Leia o texto, para responder às questões de números 06 a 10.
Especialistas deveriam se impor pela competência,
não pelo lobby*
Nesta semana eu quase recobrei minha fé na huma-
nidade.
Com a retomada das aulas presenciais, perguntei a meu
filho David, que cursa duas faculdades, como ele faria com a
educação física. O menino me olhou como se eu viesse de
Saturno e me explicou, para minha surpresa, que a educação
física não é mais disciplina obrigatória no ensino superior. Ao
contrário do que acontecia no meu tempo, a molecada não
precisa mais submeter-se às aulas de Educação Física para
obter seu diploma.
Não me entendam mal. Sou um entusiasta da atividade
física. Há mais de 20 anos corro quase que diariamente. E
recomendo a todos que se mexam, se possível sob a orienta-
ção de um profissional. Mas sou veementemente contrário ao
hábito corporativista, tão disseminado por aqui, de sequestrar
o poder do Estado para criar reservas de mercado.
Acredito em ciência e estudo. Vale a pena procurar um
especialista. Mas fazê-lo deve ser uma escolha, não uma
obrigatoriedade. Numa sociedade funcional, você recorre aos
serviços de um profissional, seja o educador físico, o advo-
gado ou qualquer outro, porque ele oferece um saber e uma
experiência que lhe interessam, não porque a lei o obriga a
fazê-lo. Em outras palavras, os especialistas deveriam se im-
por por sua competência, não por seus lobbies.
O leitor atento deve ter percebido que enfiei um “quase”
ali no começo do texto. Embora tenha ficado feliz ao desco-
brir que a educação física não é mais requisito para um diplo-
ma universitário, ao investigar melhor como isso aconteceu,
fiquei com a impressão de que a desobrigatoriedade não veio
porque legisladores e conselheiros ficaram mais sábios, mas
porque o lobby dos donos de faculdade é mais forte que o
dos professores de educação física.
*Lobby: atividade de pressão de um grupo organizado sobre polí-
ticos e poderes públicos, que visa exercer sobre estes qualquer
influência ao seu alcance.
(Hélio Schwartsman. https://www1.folha.uol.com.br/colunas/
helioschwartsman/2022/03/especialistas-deveriam-se-impor-pela-
competencia-nao-pelo-lobby.shtml. 18.03.2022. Adaptado)
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Texto associado
Saúde mental em tempos de pandemia
Relações sociais, estresse e resiliência
KELLY PEREIRA ROBIS
O ser humano tende a buscar prazer em todas as suas vivências. No entanto, momentos ruins fazem parte da vida e precisam ser vividos. Vivências negativas não são totalmente deletérias: pessoas que estão passando por momentos de estresse tendem a ajudar mais os outros e valorizam muito mais as relações interpessoais. Essas relações sociais podem contribuir para que a prevenção do adoecimento mental aconteça, podendo fazer parte de um mecanismo chamado resiliência.
A família, sob uma perspectiva antropológica, é um grupo social concreto no qual se estabelece a reciprocidade e a complementaridade que certamente podem ser um mecanismo de proteção em termos de saúde mental, em tempos de estresse e de isolamento.
Considerando o contexto atual de pandemia, essa relação, que é tão importante, para o ser humano pode ser fragilizada pela mudança abrupta da rotina e por reações emocionais inerentes ao momento. Dessa forma, a qualidade dos relacionamentos precisa ser valorizada. Problemas individuais devem ser levados em consideração, uma vez que respostas afetivas como a ansiedade e o medo podem nos tornar mais irritáveis e impulsivos.
Agressividade
Como consequência, podemos imputar ao outro o resultado de uma vivência pessoal, ao sermos hostis e agressivos. Claramente, essa emoção precisa ser “colocada para fora”, mas, não de forma violenta: dividir o sofrimento e as preocupações por meio do diálogo é consideravelmente mais efetivo e saudável do que uma comunicação agressiva.
Todavia, o estado emocional do outro também precisa ser levado em consideração, por isso a leitura do ambiente é fundamental. Sinais de estresse podem ser expressos pela pessoa com quem dividimos o convívio como alterações de sono, apetite, irritabilidade e tristeza.
Diálogo
A abordagem não empática desse sofrimento pode desgastar ainda mais as relações interpessoais, justamente quando mais precisamos delas. Oferecer ajuda com diálogo aberto e uma visão menos estigmatizada do sofrimento mental, pode ser um grande passo para uma relação saudável.
Em virtude dos fatos mencionados, entende-se que a relação familiar é um elemento importante em tempos de pandemia, todavia, estratégias de cuidado e leitura emocional do outro e de si mesmo podem determinar a qualidade e a força dessa relação como um aspecto estrutural da saúde mental. Afinal, saúde mental pode começar pelo olhar acolhedor daqueles que tanto amamos.
Disponível em: https://www.otempo.com.br/opiniao/artigos/saudemental- em-tempos-de-pandemia-1.234535. Acesso em: 04 dez. 2020.
Relações sociais, estresse e resiliência
KELLY PEREIRA ROBIS
O ser humano tende a buscar prazer em todas as suas vivências. No entanto, momentos ruins fazem parte da vida e precisam ser vividos. Vivências negativas não são totalmente deletérias: pessoas que estão passando por momentos de estresse tendem a ajudar mais os outros e valorizam muito mais as relações interpessoais. Essas relações sociais podem contribuir para que a prevenção do adoecimento mental aconteça, podendo fazer parte de um mecanismo chamado resiliência.
