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TEXTO 1

Água: recurso mineral de total importância para todos os seres vivos

A água é o mais eficiente solvente do planeta, chamado de solvente universal. Esta sua característica permite que ela se associe a substâncias diversas, inclusive com aquelas que podem contaminá-la.
Considerando que a vida na terra se originou na água, os organismos terrestres têm uma associação direta e de plena dependência com esse composto químico. A água, que é responsável por cerca de 70% do nosso peso corporal, está relacionada com a regulação da temperatura corpórea e com a manutenção das atividades vitais. Para o nosso perfeito equilíbrio orgânico, necessitamos ingerir, pelo menos, 2 litros de água por dia, quantidade esta necessária para as reações vitais de nossas células e para repor as perdas que acontecem pela respiração, sudorese, saliva, urina, fezes, dentre outras.
Uma das atividades fisiológicas que pode exemplificar bem a importância e a nossa dependência da água é a excreção. A excreção é a eliminação, pela urina, dos resíduos tóxicos que entram ou são produzidos no nosso corpo. Isso acontece porque a água contida nas células se associa aos compostos tóxicos ali presentes e os eliminam do nosso corpo, na forma de urina. Caso haja um consumo inadequado de água pelo indivíduo, haverá, consequentemente, o comprometimento das suas atividades vitais, dentre elas a da excreção dos resíduos corporais tóxicos, substâncias estas que podem desencadear intoxicações que levam a sérios problemas à saúde.
Da mesma forma que a água presente em nossas células se associa com as substâncias tóxicas do nosso organismo, as águas dos rios se associam com os poluentes que são carreados para dentro de seus leitos. De maneira geral, nas regiões de alta concentração populacional, os rios recebem uma alta carga de poluentes ao longo do seu curso, o que deixa as suas águas poluídas por substâncias diversas, muitas delas tóxica para os seres vivos.

Adaptado de: https://conexaoagua.mpf.mp.br. Acesso em: 22 nov. 2022.

Assinale a alternativa que apresenta, respectivamente, os mesmos encontros vocálicos presentes em “saúde” e “poluídas”, empregados no Texto 1.

A Rios / Reações.
B Inadequado / Leitos.
C Maneira / Portuguesa.
D Perfeito / Orgânico.
E Água / Outras.
Texto associado
A gratidão tem o poder de salvar vidas (ou por que você deveria escrever aquela nota de agradecimento)

Richard Gunderman. Tradução: Camilo Rocha
A gratidão pode ser mais benéfica do que costumamos supor. Um estudo recente pediu que pessoas escrevessem uma nota de agradecimento para alguém e depois estimassem o quão surpreso e feliz o recebedor ficaria. Invariavelmente, o impacto foi subestimado. Outro estudo avaliou os benefícios para a saúde de se escrever bilhetes de obrigado. Os pesquisadores descobriram que escrever apenas três notas de obrigado ao longo de três semanas melhorava a satisfação com a vida, aumentava sentimentos de felicidade e reduziria sintomas de depressão.
Existem múltiplas explicações para os benefícios da gratidão. Uma é o fato de que expressar gratidão encoraja os outros a continuarem sendo generosos, promovendo, assim, um ciclo virtuoso de bondade em relacionamentos. Da mesma maneira, pessoas agradecidas talvez fiquem mais propensas a retribuir com seus próprios atos de bondade. Falando de modo mais amplo, uma comunidade em que as pessoas se sentem agradecidas umas com as outras tem mais chance de ser um lugar agradável para se viver do que uma caracterizada por suspeição e ressentimento mútuos.
Os efeitos benéficos da gratidão podem ir ainda mais longe. Por exemplo, quando muitas pessoas se sentem bem sobre o que outra pessoa fez por elas, elas sentem um senso de elevação, com um consequente reforço da sua consideração pela humanidade. Alguns se inspiram a tentar se tornar também pessoas melhores, fazendo mais para ajudar a trazer o melhor nos outros e trazendo mais bondade para o mundo à sua volta.
É claro, atos de bondade também podem fomentar desconforto. Por exemplo, se pessoas sentem que não são merecedoras de bondade ou suspeitam que há algum motivo por trás da bondade, os benefícios da gratidão não se realizarão. Do mesmo modo, receber bondade pode fazer surgir um senso de dívida, deixando nos beneficiários uma sensação de que precisam pagar de volta a bondade recebida. A gratidão pode florescer apenas se as pessoas têm confiança o suficiente em si mesmas e nos outros para permitir que isso aconteça.
Outro obstáculo para a gratidão é frequentemente chamado de senso de merecimento. Em vez de sentir um benefício como uma virada boa, as pessoas às vezes o veem como um mero pagamento do que lhes é devido, pelo qual ninguém merece nenhum crédito moral. Ainda que seja importante ver que a justiça está sendo feita, deixar de lado oportunidades por sentimentos genuínos e expressões de generosidade também podem produzir uma comunidade mais impessoal e fragmentada.
Quando Defoe retratou a personagem Robinson Crusoe fazendo da ação de graças uma parte diária de sua vida na ilha, ele estava antecipando descobertas nas ciências sociais e medicina que não apareceriam por centenas de anos. Ele também estava refletindo a sabedoria de tradições religiosas e filosóficas que têm início há milhares de anos. A gratidão é um dos estados mentais mais saudáveis e edificantes, e aqueles que a adotam como hábito estão enriquecendo não apenas suas próprias vidas mas também as vidas daqueles à sua volta.

