além da escala (distância entre a pestana e o cavalete) e do material de que são feitas as cordas, quais são as diferenças mais relevantes, do ponto de vista organológico, entre o violão e a viola caipira?

A O número de cordas, a curvatura do braço e o formato da paleta.
B O número de cordas, o formato da paleta e o formato da caixa acústica.
C O número de ordens, o formato da caixa acústica e a curvatura do braço.
D O número de ordens, o número de cordas por ordem e o formato da caixa acústica.
E O número de ordens, o número de cordas por ordem e o formato da paleta.

A viola de cocho possui cinco ordens de cordas

A simples, com a terceira ordem sendo a mais grave.
B simples, com a quarta ordem sendo a mais grave.
C simples, com a quinta ordem sendo a mais grave.
D duplas, com a quarta ordem sendo a mais grave.
E duplas, com a quinta ordem sendo a mais grave.

Dos diversos sistemas de afinação empregados na viola, os mais comuns são o Cebolão e o Rio Abaixo. Sobre estas duas afinações, é correto afirmar que, ao se tocar simultaneamente todas as cordas soltas da viola,

A a primeira resulta em uma tríade maior, e a segunda resulta em uma tríade menor.
B a primeira resulta em uma tríade menor, e a segunda resulta em uma tríade maior.
C a primeira resulta em uma tríade maior, e a segunda resulta em um acorde complexo, não redutível a uma tríade.
D ambas resultam em acordes complexos, não redutíveis a uma tríade.
E ambas resultam em tríades maiores.