A família, sob uma perspectiva antropológica, é um grupo social concreto no qual se estabelece a reciprocidade e a complementaridade que certamente podem ser um mecanismo de proteção em termos de saúde mental, em tempos de estresse e de isolamento.
Considerando o contexto atual de pandemia, essa relação, que é tão importante, para o ser humano pode ser fragilizada pela mudança abrupta da rotina e por reações emocionais inerentes ao momento. Dessa forma, a qualidade dos relacionamentos precisa ser valorizada. Problemas individuais devem ser levados em consideração, uma vez que respostas afetivas como a ansiedade e o medo podem nos tornar mais irritáveis e impulsivos.
Agressividade
Como consequência, podemos imputar ao outro o resultado de uma vivência pessoal, ao sermos hostis e agressivos. Claramente, essa emoção precisa ser “colocada para fora”, mas, não de forma violenta: dividir o sofrimento e as preocupações por meio do diálogo é consideravelmente mais efetivo e saudável do que uma comunicação agressiva.
Todavia, o estado emocional do outro também precisa ser levado em consideração, por isso a leitura do ambiente é fundamental. Sinais de estresse podem ser expressos pela pessoa com quem dividimos o convívio como alterações de sono, apetite, irritabilidade e tristeza.
Diálogo
A abordagem não empática desse sofrimento pode desgastar ainda mais as relações interpessoais, justamente quando mais precisamos delas. Oferecer ajuda com diálogo aberto e uma visão menos estigmatizada do sofrimento mental, pode ser um grande passo para uma relação saudável.
Em virtude dos fatos mencionados, entende-se que a relação familiar é um elemento importante em tempos de pandemia, todavia, estratégias de cuidado e leitura emocional do outro e de si mesmo podem determinar a qualidade e a força dessa relação como um aspecto estrutural da saúde mental. Afinal, saúde mental pode começar pelo olhar acolhedor daqueles que tanto amamos.
Disponível em: https://www.otempo.com.br/opiniao/artigos/saudemental- em-tempos-de-pandemia-1.234535. Acesso em: 04 dez. 2020.
Considerando as regras de acentuação dos vocábulos em Língua Portuguesa, assinale a alternativa cujo termo destacado receba acento pelo mesmo motivo que “ antropológica ”, empregado em “A família, sob uma perspectiva antropológica , é um grupo social concreto (...)”.
Texto associado
O texto a seguir refere-se às questões de 1 a 10.
TÉDIO: A MISSÃO
Se você está lendo essa revista agora é só porque seus antepassados sentiram medo, muito medo. Não fosse por isso, a espécie humana já teria desaparecido da face da Terra há muito tempo. É o medo, dizem os cientistas, que nos coloca em estado de alerta e nos prepara para lutar ou fugir diante de uma ameaça, seja ela real ou imaginária. Mas e o tédio? Para que serve? Onde vive? Do que se alimenta? “Se o medo nos ajuda a evitar o perigo, o tédio nos encoraja a explorar novos territórios”, explica a psicóloga britânica Sandi Mann, da Universidade de Lancashire, no Reino Unido, uma das poucas cientistas especialistas no assunto: “Se nossos antepassados não tivessem sentido tédio, a humanidade não teria realizado inúmeras façanhas”.
Sandi prova o que diz no estudo Being Bored at Work Can Make Us More Creative (Sentir-se Entediado no Trabalho Pode nos Tornar Mais Criativos, livre tradução), publicado na revista British Psychological Society. Primeiro, ela submeteu um grupo de 40 voluntários a uma atividade para lá de maçante: copiar, por 15 minutos, uma extensa lista de números telefônicos. Um segundo grupo, com a mesma quantidade de participantes, foi poupado dessa tarefa inglória. Depois, Sandi solicitou às duas turmas que bolassem o maior número possível de usos para dois prosaicos copos plásticos. Resultado: o grupo submetido à tarefa enfadonha saiu-se melhor no teste. “O tédio é um excelente aliado da criatividade”, assegura.
Mas turbinar a criatividade não é a única vantagem do tédio. O neurocientista canadense James Danckert, da Universidade de Waterloo, aponta outra: a necessidade de mudança. Segundo ele, permanecer muito tempo parado em um mesmo lugar, por exemplo, pode ser prejudicial à sobrevivência de uma espécie, pois torna o animal mais vulnerável à ação de predadores. “Quando queimamos o dedo, a dor nos avisa que precisamos retirá-lo o mais depressa possível de perto do fogo. Quando sentimos um gosto ruim na boca, o nojo nos alerta que aquela comida pode estar estragada. Exatamente o mesmo processo acontece quando sentimos tedio. Ele é uma espécie de alarme que dispara sempre que algo precisa ser mudado em nossa vida”, compara.
(Adaptado de: BERNARDO, André. Tédio: a missão. Revista Galileu. Mar. 2016.)
