Leia o Texto 2 para responder às questões de 22 a 30.
Texto 2
O LINGUISTA LIBERTÁRIO
Carlos Fioravanti (Jornal da Unicamp)
Quem foi e como era sua primeira professora ou professor de português?
Ataliba Castilho – Foi o professor Amaury de Assis Ferreira (1920-1995), pai do apresentador de TV Amauri Jr. Era um professor muito bom, lia e estudava muito, mostrava os livros que comprava com muito entusiasmo. De vez em quando eu ia na casa dele, meu pai era eletricista e ia trocar a resistência de seu fogão elétrico. Ele me chamava e mostrava a biblioteca e os livros que tinha comprado. Ele tinha muito prazer no que ele fazia. Pensei: “Quero ser um cara assim”. Depois peguei outros professores ótimos em São Paulo, como o Theodoro Maurer, meu orientador de doutorado. Quietinho, magrinho, filho de suíços, ele escreveu sozinho um dos trabalhos mais extensos do mundo sobre a gramática e a sintaxe do latim vulgar.
Qual sua participação no Museu da Língua Portuguesa?
Ataliba Castilho – Em 2004, Jarbas Mantovanini, que atuava na Fundação Roberto Marinho, apareceu na USP, apresentou o projeto do museu e disse que queria me fazer dois pedidos. O primeiro era dar ideias para o museu. O segundo era para fazer a linha do tempo sobre a história do português. Aryon iria fazer a parte das línguas indígenas e Yeda Pessoa de Castro, da Universidade Federal da Bahia, se ocuparia das línguas africanas. Jarbas disse para chamar quem eu quisesse. Chamei Mário Viaro e Marilza de Oliveira, os dois da USP, para fazer outras partes. Jarbas me perguntou como eu queria representar a linha do tempo, se com filmes ou painéis fixos. Preferi os painéis, porque já haveria filmes do outro lado da sala. Entreguei o projeto, ele gostou: “Está tudo muito bonito, mas no lugar do último quadro vou colocar um espelho. Todos vão percorrer aquela baita história de 2 mil anos e quando chegam no final vão ver a si mesmos”. Sabe que ele acertou na mosca? Muita gente que via a própria imagem, depois de fazer o percurso histórico, caía no choro. Uma colega de Minas, Maria Antonieta Cohen, ia no começo para ver o museu e depois para ver as pessoas quando chegavam no espelho. Ela me perguntou: “Por que será que elas choram?”. Fiquei pensando muito naquilo. As pessoas choravam, decerto, porque viam ali sua identidade. O que é a língua portuguesa? Sou eu, que represento agora todo esse percurso. A língua é minha identidade.
Adaptado de: https://unicamp.br/unicamp/ju/noticias/2017/10/06/o-linguista-libertario/. Acesso em: 04 de abr. de 2025.
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Texto associado
O Texto 2 refere-se às questões 21 a 29.
Texto 2
Doar sangue com frequência pode deixar suas células sanguíneas mais saudáveis
Em estudo, as células de doadores frequentes apresentaram uma mutação que pode ajudar a suprimir células cancerígenas .
Por Eduardo Lima
Doar sangue frequentemente não é só uma questão de altruísmo e preocupação com o coletivo. De acordo com um novo estudo, doar sangue também pode aumentar as habilidades do doador de produzir células sanguíneas saudáveis, possivelmente reduzindo o risco de desenvolvimento de leucemia – tipo de câncer que afeta a formação das células do sangue, especialmente dos glóbulos brancos.
Cientistas do Instituto Francis Crick, um centro de pesquisa biomédica em Londres, analisaram os dados genéticos de 217 homens da Alemanha, a partir de células sanguíneas doadas por eles. Todos os participantes do estudo tinham entre 60 e 72 anos de idade, e já haviam doado sangue mais de 100 vezes ao longo da vida.
Além dos super-doadores, os cientistas também investigaram amostras de sangue de 212 homens de idade parecida, mas que doaram sangue menos de 10 vezes durante a vida. Depois da comparação, eles perceberam que os homens que doavam sangue frequentemente tinham maior probabilidade de ter mutações no gene DNMT3A.
O estudo dos pesquisadores do Instituto Francis Crick, publicado no periódico Blood, sugere que a mutação é benéfica e ajuda a suprimir células cancerosas na corrente sanguínea.