Adaptado de: https://www.nexojornal.com.br/externo/2018 /08/11/A-gratid%C3%A3o-tem-o-poder-de-salvar- vidas-ou-por-que-voc%C3%AA-deveria-escrever- aquela-nota-de-agradecimento Acesso em: 04 fev. 2020.

Assinale a alternativa em cuja palavra ocorre um dígrafo.

A Gratidão.
B Benefícios.
C Subestimado.
D Pesquisadores.
E Escrever.
Órgão: Prefeitura de Novo Hamburgo Cargo: Professor de Educação Básica - Área: Infantil e Fundamental (1º ao 5º ano) Prova: Instituto AOCP - Prefeitura de Novo Hamburgo - Professor de Educação Básica - Área: Infantil e Fundamental (1º ao 5º ano) - 2020
Texto associado
Texto II

Serviu suas famosas bebidas
para Vinicius, Carybé e Pelé

____ Os pedaços de coco in natura são colocados no
liquidificador e triturados. O líquido resultante é coado
com uma peneira de palha e recolocado no aparelho,
onde é batido com açúcar e leite condensado. Ao fim,
5 adiciona-se aguardente.
____ A receita de Diolino Gomes Damasceno, ditada à
Folha por seu filho Otaviano, parece trivial, mas a co-
nhecida batida de coco resultante não é. Afinal, não é
possível que uma bebida qualquer tenha encantado
10 um time formado por Jorge Amado (diabético, tomava
sem açúcar), Pierre Verger, Carybé, Mussum, João
Ubaldo Ribeiro, Angela Rô Rô, Wando, Vinicius de
Moraes e Pelé (tomava dentro do carro).
____ Baiano nascido em 1931 na cidade de Ipecaetá,
15 interior do estado, Diolino abriu seu primeiro estabe-
lecimento em 1968, no bairro do Rio Vermelho, reduto
boêmio de Salvador. Localizado em uma garagem,
ganhou o nome de MiniBar.
____ A batida de limão — feita com cachaça, suco de
20 limão galego, mel de abelha de primeiríssima quali-
dade e açúcar refinado, segundo o escritor Ubaldo
Marques Porto Filho — chamava a atenção dos homens,
mas Diolino deu por falta das mulheres da época.
É que elas não queriam ser vistas bebendo em
25 público, e então arranjavam alguém para comprar as
batidas e bebiam dentro do automóvel.
____ Diolino bolou então o sistema de atendimento di-
reto aos veículos, em que os garçons iam até os carros
que apenas encostavam e saíam em disparada. A
30 novidade alavancou a fama do bar. No auge, chegou
a produzir 6.000 litros de batida por mês.

SETO, G. Folha de S.Paulo. Caderno “Cotidiano”. 17 maio
2019, p. B2. Adaptado.

A palavra saíam (L. 29) contém hiato acentuado.
Deve também ser acentuado o hiato de

A juizes
B rainha
C coroo
D veem
E suada
Texto associado
Tomar remédio é fácil; difícil é tomar rumo
Remédios antidepressivos nem sempre funcionam. Sua eficácia pode depender de quão estressado você está.