TÉDIO: A MISSÃO
Se você está lendo essa revista agora é só porque seus antepassados sentiram medo, muito medo. Não fosse por isso, a espécie humana já teria desaparecido da face da Terra há muito tempo. É o medo, dizem os cientistas, que nos coloca em estado de alerta e nos prepara para lutar ou fugir diante de uma ameaça, seja ela real ou imaginária. Mas e o tédio? Para que serve? Onde vive? Do que se alimenta? “Se o medo nos ajuda a evitar o perigo, o tédio nos encoraja a explorar novos territórios”, explica a psicóloga britânica Sandi Mann, da Universidade de Lancashire, no Reino Unido, uma das poucas cientistas especialistas no assunto: “Se nossos antepassados não tivessem sentido tédio, a humanidade não teria realizado inúmeras façanhas”.
Sandi prova o que diz no estudo Being Bored at Work Can Make Us More Creative (Sentir-se Entediado no Trabalho Pode nos Tornar Mais Criativos, livre tradução), publicado na revista British Psychological Society. Primeiro, ela submeteu um grupo de 40 voluntários a uma atividade para lá de maçante: copiar, por 15 minutos, uma extensa lista de números telefônicos. Um segundo grupo, com a mesma quantidade de participantes, foi poupado dessa tarefa inglória. Depois, Sandi solicitou às duas turmas que bolassem o maior número possível de usos para dois prosaicos copos plásticos. Resultado: o grupo submetido à tarefa enfadonha saiu-se melhor no teste. “O tédio é um excelente aliado da criatividade”, assegura.
Mas turbinar a criatividade não é a única vantagem do tédio. O neurocientista canadense James Danckert, da Universidade de Waterloo, aponta outra: a necessidade de mudança. Segundo ele, permanecer muito tempo parado em um mesmo lugar, por exemplo, pode ser prejudicial à sobrevivência de uma espécie, pois torna o animal mais vulnerável à ação de predadores. “Quando queimamos o dedo, a dor nos avisa que precisamos retirá-lo o mais depressa possível de perto do fogo. Quando sentimos um gosto ruim na boca, o nojo nos alerta que aquela comida pode estar estragada. Exatamente o mesmo processo acontece quando sentimos tedio. Ele é uma espécie de alarme que dispara sempre que algo precisa ser mudado em nossa vida”, compara.
(Adaptado de: BERNARDO, André. Tédio: a missão. Revista Galileu. Mar. 2016.)
Assinale a alternativa em que todas as palavras são acentuadas pelo mesmo motivo.
Texto associado
Com relação às propriedades linguísticas do texto apresentado,
julgue os itens que se seguem.
julgue os itens que se seguem.
A palavra “domínio” (ℓ.12) recebe acento gráfico por ser
paroxítona terminada em ditongo oral.
Texto associado
Texto III
Beira-mar
____ Quase fim de longa tarde de verão. Beira do mar
no Aterro do Flamengo próximo ao Morro da Viúva,
frente para o Pão de Açúcar. Com preguiça, o sol co-
meçava a esconder-se atrás dos edifícios. Parecia re-
5 sistir ao chamado da noite. Nas pedras do quebra-mar
caniços de pesca moviam-se devagar, ao lento vai e
vem do calmo mar de verão. Cercados por quatro ou
cinco pescadores de trajes simples ou ordinários, e
toscas sandálias de dedo.
10 ____ Bermuda bege de fino brim, tênis e camisa polo
de marcas célebres, Ricardo deixara o carro em es-
tacionamento de restaurante nas imediações. Nunca
fisgara peixe ali. Olhado com desconfiança. Intruso.
Bolsa a tiracolo, balde e vara de dois metros na mão.
15 A boa técnica ensina que o caniço deve ter no máxi-
mo dois metros e oitenta centímetros para a chamada
pesca de molhes, nome sofisticado para quebra-mar.
Ponta de agulha metálica para transmitir à mão do
pescador maior sensibilidade à fisgada do peixe. É
20 preciso conhecimento de juiz para enganar peixes.
____ A uma dezena de metros, olhos curiosos viam o
intruso montar o caniço. Abriu a bolsa de utensílios.
Entre vários rolos de linha, selecionou os de espessura
entre quinze e dezoito centésimos de milímetro,
25 ainda fiel à boa técnica.
____ — Na nossa profissão vivemos sempre preocu-
pados e tensos: abertura do mercado, sobe e desce
das cotações, situação financeira de cada país mun-
do afora. Poucas coisas na vida relaxam mais do que
30 pescaria, cheiro de mar trazido pela brisa, e a paisa-
gem marítima — costuma confessar Ricardo na roda
dos colegas da financeira onde trabalha.
LOPES, L. Nós do Brasil. Rio de Janeiro: Ponteio, 2015, p.
101. Adaptado.
Beira-mar
____ Quase fim de longa tarde de verão. Beira do mar
no Aterro do Flamengo próximo ao Morro da Viúva,
frente para o Pão de Açúcar. Com preguiça, o sol co-
meçava a esconder-se atrás dos edifícios. Parecia re-
5 sistir ao chamado da noite. Nas pedras do quebra-mar
caniços de pesca moviam-se devagar, ao lento vai e
vem do calmo mar de verão. Cercados por quatro ou
cinco pescadores de trajes simples ou ordinários, e
toscas sandálias de dedo.
