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CADÊ O VERÃO?

Sandro Villar - 19/03/2023

Cadê o verão? A estação já está "puxando o carro" e, para ser sincero, não percebi sua presença neste ano pelo menos no oeste paulista. Dias ensolarados, com temperaturas altas? Nada disso, Seu Dílson. Não houve verão em 2023. A estação foi marcada por temperaturas amenas, temporais assustadores e, se me permitem, parecia outono ou inverno. Um verão atípico, a meu ver. Coisa estranha. Aliás, os tempos estão estranhos, cada vez mais estranhos.
O verão se despede hoje e amanhã começa o outono, que também deverá ser marcado por temperaturas amenas, nessas faixas de 24° a 25°, por aí. Depois, vem o inverno e dizem alguns meteorologistas que o inverno será congelante em alguns momentos. Outros apostam em temperaturas "suportáveis", como as deste atípico, para não dizer esquisito, verão.
Falei que os tempos estão estranhos e estão mesmo no que diz respeito ao clima, cada vez mais extremo. Mudanças no mar preocupam. O mar está encolhendo – ou recuando – em vários países. Que diacho é isso? Sei lá. Só sei que esquisitice não falta, parece o feitiço do tempo. O mar já encolheu nas praias de pelo menos 15 países. Isso mesmo que vocês leram.
O mar recuou mais de 15 metros no Egito e na Namíbia, dois países africanos. Para mencionar alguns dos 15 países, este egrégio e fidalgo cronista lembra que também foram registrados recuos na Argentina, Itália, França, Grécia e Marrocos. Na cidade de Veneza, que fica na Itália, as gôndolas deixaram de navegar porque os canais secaram. Maré baixa, mar recuado, portanto.
Ah, sim: no nosso amado Brasil o fenômeno foi registrado em Alagoas, onde o mar, no caso o Oceano Atlântico, deu uma boa recuada, portanto, houve encolhimento.
É a crise climática e não sei onde isso vai parar. Acho que seria o caso de o ser humano recuar em certas atitudes e dar um tempo, tempo ao tempo. Pelo jeito o tempo também precisa de um tempo para se ajustar nestes tempos desajustados.

Adaptado de: https://www.imparcial.com.br/noticias/cade-o-verao,57252. Acesso em: 20 maio 2023.

Considerando o quinto parágrafo do texto: “Ah, sim: no nosso amado Brasil o fenômeno foi registrado em Alagoas, onde o mar, no caso o Oceano Atlântico, deu uma boa recuada, portanto, houve encolhimento.”, assinale a alternativa correta.

A Apesar de a expressão "deu uma [...] recuada" ser estruturalmente diferente de "recuou", ambas são semanticamente equivalentes.
B O termo "onde" poderia ser substituído por "que" sem que isso infringisse as regras da norma padrão.
C O termo "boa" funciona como um adjetivo que caracteriza a palavra "recuada", atuando como o antônimo de "má".
D O termo "portanto" veicula um sentido de explicação, podendo ser adequadamente substituído por "pois".
E O termo "nosso" se refere ao autor do texto e à sua família.
Órgão: Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Maranhão Cargo: Professor - Área: Produção Animal Prova: Instituto AOCP - IFMA - Professor - Área: Produção Animal - 2023
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TEXTO 3

O componente Língua Portuguesa integra a Área de Linguagens e tem como proposta levar os alunos a aprendizagens relacionadas à ampliação da participação em práticas inseridas nos mais diversos campos da atividade humana. Para tanto, concebe a língua como uma forma de interação humana, por meio da qual se considera o contexto comunicativo. O Referencial Curricular Gaúcho dialoga diretamente com a Base Nacional Comum Curricular (BNCC). Neste documento, apresentamos as habilidades específicas da Língua Portuguesa, desenvolvidas a partir da BNCC e das contribuições recebidas na plataforma virtual desenvolvida para esse fim, que deverão ser consideradas na elaboração dos seguintes documentos das escolas: o Plano Político-Pedagógico, os Planos de Estudo, Planos de Trabalho etc. [...] A partir da perspectiva enunciativo-discursiva de linguagem, já assumida anteriormente em outros documentos orientadores, considerando as práticas contemporâneas da linguagem, o texto é compreendido como o centro da unidade de trabalho. As habilidades de Língua Portuguesa são pensadas a partir das práticas sociais de uso da linguagem, dando continuidade às práticas de oralidade e escrita introduzidas na Educação Infantil. No Ensino Fundamental, o texto, em seus diversos formatos, torna-se o centro das atividades de linguagem a serem desenvolvidas, demandando um trabalho mais amplo do que decifrar códigos e aplicar regras gramaticais de maneiras descontextualizadas. A finalidade do ensino e da aprendizagem da Língua Portuguesa é permitir e incentivar o desenvolvimento crítico e reflexivo da criança e do adolescente como agentes da linguagem, capazes de usar a língua e as múltiplas linguagens em variadas atividades humanas, contemplando também a cultura digital, imbricada na questão dos multiletramentos. O componente está estruturado em quatro eixos organizadores correspondentes às práticas de linguagem: Oralidade, Leitura/Escuta, Produção de Textos e Análise Linguística/Semiótica. Ao colocar o texto como centro do processo de ensino e aprendizagem, devemos considerá-lo em situações enunciativas concretas.

