QuestLab Plataforma Inteligente de Questões
Banco público de questões

Questões para Concursos

Pesquise questões reais por disciplina, assunto, tópico, banca, órgão, cargo, ano e modalidade.

Questões por banca

29 bancas disponíveis. Clique para visualizar todas.

Encontre as questões que procura
Limpar filtros
110 questões encontradas
Texto associado
Para
responder às questões
de 1 a 5 , leia o texto abaixo.

Governo economiza R$ 2,38 bi
com correção de falhas na administração
pública


O
Ministério da Transparência, Fiscalização
e
Controle, antiga Controladoria-Geral da
União (CGU),
divulgou que as ações de correção de falhas
identificadas e
de aprimoramento das políticas
públicas
federais geraram
uma economia de R$ 2,38 bilhões em recursos
da União,
em 2015. O volume foi alcançado por meio das
recomendações de controle interno, além da
melhoria da
qualidade dos serviços públicos.

Entre as ações
estão a suspensão de
pagamentos
continuados indevidos , que
resultou na maior
economia,
mais de R$ 1 bilhão. Os indicadores
registram ainda que R$
428 milhões foram economizados com a redução
nos
valores de contratos e licitações. O balanço
do ministério
aponta também que R$ 14 milhões foram
poupados com o
cancelamento de licitação devido a objeto
desnecessário e
R$ 46 milhões com a recuperação de valores
pagos
indevidamente.

Houve, ainda,
segundo o ministério, a
economia de
R$ 6 milhões com a eliminação de
desperdícios ou a
redução de custos administrativos.


(agenciabrasil.ebc.com.br)

Releia o trecho "aprimoramento das políticas públicas
federais", em destaque no texto, e analise as afirmativas a
seguir a respeito dele.

I. A palavra "aprimoramento", no contexto em que
aparece, classifica-se como adjetivo.
II. A palavra "políticas", no contexto em que aparece,
classifica-se como substantivo.
III. No trecho, os adjetivos "públicas" e "federais" estão
flexionados para concordarem com o substantivo
"políticas".

Está correto o que se afirma em:

A I, II e III.
B I e II, somente.
C I e III, somente.
D II e III, somente.
E nenhuma.
Texto associado
Para responder às questões 4 e 5, leia o texto a seguir.

Pneumotórax

Febre, hemoptise, dispneia e suores noturnos.
A vida inteira que podia ter sido e que não foi.
Tosse, tosse, tosse.

Mandou chamar o médico:
— Diga trinta e três.
— Trinta e três . . . trinta e três . . . trinta e três . . .
— Respire.
................................................................................................
— O senhor tem uma escavação no pulmão esquerdo e o
[pulmão direito infiltrado.
— Então, doutor , não é possível tentar o pneumotórax?
— Não. A única coisa a fazer é tocar um tango argentino.

Manuel Bandeira

BANDEIRA, Manuel. Estrela da vida inteira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2007, p. 123.

Após a leitura do poema e considerando seu contexto, assinale a alternativa correta.

A No primeiro verso, todas as palavras pertencem à mesma classe gramatical.
B Em "mandou chamar o médico ", a palavra em destaque exerce a função sintática de sujeito simples.
C A palavra "não", no último verso, exerce a função de adjunto adnominal.
D "Tango", no último verso, é o núcleo do objeto direto.
E Em "no pulmão esquerdo ", o vocábulo em destaque pertence ao grupo dos substantivos e exerce a função de complemento nominal.
Texto associado
Para responder às questões de 1 a 5 , leia o texto abaixo.

Tudo é Química

Se pensarmos bem, a Química está em quase tudo o que vemos no nosso cotidiano. Diariamente – ou quase diariamente – todos nós usamos produtos de limpeza, cosméticos, cozinhamos. Fazer um bolo é química pura. O fermento, seu modo de funcionamento na hora de fazer crescer a massa, os processos que levam uma mistura de ingredientes secos e molhados a se transformar em um alimento macio, sem gosto de farinha e (se tudo der certo) de sabor agradável, que em nada lembra o gosto da farinha crua.
Mas não é assim que pensamos a Química. Assim como as demais ciências exatas, ela nos é apresentada como algo distante, difícil, um obstáculo a ser vencido, um problema a ser resolvido com paciência e perseverança. Isso só traz prejuízos: o aluno se sente obrigado a 1 aprender, o professor se sente desestimulado a 2 ensinar e, por fim, o jovem termina o Ensino Médio com a certeza de que as ciências exatas, dentre elas a 3 Química, são apenas disciplinas que exigem o treino mecânico, a 4 repetição e o cálculo.
As ciências exatas, então, são apresentadas de maneira limitada, como se fossem apenas a representação de átomos, equações e fórmulas escritos em um papel. Quando, na verdade, as ciências exatas são muito, muito mais do que isso. Física, Química e Matemática são maneiras de explicar o mundo. E não há nada que possa ser mais próximo de nós todos do que isso. Vivemos este mundo e ele só é assim porque o homem, por meio dos instrumentos mentais e práticos que possui (como as ciências exatas), transformou-o até chegar a este ponto.