10 ____ Bermuda bege de fino brim, tênis e camisa polo
de marcas célebres, Ricardo deixara o carro em es-
tacionamento de restaurante nas imediações. Nunca
fisgara peixe ali. Olhado com desconfiança. Intruso.
Bolsa a tiracolo, balde e vara de dois metros na mão.
15 A boa técnica ensina que o caniço deve ter no máxi-
mo dois metros e oitenta centímetros para a chamada
pesca de molhes, nome sofisticado para quebra-mar.
Ponta de agulha metálica para transmitir à mão do
pescador maior sensibilidade à fisgada do peixe. É
20 preciso conhecimento de juiz para enganar peixes.
____ A uma dezena de metros, olhos curiosos viam o
intruso montar o caniço. Abriu a bolsa de utensílios.
Entre vários rolos de linha, selecionou os de espessura
entre quinze e dezoito centésimos de milímetro,
25 ainda fiel à boa técnica.
____ — Na nossa profissão vivemos sempre preocu-
pados e tensos: abertura do mercado, sobe e desce
das cotações, situação financeira de cada país mun-
do afora. Poucas coisas na vida relaxam mais do que
30 pescaria, cheiro de mar trazido pela brisa, e a paisa-
gem marítima — costuma confessar Ricardo na roda
dos colegas da financeira onde trabalha.
LOPES, L. Nós do Brasil. Rio de Janeiro: Ponteio, 2015, p.
101. Adaptado.
A presença ou ausência de acento gráfico nem sempre se repete quando uma palavra está no singular ou no plural.
Quanto ao emprego do acento gráfico, a seguinte palavra se altera quando vai para o plural:
Texto associado
Analise os textos I e II para responder às questões 01 a 10.
Texto I
Disponível em: . Acesso em:10 nov. 2019.
Texto II
Ter um cachorro pode te ajudar a viver mais, aponta estudo
Gabriela Glette
Nos últimos anos, diversas pesquisas apontaram as vantagens de se ter um cachorro em casa. Nossos fiéis amigos de quatro patas são muito mais do que companheiros e podem nos ajudar a viver mais. É o que aponta um recente estudo feito por pesquisadores da American Heart Association.
O resultado veio após diversas análises em banco de dados, constatando que, de modo geral, donos de cães diminuem o risco de morte prematura em pelo menos 24%. Além disto, os cachorros podem ser ótimos para quem já sofreu uma doença cardiovascular, como infartos e derrames, reduzindo em cerca de um terço os riscos dessas pessoas voltarem a apresentar esses problemas.
A pesquisa foi realizada com 300 mil suecos – com idades entre 40 e 85 anos – e que já sofreram um infarto ou ataque isquêmico. Entre os sobreviventes de ataques isquêmicos que viviam com cachorros, o risco de morte era 33% menor em comparação com quem vivia sozinho. Já para os donos de cães que já tiveram derrames, o risco de morrer era 27% menor.
Em uma segunda pesquisa, foram analisados dados de cerca de 3,8 milhões de pessoas maiores de 18 anos. O resultado é que, entre os donos de cães, o risco de morte precoce era 24% inferior em relação ao resto da população, e as chances de se ter um ataque cardíaco caíam em 65%.
Outras pesquisas já comprovaram que ter um cachorro em casa pode melhorar nossa saúde cardiovascular. Se ter uma boa saúde é o resultado de um conjunto de fatores associados – como uma boa alimentação e a prática frequente de exercícios, a resposta para o bem que um cachorro pode nos oferecer pode estar diretamente ligada com a questão da companhia. Diversos outros estudos mostraram que a solidão pode ser extremamente prejudicial à saúde. Você ainda tem dúvidas quanto a adotar um cachorro?
A estreita ligação entre solidão e saúde
Existe uma diferença enorme entre solitude e solidão. O ser humano precisa de momentos em que esteja sozinho, porém aquela sensação de desamparo e angústia que acompanha a solidão é prejudicial à saúde.
Um estudo do Departamento de Ciências da Saúde da Universidade de Nova York, inclusive, comprovou que pessoas mais solitárias eram as que mais possuíam problemas cardíacos. Proteção, afeto, segurança e relacionamento com o próximo são essenciais para a saúde mental – e física também do ser humano. Infelizmente, algumas pessoas não possuem familiares próximos ou moram em um país distante. E é aí que os cachorros podem desempenhar um papel fundamental em nossas vidas.
Adaptado de: . Acesso em: 15 out. 2019.
Texto I
Disponível em: . Acesso em:10 nov. 2019.
Texto II
Ter um cachorro pode te ajudar a viver mais, aponta estudo
Gabriela Glette
Nos últimos anos, diversas pesquisas apontaram as vantagens de se ter um cachorro em casa. Nossos fiéis amigos de quatro patas são muito mais do que companheiros e podem nos ajudar a viver mais. É o que aponta um recente estudo feito por pesquisadores da American Heart Association.
O resultado veio após diversas análises em banco de dados, constatando que, de modo geral, donos de cães diminuem o risco de morte prematura em pelo menos 24%. Além disto, os cachorros podem ser ótimos para quem já sofreu uma doença cardiovascular, como infartos e derrames, reduzindo em cerca de um terço os riscos dessas pessoas voltarem a apresentar esses problemas.