Daniel Martins de Barros

A depressão caminha para se tornar uma das principais doenças da humanidade. Segundo a Organização Mundial da Saúde ela afeta 350 milhões de pessoas, e daqui quatro anos se tornará a principal causa de incapacidade no mundo. Parte desse aumento se deve ao melhor esclarecimento das pessoas e à maior taxa de diagnósticos, mas não é só isso. O suicídio também aumenta mundo afora, indicando que há crescimento real no número de casos. A pergunta principal é: por quê?
Como todos os transtornos mentais, a depressão não tem uma causa só, bem definida. Sua origem é “multifatorial”, ou seja, múltiplos fatores contribuem para que ela surja. E um dos personagens mais cotados para vilão principal no aumento dos casos é o estresse. Ele não é um problema exclusivo do nosso tempo, sempre existiu, mas hoje em dia, onde quer que procuremos, vamos achar fontes de estresse. Seja vinda do trabalho onde se exige sempre mais; seja do meio cultural, com o fluxo de informação ininterrupto sobrecarregando nossos cérebros; do ambiente doméstico, com relações e papeis sendo redefinidos, gerando insegurança; ou mesmo do simples fato de o mundo passar por uma urbanização crescente, levando para mais gente o bônus, mas também o ônus de se viver em cidades. Uma das maneiras de o estresse levar à depressão é por estimular a resposta inflamatória geral do nosso organismo, desgastando-o lentamente.
O pior é que esse estresse todo pode não só estar causando, mas também perpetuando a depressão. Um estudo acaba de ser publicado investigando porque os antidepressivos funcionam, mas não para todo mundo. Sabendo desse papel da resposta inflamatória na origem da depressão os cientistas estressaram um grupo de ratos, levando-os a ter alterações comportamentais semelhantes às que ocorrem nos deprimidos. Passaram então a tratá-los com placebo ou com o antidepressivo fluoxetina, mantendo metade no ambiente estressante original e metade num ambiente tranquilo. Resultado? Não só o comportamento desses últimos melhorou mais do que nos outros, como também os parâmetros biológicos de atividade inflamatória diminuíram, enquanto nos pobres ratos estressados a inflamação aumentou.
Os pesquisadores concluíram algo difícil de discordar: não adianta muito tomar remédio se nós não atuarmos também no ambiente. O que faz todo sentido: se a origem da depressão não é só química, apenas medicamentos dificilmente bastarão para curá-la.
E como se combate o estresse se ele vem de todos os lados? Pode ser difícil, mas não é impossível. Cuidando bem do sono, por exemplo: a maioria das pessoas que dorme menos do que gostaria tem falta de sono por sua própria culpa, por ficar na TV ou celular por mais tempo do que deveria. E o sedentarismo, então? Não é preciso ter dinheiro para personal trainer : meia hora de caminhada na rua, dia sim, dia não, já combate os sintomas do estresse. Isso para não falar de alimentação – dietas ricas em carboidratos simples (açúcar e farinha) contribuem para também ativar o estado inflamatório do organismo, enquanto dietas saudáveis fazem o oposto.
Talvez você não possa mudar de chefe, de cidade ou de família. Mas com certeza poderia mudar de vida. Só que, como sempre digo, tomar remédio é fácil. O difícil é tomar rumo.

Texto adaptado de: http://vida- estilo.estadao.com.br/blogs/daniel-martins- de-barros/tomar-remedio-e-facil-dificil-e- tomar-rumo/

Sobre o excerto “Não só o comportamento
desses últimos melhorou mais do que o
dos outros, como também os parâmetros
biológicos de atividade inflamatória
diminuíram, enquanto nos pobres ratos
estressados a inflamação aumentou”, é
correto afirmar que

A há dígrafo nas palavras “comportamento”
e “melhorou” e a expressão “mais do
que” estabelece uma comparação de
superioridade.
B há encontro consonantal nas palavras “desses”
e “pobres” e a palavra “ratos” está flexionada no
masculino plural.
C há ditongo crescente nas palavras “mais” e
“inflamatória” e a palavra “comportamento”
pertence à classe dos advérbios.
D há ditongo e dígrafo na palavra “outros” e a
palavra “enquanto” pertence a uma classe de
palavras invariáveis.
E há hiato nas palavras “enquanto” e “aumentar”
e tanto “comportamento” quanto “inflamação”
são palavras que pertencem à classe dos
substantivos.