Mais rápido que células cancerosas
Para entender por que as mutações se espalharam entre os doadores frequentes, os cientistas criaram, em laboratório, algumas células-tronco geneticamente editadas para carregar essas modificações. Elas foram comparadas a células que não passaram por nenhum processo de edição. Para simular os efeitos da doação de sangue, eles adicionaram o hormônio eritropoietina (EPO), que é produzido pelo corpo depois da perda de sangue.
Um mês depois, as células com mutações haviam crescido 50% mais rápido do que aquelas sem edição genética, mas só nos casos em que houve adição de EPO. Isso mostra que o hormônio favorece o crescimento de células com a mutação no gene DNMT3A. Quanto maior a exposição à eritropoietina, mais as células sanguíneas com a modificação se multiplicam.
Para descobrir se ter mais células com mutações era algo benéfico, a equipe de cientistas misturou elas a outras células, com edições genéticas que aumentam o risco de leucemia. De novo, quando em contato com o hormônio EPO, as células com a mutação cresceram mais rápido, suprimindo o crescimento das cancerosas.
Mais estudos são necessários para confirmar se é realmente isso que acontece com os doadores de sangue frequentes. O resultado pode ser diferente dentro de um laboratório, que tem variáveis controladas, em comparação a uma análise de pessoas de diferentes etnias e faixas etárias. É importante lembrar, também, que esse estudo só analisou casos de homens. [...]
Adaptado de: https://super.abril.com.br/saude/doar-sangue-com-frequencia-pode-deixar-suas-celulas-sanguineas-mais-saudaveis/. Acesso em 30 jun. 2025.
Texto 2
Doar sangue com frequência pode deixar suas células sanguíneas mais saudáveis
Em estudo, as células de doadores frequentes apresentaram uma mutação que pode ajudar a suprimir células cancerígenas .
Por Eduardo Lima
Doar sangue frequentemente não é só uma questão de altruísmo e preocupação com o coletivo. De acordo com um novo estudo, doar sangue também pode aumentar as habilidades do doador de produzir células sanguíneas saudáveis, possivelmente reduzindo o risco de desenvolvimento de leucemia – tipo de câncer que afeta a formação das células do sangue, especialmente dos glóbulos brancos.
Cientistas do Instituto Francis Crick, um centro de pesquisa biomédica em Londres, analisaram os dados genéticos de 217 homens da Alemanha, a partir de células sanguíneas doadas por eles. Todos os participantes do estudo tinham entre 60 e 72 anos de idade, e já haviam doado sangue mais de 100 vezes ao longo da vida.
Além dos super-doadores, os cientistas também investigaram amostras de sangue de 212 homens de idade parecida, mas que doaram sangue menos de 10 vezes durante a vida. Depois da comparação, eles perceberam que os homens que doavam sangue frequentemente tinham maior probabilidade de ter mutações no gene DNMT3A.
O estudo dos pesquisadores do Instituto Francis Crick, publicado no periódico Blood, sugere que a mutação é benéfica e ajuda a suprimir células cancerosas na corrente sanguínea.
Mais rápido que células cancerosas
Para entender por que as mutações se espalharam entre os doadores frequentes, os cientistas criaram, em laboratório, algumas células-tronco geneticamente editadas para carregar essas modificações. Elas foram comparadas a células que não passaram por nenhum processo de edição. Para simular os efeitos da doação de sangue, eles adicionaram o hormônio eritropoietina (EPO), que é produzido pelo corpo depois da perda de sangue.
Um mês depois, as células com mutações haviam crescido 50% mais rápido do que aquelas sem edição genética, mas só nos casos em que houve adição de EPO. Isso mostra que o hormônio favorece o crescimento de células com a mutação no gene DNMT3A. Quanto maior a exposição à eritropoietina, mais as células sanguíneas com a modificação se multiplicam.
Para descobrir se ter mais células com mutações era algo benéfico, a equipe de cientistas misturou elas a outras células, com edições genéticas que aumentam o risco de leucemia. De novo, quando em contato com o hormônio EPO, as células com a mutação cresceram mais rápido, suprimindo o crescimento das cancerosas.