A pesquisa foi realizada com 300 mil suecos – com idades entre 40 e 85 anos – e que já sofreram um infarto ou ataque isquêmico. Entre os sobreviventes de ataques isquêmicos que viviam com cachorros, o risco de morte era 33% menor em comparação com quem vivia sozinho. Já para os donos de cães que já tiveram derrames, o risco de morrer era 27% menor.
Em uma segunda pesquisa, foram analisados dados de cerca de 3,8 milhões de pessoas maiores de 18 anos. O resultado é que, entre os donos de cães, o risco de morte precoce era 24% inferior em relação ao resto da população, e as chances de se ter um ataque cardíaco caíam em 65%.
Outras pesquisas já comprovaram que ter um cachorro em casa pode melhorar nossa saúde cardiovascular. Se ter uma boa saúde é o resultado de um conjunto de fatores associados – como uma boa alimentação e a prática frequente de exercícios, a resposta para o bem que um cachorro pode nos oferecer pode estar diretamente ligada com a questão da companhia. Diversos outros estudos mostraram que a solidão pode ser extremamente prejudicial à saúde. Você ainda tem dúvidas quanto a adotar um cachorro?
A estreita ligação entre solidão e saúde
Existe uma diferença enorme entre solitude e solidão. O ser humano precisa de momentos em que esteja sozinho, porém aquela sensação de desamparo e angústia que acompanha a solidão é prejudicial à saúde.
Um estudo do Departamento de Ciências da Saúde da Universidade de Nova York, inclusive, comprovou que pessoas mais solitárias eram as que mais possuíam problemas cardíacos. Proteção, afeto, segurança e relacionamento com o próximo são essenciais para a saúde mental – e física também do ser humano. Infelizmente, algumas pessoas não possuem familiares próximos ou moram em um país distante. E é aí que os cachorros podem desempenhar um papel fundamental em nossas vidas.
Adaptado de: . Acesso em: 15 out. 2019.
Assinale a alternativa que apresenta uma palavra acentuada por ser proparoxítona.
Texto associado
Para responder às questões de 1 a 6 , leia o texto abaixo.
Vereador é suspeito de exercício ilegal da
odontologia, no AM
De 2014 até maio de 2015, o Conselho Regional de
Odontologia do Amazonas (CRO-AM) emitiu 361 notificações
por diversos tipos de irregularidades na área de odontologia.
Dentre elas está o Exercício Ilegal da profissão.
Uma das ocorrências registradas nos primeiros
meses de 2015 foi a de um vereador flagrado exercendo a
atividade de forma ilegal. [...]
O presidente do órgão, João Franco, disse que o
vereador fazia atendimentos odontológicos em um
consultório na cidade de Uairini . Segundo Franco, o
parlamentar não tem qualquer formação na área e não
poderia estar atendendo pacientes. Ele já havia sido
notificado durante fiscalização anterior por atuar como
falso dentista.
"Ele já respondia pelo exercício ilegal. Ele foi
flagrado atendendo sem nenhum equipamento de
segurança", disse o presidente.
Dos casos registrados em 2014, 12 correspondem
ao exercício ilegal da profissão de dentista. Nenhuma das
pessoas tinha registro no Conselho, conforme o CRO. Neste
ano, já foram registradas nove notificações .
O presidente João Franco disse ainda que 81
clínicas foram flagradas funcionando no ano passado sem
qualquer registro no Conselho. Ao todo, 38 clínicas sem
registro foram notificadas em 2015.
Ainda há casos de exercício da atividade ilegal de
produção de prótese. Neste ano, foram registrados três
casos de pessoas que faziam o serviço sem autorização. No
ano passado, houve seis casos .
João Franco destacou que o Conselho cumpre um
cronograma de fiscalizações na capital e no interior do
estado. Novo Airão, Manacapuru, Careiro da Várzea,
Iranduba e Rio Preto da Eva estão entre os municípios que
receberam a ação nas últimas semanas.
O diretor observou que a programação de blitzes
está dentro prazo, mas disse que as distâncias entre as
cidades prejudicam o trabalho das equipes.
"Não é uma realidade apenas do Amazonas. Nossas
ações visam impedir que pessoas sem formação atendam e
coloquem em risco a saúde da população", disse.
Segundo o CRO, o paciente pode ajudar no
combate à atividade ilegal, caso identifique um local que
não possui condições apropriadas para atendimentos.
Denúncias podem ser feitas no Conselho ou ainda nos
distritos de polícia de Manaus.
João Franco alertou para o risco de contaminação.
"A prática ilegal pode resultar em complicações graves com
a contaminação de doenças, como herpes, HIV, hepatite e
infecções bacterianas ocasionadas pela falta de higiene ou
esterilização inadequada de alimentos", disse.
(g1.globo.com)
Vereador é suspeito de exercício ilegal da
odontologia, no AM
De 2014 até maio de 2015, o Conselho Regional de
Odontologia do Amazonas (CRO-AM) emitiu 361 notificações
por diversos tipos de irregularidades na área de odontologia.
Dentre elas está o Exercício Ilegal da profissão.
Uma das ocorrências registradas nos primeiros
meses de 2015 foi a de um vereador flagrado exercendo a
atividade de forma ilegal. [...]