Fonte: RIO GRANDE DO SUL. Referencial Curricular Gaúcho: Secretaria de Estado da Educação. Porto Alegre, SEDUCRS, 2018.

A “[...]perspectiva enunciativo-discursiva de linguagem”, assumida pelo documento oficial, traz diversas implicações para a prática pedagógica do professor de língua portuguesa. Nas aulas de leitura, por exemplo, permite reconhecer que “a compreensão de um texto é um processo que se caracteriza pela utilização de conhecimento prévio: o leitor utiliza na leitura o que ele já sabe” (KLEIMAN, 2008, p. 13).

Fonte: KLEIMAN, A. Texto e leitor: aspectos cognitivos da leitura. Campinas: Pontes, 2008.

A partir dessa perspectiva, é correto afirmar que, na compreensão do texto,

A retomamos todo o conhecimento linguístico adquirido ao longo das nossas vidas.
B realizamos um ato solitário, centrado no conhecimento textual que limita a interpretação ao leitor.
C mobilizamos diferentes níveis de conhecimento para produzir sentidos na leitura.
D limitamos a significação da leitura às informações que compõem o texto lido.
E captamos as ideias do autor a partir do processo de decodificação dos elementos linguísticos que constituem o texto.
Órgão: Secretaria de Estado de Educação do Rio Grande do Sul Cargo: Professor - Área: Letras/ Português Prova: Instituto AOCP - SEDUC RS - Professor - Área: Letras/ Português - 2023
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FALTA DE SONO DEIXA AS PESSOAS MAIS EGOÍSTAS, APONTA ESTUDO

Ítalo Wolff – 21 novembro 2022

Cientistas da Universidade da Califórnia, em Berkeley, publicaram no periódico PLOS Biology um estudo em que acompanharam os efeitos da falta de sono no comportamento. “A falta de sono molda as experiências sociais que temos e o tipo de sociedade em que vivemos”, escreveu o neurocientista Eti Ben Simon, da Universidade da Califórnia, em Berkeley.
Para testar a ligação entre perda de sono e a generosidade, Ben Simon e sua equipe levaram 23 jovens adultos ao laboratório por duas noites. Os participantes dormiram uma noite e ficaram acordados por outra noite. No período da manhã, os participantes preencheram um questionário padronizado que avaliava sua probabilidade de ajudar estranhos ou conhecidos em vários cenários. Aproximadamente 80% dos participantes mostraram menos probabilidade de ajudar os outros quando privados de sono do que quando descansados. Os pesquisadores então observaram a atividade cerebral dos participantes em uma máquina de ressonância magnética funcional, comparando a atividade neural de cada participante em um estado de descanso versus em um estado de privação de sono. Isso mostrou que a falta de sono reduziu a atividade em uma rede de regiões cerebrais ligadas à capacidade de empatia.
Em outro experimento, os pesquisadores recrutaram 136 participantes online e fizeram com que eles mantivessem um registro do sono por quatro noites, monitorados por aplicativos que medem a atividade noturna. Cada participante então completou o questionário de altruísmo. Os pesquisadores descobriram que quanto mais tempo os participantes passavam acordados na cama, uma medida de sono ruim, menores eram suas pontuações de altruísmo.
No experimento final, focado no horário de verão, em que uma hora de sono é perdida na mudança, os pesquisadores analisaram doações de caridade de 2001 a 2016 para a Donors Choose , uma organização sem fins lucrativos que arrecada dinheiro para projetos escolares nos Estados Unidos. Na semana de trabalho após a implementação do horário de verão, as doações totais, que normalmente giravam em torno de US$ 82 por dia, caíram para cerca de US$ 73 por dia.
A abordagem de metodologia tripla permitiu aos pesquisadores maior certeza de que outras variáveis além do sono não estivessem causando a queda na generosidade. A privação crônica do sono no mundo moderno é um problema sério, escreveu Ben Simon nas conclusões de seu trabalho. Mas, ao contrário de muitos outros problemas de grande escala, este tem uma solução acessível. Desta forma, promover o sono como Saúde Pública pode economizar bilhões em tratamentos de condições crônicas e melhorar as relações sociais e qualidade de vida dos indivíduos.