Mais estudos são necessários para confirmar se é realmente isso que acontece com os doadores de sangue frequentes. O resultado pode ser diferente dentro de um laboratório, que tem variáveis controladas, em comparação a uma análise de pessoas de diferentes etnias e faixas etárias. É importante lembrar, também, que esse estudo só analisou casos de homens. [...]
Adaptado de: https://super.abril.com.br/saude/doar-sangue-com-frequencia-pode-deixar-suas-celulas-sanguineas-mais-saudaveis/. Acesso em 30 jun. 2025.
Assinale a alternativa correta sobre o vocábulo “super-doadores”, presente no terceiro parágrafo do Texto 2.
Texto associado
Texto 01 (Para as questões de 1 a 3)
O REENCONTRO COM PAULO FREIRE
Uma professora, assim como tantas outras, que, em seu processo de formação inicial na universidade, conheceu um Paulo Freire pouco valorizado enquanto referência no campo da produção acadêmica brasileira, mesmo nas licenciaturas e nos cursos de pós-graduação em Educação. Baseia-se em fragmentos da trajetória de uma educadora que conheceu Paulo Freire na Educação de Jovens e Adultos e durante execução de projeto de pesquisa e extensão envolvendo jovens graffiteiros de Salvador. Não se trata de um texto autobiográfico, mas talvez seja uma tentativa de aproximação com o exercício de metacognição, de consciência de si própria, do seu processo de aprender, por tantas vezes feito e refeito por Paulo Freire em suas escritas e vivências.
O encontro com Paulo Freire se deu na rua, nos bairros periféricos de Salvador, dentro de movimentos sociais e entre jovens e adultos/adultas, predominantemente negros e negras, que teimam em construir alternativas quotidianas de sobrevivência, enfrentamento e superação das situações de opressão, negação e subjugação. Foi entre representantes legítimos dos “esfarrapados do mundo” e dos “condenados da terra” que emergiu o Paulo Freire pulsante. O Paulo Freire que, apesar de não ser referência intelectual majoritariamente presente entre as indicações de cursos nas universidades brasileiras, até mesmo nos cursos dedicados à formação de professores e professoras no Brasil, tem seus livros espalhados pelo mundo.
Adaptado de: PENA, Patrícia Carla Alves. A descolonização do pensamento e o reencontro com Paulo Freire. Revista de Extensão Trilhas, Salvador, v. 1, n. 2, p. 1-46, nov. 2021.
O REENCONTRO COM PAULO FREIRE
Uma professora, assim como tantas outras, que, em seu processo de formação inicial na universidade, conheceu um Paulo Freire pouco valorizado enquanto referência no campo da produção acadêmica brasileira, mesmo nas licenciaturas e nos cursos de pós-graduação em Educação. Baseia-se em fragmentos da trajetória de uma educadora que conheceu Paulo Freire na Educação de Jovens e Adultos e durante execução de projeto de pesquisa e extensão envolvendo jovens graffiteiros de Salvador. Não se trata de um texto autobiográfico, mas talvez seja uma tentativa de aproximação com o exercício de metacognição, de consciência de si própria, do seu processo de aprender, por tantas vezes feito e refeito por Paulo Freire em suas escritas e vivências.
O encontro com Paulo Freire se deu na rua, nos bairros periféricos de Salvador, dentro de movimentos sociais e entre jovens e adultos/adultas, predominantemente negros e negras, que teimam em construir alternativas quotidianas de sobrevivência, enfrentamento e superação das situações de opressão, negação e subjugação. Foi entre representantes legítimos dos “esfarrapados do mundo” e dos “condenados da terra” que emergiu o Paulo Freire pulsante. O Paulo Freire que, apesar de não ser referência intelectual majoritariamente presente entre as indicações de cursos nas universidades brasileiras, até mesmo nos cursos dedicados à formação de professores e professoras no Brasil, tem seus livros espalhados pelo mundo.
Adaptado de: PENA, Patrícia Carla Alves. A descolonização do pensamento e o reencontro com Paulo Freire. Revista de Extensão Trilhas, Salvador, v. 1, n. 2, p. 1-46, nov. 2021.
Analise o que se afirma a seguir e assinale a alternativa INCORRETA.
Texto associado
DICAS PARA ENFRENTAR O MAL-ESTAR
Vida sem sofrimento não tem, mas há formas piores e melhores de encará-lo.