Beatriz Duarte de Alcântara

Releia o trecho abaixo, retirado do texto:

“Assim como as demais ciências exatas, ela nos é
apresentada como algo distante, difícil, um obstáculo a ser
vencido, um problema a ser resolvido com paciência e
perseverança .”

Sobre o termo destacado, pode-se concluir corretamente que:

A é termo integrante da oração, já que não pode ser retirado sem prejuízo para o sentido; funciona como complemento do verbo.
B é termo integrante da oração, já que foi utilizado apenas para acrescentar informações supérfluas; funciona como agente da passiva.
C é termo acessório da oração e adiciona circunstância de modo; classifica-se como adjunto adverbial.
D é termo essencial da oração, já que, no caso de voz passiva, atua como sujeito paciente posposto.
E é termo acessório da oração, já que apenas adiciona circunstância de causa; funciona como predicado nominal.
Texto associado
Para responder às questões de 1 a 5, leia o texto abaixo.

Livros raros encontrados na Biblioteca de Acervos Especiais da Unifor

Nacionalmente reconhecida como uma das maiores fomentadoras da apreciação da arte, a 1 Universidade de Fortaleza, ao longo dos anos, trilhou um sólido caminho de estímulo às 2 manifestações artísticas e à3 cultura. Seguindo esse caminho, a 4 Fundação Edson Queiroz colocou à5 disposição do público em geral a 6 Biblioteca de Acervos Especiais. Localizada no primeiro piso da Reitoria da Unifor, a 7 biblioteca abriga um acervo composto por cerca de 9 mil volumes, divididos por assuntos como Literatura, Artes, História do Ceará, Biografias, Direito, entre outros.
De acordo com a curadora responsável pela biblioteca, Simone Barreto, o local é dividido em dois espaços. O primeiro recebe exclusivamente os livros correspondentes à parte da biblioteca particular de Francisco Matarazzo Sobrinho, o Ciccillo Matarazzo, um dos principais mecenas da história do Brasil e fundador do Museu de Arte Moderna de São Paulo (MAM), do Museu de Arte Contemporânea da Universidade de São Paulo (MAC/USP) e criador da Bienal Internacional de São Paulo. Ao todo, são mais de 3 mil exemplares.
Já a segunda sala abriga demais livros adquiridos pela Fundação Edson Queiroz, além de doações. “Eles são considerados especiais, pois se diferenciam de alguma forma. São raros, pela encadernação, pela data, pelo autor ou mesmo pelo histórico da coleção , quem era o colecionador ou o organizador, por exemplo”, explica Simone.
Dentro da rara coleção de livros que pertenceu a Ciccillo Matarazzo é possível encontrar a primeira edição, datada de 1750, da Opere Varie di Architettura , de Giovanni-Batista Piranesi, considerado o maior gravador do século XVIII. A obra traz a série completa de gravuras dos cárceres de Roma.
Edições assinadas por modernistas como Marc Chagall e Max Ernst também compõem a coleção. Também merecem destaque o romance Menino de Engenho , de José Lins do Rego, com ilustrações originais de Cândido Portinari, o álbum Miserere , do artista Georges Rouault, com 58 litografias de grandes dimensões, e As vidas dos pintores, escultores e arquitetos , de Giorgio Vasari, pintor e arquiteto italiano conhecido principalmente por suas biografias de artistas italianos.
Outra presença importante para a composição é a coleção da Sociedade dos Cem Bibliófilos , formada pelos 23 volumes realizados na época, o que a torna completa.
“Estes livros contêm algo de artístico, como uma ilustração ou uma encadernação mais antiga e trabalhada com iluminuras. Há livros de história em que as ilustrações são feitas com pigmento de ouro. Livros com aquarela feita à mão, com gravuras originais. Isto é, todo o acervo está voltado para a arte”, conta Simone Barreto .
(Disponível em g1.globo.com. Adaptado.)