Adaptado de: https://www.jornalopcao.com.br/colunas-e-blogs/ciencia/falta-de-sono-deixa-as-pessoas-mais-egoistas-aponta-estudo-443432/. Acesso em 16 maio 2023.

Sobre os aspectos macroestruturais do texto, é correto afirmar que

A a introdução do texto apresenta uma história que ilustra a tese defendida pelo autor.
B o texto é uma narrativa dividida em quatro partes: apresentação, desenvolvimento, clímax e desfecho.
C o último parágrafo apresenta contra-argumentos para a tese de que a falta de sono deixa as pessoas mais egoístas.
D o texto é desenvolvido por meio da exposição de três experimentos que demonstraram a mesma relação entre sono e generosidade.
E o terceiro parágrafo estabelece com o segundo uma relação de contrariedade, sinalizada pela expressão “Em outro experimento”.
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O isolamento pode ser tão perigoso quanto fumar ou beber diariamente

Drauzio Varella

Somos animais gregários, porque a formação de grupos foi essencial à sobrevivência dos nossos ancestrais. Que chance teríamos de escapar das feras se andássemos sozinhos pelas savanas da África, quando descemos das árvores? Nossa necessidade de companhia é tanta que ficamos infelizes ao passar um mísero sábado à noite sozinhos, em casa.
Os benefícios de uma vida em contato com os familiares, cheia de amigos e de contatos sociais estão ligados à satisfação no trabalho, à prosperidade financeira, à sensação de bem-estar e à realização de sonhos e desejos pessoais.
Nos últimos anos, disciplinas como epidemiologia, neurociência, psicologia e sociologia demonstraram que a existência de conexões sociais sólidas têm valor preditivo em relação à longevidade e a boas condições físicas, cognitivas e mentais. Por outro lado, ocorre o oposto na ausência dessas conexões. Inquéritos populacionais com participantes saudáveis têm confirmado essas conclusões: quanto mais abrangentes as relações sociais, maior a longevidade.
Ao contrário, solidão e isolamento aumentam o número de mortes precoces. [...]
Numa revisão de 148 estudos, com pessoas saudáveis acompanhadas por um período médio de sete anos e meio, a existência de conexões sociais sólidas reduziu as taxas de mortalidade em cerca de 50%.
Os autores destacam o fato de que solidão e isolamento social causam aumentos de mortalidade comparáveis aos de fatores comportamentais, como sedentarismo, fumo e álcool. Comparável, também, aos de problemas clínicos: hipertensão arterial, índice de massa corpórea elevado e colesterol alto.
Os malefícios são semelhantes aos da poluição ambiental. Segundo eles, solidão e isolamento social são tão perigosos quanto fumar 15 cigarros por dia ou tomar seis doses de bebida alcoólica diariamente.
O isolamento e a solidão estão associados a aumento da morbidade por infarto do miocárdio e acidente vascular cerebral (AVC). Numa síntese de 16 estudos, o risco de sofrer infarto aumentou 29%; e o de AVC, 32%. A vida solitária aumenta também o número de infartos fatais.
Uma pesquisa realizada entre pacientes com doenças cardiovasculares demonstrou que a solidão aumenta em 57% o número de hospitalizações e em 26% o de consultas ambulatoriais, eventos que aumentam os custos da assistência médica.
O fato de a hipertensão arterial incidir com mais frequência na raça negra - justamente a mais desfavorecida economicamente - e nos adultos mais velhos, explica por que os níveis de pressão são controlados com mais dificuldade nesses grupos. Nos hipertensos solitários, o risco de complicações ultrapassa aquele dos que sofrem de diabetes.
Em mulheres com mais de 70 anos, a solidão aumenta a probabilidade de desenvolver diabetes. [...] Os dados publicados pela National Health Nutritional Examination Survey, conduzida em pessoas com diabetes, revelaram que aqueles com menos de seis amigos próximos apresentam mortalidade mais alta, independentemente da causa de morte. [...]
Sempre soubemos que famílias unidas, muitos amigos e relações sociais gratificantes contribuem para uma vida plena. Não sabíamos é que o isolamento e a solidão fazem tanto mal à saúde.

Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br/colunas/drauziovarella/2023/07/o-isolamento-pode-ser-tao-perigoso-quanto-fumar-ou-beber-diariamente.shtml. Acesso em: 07 de ago. de 2023.

