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A consolidação do Império Macedônico foi impulsionada por diversas estratégias políticas e militares. Qual alternativa explica CORRETAMENTE esse processo?

A A Macedônia foi um império prioritariamente naval, sem conquistas territoriais significativas.
B O império foi consolidado através de uma política de isolamento, evitando qualquer contato com povos estrangeiros.
C O exército macedônico se baseava na infantaria leve e ágil, sem o uso de cavalaria ou formações táticas muito sofisticadas.
D Alexandre, o Grande, utilizou formações militares inovadoras, alianças estratégicas e assimilação cultural para consolidar seu império.

Com o desenvolvimento do comércio, a cidade de Atenas na Antiga Grécia se tornou um grande centro comercial. Assinale a alternativa que mostra uma das consequências desse processo na história política daquela cidade.

A O declínio do sistema democrático do governo que outrora havia fortalecido os grandes proprietários e os reis que governavam Atenas.
B O fortalecimento dos Eupátridas que controlavam as assembleias que governavam a cidade.
C A ascensão econômica e política dos comerciantes atenienses que passaram a procurar participação no governo da cidade.
D O surgimento da democracia que assegurou aos mais pobres, aos estrangeiros e aos escravos, além da possibilidade de ascensão social, ampla participação política.
E O fortalecimento do poder militar. Os comandantes generais suprimiram a Eclésia e a Gerúsia e passaram a concentrar o poder político.

[...] os mestres gregos foram à escola com os egípcios, e todos nós somos discípulos dos gregos. [...] Embora alguns [dos] templos [gregos] sejam vastos e imponentes, não atingem as colossais dimensões das construções egípcias. Sente-se que foram edificadas por seres humanos, para seres humanos. De fato, não existia um governante divino imperando sobre os gregos que pudesse forçar – ou tivesse forçado – todo um povo a trabalhar como escravos para ele. As tribos gregas tinham-se instalado em várias cidades pequenas e em portos de abrigo ao longo da costa. Havia muita rivalidade e atritos entre essas comunidades, mas nenhuma delas conseguiu dominar todas as outras. (Ernst H. Gombrich. A história da arte , 1993.) O diálogo intercivilizacional entre o Egito e as cidades-Estado gregas na Antiguidade foi

A impossibilitado pelas diferenças profundas de suas atividades econômicas.
B estimulado por suas alianças militares contra o Império Persa.
C interrompido pela oposição da filosofia grega às explicações religiosas do mundo.
D condicionado por suas específicas organizações políticas.
E favorecido pela presença de colônias egípcias nos territórios gregos.

Da parte dos bárbaros, tudo parece indicar que a forte estrutura hierárquica favoreceu a conversão das populações, em particular das tribos, uma vez que essa era a forma de estrutura social mais comum. Aqui e ali aparecem resistências de chefes, mas no conjunto a conversão dos chefes leva à conversão da população. (Jacques Le Goff. O Deus da Idade Média , 2017.) O processo de cristianização dos povos que ocuparam a Europa Ocidental com o fim do Império Romano do Ocidente implicou

A a imbricação dos poderes seculares e eclesiásticos nas sociedades europeias.
B a divisão de terras da Igreja com as nações recentemente instaladas na Europa.
C a constituição de um poder político centralizado sobre o conjunto da Europa.
D a elitização progressiva do culto monoteísta em meio às populações europeias.
E a oposição do clero reformista à absorção de crenças pagãs pela Igreja europeia.