No primeiro parágrafo do texto, foram assinalados sete termos: a; às; à; a; à; a; a, destacados com números de 1 a 7. Todos eles são analisados a seguir, quanto à morfossintaxe por que foram empregados. Julgue as seguintes afirmativas para depois assinalar a alternativa correta.

I. O termo assinalado com o número 1 classifica-se morfologicamente como artigo definido e sintaticamente integra o sujeito da oração.
II. O termo assinalado com o número 2 morfologicamente é uma contração da preposição "a" com o artigo definido "as" e sintaticamente integra o complemento nominal.
III. O termo assinalado com o número 3 tem em comum com todos os outros o artigo definido: em três dos termos, o artigo está contido; os quatro restantes são o próprio artigo.
IV. O termo assinalado com o número 4 classifica-se morfologicamente como preposição, mas sintaticamente falta o acento indicativo de crase.
V. O termo assinalado com o número 5 morfologicamente é uma contração da preposição "a" com o artigo definido "a", mas o acento indicativo de crase não se justifica sintaticamente.
VI. O termo assinalado com o número 6 classifica-se morfologicamente como artigo definido e sintaticamente integra o objeto direto.
VII. O termo assinalado com o número 7 classifica-se morfologicamente como artigo definido e sintaticamente integra o objeto direto.

Está correto o que se afirma em:

A I, II e III e VII, somente.
B IV e V, somente.
C I, II, III e VI, somente.
D III, V, VI e VII, somente.
E II, IV e V, somente.
Texto associado
Bélgica teria ignorado alerta turco sobre autor de atentado em Bruxelas

Um dos responsáveis pelos atentados suicidas a bomba em Bruxelas foi deportado no ano passado da Turquia, e a Bélgica, na sequência, teria ignorado um alerta de que o homem era um militante, disse o presidente turco, Tayyip Erdogan, nesta quarta-feira (23).
O gabinete de Erdogan identificou o homem como Ibrahim El Bakraoui, um dos dois irmãos que a Bélgica apresentou como responsáveis pelos ataques que mataram pelo menos 31 pessoas em Bruxelas na terça-feira (22), ações pelas quais o grupo Estado Islâmico assumiu a responsabilidade. Autoridades belgas não responderam aos pedidos para comentar a notícia.
Em casos anteriores, autoridades disseram que sem evidência de crime, como por exemplo ter lutado na Síria, eles não podiam prender pessoas deportadas da Turquia. Entre esses casos estava Brahim Abdeslam, um dos homens-bomba em Paris em novembro, que também foi enviado de volta para a Bélgica da Turquia em 2015.
Em entrevista à imprensa, Erdogan disse que Bakraoui foi detido na província de Gaziantep, no sul da Turquia, perto da fronteira síria, e foi depois deportado para a Holanda. A Turquia também notificou as autoridades holandesas, afirmou Erdogan.

Fonte: adaptado de http://ultimosegundo.ig.com.br/mundo/2016-03-23/
turquia-diz-ter-deportado-autor-de-ataque-em-2015-e-que-belgica-igno
rou-alerta.html. Acesso em 25/03/2016.

Os termos sintáticos destacados no trecho
“ a Bélgica apresentou como responsáveis
pelos ataques que mataram pelo menos 31
pessoas em Bruxelas na terça-feira” são,
respectivamente:

A sujeito simples, verbo transitivo direto e adjunto
adverbial de lugar.
B sujeito composto, verbo transitivo direto e adjunto
adverbial de tempo.
C sujeito simples, verbo intransitivo e adjunto
adverbial de lugar.
D sujeito composto, verbo bitransitivo e adjunto
adverbial de lugar.
E sujeito simples, verbo transitivo indireto e adjunto
adverbial de lugar.
Texto associado
A arte perdida de ler um texto até o fim