Tendo em vista aspectos linguísticos que constituem o texto, analise as assertivas e assinale a alternativa que aponta a(s) correta(s).

I. Em “[...] explica por que os níveis de pressão são controlados com mais dificuldade nesses grupos.”, o conectivo destacado, considerando a norma-padrão, deveria ser grafado da seguinte forma: “porque”.
II. Em “Comparável, também, aos de problemas clínicos: hipertensão arterial, índice de massa corpórea elevado e colesterol alto.”, o adjetivo “elevado” poderia ser, corretamente, empregado na forma “elevada”, para concordar com “massa corpórea”.
III. No trecho “ Inquéritos populacionais com participantes saudáveis têm confirmado essas conclusões: [...]”, o verbo “ter” foi empregado com acento para concordar com os termos destacados; se estes estivessem no singular, não haveria tal acento em “têm”.

A Apenas I.
B Apenas III.
C Apenas I e II.
D Apenas II e III.
E I, II e III.
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CADÊ O VERÃO?

Sandro Villar - 19/03/2023

Cadê o verão? A estação já está "puxando o carro" e, para ser sincero, não percebi sua presença neste ano pelo menos no oeste paulista. Dias ensolarados, com temperaturas altas? Nada disso, Seu Dílson. Não houve verão em 2023. A estação foi marcada por temperaturas amenas, temporais assustadores e, se me permitem, parecia outono ou inverno. Um verão atípico, a meu ver. Coisa estranha. Aliás, os tempos estão estranhos, cada vez mais estranhos.
O verão se despede hoje e amanhã começa o outono, que também deverá ser marcado por temperaturas amenas, nessas faixas de 24° a 25°, por aí. Depois, vem o inverno e dizem alguns meteorologistas que o inverno será congelante em alguns momentos. Outros apostam em temperaturas "suportáveis", como as deste atípico, para não dizer esquisito, verão.
Falei que os tempos estão estranhos e estão mesmo no que diz respeito ao clima, cada vez mais extremo. Mudanças no mar preocupam. O mar está encolhendo – ou recuando – em vários países. Que diacho é isso? Sei lá. Só sei que esquisitice não falta, parece o feitiço do tempo. O mar já encolheu nas praias de pelo menos 15 países. Isso mesmo que vocês leram.
O mar recuou mais de 15 metros no Egito e na Namíbia, dois países africanos. Para mencionar alguns dos 15 países, este egrégio e fidalgo cronista lembra que também foram registrados recuos na Argentina, Itália, França, Grécia e Marrocos. Na cidade de Veneza, que fica na Itália, as gôndolas deixaram de navegar porque os canais secaram. Maré baixa, mar recuado, portanto.
Ah, sim: no nosso amado Brasil o fenômeno foi registrado em Alagoas, onde o mar, no caso o Oceano Atlântico, deu uma boa recuada, portanto, houve encolhimento.
É a crise climática e não sei onde isso vai parar. Acho que seria o caso de o ser humano recuar em certas atitudes e dar um tempo, tempo ao tempo. Pelo jeito o tempo também precisa de um tempo para se ajustar nestes tempos desajustados.

Adaptado de: https://www.imparcial.com.br/noticias/cade-o-verao,57252. Acesso em: 20 maio 2023.

Sobre o excerto “Na cidade de Veneza, que fica na Itália, as gôndolas deixaram de navegar porque os canais secaram.”, assinale a alternativa correta.

A A palavra “que” apresenta a mesma classificação e a mesma função que no excerto “Falei que os tempos estão estranhos [...]”.
B A substituição de “os canais secaram” por “secaram os canais” geraria uma dupla possibilidade de interpretação ao excerto quanto ao sujeito do verbo “secaram”.
C O termo “porque” é uma conjunção subordinativa que veicula um sentido de consequência.
D O uso das vírgulas é facultativo.
E O verbo “deixaram” apresenta a mesma classificação e o mesmo sentido que em “Eles deixaram os livros em cima da mesa”.
Órgão: Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Maranhão Cargo: Professor - Área Engenharia Mecânica Prova: Instituto AOCP - IFMA - Professor - Área Engenharia Mecânica - 2023
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Texto 1

Chat GPT: chegou o uso da Inteligência Artificial na sua mais moderna forma, fácil e prático
É um modelo super avançado para criação de textos