O presidente do órgão, João Franco, disse que o
vereador fazia atendimentos odontológicos em um
consultório na cidade de Uairini . Segundo Franco, o
parlamentar não tem qualquer formação na área e não
poderia estar atendendo pacientes. Ele já havia sido
notificado durante fiscalização anterior por atuar como
falso dentista.
"Ele já respondia pelo exercício ilegal. Ele foi
flagrado atendendo sem nenhum equipamento de
segurança", disse o presidente.
Dos casos registrados em 2014, 12 correspondem
ao exercício ilegal da profissão de dentista. Nenhuma das
pessoas tinha registro no Conselho, conforme o CRO. Neste
ano, já foram registradas nove notificações .
O presidente João Franco disse ainda que 81
clínicas foram flagradas funcionando no ano passado sem
qualquer registro no Conselho. Ao todo, 38 clínicas sem
registro foram notificadas em 2015.
Ainda há casos de exercício da atividade ilegal de
produção de prótese. Neste ano, foram registrados três
casos de pessoas que faziam o serviço sem autorização. No
ano passado, houve seis casos .
João Franco destacou que o Conselho cumpre um
cronograma de fiscalizações na capital e no interior do
estado. Novo Airão, Manacapuru, Careiro da Várzea,
Iranduba e Rio Preto da Eva estão entre os municípios que
receberam a ação nas últimas semanas.
O diretor observou que a programação de blitzes
está dentro prazo, mas disse que as distâncias entre as
cidades prejudicam o trabalho das equipes.
"Não é uma realidade apenas do Amazonas. Nossas
ações visam impedir que pessoas sem formação atendam e
coloquem em risco a saúde da população", disse.
Segundo o CRO, o paciente pode ajudar no
combate à atividade ilegal, caso identifique um local que
não possui condições apropriadas para atendimentos.
Denúncias podem ser feitas no Conselho ou ainda nos
distritos de polícia de Manaus.
João Franco alertou para o risco de contaminação.
"A prática ilegal pode resultar em complicações graves com
a contaminação de doenças, como herpes, HIV, hepatite e
infecções bacterianas ocasionadas pela falta de higiene ou
esterilização inadequada de alimentos", disse.
(g1.globo.com)
No texto a palavra "exercício" aparece algumas vezes e, em todas elas, está corretamente acentuada. Agora, assinale a alternativa que contenha palavras que deveriam estar acentuadas pelo mesmo motivo.
Texto associado
Para
responder às questões
de 1 a 5 , leia o texto abaixo.
Tomada de decisão
O que um administrador
faz é tomar decisões.
No
seu dia a dia, dentre outras funções e
atividades
secundárias, o que um gestor
da pequena
empresa faz é
apurar as informações provenientes dos
relatórios e
identificar a melhor alternativa.
O planejamento é crucial para
uma decisão
concisa
e adequada, o que, porém, não garante o
acerto. Existirá
sempre uma probabilidade de erro e, dessa
maneira, o risco
deve ser administrado da
melhor maneira
possível.
Em um contexto
corporativo, muitos observam
somente seus objetivos para tomar suas
decisões – o que é
um procedimento aceitável ,
desde que se
deseje
administrar sempre com o foco no curto
prazo, como um
bombeiro ao apagar um incêndio. Os gestores
devem se
preocupar com o longo prazo, com decisões
que irão
render frutos no futuro e, dessa maneira,
que colaborem
para relações mais lucrativas e projetos
mais estáveis.
Temos 4 regras primordiais para o
processo
decisório:
1. Tenha vontade de decidir;
2. Não tome decisões
desnecessárias;
3. Procure não decidir
precocemente;
4. Evite chegar a uma conclusão tarde
demais.
Identificamos
que uma simples decisão de
comprar
um produto à vista ou a prazo pode
prejudicar a
organização. Internalizar tais questões e
abranger toda a
organização nesse processo poderá facilitar
o trabalho do
administrador da pequena empresa, contudo a
palavra final
é sempre dele.
Decisões muito precoces podem
prejudicar a
organização, ou por revelarem estratégias
corporativas
para os concorrentes, ou por deixarem vazar
alguma
informação sigilosa.
Em contrapartida, decisões tomadas
tarde
demais
também podem prejudicar a
organização . O
gestor da
pequena empresa deve estar antenado com o
mercado
para novas tecnologias e processos, para
qual tendência de
consumo ele está se dirigindo.
O administrador que objetiva somente
o lucro
de
sua organização está com o que especialistas
denominam
visão estratégica míope, ou seja, com
dificuldades de
estabelecer projetos de longo prazo.
Para
colher bons
frutos, o administrador deve plantar boas
sementes na
época correta , como contratar
profissionais
competentes,
ter um produto de qualidade e se posicionar
ativamente no
mercado.
Tais decisões
irão desencadear um processo
de
agregação de valor e maior entrada de
recursos de maneira
secundária e, com certeza, serão mais
lucrativas a longo
prazo. Portanto, o administrador deve
ponderar como tal
processo pode ser construído, para que suas
decisões
sejam elaboradas com argumentos
concretos.
(
www.portaleducacao.com.br )
responder às questões
de 1 a 5 , leia o texto abaixo.