A internet é um banquete de informações, mas só aguentamos as primeiras garfadas

Danilo Venticinque

Abandonar um texto logo nas primeiras linhas é um direito inalienável de qualquer leitor. Talvez você nem esteja lendo esta linha: ao ver que a primeira frase deste texto era uma obviedade, nada mais natural do que clicar em outra aba do navegador e conferir a tabela da copa. Ou talvez você tenha perseverado e seguido até aqui. Mesmo assim eu não comemoraria. É muito provável que você desista agora. A passagem para o segundo parágrafo é o que separa os fortes dos fracos.
A internet é um enorme banquete de informações, mas estamos todos fartos. Não aguentamos mais do que as duas ou três primeiras garfadas de cada prato. Ler um texto até as últimas linhas é uma arte perdida. No passado, quem desejasse esconder um segredo num texto precisava criar códigos sofisticados de linguagem para que só os iniciados decifrassem o enigma. Hoje a vida ficou mais fácil. Quer preservar um segredo? Esconda-o na última frase de um texto – esse território selvagem, raramente explorado.
Lembro-me que, no Enem do ano retrasado, um aluno escreveu um trecho do hino de seu time favorito no meio da redação. Tirou a nota 500 (de 1000), foi descoberto pela imprensa e virou motivo de chacota nacional. Era um mau aluno, claro. Se fosse mais estudioso, teria aprendido que o fim da redação é o melhor lugar para escrever impunemente uma frase de um hino de futebol. Se fizesse isso, provavelmente tiraria a nota máxima e jamais seria descoberto.
Agora que perdi a atenção da enorme maioria dos leitores à exceção de amigos muito próximos e parentes de primeiro grau, posso ir direto ao que interessa. Quem acompanhou as redes sociais na semana passada deve ter notado uma enorme confusão causada pelo hábito de abandonar um texto antes do fim. Resumindo a história: um jornalista publicou uma coluna em que narrava uma longa entrevista com Felipão num avião. A notícia repercutiu e virou manchete em outros sites, até que alguém notou que o entrevistado não era Felipão, mas sim um sósia dele. Os sites divulgaram erratas e a história virou piada. No meio de todo o barulho, porém, alguns abnegados decidiram ler o texto com atenção até o fim. Encontraram lá um parágrafo enigmático. Ao final da entrevista, o suposto Felipão entregava ao jornalista um cartão de visitas. No cartão estavam os dizeres “Vladimir Palomo – Sósia de Felipão – Eventos”. A multidão que ria do engano do jornalista o fazia sem ler esse trecho.
Teria sido tudo uma sacada genial do jornalista, que conseguiu pregar uma peça em seus colegas e em milhares de leitores que não leram seu texto até o fim? Estaria ele rindo sozinho, em silêncio, de todos aqueles que não entenderam sua piada?
A explicação, infelizmente, era mais simples. Numa entrevista, o jornalista confirmou que acreditava mesmo ter entrevistado o verdadeiro Felipão, e que o cartão de visitas do sósia tinha sido apenas uma brincadeira do original.
A polêmica estava resolvida. Mas, se eu pudesse escolher, preferiria não ler essa história até o fim. Inventaria outro desenlace para ela. Trocaria o inexplicável mal-entendido da realidade por uma ficção em que um autor maquiavélico consegue enganar uma multidão de leitores desatentos. Ou por outra ficção, ainda mais insólita, em que o texto revelava que o entrevistado era um sósia, mas o autor não saberia disso porque não teria lido a própria obra até o final. Seria um obituário perfeito para a leitura em tempos de déficit de atenção.
Se você chegou ao último parágrafo deste texto, você é uma aberração estatística. Estudos sobre hábitos de leitura demonstram claramente que até meus pais teriam desistido de ler há pelo menos dois parágrafos. Estamos sozinhos agora, eu e você. Talvez você se considere um ser fora de moda. Na era de distração generalizada, é preciso ser um pouco antiquado para perseverar na leitura. Imagino que você já tenha pensado em desistir desse estranho hábito e começar a ler apenas as primeiras linhas, como fazem as pessoas ao seu redor. O tempo economizado seria devidamente investido em atividades mais saudáveis, como o Facebook ou games para celular. Aproveito estas últimas linhas, que só você está lendo, para tentar te convencer do contrário. Esqueça a modernidade. Quando o assunto é leitura, não há nada melhor do que estar fora de moda. A história está repleta de textos cheios de sabedoria, que merecem ser lidos do começo ao fim. Este, evidentemente, não é um deles. Mas seu esforço um dia será recompensado. Não desanime, leitor. As tuas glórias vêm do passado.

(http://epoca.globo.com/colunas-e-blogs/danilo-venticinque/noticia/ 2014/06/arte-perdida-de-bler-um-texto-ate-o-fimb.html)

Em “Os sites divulgaram erratas e a história virou piada.”, o termo sublinhado desempenha a função sintática de

A adjunto adnominal.
B complemento nominal.
C aposto.
D objeto indireto.
E objeto direto.
Texto associado
O que é ética hoje?

