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Quanto às normas para o uso do acento grave, assinale a alternativa correta.

A Os médicos atenderão nas salas de 1 à 5.
B Desde às duas horas estou no ponto.
C Eu assisti à cerimônia do casamento de minha sobrinha.
D As encomendas já foram repassadas à todasas escolas.
E A moça vai à pé todos os dias para o trabalho.
Texto associado
Leia as afirmativas abaixo e dê valores Verdadeiro (V) ou Falso (F). ( ) Nas oxítonas e paroxítonas, foi eliminado o acento agudo dos ditongos abertos “oi” e “ei”. ( ) Nas palavras oxítonas, foi eliminado o acento circunflexo nos ditongos “oo” e “ee”. ( ) Nas paroxítonas, o acento agudo nas vogais “i” e “u”, quando aparece após ditongo, não é mais utilizado.

Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta de cima para baixo.

A V, F, V.
B V, V, F.
C F, V, V.
D V, F, F.
E F, F, V.

Quanto às regras de acentuação, assinale a alternativa incorreta.

A A palavra saúde é acentuada porque é uma oxítona terminada em “e”.
B A palavra ideia deixou de ser acentuada com o novo acordo ortográfico.
C A palavra propósito é acentuada porque é uma proparoxítona.
D A palavra própria é acentuada porque é uma paroxítona terminada em ditongo crescente.
E A palavra ruim não recebe acento porque possui um hiato tônico acompanhado de “m”.

Quanto às normas para o uso do acento grave, assinale a alternativa incorreta .

A Os portões estão abertos desde as sete da manhã.
B Iremos para o clube às 20h.
C A aula de natação está marcada para as 20h.
D Visitei o novo restaurante e pedi um prato à moda da casa.
E O curso de inglês hoje será entre as 13h e às 15h.

Assinale a alternativa que apresenta uma palavra grafada de forma incorreta.

A A mesa de pingue-pongue está desmontada.
B Há de ser um super-homem para dar conta detudo isto.
C O exército nacional decidiu contra-atacar.
D É preciso ser muito cara-de-pau para fingir tão bem.
E Não havia mais lugares no micro-ônibus.
Texto associado
Texto 1 Partilhar Rubel Se for preciso, eu pego um barco, eu remo Por seis meses, como peixe pra te ver Tão pra inventar um mar grande o bastante Que me assuste e que eu desista de você Se for preciso, eu crio alguma máquina Mais rápida que a dúvida, mais súbita que a lágrima Viajo a toda força, e num instante de saudade e dor Eu chego pra dizer que eu vim te ver Eu quero partilhar Eu quero partilhar A vida boa com você Eu quero partilhar Eu quero partilhar A vida boa com você Que amor tão grande tem que ser vivido a todo instante E a cada hora que eu tô longe, é um desperdício Eu só tenho 80 anos pela frente Por favor, me dá uma chance de viver Que amor tão grande tem que ser vivido a todo instante E a cada hora que eu tô longe, é um desperdício Eu só tenho 80 anos pela frente Por favor, me dá uma chance de viver Eu quero partilhar Eu quero partilhar A vida boa com você Eu quero partilhar Eu quero partilhar A vida boa com você Se for preciso, eu pego um barco, eu remo Por seis meses, como peixe pra te ver Tão pra inventar um mar grande o bastante Que me assuste, e que eu desista de você Se for preciso, eu crio alguma máquina Mais rápida que a dúvida, mais súbita que a lágrima Viajo a toda força, e num instante de saudade e dor Eu chego pra dizer que eu vim te ver Eu quero partilhar Eu quero partilhar A vida boa com você Eu quero partilhar Eu quero partilhar A vida boa com você Eu quero partilhar Eu quero partilhar A vida boa com você Eu quero partilhar Eu quero partilhar A vida boa com você Não tem, pra trás, nada Tudo que ficou tá aqui Se for preciso, eu giro a Terra inteira Até que o tempo se esqueça de ir pra frente e volte atrás Milhões de anos, quando todos continentes se encontravam Pra que eu possa caminhar até você Eu sei, mulher, não se vive só de peixe, nem se volta no passado As minhas palavras valem pouco e as juras não te dizem nada Mas se existe alguém que pode resgatar sua fé no mundo, existe nós Também perdi o meu rumo, até meu canto ficou mudo E eu desconfio que esse mundo já não seja tudo aquilo Mas não importa, a gente inventa a nossa vida E a vida é boa, mas é muito melhor com você Eu quero partilhar Eu quero partilhar A vida boa com você (até o final)