Vera Iaconelli – 5 set. 2022
Uma dica é admitir que a consciência, que é uma ferramenta recém-adquirida pela humanidade, está fadada a fracassar em suas pretensões iluministas. Se a intenção for dar conta da experiência da vida apoiado na capacidade de atribuir-lhe sentido, melhor enfiar a viola no saco. Foi na tentativa de tudo entender, controlar e predizer, capturados por excessivas promessas da ciência, que nos perdemos. Entre encontrar "o" sentido da vida ou vivê-la, sugiro investir na poesia.
Outra dica é admitir que sem o outro não dá. Não apenas porque o isolamento mina nossas forças, mas porque nunca estamos inteiramente sós. O diálogo interno implica um outro que nos habita, nos julga, adula e recrimina. Paradoxalmente, pode-se dizer o oposto também: nunca estamos verdadeiramente acompanhados pela impossibilidade estrutural de compartilhar a experiência.
O encontro com o outro pode confirmar nossas péssimas expectativas, mas também pode nos surpreender. Como quando percebemos que todos os amores da nossa vida foram horríveis, exceto um. E justo esse, que escapa à série, pode acabar levando a bronca que cabia aos anteriores, justamente por contrariar experiências e expectativas. O encontro com o outro tem desses embaraços e deleites.
Quando o outro nos deixa — voluntária ou involuntariamente — nos expõe a um dos maiores entraves de qualquer relação, que é o medo de sofrer, claro. A técnica de se isolar para não sofrer seria boa se funcionasse, mas o isolamento é fonte de inesgotáveis sofrimentos compartilhados no divã. Vivemos o paradoxo das relações humanas incrementado pelas agruras da era midiática. As ferramentas que poderiam nos aproximar magicamente confirmam que não há tecnologia que resolva o infantil em nós que permanece ainda que a infância chegue ao fim. Mais do que aproximar, as mídias têm promovido sofrimento em escala global e instantânea.
Tem também a dica de cuidar. Não esse cuidado compulsório imputado às mulheres para fins de desoneração da responsabilidade dos homens. Mas o cuidado que emerge do reconhecimento de que o outro é feito da mesma massa que nós. Cuidar e ser cuidado é a dobradinha de ouro rumo à civilização, que parece cada vez mais distante.
Por fim, mas sem esgotar o tema, vá ao teatro. Por quê? Pois se trata da principal experiência coletiva na qual o outro nos invade tentando ultrapassar, pela poética, nossa obsessão pelo sentido. O teatro tem algo embaraçoso, que ultrapassa o cinema. O corpo a corpo com os atores em tempo real — com direito a falhas e ao constrangimento de se deixar emocionar e ser visto por quem te emociona — enaltece nossa fragilidade ao invés de escamoteá-la.
Adaptado de: https://www1.folha.uol.com.br/colunas/veraiaconelli/2022/09/dicas-para-enfrentar-o-mal-estar.shtml. Acesso em: 09 jan. 2023.
Vida sem sofrimento não tem, mas há formas piores e melhores de encará-lo.
Vera Iaconelli – 5 set. 2022
Uma dica é admitir que a consciência, que é uma ferramenta recém-adquirida pela humanidade, está fadada a fracassar em suas pretensões iluministas. Se a intenção for dar conta da experiência da vida apoiado na capacidade de atribuir-lhe sentido, melhor enfiar a viola no saco. Foi na tentativa de tudo entender, controlar e predizer, capturados por excessivas promessas da ciência, que nos perdemos. Entre encontrar "o" sentido da vida ou vivê-la, sugiro investir na poesia.
Outra dica é admitir que sem o outro não dá. Não apenas porque o isolamento mina nossas forças, mas porque nunca estamos inteiramente sós. O diálogo interno implica um outro que nos habita, nos julga, adula e recrimina. Paradoxalmente, pode-se dizer o oposto também: nunca estamos verdadeiramente acompanhados pela impossibilidade estrutural de compartilhar a experiência.
O encontro com o outro pode confirmar nossas péssimas expectativas, mas também pode nos surpreender. Como quando percebemos que todos os amores da nossa vida foram horríveis, exceto um. E justo esse, que escapa à série, pode acabar levando a bronca que cabia aos anteriores, justamente por contrariar experiências e expectativas. O encontro com o outro tem desses embaraços e deleites.