Você já pensou em interagir de verdade com um robô? Estou falando do ChatGPT, serviço que utiliza IA – Inteligência Artificial.
Vou explicar melhor: o GPT, como vem sendo apelidado, foi “treinado” com o uso de inúmeros tópicos e estilos para, assim, conseguir gerar textos de forma autônoma, natural e coerente, com compreensão e capacidade de reproduzir o contexto, como se fossem escritos por um ser humano.
Ele pode responder perguntas, escrever histórias, descrever imagens, criar slogans, campanhas, roteiros, legendas e muito mais.
Uma de suas principais vantagens é a capacidade de entender e reproduzir o contexto de um diálogo, o que significa que ele pode entender o que foi dito anteriormente e responder de forma coerente e relevante.
Além disso, ele também aprende com as perguntas e respostas e melhora a entrega se adaptando a diferentes situações e tópicos.
Acredito que num futuro breve o ChatGPT deverá incluir microfone e alto-falante, como evolução para o que entendemos hoje como assistente virtual.
O projeto do ChatGPT está obtendo tamanho sucesso que em uma semana teve 5M de downloads e deve receber um investimento de US$ 10 milhões da Microsoft.
O ChatGPT é um chatbot autônomo superavançado com Inteligência Artificial, capaz de criar textos do zero e que foi treinado com o uso de uma grande quantidade de textos disponíveis na internet, com notícias, fóruns, livro e muito mais, num total de 570 GB de texto, o equivalente a cerca de 40 bilhões de palavras.
Por ser altamente flexível e poderoso, tem sido utilizado em diversas aplicações, como: assistente virtual, geração de conteúdo automatizado, redação de relatórios, tradução automática, pesquisa científica, criação de roteiros, entre muitos outros exemplos.
Como a inovação é intrínseca a qualquer tipo de utilização de IA, esse modelo é continuamente aprimorado para beneficiar cada vez mais inúmeros outros setores.
Estamos diante de uma ferramenta valiosa para empresas e organizações de todos os tipos, que se tornará ainda mais poderosa com a ampliação de sua utilização em conjunto com a sua capacidade de aprender, compreender e reproduzir contextos. Bem Vindos ao futuro!

Adaptado de: https://exame.com/colunistas/empreender-liberta/chat-gpt-chegou-o-uso-da-inteligencia-artificial-na-sua-mais-moderna-forma-facil-e-pratico/. Acesso em: 20 de jul. 2023

As questões de 01 a 09 referem-se ao Texto 1.

De acordo com o Texto 1, assinale a alternativa correta.

A Em “O projeto do ChatGPT está obtendo tamanho sucesso que em uma semana teve 5M de downloads [...]”, o verbo destacado está no gerúndio e indica um processo em andamento.
B Em “ Por ser altamente flexível e poderoso , tem sido utilizado em diversas aplicações [...]”, a oração em destaque é a principal do período e estabelece com a subsequente a ideia de condição.
C Em “[...] esse modelo é continuamente aprimorado para beneficiar cada vez mais inúmeros outros setores.”, a expressão destacada indica uma regressão no benefício do ChatGPT em outros setores.
D Em “Estamos diante de uma ferramenta valiosa para empresas e organizações de todos os tipos [...]”, o sujeito “eles” está oculto, mas poderia ser preenchido, sem alteração de sentido.
E Em “Estamos diante de uma ferramenta valiosa para empresas e organizações de todos os tipos, que se tornará ainda mais poderosa [...]”, o termo destacado retoma “empresas e organizações de todos os tipos”.
Órgão: Universidade Federal do Recôncavo da Bahia Cargo: Técnico de Laboratório - Área Mineração Prova: Instituto AOCP - UFRB - Técnico de Laboratório - Área Mineração - 2023
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MUITOS DADOS, POSSÍVEIS LEITURAS

Carla Madureira Cruz (Instituo de Geociência - UFRJ)