Assinale a alternativa em que os vocábulos sejam acentuados pelas mesmas regras presentes em, respectivamente, “você”, “súbita” e “desperdício”:

A café, rápido, índio.
B tô, vêm, lá.
C língua, está, convém.
D açúcar, tórax, cajú.
E álbum, tá, tênis.
Texto associado
Texto 1 Antes que elas cresçam Há um período em que os pais vão ficando órfãos dos próprios filhos. É que as crianças crescem. Independentes de nós, como árvores, tagarelas e pássaros estabanados, elas crescem sem pedir licença. Crescem como a inflação, independente do governo e da vontade popular. Entre os estupros dos preços, os disparos dos discursos e o assalto das estações, elas crescem com uma estridência alegre e, às vezes, com alardeada arrogância. Mas não crescem todos os dias, de igual maneira; crescem, de repente. Um dia se assentam perto de você no terraço e dizem uma frase de tal maturidade que você sente que não pode mais trocar as fraldas daquela criatura. Onde e como andou crescendo aquela danadinha que você não percebeu? Cadê aquele cheirinho de leite sobre a pele? Cadê a pazinha de brincar na areia, as festinhas de aniversário com palhaços, amiguinhos e o primeiro uniforme do maternal? Ela está crescendo num ritual de obediência orgânica e desobediência civil. E você está agora ali, na porta da discoteca, esperando que ela não apenas cresça, mas apareça. Ali estão muitos pais, ao volante, esperando que saiam esfuziantes sobre patins, cabelos soltos sobre as ancas. Essas são as nossas filhas, em pleno cio, lindas potrancas. Entre hambúrgueres e refrigerantes nas esquinas, lá estão elas, com o uniforme de sua geração: incômodas mochilas da moda nos ombros ou, então com a suéter amarrada na cintura. Está quente, a gente diz que vão estragar a suéter, mas não tem jeito, é o emblema da geração. Pois ali estamos, depois do primeiro e do segundo casamento, com essa barba de jovem executivo ou intelectual em ascensão, as mães, às vezes, já com a primeira plástica e o casamento recomposto. Essas são as filhas que conseguimos gerar e amar, apesar dos golpes dos ventos, das colheitas, das notícias e da ditadura das horas. E elas crescem meio amestradas, vendo como redigimos nossas teses e nos doutoramos nos nossos erros. Há um período em que os pais vão ficando órfãos dos próprios filhos. Longe já vai o momento em que o primeiro mênstruo foi recebido como um impacto de rosas vermelhas. Não mais as colheremos nas portas das discotecas e festas, quando surgiam entre gírias e canções. Passou o tempo do balé, da cultura francesa e inglesa. Saíram do banco de trás e passaram para o volante de suas próprias vidas. Só nos resta dizer “bonne route, bonne route”, como naquela canção francesa narrando a emoção do pai quando a filha oferece o primeiro jantar no apartamento dela. Deveríamos ter ido mais vezes à cama delas ao anoitecer para ouvir sua alma respirando conversas e confidências entre os lençóis da infância, e os adolescentes cobertores daquele quarto cheio de colagens, pôsteres e agendas coloridas de Pilot. Não, não as levamos suficientemente ao maldito “drive-in”, ao Tablado para ver “Pluft”, não lhes demos suficientes hambúrgueres e cocas, não lhes compramos todos os sorvetes e roupas merecidas. Elas cresceram sem que esgotássemos nelas todo o nosso afeto. No princípio subiam a serra ou iam à casa de praia entre embrulhos, comidas, engarrafamentos, natais, páscoas, piscinas e amiguinhas. Sim, havia as brigas dentro do carro, a disputa pela janela, os pedidos de sorvetes e sanduíches infantis. Depois chegou a idade em que subir para a casa de campo com os pais começou a ser um esforço, um sofrimento, pois era impossível deixar a turma aqui na praia e os primeiros namorados. Esse exílio dos pais, esse divórcio dos filhos, vai durar sete anos bíblicos. Agora é hora de os pais na montanha terem a solidão que queriam, mas, de repente, exalarem contagiosa saudade daquelas pestes. O jeito é esperar. Qualquer hora podem nos dar netos. O neto é a hora do carinho ocioso e estocado, não exercido nos próprios filhos e que não pode morrer conosco. Por isso, os avós são tão desmesurados e distribuem tão incontrolável afeição. Os netos são a última oportunidade de reeditar o nosso afeto. Por isso, é necessário fazer alguma coisa a mais, antes que elas cresçam. Affonso Romano de Sant´ Anna