Quando o outro nos deixa — voluntária ou involuntariamente — nos expõe a um dos maiores entraves de qualquer relação, que é o medo de sofrer, claro. A técnica de se isolar para não sofrer seria boa se funcionasse, mas o isolamento é fonte de inesgotáveis sofrimentos compartilhados no divã. Vivemos o paradoxo das relações humanas incrementado pelas agruras da era midiática. As ferramentas que poderiam nos aproximar magicamente confirmam que não há tecnologia que resolva o infantil em nós que permanece ainda que a infância chegue ao fim. Mais do que aproximar, as mídias têm promovido sofrimento em escala global e instantânea.
Tem também a dica de cuidar. Não esse cuidado compulsório imputado às mulheres para fins de desoneração da responsabilidade dos homens. Mas o cuidado que emerge do reconhecimento de que o outro é feito da mesma massa que nós. Cuidar e ser cuidado é a dobradinha de ouro rumo à civilização, que parece cada vez mais distante.
Por fim, mas sem esgotar o tema, vá ao teatro. Por quê? Pois se trata da principal experiência coletiva na qual o outro nos invade tentando ultrapassar, pela poética, nossa obsessão pelo sentido. O teatro tem algo embaraçoso, que ultrapassa o cinema. O corpo a corpo com os atores em tempo real — com direito a falhas e ao constrangimento de se deixar emocionar e ser visto por quem te emociona — enaltece nossa fragilidade ao invés de escamoteá-la.
Adaptado de: https://www1.folha.uol.com.br/colunas/veraiaconelli/2022/09/dicas-para-enfrentar-o-mal-estar.shtml. Acesso em: 09 jan. 2023.
Sobre o excerto “Entre encontrar ‘o’ sentido da vida ou vivê-la, sugiro investir na poesia.”, assinale a alternativa INCORRETA.
Texto associado
Para responder às questões de 6 a 10 , leia a tirinha abaixo.
(Disponível em www.livrosepessoas.com)
(Disponível em www.livrosepessoas.com)
A respeito da palavra "é", presente no último quadrinho, analise as afirmações.
I. É uma forma verbal.
II. Não deveria ser acentuada.
III. É um monossílabo tônico.
Está correto o que se afirma em:
Texto associado
Para responder às questões 7 e 8, leia o poema a seguir.
Retrato
Eu não tinha este rosto de hoje,
assim calmo, assim triste, assim magro,
nem estes olhos tão vazios,
nem o lábio amargo.
5 Eu não tinha estas mãos sem força,
tão paradas e frias e mortas;
eu não tinha este coração
que nem se mostra.
Eu não dei por esta mudança,
10 tão simples, tão certa, tão fácil:
‒ Em que espelho ficou perdida
a minha face?
Cecília Meirele
Retrato
Eu não tinha este rosto de hoje,
assim calmo, assim triste, assim magro,
nem estes olhos tão vazios,
nem o lábio amargo.
5 Eu não tinha estas mãos sem força,
tão paradas e frias e mortas;
eu não tinha este coração
que nem se mostra.
Eu não dei por esta mudança,
10 tão simples, tão certa, tão fácil:
‒ Em que espelho ficou perdida
a minha face?
Cecília Meirele
Considerando a conjugação modo-temporal e númeropessoal do verbo "dei", em destaque no poema, assinale a alternativa que contenha a mesma conjugação do verbo que, no poema, aparece como "tinha".
Texto associado
Para responder às questões de 6 a 10 , leia o quadrinho abaixo.
(nerdesporte.blogspot.com)
(nerdesporte.blogspot.com)
Quanto à linguagem do quadrinho como um todo, analise as seguintes afirmativas.
I. A palavra "não", no primeiro balão, classifica-se morfologicamente como advérbio.
II. A forma verbal "ganhar", no segundo balão, pertence a um verbo da primeira conjugação.
III. A locução "fica querendo" contém um particípio.
Está correto o que se afirma em:
Texto associado
Para responder às questões de 1 a 5 , leia o texto abaixo.
Nova lei permite transporte de animais em ônibus em
Florianópolis
Gatos e cachorros de até dez quilos poderão ser
transportados.