Estamos cada vez mais exigentes aos detalhes do mundo que nos rodeia, seja espacial ou temporalmente. Ainda que não saibamos o limite de onde podemos chegar, seguramente romperemos as dificuldades de forma cada vez mais rápida. Vejamos a questão da escala...
Não faz muito tempo que observar o mundo através de manchas indicativas do tipo de ocupação (como é o caso das áreas urbanas e dos fragmentos florestais) era o que havia de melhor para fazer medições, monitoramentos e diagnósticos. Isso tudo a intervalos de anos, às vezes, décadas. Afinal, a produção cartográfica sempre foi, historicamente, um desafio complexo, exigindo tempo, métodos e recursos pouco triviais. Não é à toa que era restrita a poucos.
Atualmente, e cada vez mais rapidamente, temos sido capazes de romper muitas dessas fronteiras. E por que isto é importante? Porque a representação de dados depende da escala e esta, por sua vez, depende do conjunto de dados primários utilizados. Assim, se quisermos analisar um território de modo mais detalhado, precisaremos de dados suficientemente ajustados ao nível de escala exigido para cada demanda. Hoje, tornou-se comum trocarmos manchas por indivíduos (como casas e árvores) em algumas aplicações como as voltadas aos estudos urbanos.
As formas de levantamentos de dados são variáveis e podem ser do tipo in situ (no campo) ou remoto. Com o avanço tecnológico, cresce em qualidade e diversidade as opções remotas de obtenção de dados, como é o caso do sensoriamento remoto com suas múltiplas facetas. Ele nos permite acesso, cada vez mais amplo, a um parque de imagens muito variadas, que buscam atender a estudos e aplicações diversas. Afinal, a leitura espacial é um quesito fundamental para a quantificação e compreensão da evolução da paisagem, podendo considerar aspectos antrópicos ou naturais.
Com a facilidade tecnológica de acesso, produção e disponibilização de dados espaciais, as pressões por soluções que passam por essas representações espaciais só crescem. Ampliam-se os dados, expressos na maioria das vezes por imagens e mapas, mas também há um aumento, e aprofundamento, do conhecimento sobre as dinâmicas de eventos - informações consideradas cruciais para lidar com as complexidades do mundo atual.
Não devemos esquecer que o que existe e o que representamos nunca é a mesma coisa. Toda representação em escala carrega em si alguma perda, que denominamos generalização. E isso é importante, porque possibilita a análise de áreas maiores. O desafio, portanto, é saber escolher a escala adequada ao estudo: aquela que não invisibiliza o que precisamos observar e medir.

Adaptado de: https://cienciahoje.org.br/artigo/muitos-dadospossiveis-leituras/. Acesso em: 05 abr. 2023.

Sobre o excerto "Afinal, a leitura espacial é um quesito fundamental [ ... ], podendo considerar aspectos antrópicos ou naturais.", assinale a alternativa correta.

A As palavras "afinal", "espacial" e "fundamental" são adjetivos formados por derivação e contêm o sufixo "-ai".
B A palavra "antrópicos" é formada por derivação e contém o prefixo "an-".
C A palavra "quesito" é formada por derivação e contém o sufixo "-ito", que indica diminutivo, como em "pequenito".
D Na locução verbal "podendo considerar'', o verbo auxiliar indica permissão, como em "Posso entrar na sala, professora?".
E A segunda oração admite uma interpretação aditiva, sendo possível reescrevê-la como "e pode considerar aspectos antrópicos ou naturais".
Texto associado
O texto a seguir refere-se às questões de 11 a 15.

MAIS QUEIMADAS, MAIS INTERNAÇÕES

Queimadas não causam apenas um grande impacto ambiental. Também pesam no sistema público de saúde. Um estudo recente identificou um aumento no número de internações em decorrência de problemas respiratórios e circulatórios associado à inalação de material particulado gerado pela queima de biomassa. O pesquisador Weeberb Réquia, da Fundação Getulio Vargas em Brasília, e colaboradores dos Estados Unidos analisaram mais de 2 milhões de internações hospitalares por doenças cardiorrespiratórias registradas em todo o território nacional entre 2008 e 2018. Eles comprovaram a existência de uma correlação entre a ocorrência de queimadas e o adoecimento da população. Em média, as temporadas de queimadas estiveram associadas a um aumento de 23% das internações por problemas respiratórios e de 21% por doenças do sistema circulatório no país. Na região Norte, a elevação foi de 38% de internações por doenças do trato respiratório e 27% do sistema circulatório (Nature Communications, 12 de novembro). Segundo os pesquisadores, mesmo queimadas de pequeno porte colocam as populações em maior risco de internação por doenças cardiorrespiratórias.

Disponível em: https://revistapesquisa.fapesp.br/mais-queimadas-ma is-internacoes/. Acesso em: 15 ago. 2022.

Assinale a alternativa que analisa INCORRETAMENTE o excerto “[...] aumento no número de internações em decorrência de problemas respiratórios e circulatórios associado à inalação [...]”.