(Fonte: http://www.releituras.com/arsant_antes.asp, acesso em janeiro de 2020.) Texto 2 POEMA ENJOADINHO Filhos... Filhos? Melhor não tê-los! Mas se não os temos Como sabê-lo? Se não os temos Que de consulta Quanto silêncio Como o queremos! Banho de mar Diz que é um porrete... Cônjuge voa Transpõe o espaço Engole água Fica salgada Se iodifica Depois, que boa Que morenaço Que a esposa fica! Resultado: filho, E então começa A aporrinhação: Cocô está branco Cocô está preto Bebe amoníaco Comeu botão. F ilhos? Filhos. Melhor não tê-los Noite de insônia Cãs prematuros Prantos convulsos Meu Deus, salvai-o! Filhos são o demo Melhor não tê-los... Mas se não os temos Como sabê-los? Como saber Que macieza Nos seus cabelos Que cheiro morno Na sua carne Que gosto doce Na sua boca! Chupam gilete Bebem xampu Ateiam fogo No quarteirão Porém, que coisa Que coisa louca Que coisa linda Que os filhos são!

(Fonte: Vinícius de Moraes. Poesia completa & prosa. Rio de Janeiro: Aguilar, 1987. p. 261-2.)

Assinale a alternativa contendo vocábulos acentuados pela mesma regra:

A exílio/ divórcio/ gírias.
B pôsteres/ exílio/ país.
C órfãos/ há/ princípio.
D mênstruo/ pôsteres/ há.
E exílio/ país/ órfãos.
Texto associado
“O último baobá”, conheça a lenda africana sobre o renascimento da esperança Ninguém acreditava mais nas antigas lendas. Os narradores que se sentavam embaixo do baobá a desemaranhar longas histórias, protegidos pelas estrelas, já tinham partido quando a areia chegou. As palavras estavam caladas. Ninguém mais acreditava em um céu protetor.

África era um enorme lençol amarelo. A areia, grão a grão, tinha construído um grande deserto. Interminável. Ninguém percebeu, ou ninguém quis se dar conta. A desolação chegou em silêncio. Aconteceu quando os glaciais se esvaneceram em uma queixa interminável, quando os ursos e as baleias se converteram em recordação, quando as águias perderam o rumo.

O céu, cansado da torpeza da humanidade, se refugiou em outro céu, mais distante. Fugiu. Não podia mais proteger a terra.

O velho tinha visto as pessoas partirem, os mais jovens em direção ao norte, os mais fracos em direção à escuridão. Sentiu uma nostalgia distante o invadir lentamente. O velho narrador, embaixo do último baobá, contou uma lenda antiga. Nela, falava do nascimento das estrelas, da luz, do mundo… Mas não havia ninguém mais disposto a escutar um velho prosador. Olhou em torno, procurando algum ouvido. África, rio amarelo, estava rodeada de silêncio. Buscou uma estrela perdida, no céu só havia escuridão.

O velho apoiou as costas cansadas no tronco dolorido do baobá. Casca com casca. Pele rachada, alma dolorida. A árvore da vida estremeceu. O vento dava rajadas contra a areia carbonizada. Tinha que partir. Sabia que tudo se acabava. O último baobá e a última voz da África iriam embora juntos.

Abriu o punho. Trêmulo, contemplou a semente diminuta que havia guardado tanto tempo. A semente da esperança. Olhou a árvore. Era o momento. Não se pode atrasar a retirada. Separou a areia até chegar à terra. Virou a mão e, pela linha da vida, girou a semente até encontrar um sulco.

O baobá havia aberto a casca e do oculto coração brotou a água milagrosa. A árvore era a vida. O velho voltou a fazer crescer baobás grandiosos como gigantes que beijavam as nuvens.

Agora, sobre os escritórios, nos telhados, sobre as avenidas e os trens; nos beirais, sobre comércios, bancos e ministérios crescem trepadeiras coloridas. Embaixo delas, está escondida a destruição como uma lembrança dolorosa.

Adaptado de https://www.revistapazes.com/o-ultimo-baobaconheca-a-lenda-africana-sobre-o-renascimento-da-esperanca/

Assinale a alternativa em que todas as palavras sejam acentuadas graficamente pelo mesmo motivo.