O prefeito de Florianópolis, Cesar Souza Junior, (*) o Projeto de Lei Complementar que permite o transporte de animais domésticos de pequeno porte nas linhas de ônibus municipais. A medida já está valendo desde a (**).
De acordo com a lei, é permitido o transporte de cães e gatos com até dez quilos. Cada usuário pode levar até dois bichinhos por viagem. A fiscalização fica a cargo dos cobradores de cada ônibus.
A medida é válida em todas as linhas que circulam no território de Florianópolis, tanto as convencionais, quanto executivas, desde que os animais cumpram as exigências da lei.
Segundo o vereador Tiago Silva, autor do projeto, a medida assegura um direito que é dos animais e dos próprios donos.
" Eu fui procurado no meu gabinete para debater essa questão em uma audiência pública. Muitos donos de animais não têm carro e assim não conseguem levar seus bichinhos ao veterinário, por exemplo. Acho que a medida contribui muito para a causa de direitos dos animais", afirma.
Ainda segundo o vereador, a lei é pioneira em Santa Catarina e as ideias da proposta foram baseadas nas Câmaras das cidades de São Paulo e Rio de Janeiro, onde o transporte já é permitido.
Condições
Para o deslocamento, os animais deverão ser colocados em caixas de transporte apropriadas durante a sua permanência no veículo, devendo ser colocados em local definido pela empresa e que ofereça condições de proteção e conforto.
Além disso, para ter o direito, o proprietário deve apresentar atestado de veterinário indicando as boas condições de saúde do animal, emitido no período de 15 dias antes da data da viagem.
A carteira de vacinação atualizada também será exigida e nela deverá constar, no mínimo, as vacinas antirrábica e polivalente.
(g1.globo.com)
Nova lei permite transporte de animais em ônibus em
Florianópolis
Gatos e cachorros de até dez quilos poderão ser
transportados.
O prefeito de Florianópolis, Cesar Souza Junior, (*) o Projeto de Lei Complementar que permite o transporte de animais domésticos de pequeno porte nas linhas de ônibus municipais. A medida já está valendo desde a (**).
De acordo com a lei, é permitido o transporte de cães e gatos com até dez quilos. Cada usuário pode levar até dois bichinhos por viagem. A fiscalização fica a cargo dos cobradores de cada ônibus.
A medida é válida em todas as linhas que circulam no território de Florianópolis, tanto as convencionais, quanto executivas, desde que os animais cumpram as exigências da lei.
Segundo o vereador Tiago Silva, autor do projeto, a medida assegura um direito que é dos animais e dos próprios donos.
" Eu fui procurado no meu gabinete para debater essa questão em uma audiência pública. Muitos donos de animais não têm carro e assim não conseguem levar seus bichinhos ao veterinário, por exemplo. Acho que a medida contribui muito para a causa de direitos dos animais", afirma.
Ainda segundo o vereador, a lei é pioneira em Santa Catarina e as ideias da proposta foram baseadas nas Câmaras das cidades de São Paulo e Rio de Janeiro, onde o transporte já é permitido.
Condições
Para o deslocamento, os animais deverão ser colocados em caixas de transporte apropriadas durante a sua permanência no veículo, devendo ser colocados em local definido pela empresa e que ofereça condições de proteção e conforto.
Além disso, para ter o direito, o proprietário deve apresentar atestado de veterinário indicando as boas condições de saúde do animal, emitido no período de 15 dias antes da data da viagem.
A carteira de vacinação atualizada também será exigida e nela deverá constar, no mínimo, as vacinas antirrábica e polivalente.
(g1.globo.com)
Sobre a palavra “antirrábica”, que aparece no último parágrafo do texto, pode-se afirmar corretamente que:
Texto associado
Para responder às questões de 1 a 5 , leia o texto abaixo.
Tudo é Química
Se pensarmos bem, a Química está em quase tudo o que vemos no nosso cotidiano. Diariamente – ou quase diariamente – todos nós usamos produtos de limpeza, cosméticos, cozinhamos. Fazer um bolo é química pura. O fermento, seu modo de funcionamento na hora de fazer crescer a massa, os processos que levam uma mistura de ingredientes secos e molhados a se transformar em um alimento macio, sem gosto de farinha e (se tudo der certo) de sabor agradável, que em nada lembra o gosto da farinha crua.