A O item “à” pode ser substituído por “com a” sem que isso prejudique a sintaxe ou a semântica do excerto.
B O termo “associado” está flexionado no singular porque concorda com o termo “aumento".
C A omissão da expressão “no número de internações” prejudicaria a sintaxe e a semântica do excerto.
D A expressão “em decorrência de” indica que aquilo que vem a seguir é uma consequência do que foi dito anteriormente.
E O item “e” relaciona dois termos de mesmo estatuto sintático.
Órgão: Ministério Público de Roraima Cargo: Analista - Área: Desenvolvimento de Sistema/ Suporte e Infraestrutura Prova: Instituto AOCP - MPE RR - Analista - Área: Desenvolvimento de Sistema/ Suporte e Infraestrutura - 2022
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Misocinesia: incômodo com inquietação dos outros afeta 1 em cada 3 pessoas

Você é do tipo que surta quando vê alguém balançar a perna repetidamente? Psicólogos acabam de descobrir que um terço da população é assim. Mas ainda não desvendaram a causa do problema.

Por Carolina Fioratti. 2 set 2021, 18h09

Talvez você já tenha passado por uma situação do tipo: no escritório ou na sala de aula, ao olhar para o lado, percebeu que seu vizinho não parava de mexer os pés ou girar objetos em suas mãos. Se o movimento repetitivo gerou uma irritação extrema, é capaz que você sofra de misocinesia .
A misocinesia, que significa ao pé da letra “ódio aos movimentos”, é um transtorno caracterizado pela forte resposta emocional negativa a movimentos pequenos e repetitivos de outras pessoas. Embora pouco investigada pelos psicólogos – talvez por não ser exatamente um problema de saúde pública – trata-se de uma condição muito comum: um estudo recémpublicado no periódico especializado “ Scientific Reports ” mostrou que um terço da população é misocinésica.
Quem conduziu a pesquisa foi Todd Handy, pesquisador da Universidade da Colúmbia Britânica (UBC), no Canadá. Ele resolveu pesquisar o tema após ouvir da pessoa com quem estava saindo que sua inquietação a deixava estressada. Ah, os dates! Handy, que é neurocientista cognitivo visual, quis entender a origem do fenômeno e o quão comum ele era.
[...]
Foi realizada uma série de experimentos envolvendo mais de 4,1 mil participantes. Os voluntários relatavam se eram sensíveis à visão de pessoas inquietas e, caso a resposta fosse afirmativa, eram avaliados os impactos emocionais e sociais que o fenômeno tinha sobre eles. Ao contrário do que parece, a misocinesia vai muito além de uma simples aversão aos movimentos dos outros. Algumas pessoas com o distúrbio podem sentir raiva, ansiedade, frustração e até mesmo enfrentar dificuldades em situações sociais, seja no escritório, na sala de aula ou em casa.
Mas qual é a causa do problema? Ainda não há resposta, mas os cientistas têm algumas sugestões. No próprio estudo, eles realizaram testes para ver se a misocinesia se originava de uma sensibilidade visual excessiva. Nessa hipótese, a pessoa com o problema não conseguiria bloquear eventos de distração ao seu redor, e por isso ficaria incomodada com os movimentos repetitivos dos outros. Infelizmente, os resultados foram inconclusivos.
Há uma segunda hipótese, que está ligada aos chamados “neurônios-espelho”. Sabe quando uma pessoa cai e você “sente” a dor? Essa sensação de empatia é atribuída a essas células, que disparam quando outro ser vivo realiza um movimento. Agora, pense nos movimentos repetitivos: eles geralmente estão associados ao nervosismo e ansiedade. Dessa forma, ao olhar para os inquietos, o indivíduo misocinésico sentiria o mesmo.

Adaptado de: https://super.abril.com.br/comportamento/misocinesia-incomodocom-inquietacao-dos-outros-afeta-1-em-cada-3-pessoas/ Acesso em: 1 jun. 2022.

Em relação a elementos linguísticos presentes no texto, assinale a alternativa correta.

A Os vocábulos “atribuída” e “células” recebem acento gráfico devido à mesma regra de acentuação.
B No trecho “Ainda não há resposta, mas os cientistas têm algumas sugestões.”, o item em destaque é uma conjunção coordenativa, que liga orações sintaticamente independentes.
C No excerto “ Embora pouco investigada pelos psicólogos [...], trata-se de uma condição muito comum [...]”, a conjunção destacada inicia uma oração subordinada indicando a finalidade da oração principal.
D No trecho “Agora, pense nos movimentos repetitivos: eles geralmente estão associados ao nervosismo e ansiedade.”, os dois pontos foram utilizados para introduzir uma citação.
E No trecho “Algumas pessoas com o distúrbio podem sentir raiva, ansiedade, frustração e até mesmo enfrentar dificuldades em situações sociais, seja no escritório, na sala de aula ou em casa.”, a palavra em destaque é responsável pela união entre dois itens, com a intenção de exprimir ideia de justificativa, explicação, motivo ou razão.
Texto associado
Texto CG1A1-I