Sem uma discussão
lúcida sobre a ética não é
possível agir com
ética

Marcia Tiburi

A
palavra ética aparece em muitos contextos
de
nossas vidas. Falamos sobre ética em tom de
clamor
por salvação. Cheios de esperança, alguns
com certa
empáfia, exigimos ou reclamamos da falta de
ética,
mas não sabemos exatamente o que queremos
dizer
com isso. Há um desejo de ética, mas mesmo
em
relação a ele não conseguimos avançar com
ética.
Este é nosso primeiro grande problema.

O que
falta na abordagem sobre ética é
justamente
o que nos levaria a sermos éticos. Falta
reflexão,
falta pensamento crítico, falta entender “o
que é” agir
e “como” se deve agir. Com tais perguntas é
que a
ética inicia. Para que ela inicie é preciso
sair da mera
indignação moral baseada em emoções
passageiras,
que tantos acham magnífico expor, e chegar à
reflexão ética. Aqueles que expõem suas
emoções se
mostram como pessoas sensíveis, bondosas,
creem-se
como antecipadamente éticos porque emotivos.
Porém, não basta. As emoções em relação à
política,
à miséria ou à violência, passam e tudo
continua
como antes. A passagem das emoções
indignadas
para a elaboração de uma sensibilidade
elaborada
que possa sustentar a ação boa e justa - o
foco de
qualquer ética desde sempre - é o que está
em jogo.

Falta, para isso, entendimento. Ou
seja,
compreensão de um sentido comum na nossa
reivindicação pela ética. Falta, para se
chegar a isso,
que haja diálogo, ou seja, capacidade de
expor e de
ouvir o que a ética pode ser. Clamamos pela
ética,
mas não sabemos conversar. E para que haja
ética
é preciso diálogo. E, por isso, permanecemos
num
círculo vicioso em que só a inação e a
ignorância
triunfam.

Na inanição intelectual em voga,
esperamos
que os cultos, os intelectuais, os
professores,
os jornalistas, todos os que constroem a
opinião
pública, tragam respostas. Nem estes podem
ajudar
muito, pois desconhecem ou evitam a
profundidade
da questão. Há, neste contexto, quem pense
que ser
corrupto não exclui a ética. E isso não é
opinião de
ignorantes que não frequentaram escola
alguma,
mas de muitos ditos “cultos” e
“inteligentes”. Quem
hoje se preocupa em entender do que se
trata? Quem
se preocupa em não cair na contradição entre
teoria
e prática? Em discutir ética para além dos
códigos de
ética das profissões pensando-a como
princípio que
deve reger nossas relações?
Exatamente pela
falta de compreensão do seu
fundamento, do que significa a ética como
elemento
estrutural para cada um como pessoa e para a
sociedade como um todo, é que perdemos de
vista a possibilidade de uma realização da
ética. A
ética não entra em nossas vidas porque nem
bem
sabemos o que deveria entrar. Nem sabemos
como.
Mas quando perguntamos pela ética, em geral,
é
pelo “como fazemos para sermos éticos” que
tudo
começa. Aí começa também o erro em relação à
ética. Pois ético é o que ultrapassa o mero
uso que
podemos fazer da própria ética quando se
trata de
sobreviver. Ética é o que diz respeito ao
modo de nos
comportamos e decidirmos nosso convívio e o
modo
como partilhamos valores e a própria
liberdade.
Ela é o sentido da convivência, mais do que
o já
tão importante respeito do limite próprio e
alheio.
Portanto, desde que ela diz respeito à
relação entre
um “eu” e um “tu”, ela envolve pensar o
outro, o seu
lugar, sua vida, sua potencialidade, seus
direitos,
como eu o vejo e como posso defendê-
lo.

A Ética permanece, porém, sendo uma
palavra
vã,
que usamos a esmo, sem pensar no conteúdo
que
ela carrega. Ninguém é ético só porque quer
parecer
ético. Ninguém é ético porque discorda do
que se faz
contra a ética. Só é ético aquele que
enfrenta o limite
da própria ação, da racionalidade que a
sustenta
e luta pela construção de uma sensibilidade
que
possa dar sentido à felicidade. Mas esta é
mais do
que satisfação na vida privada. A felicidade
de que
se trata é a “felicidade política”, ou seja,
a vida justa
e boa no universo público. A ética quando
surgiu
na antiguidade tinha este ideal. A
felicidade na vida
privada – que hoje também se tornou debate
em torno
do qual cresce a ignorância - depende
disso.