A Ninguém, último, baobá.
B Histórias, céu, ninguém.
C Até, céu, já.
D Interminável, silêncio, trêmulo.
E Ninguém, baobá, até.
Texto associado
ENTENDENDO DIALETOS
Clara Braga

Quem já teve a oportunidade de conviver minimamente com uma criança, sabe que o processo de aprender a falar pode render boas histórias. As crianças, antes de desenvolverem 100% dessa habilidade, parece que criam um dialeto. E engana-se quem acha que o dialeto de todas as crianças é igual e que, se você entende o que seu sobrinho ou priminho fala, vai entender todas as crianças.

O dialeto da criança é tão complexo que, com exceção de poucas palavras que todas parecem falar de uma forma igual, só aquela criança fala aquela língua e só uma pessoa entende 100% do que está sendo dito: o ser que eu chamo de “pãe”. “Pãe” seria a mistura do pai e da mãe, pois raramente um dos dois entende tudo o que o filho está dizendo, eles podem entender a frase toda pelo contexto, mas decifrar e compreender palavrinha por palavrinha, é um trabalho de grupo.

Às vezes pode parecer complicada essa coisa de não entender o que a criança está querendo dizer, mas confiem, em alguns momentos isso pode ser bom.

Outro dia estava em um restaurante com meu filho e, como toda criança, ele ficou um tempo sentado e depois foi explorar a redondeza. Fui acompanhando e, no caminho, encontramos uma avó que estava acompanhando a neta enquanto a mãe jantava no mesmo restaurante onde estávamos. A senhora começou a puxar assunto com meu filho, na tentativa de aproximar a neta. Meu filho se mostrou aberto à aproximação e ia respondendo tudo que a senhora perguntava.

Lá pelas tantas, quando eu já estava surpreendida com a quantidade de palavras que a senhora estava entendendo do dialeto do meu filho, ele decidiu pegar algo com a mão e mostrar para a senhora e para a pequena netinha o quão forte ele era. Foi então que a senhora soltou a frase: uau, como você é forte! Ele respondeu com uma de suas frases prediletas, aprendida por causa de seu interesse e do vício do pai pelo universo dos heróis: Hulk esmagaaaaaa! Mas ele não disse com um ar doce, ele disse como se estivesse com raiva e de fato esmagando o que estava na sua mão, tudo isso enquanto olhava bem nos olhos na netinha da senhora.

Eu fiquei um pouco assustada e com receio do que viria depois, já dei um riso meio sem graça e estava procurando uma desculpa para aquela frase nada acolhedora. Porém, os santos do dialeto me salvaram. Quando ouviu a frase a senhora logo respondeu para meu filho: ah sim, você é forte porque come manga! Vou dar muita manga para minha netinha, assim ela fica forte como você! Fiquei aliviada com a interpretação que ela fez da frase que, para mim, ele tinha dito com muita clareza. Muito melhor uma neta comendo muita manga do que traumatizada com um bebê que estava prestes a ficar verde e esmagar as coisas ao redor.

Acho que vou optar por mostrar para ele desenhos com frases mais amigáveis, ele está indo bem no processo da fala, mas talvez algo mais dócil ajude no processo de socialização.

Disponível em: clara-braga.html>. Acesso em: 04 fev. 2020.

São acentuadas graficamente, a partir da mesma regra, todas as palavras de qual das alternativas a seguir?

A Só, já, avó.
B Você, bebê, avó.
C Amigáveis, heróis, dócil.
D Porém, você, lá.
E Dócil, vício, está.

Texto

III Envelhecimento e proteção social (fragmento) A satisfação das necessidades individuais dos homens e mulheres idosas representa um dos grandes desafios da agenda pública, pois supõe considerar as especificidades de cada gênero. Nessa direção, com a conquista da longevidade, sobressai em todo o mundo o processo de feminização do envelhecimento, uma vez que as mulheres constituem a maioria da população idosa em todas as regiões do mundo. As condições estruturais e econômicas são responsáveis pelas desigualdades entre os sexos, implicando situações que alteram inclusive as condições de renda, saúde e a própria dinâmica familiar e impactando as demandas por políticas públicas e prestação de serviços de proteção social (Berzins, 2003, p. 28). De acordo com a autora, viver mais não tem sido necessariamente sinônimo de viver melhor. As mulheres, apesar de mais longevas, acumulam desvantagens (violências, discriminações, salários inferiores aos dos homens e dupla j ornada de trabalho, além da solidão). Maria do Rosário Fátima e Silva (Serviço Social & Sociedade, São Paulo, n. 126, p. 215-234, maio/ago. 2016) Assinale a alternativa que NÃO apresenta uma palavra acentuada por classificar-se como proparoxítona:

A pública
B gênero
C econômicas
D responsáveis
E dinâmicas