Começarei por vos contar em brevíssimas palavras um fato notável da vida camponesa ocorrido numa aldeia dos arredores de Florença há mais de quatrocentos anos. Permito-me pedir toda a vossa atenção para este importante acontecimento histórico porque, ao contrário do que é corrente, a lição moral extraível do episódio não terá de esperar o fim do relato, saltar-vos-á ao rosto não tarda.
Estavam os habitantes nas suas casas ou a trabalhar nos cultivos quando se ouviu soar o sino da igreja. O sino ainda tocou por alguns minutos mais, finalmente calou-se. Instantes depois a porta abria-se e um camponês aparecia no limiar. Ora, não sendo este o homem encarregado de tocar habitualmente o sino, compreende-se que os vizinhos lhe tenham perguntado onde se encontrava o sineiro e quem era o morto. “O sineiro não está aqui, eu é que toquei o sino”, foi a resposta do camponês. “Mas então não morreu ninguém?”, tornaram os vizinhos, e o camponês respondeu: “Ninguém que tivesse nome e figura de gente, toquei a finados pela Justiça porque a Justiça está morta”.
Que acontecera? Acontecera que o ganancioso senhor do lugar andava desde há tempos a mudar de sítio os marcos das estremas das suas terras. O lesado tinha começado por protestar e reclamar, depois implorou compaixão, e finalmente resolveu queixar-se às autoridades e acolher-se à proteção da justiça. Tudo sem resultado, a espoliação continuou. Então, desesperado, decidiu anunciar a morte da Justiça. Não sei o que sucedeu depois, não sei se o braço popular foi ajudar o camponês a repor as estremas nos seus sítios, ou se os vizinhos, uma vez que a Justiça havia sido declarada defunta, regressaram resignados, de cabeça baixa e alma sucumbida, à triste vida de todos os dias.
Suponho ter sido esta a única vez que, em qualquer parte do mundo, um sino chorou a morte da Justiça. Nunca mais tornou a ouvir-se aquele fúnebre dobre da aldeia de Florença, mas a Justiça continuou e continua a morrer todos os dias. Agora mesmo, neste instante, longe ou aqui ao lado, à porta da nossa casa, alguém a está matando. De cada vez que morre, é como se afinal nunca tivesse existido para aqueles que nela tinham confiado, para aqueles que dela esperavam o que da Justiça todos temos o direito de esperar: justiça, simplesmente justiça. Não a que se envolve em túnicas de teatro e nos confunde com flores de vã retórica judicialista, não a que permitiu que lhe vendassem os olhos e viciassem os pesos da balança, não a da espada que sempre corta mais para um lado que para o outro, mas uma justiça pedestre, uma justiça companheira cotidiana dos homens, uma justiça para quem o justo seria o mais rigoroso sinônimo do ético, uma justiça que chegasse a ser tão indispensável à felicidade do espírito como indispensável à vida é o alimento do corpo. Uma justiça exercida pelos tribunais, sem dúvida, sempre que a isso os determinasse a lei, mas também, e sobretudo, uma justiça que fosse a emanação espontânea da própria sociedade em ação, uma justiça em que se manifestasse, como um iniludível imperativo moral, o respeito pelo direito a ser que a cada ser humano assiste.

José Saramago. Este mundo da injustiça globalizada .
Internet: (com adaptações).

Com relação aos aspectos linguísticos do texto CG1A1-I, é correto afirmar que pertencem à classe gramatical dos adjetivos os termos

A “tarda”, em “saltar-vos-á ao rosto não tarda” (primeiro parágrafo), e “confiado”, em “é como se afinal nunca tivesse existido para aqueles que nela tinham confiado” (último parágrafo).
B “camponesa”, em “um fato notável da vida camponesa” (primeiro parágrafo), e “extraível”, em “a lição moral extraível do episódio não terá de esperar o fim do relato” (primeiro parágrafo).
C “estremas”, em “o ganancioso senhor do lugar andava desde há tempos a mudar de sítio os marcos das estremas das suas terras” (terceiro parágrafo), e “espontânea”, em “uma justiça que fosse a emanação espontânea da própria sociedade em ação” (último parágrafo).
D “declarada”, em “uma vez que a Justiça havia sido declarada defunta, regressaram resignados” (terceiro parágrafo), e “imperativo”, em “como um iniludível imperativo moral” (último parágrafo).
E “morto”, em “quem era o morto” (segundo parágrafo), e “qualquer”, em “Suponho ter sido esta a única vez que, em qualquer parte do mundo, um sino chorou a morte da Justiça” (último parágrafo).