Por isso, antes de mais nada, a
urgência que
se
tornou essencial hoje – e que por isso
mesmo, por
ser essencial, muitos não percebem – é
tratar a ética
como um trabalho da lucidez quanto ao que
estamos
fazendo com nosso presente, mas sobretudo,
com o
que nele se planta e define o rumo futuro.
Para isso
é preciso renovar nossa capacidade de
diálogo e
propor um novo projeto de sociedade no qual
o bem
de todos esteja realmente em vista.


(http://www.marciatiburi.com.br/textos/somos
livre.htm)
Questões:

Em “[...] A passagem das emoções indignadas
para a elaboração de uma sensibilidade
elaborada que possa sustentar a ação boa e
justa é o que está em jogo. [...]”,

A o verbo “é” pode ser colocado no plural para
concordar com o sujeito “emoções”. Assim,
a frase ficaria: “[...] A passagem das emoções
indignadas para a elaboração de uma
sensibilidade elaborada que possa sustentar a
ação boa e justa são o que está em jogo. [...]”
B tem-se um período composto formado pela
oração principal “A passagem das emoções
indignadas para a elaboração de uma
sensibilidade elaborada é o que está em jogo.” e
pela oração subordinada “que possa sustentar a
ação boa e justa”.
C o termo “elaborada” poderia estar no plural para
concordar com “emoções” e “sensibilidade”.
Assim, a frase ficaria: “[...] A passagem das
emoções indignadas para a elaboração de uma
sensibilidade elaboradas que possa sustentar a
ação boa e justa é o que está em jogo. [...]”
D os termos “passagem”, “indignadas”,
“elaboração” e “sensibilidade” são adjuntos
adnominais do núcleo do sujeito “emoções”.
E o sujeito da oração “que possa sustentar a
ação boa e justa” é “a passagem das emoções
indignadas”.
Texto associado
“Estamos Enlouquecendo Nossas Crianças!
Estímulos Demais... Concentração de Menos”
31 Maio 2015 em Bem-Estar, filhos

Vivemos tempos frenéticos. A cada década que passa o modo de vida de 10 anos atrás parece ficar mais distante: 10 anos viraram 30, e logo teremos a sensação de ter se passado 50 anos a cada 5. E o mundo infantil foi atingido em cheio por essas mudanças: já não se educa (ou brinca, alimenta, veste, entretêm, cuida, consola, protege, ampara e satisfaz) crianças como antigamente!
O iPad, por exemplo, já é companheiro imprescindível nas refeições de milhares de crianças. Em muitas casas a(s) TV(s) fica(m) ligada(s) o tempo todo na programação infantil – naqueles canais cujo volume aumenta consideravelmente durante os comerciais – mesmo quando elas estão comendo com o iPad à mesa.
Muitas e muitas crianças têm atividades extracurriculares pelo menos três vezes por semana, algumas somam mais de 50 horas semanais de atividades, entre escola, cursos, esportes e reforços escolares.
Existe em quase todas as casas uma profusão de brinquedos, aparelhos, recursos e pessoas disponíveis o tempo todo para garantir que a criança “aprenda coisas” e não “morra de tédio”. As pré-escolas têm o mesmo método de ensino dos cursos pré-vestibulares.
Tudo está sendo feito para que, no final, possamos ocupar, aproveitar, espremer, sugar, potencializar, otimizar e, finalmente, capitalizar todo o tempo disponível para impor às nossas crianças uma preparação praticamente militar, visando seu “sucesso”. O ar nas casas onde essa preocupação é latente chega a ser denso, tamanha a pressão que as crianças sofrem por desenvolver uma boa competitividade. Porém, o excesso de estímulos sonoros, visuais, físicos e informativos impedem que a criança organize seus pensamentos e atitudes, de verdade: fica tudo muito confuso e nebuloso, e as próprias informações se misturam fazendo com que a criança mal saiba descrever o que acabou de ouvir, ver ou fazer.
Além disso, aptidões que devem ser estimuladas estão sendo deixadas de lado: Crianças não sabem conversar. Não olham nos olhos de seus interlocutores. Não conseguem focar em uma brincadeira ou atividade de cada vez (na verdade a maioria sequer sabe brincar sem a orientação de um adulto!). Não conseguem ler um livro, por menor que seja. Não aceitam regras. Não sabem o que é autoridade. Pior e principalmente: não sabem esperar.
Todas essas qualidades são fundamentais na construção de um ser humano íntegro, independente e pleno, e devem ser aprendidas em casa, em suas rotinas.
Precisamos pausar. Parar e olhar em volta. Colocar a mão na consciência, tirá-la um pouco da carteira, do telefone e do volante: estamos enlouquecendo nossas crianças, e as estamos impedindo de entender e saber lidar com seus tempos, seus desejos, suas qualidades e talentos. Estamos roubando o tempo precioso que nossos filhos tanto precisam para processar a quantidade enorme de informações e estímulos que nós e o mundo estamos lhes dando.
Calma, gente. Muita calma. Não corramos para cima da criança com um iPad na mão a cada vez que ela reclama ou achamos que ela está sofrendo de “tédio”. Não obriguemos a babá a ter um repertório mágico, que nem mesmo palhaços profissionais têm, para manter a criança entretida o tempo todo. O “tédio” nada mais é que a oportunidade de estarmos em contato conosco, de estimular o pensamento, a fantasia e a concentração.
Sugiro que leiamos todos, pais ou não, “O Ócio Criativo” de Domenico di Masi, para que entendamos a importância do uso consciente do nosso tempo.
E já que resvalamos o assunto para a leitura: nossas crianças não lêem mais. Muitos livros infantis estão disponíveis para tablets e iPads, cuja resposta é imediata ao menor estímulo e descaracteriza a principal função do livro: parar para ler, para fazer a mente respirar, aprender a juntar uma palavra com outra, paulatinamente formando frases e sentenças, e, finalmente, concluir um raciocínio ou uma estória.
Cerquem suas crianças de livros e leiam com elas, por amor. Deixem que se esparramem em almofadas e façam sua imaginação voar!