Tomada de decisão
O que um administrador
faz é tomar decisões.
No
seu dia a dia, dentre outras funções e
atividades
secundárias, o que um gestor
da pequena
empresa faz é
apurar as informações provenientes dos
relatórios e
identificar a melhor alternativa.
O planejamento é crucial para
uma decisão
concisa
e adequada, o que, porém, não garante o
acerto. Existirá
sempre uma probabilidade de erro e, dessa
maneira, o risco
deve ser administrado da
melhor maneira
possível.
Em um contexto
corporativo, muitos observam
somente seus objetivos para tomar suas
decisões – o que é
um procedimento aceitável ,
desde que se
deseje
administrar sempre com o foco no curto
prazo, como um
bombeiro ao apagar um incêndio. Os gestores
devem se
preocupar com o longo prazo, com decisões
que irão
render frutos no futuro e, dessa maneira,
que colaborem
para relações mais lucrativas e projetos
mais estáveis.
Temos 4 regras primordiais para o
processo
decisório:
1. Tenha vontade de decidir;
2. Não tome decisões
desnecessárias;
3. Procure não decidir
precocemente;
4. Evite chegar a uma conclusão tarde
demais.
Identificamos
que uma simples decisão de
comprar
um produto à vista ou a prazo pode
prejudicar a
organização. Internalizar tais questões e
abranger toda a
organização nesse processo poderá facilitar
o trabalho do
administrador da pequena empresa, contudo a
palavra final
é sempre dele.
Decisões muito precoces podem
prejudicar a
organização, ou por revelarem estratégias
corporativas
para os concorrentes, ou por deixarem vazar
alguma
informação sigilosa.
Em contrapartida, decisões tomadas
tarde
demais
também podem prejudicar a
organização . O
gestor da
pequena empresa deve estar antenado com o
mercado
para novas tecnologias e processos, para
qual tendência de
consumo ele está se dirigindo.
O administrador que objetiva somente
o lucro
de
sua organização está com o que especialistas
denominam
visão estratégica míope, ou seja, com
dificuldades de
estabelecer projetos de longo prazo.
Para
colher bons
frutos, o administrador deve plantar boas
sementes na
época correta , como contratar
profissionais
competentes,
ter um produto de qualidade e se posicionar
ativamente no
mercado.
Tais decisões
irão desencadear um processo
de
agregação de valor e maior entrada de
recursos de maneira
secundária e, com certeza, serão mais
lucrativas a longo
prazo. Portanto, o administrador deve
ponderar como tal
processo pode ser construído, para que suas
decisões
sejam elaboradas com argumentos
concretos.
(
www.portaleducacao.com.br )
A palavra "aceitável" está corretamente acentuada no
texto. Dentre as alternativas a seguir, que outras palavras
são corretamente acentuadas exatamente pelo mesmo
motivo que ela?
Texto associado
Para responder às questões de 6 a 10 , leia a tirinha a seguir. Nela, interagem Mafalda (de laço na cabeça), Manolito (que tenta contar a piada) e Filipe (sentado à direita).
(www.culturamix.com)
(www.culturamix.com)
A palavra "armazém” aparece corretamente acentuada nos quadrinhos. Em relação à tonicidade, ela se classifica como aquelas palavras que devem ser acentuadas:
Texto associado
Para responder às questões de 1 a 6, leia o texto abaixo.
Mais da metade dos estudos de psicologia não pode ser reproduzido
O maior esforço até o momento para reproduzir pesquisas da área da psicologia revelou que mais da metade delas falha ao ser replicada ‒ e mesmo aquelas que tiveram sucesso apresentaram resultados menos "intensos". A conclusão é de uma ampla análise publicada na revista Science e revela a preocupação dos cientistas por artigos mais rigorosos e confiáveis, que realmente façam avançar a ciência ‒ e não apenas confiram status e tragam financiamento para seus autores. A reprodutibilidade é um dos parâmetros mais importantes para conferir veracidade a um estudo. Nos últimos anos, os pesquisadores têm se debatido com um número crescente de artigos retratados, com erros, falhas ou, simplesmente, fraudentos .
Para verificar se os artigos poderiam ser reproduzidos, 270 cientistas de todo o mundo, liderados pelo psicólogo Brian Nosek, professor da Universidade da Virgínia, nos Estados Unidos, passaram três anos repetindo 100 estudos publicados nos mais importantes periódicos de psicologia durante 2008. Entraram em contato com os autores e pediram apoio para adaptar os testes, se fosse o caso. Ao final, conseguiram reproduzir apenas 36% dos resultados. Destes, a maior parte (83%) tinha efeitos com metade da "intensidade" dos originais.
Os pesquisadores incluíram pesquisas famosas, como a que afirmou que mulheres comprometidas se sentem mais atraídas por homens solteiros no período fértil. De acordo com os cientistas responsáveis pela análise, a baixa taxa de reprodutibilidade não quer dizer que as pesquisas originais eram fraudes, mas que carecem de parâmetros que indiquem o grau de replicabilidade dos achados. Afinal, em ciências como a psicologia ou a medicina o número de variáveis envolvidas e que precisam ser controladas para que um estudo tenha sucesso é muito grande. Ao contrário de experiências com modelos animais, como ratos ou porcos, que podem ter o genoma manipulado pelos pesquisadores e vivem em laboratório, os homens têm histórias de vida e atitudes muito diversas que podem influenciar os resultados, como se fossem "ruídos" nos estudos.