Mas não é assim que pensamos a Química. Assim como as demais ciências exatas, ela nos é apresentada como algo distante, difícil, um obstáculo a ser vencido, um problema a ser resolvido com paciência e perseverança. Isso só traz prejuízos: o aluno se sente obrigado a 1 aprender, o professor se sente desestimulado a 2 ensinar e, por fim, o jovem termina o Ensino Médio com a certeza de que as ciências exatas, dentre elas a 3 Química, são apenas disciplinas que exigem o treino mecânico, a 4 repetição e o cálculo.
As ciências exatas, então, são apresentadas de maneira limitada, como se fossem apenas a representação de átomos, equações e fórmulas escritos em um papel. Quando, na verdade, as ciências exatas são muito, muito mais do que isso. Física, Química e Matemática são maneiras de explicar o mundo. E não há nada que possa ser mais próximo de nós todos do que isso. Vivemos este mundo e ele só é assim porque o homem, por meio dos instrumentos mentais e práticos que possui (como as ciências exatas), transformou-o até chegar a este ponto.
Beatriz Duarte de Alcântara
Tudo é Química
Se pensarmos bem, a Química está em quase tudo o que vemos no nosso cotidiano. Diariamente – ou quase diariamente – todos nós usamos produtos de limpeza, cosméticos, cozinhamos. Fazer um bolo é química pura. O fermento, seu modo de funcionamento na hora de fazer crescer a massa, os processos que levam uma mistura de ingredientes secos e molhados a se transformar em um alimento macio, sem gosto de farinha e (se tudo der certo) de sabor agradável, que em nada lembra o gosto da farinha crua.
Mas não é assim que pensamos a Química. Assim como as demais ciências exatas, ela nos é apresentada como algo distante, difícil, um obstáculo a ser vencido, um problema a ser resolvido com paciência e perseverança. Isso só traz prejuízos: o aluno se sente obrigado a 1 aprender, o professor se sente desestimulado a 2 ensinar e, por fim, o jovem termina o Ensino Médio com a certeza de que as ciências exatas, dentre elas a 3 Química, são apenas disciplinas que exigem o treino mecânico, a 4 repetição e o cálculo.
As ciências exatas, então, são apresentadas de maneira limitada, como se fossem apenas a representação de átomos, equações e fórmulas escritos em um papel. Quando, na verdade, as ciências exatas são muito, muito mais do que isso. Física, Química e Matemática são maneiras de explicar o mundo. E não há nada que possa ser mais próximo de nós todos do que isso. Vivemos este mundo e ele só é assim porque o homem, por meio dos instrumentos mentais e práticos que possui (como as ciências exatas), transformou-o até chegar a este ponto.
Beatriz Duarte de Alcântara
Quando tratamos de classificação morfológica, há dez classes gramaticais que as palavras podem representar. Mais comumente, determinada palavra é representante de uma classe gramatical específica. Existem casos, porém, de palavras que mesclam, nelas mesmas, mais de uma classe gramatical. Assinale, entre as alternativas, uma em que a palavra destacada seja representativa de mais de uma classe gramatical, considerando-a no contexto em que aparece.
Texto associado
Para responder às questões de 11 a 15 , leia o poema a seguir.
Porquinho-da-Índia
Quando eu tinha seis anos
Ganhei um porquinho-da-índia.
Que dor de coração me dava
Porque o bichinho só queria estar debaixo do fogão!
Levava ele pra sala
Pra os lugares mais bonitos, mais limpinhos
Ele não gostava:
Queria era estar debaixo do fogão.
Não fazia caso nenhum das minhas ternurinhas...
- O meu porquinho-da-índia foi minha primeira namorada.
Manuel Bandeira
Porquinho-da-Índia
Quando eu tinha seis anos
Ganhei um porquinho-da-índia.
Que dor de coração me dava
Porque o bichinho só queria estar debaixo do fogão!
Levava ele pra sala
Pra os lugares mais bonitos, mais limpinhos
Ele não gostava:
Queria era estar debaixo do fogão.
Não fazia caso nenhum das minhas ternurinhas...
- O meu porquinho-da-índia foi minha primeira namorada.
Manuel Bandeira