(Fonte: http://www.saudecuriosa.com.br/estamos- enlouquecendo-nossas- criancas-estimulos-demais-concentracao-de- menos/)

Assinale a alternativa correta em relação à
sintaxe da oração: “Muitas e muitas crianças
têm atividades extra-curriculares pelo menos
três vezes por semana”.

A O sintagma “três vezes por semana” é o predicativo
do sujeito da oração.
B O sujeito da oração é o sintagma “atividades extracurriculares”.
C O sintagma “Muitas e muitas crianças” é o predicado
da oração.
D O sintagma “têm atividades extra-curriculares pelo
menos três vezes por semana” é o predicado da
oração.
E O predicado da oração é nominal.
Texto associado
O mundo em 2050
Tiago Cordeiro

......... Em 2050, o número de pessoas com mais de 65 anos nos atuais países desenvolvidos será igual ao de trabalhadores, segundo a Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE). E, para que a Previdência não entre em colapso, a idade média para se aposentar vai subir para a casa dos 85 anos. Mas essa notícia não deveria assustá-lo tanto. Quando essa pessoa se aposentar em 2050, sua saúde será incrivelmente superior à dos velhinhos de hoje.
......... Injeções periódicas de células-tronco vão melhorar a manutenção das células do corpo e reduzir o número de doenças a que o organismo desgastado está sujeito. Isso para não falar nos nanorrobôs, que prometem, por exemplo, desobstruir artérias (o que reduziria a incidência de derrames) e atacar micro-organismos patogênicos. Também é muito provável que já em 20 anos sejamos capazes de criar órgãos humanos em laboratório - e aquele rim bagunçado poderá ser facilmente substituído.
......... Embora a natalidade também vá diminuir muito, não será o suficiente para evitar que o mundo alcance 9 bilhões de habitantes - a enorme maioria deles nos atuais países em desenvolvimento. A Índia chegará a 1,6 bilhão - a maior população do mundo - e a Nigéria terá ultrapassado o Brasil já em 2030, enquanto a Itália e a Alemanha terão menos e menos gente. Só que a população não vai simplesmente crescer e envelhecer: ela vai também ser mais urbana.
......... Com 70% da humanidade nas cidades, teremos megaconurbações, como os eixos Pequim-SeulPyongyang-Tóquio, com mais de 200 milhões de pessoas, e os 1 400 quilômetros que unem Délhi a Mumbai. Os mapas de metrô parecerão pratos de macarrão de tantas linhas, e até os EUA, hoje tão dependentes do carro, terão adotado trens-bala. Isso não matará o automóvel, mas metade da frota mundial será elétrica ou a hidrogênio.
......... Para sustentar essa massa que insiste em não morrer e que vive cada vez mais longe do campo, será necessário muita água, energia e comida. A água será bem mais cara, e seu uso, sacralizado: a descarga será considerada um absurdo do passado conforme privadas secas virarem regra. Além de os dejetos humanos serem reutilizados para produzir energia e fertilizantes em vez de poluir, novas tecnologias de dessalinização transformarão o oceano em fonte de água potável a um preço mais razoável.
......... O mundo consumirá o dobro de energia que hoje, mas ela será muito mais limpa. A previsão mais otimista da Agência Internacional de Energia é a de que 46% dela venham de combustíveis fósseis, e o consumo de petróleo caia 27% em relação aos níveis de 2007. Isso porque muitas fontes alternativas vão ficar comercialmente viáveis. Dá para ter uma ideia do que vem por aí com o Projeto Desertec, que deve gerar 100 GW em usinas termelétricas solares no deserto do Saara em 2050. Eles serão transmitidos para os países da União Europeia por corrente direta de alta voltagem, que perde apenas 3% da energia a cada 1 000 quilômetros.