"É importante destacar que estes resultados tão decepcionantes não questionam diretamente a validade das teorias iniciais", avaliou Gilbert Chin, psicólogo e redator-chefe da Science . "O que (1) concluímos é que deveríamos confiar menos em muitos dos resultados destas experiências."
Credibilidade
O estudo faz parte do Projeto Reprodutibilidade, uma colaboração internacional formada para identificar padrões de reprodutibilidade e práticas que poderiam melhorar os artigos científicos. É a segunda vez, neste ano, que a Science dedica ao tema. Em uma das edições de junho, Nosek e outros autores chamaram a atenção para o número crescente de fraudes e retratações na ciência, causadas, entre outros motivos, pela valorização do número de publicações científicas que pode incentivar a queda de qualidade e favorecer a desonestidade. De acordo com dois comentários, a avaliação quantitativa tem feito a ciência evoluir de forma "dramática e inquietante" e ajudado a promover fraudes, a falta de transparência e uma série de equívocos. Os cientistas sugeriram novos e mais rigorosos parâmetros para a avaliação de estudos, que (2) promovam a qualidade dos estudos.
Mais que apontar fragilidades, os cientistas esperam que análises como que revela a pouca reprodutibilidade das pesquisas em psicologia possam ajudar os pesquisadores a fazer uma ciência mais exata e confiável, estabelecendo padrões para sua reprodução e verificação.
(veja.abril.com.br. Acesso em 28/08/2015)
Mais da metade dos estudos de psicologia não pode ser reproduzido
O maior esforço até o momento para reproduzir pesquisas da área da psicologia revelou que mais da metade delas falha ao ser replicada ‒ e mesmo aquelas que tiveram sucesso apresentaram resultados menos "intensos". A conclusão é de uma ampla análise publicada na revista Science e revela a preocupação dos cientistas por artigos mais rigorosos e confiáveis, que realmente façam avançar a ciência ‒ e não apenas confiram status e tragam financiamento para seus autores. A reprodutibilidade é um dos parâmetros mais importantes para conferir veracidade a um estudo. Nos últimos anos, os pesquisadores têm se debatido com um número crescente de artigos retratados, com erros, falhas ou, simplesmente, fraudentos .
Para verificar se os artigos poderiam ser reproduzidos, 270 cientistas de todo o mundo, liderados pelo psicólogo Brian Nosek, professor da Universidade da Virgínia, nos Estados Unidos, passaram três anos repetindo 100 estudos publicados nos mais importantes periódicos de psicologia durante 2008. Entraram em contato com os autores e pediram apoio para adaptar os testes, se fosse o caso. Ao final, conseguiram reproduzir apenas 36% dos resultados. Destes, a maior parte (83%) tinha efeitos com metade da "intensidade" dos originais.
Os pesquisadores incluíram pesquisas famosas, como a que afirmou que mulheres comprometidas se sentem mais atraídas por homens solteiros no período fértil. De acordo com os cientistas responsáveis pela análise, a baixa taxa de reprodutibilidade não quer dizer que as pesquisas originais eram fraudes, mas que carecem de parâmetros que indiquem o grau de replicabilidade dos achados. Afinal, em ciências como a psicologia ou a medicina o número de variáveis envolvidas e que precisam ser controladas para que um estudo tenha sucesso é muito grande. Ao contrário de experiências com modelos animais, como ratos ou porcos, que podem ter o genoma manipulado pelos pesquisadores e vivem em laboratório, os homens têm histórias de vida e atitudes muito diversas que podem influenciar os resultados, como se fossem "ruídos" nos estudos.
"É importante destacar que estes resultados tão decepcionantes não questionam diretamente a validade das teorias iniciais", avaliou Gilbert Chin, psicólogo e redator-chefe da Science . "O que (1) concluímos é que deveríamos confiar menos em muitos dos resultados destas experiências."
Credibilidade
O estudo faz parte do Projeto Reprodutibilidade, uma colaboração internacional formada para identificar padrões de reprodutibilidade e práticas que poderiam melhorar os artigos científicos. É a segunda vez, neste ano, que a Science dedica ao tema. Em uma das edições de junho, Nosek e outros autores chamaram a atenção para o número crescente de fraudes e retratações na ciência, causadas, entre outros motivos, pela valorização do número de publicações científicas que pode incentivar a queda de qualidade e favorecer a desonestidade. De acordo com dois comentários, a avaliação quantitativa tem feito a ciência evoluir de forma "dramática e inquietante" e ajudado a promover fraudes, a falta de transparência e uma série de equívocos. Os cientistas sugeriram novos e mais rigorosos parâmetros para a avaliação de estudos, que (2) promovam a qualidade dos estudos.
Mais que apontar fragilidades, os cientistas esperam que análises como que revela a pouca reprodutibilidade das pesquisas em psicologia possam ajudar os pesquisadores a fazer uma ciência mais exata e confiável, estabelecendo padrões para sua reprodução e verificação.
(veja.abril.com.br. Acesso em 28/08/2015)