......... Para produzir grãos suficientes para alimentar tanta gente sem avançar nas áreas de floresta, a produtividade por hectare também crescerá enormemente, e nisso o Brasil promete assumir a ponta tecnológica: técnicas desenvolvidas pela Embrapa no cerrado brasileiro serão exportadas para as savanas africanas, que não apenas alimentarão sua população, mas também exportarão para a Ásia.
......... Mas, para verduras e legumes, o bacana vai ser produzi-los em hortas caseiras. Já os restaurantes laboratórios vão criar não apenas pratos mas também seus próprios vegetais geneticamente modificados (que tal um híbrido de alface com brócolis?). O vegetarianismo continuará por motivos de gosto ou religião, mas a criação da carne in vitro com células embrionárias de boi, frango, porco e de animais mais exóticos encontrará um mercado promissor entre os que se chocam com o sofrimento de animais. Parece exagero? Não é: desde 2007 uma aliança internacional de cientistas pesquisa a produção de carne in vitro em escala industrial.
......... Filmes, livros e música irão para as mesmas telas onde trabalharemos - esqueça a diferenciação entre computador, TV, telefone... Para viajar, vai ser possível escolher um país do outro lado do mundo ou hotéis no espaço, embora ainda caros. Jogos serão transmitidos holograficamente, com a possibilidade de mandar mensagens para os atletas nos intervalos (só para pessoas autorizadas...), e atletas terão carreira mais longa (a medicina vai consertar joelhos com muito mais facilidade), roupas perfeitamente adaptadas ao organismo e arbitragem recorrendo a equipamentos eletrônicos (isso quando o juiz não for robô). Enfim, temos pela frente um admirável mundo novo a caminho.

Fonte: http://super.abril.com.br/tecnologia/o-mundo-em-2050

Assinale a alternativa em que a oração em destaque tem a mesma função sintático-semântica que a expressão destacada a seguir: “E, para que a Previdência não entre em colapso , a idade média para se aposentar vai subir para a casa dos 85 anos”.

A “ Dá para ter uma ideia do que vem por aí com o Projeto Desertec , que deve gerar 100 GW em usinas termelétricas solares no deserto do Saara em 2050.”
B “Para sustentar essa massa que insiste em não morrer e que vive cada vez mais longe do campo , será necessário muita água, energia e comida.”
C “Mas, para verduras e legumes , o bacana vai ser produzi-los em hortas [...]”
D “ Eles serão transmitidos para os países da União Europeia por corrente direta de alta voltagem , que perde apenas 3% da energia a cada 1 000 quilômetros.
E “Além de os dejetos humanos serem reutilizados para produzir energia e fertilizantes em vez de poluir , novas tecnologias de dessalinização transformarão o oceano em fonte de água potável.

Em “[...] O documento também prevê a
implantação de rodízio - cortes sistemáticos na
distribuição - em situações de emergência [...]”,
é correto afirmar que a expressão em destaque

A funciona como aposto explicativo e estabelece uma relação de equivalência com o termo “rodízio”.
B funciona como adjunto adnominal, completando o
sentido da palavra “rodízio”.
C funciona como aposto enumerativo, mas não
estabelece relação de equivalência com o termo
ao qual se relaciona.
D funciona como aposto especificativo e estabelece
uma relação de equivalência com o termo “rodízio”.
E equivale ao termo “documento”. Portanto, pode ser
excluída sem prejuízo semântico.