Leia o excerto sobre a preparação dos rapazes na Grécia Antiga para exercer seu papel de cidadão e pai de família. Dois tipos de iniciação persistiam nas épocas clássica e helenística em Atenas. A primeira, de origem mais arcaica, era a apresentação do adolescente à fratria1 paterna, inicialmente em um sacrifício oferecido pelo pai aos deuses Zeus e Atena. A segunda, provavelmente estabelecida na época clássica, era o serviço militar, chamado efebia. Ambas tinham igual importância para os gregos do período, e era indispensável que o jovem passasse pelas duas. (Maria Beatriz Florenzano. Nascer, viver e morrer na Grécia Antiga, 1996. Adaptado.) 1 fratria: grupo de pessoas que acreditavam ter o mesmo ancestral. De acordo com o excerto, tornar-se cidadão em Atenas dependia

A da formação intelectual e do pertencimento às tropas da cidade.
B da aceitação pelo grupo familiar e da preparação para a guerra.
C do casamento dentro da linhagem e do auxílio militar ao Estado.
D de pagamentos feitos aos sacerdotes e do combate aos inimigos.
E do reconhecimento pelas autoridades civis e da capacidade bélica.

Com a instalação de uma nova classe dominante, originada dos bárbaros ou, com mais frequência, da fusão entre populações romanas antigas e populações bárbaras estabelecidas no território do antigo Império Romano, aparece uma forma de poder cujas origens são germânicas e que se denomina a banalidade, o direito de banalidade. É um direito de comando bastante geral, que inclui direitos de justiça, mas, sobretudo, direitos econômicos. (Jacques Le Goff. Por amor às cidades, 1998.) O direito de banalidade derivava

A das relações pessoais de mando e de exploração social típicas do sistema feudal da Idade Média Ocidental.
B das transformações da sociedade rural europeia e da economia de consumo imediato para uma produção para mercado.
C da associação de povos invasores com o Imperador romano e da complexa burocracia imperial com os chefes militares.
D da sobrevivência das cidades comerciais no Império Romano do Ocidente e da arrecadação de impostos na forma de moedas.
E da prestação de serviço militar da nobreza à Igreja romana e de auxílios financeiros do Alto Clero aos cavaleiros medievais.

Sob o ponto de vista militar, houve duas atividades: a abertura do exército aos “bárbaros” e a instalação de povos germanos no território romano. Uma outra política mostrou-se mais perigosa para a integridade do Império: a instalação de povos inteiros, organizados e não assimilados em território romano. Por meio de um contrato com Roma, os povos “bárbaros” ocupavam as terras romanas e, em troca, forneciam ao governo imperial um certo número de soldados. (Maria Sonsoles Guerras. Os povos bárbaros , 1987. Adaptado.) Apesar de “perigosa”, essa política do Império Romano apresentou, como vantagem,

A a defesa das fronteiras contra outros povos, fossem germanos ou não.
B o fornecimento de escravos para a produção agrícola nos latifúndios.
C o processo de absorção dos costumes bárbaros pelos romanos.
D a estabilidade política, com a participação de bárbaros no governo.
E a substituição dos voluntários romanos por guerreiros profissionais.

A Odisseia choca-se com a questão do passado. Para perscrutar o futuro e o passado, recorre-se geralmente ao adivinho. Inspirado pela musa, o adivinho vê o antes e o além: circula entre os deuses e entre os homens, não todos os homens, mas os heróis, preferencialmente mortos gloriosamente em combate. Ao celebrar aqueles que passaram, ele forja o passado, mas um passado sem duração, acabado. (François Hartog. Regimes de historicidade: presentismo e experiências do tempo , 2015. Adaptado.) O texto afirma que a obra de Homero

A questiona as ações heroicas dos povos fundadores da Grécia Antiga, pois se baseia na concepção filosófica de physis .
B valoriza os mitos em que os gregos acreditavam e que estão no fundamento das concepções modernas de tempo e história.
C é fundadora da ideia de história, pois concebe o passado como um tempo que prossegue no presente e ensina os homens a aprenderem com seus erros.
D identifica uma forma do pensamento mítico e uma visão de passado estranha à ideia de diálogo entre temporalidades, que caracteriza a história.
E desenvolve uma abordagem crítica do passado e uma reflexão de caráter racionalista, semelhantes à da filosofia pré-socrática.

A expansão da civilização romana e a conquista do Mediterrâneo, se por um lado trouxeram riquezas e poderio à Roma; por outro lado, provocou um conflito entre as antigas instituições políticas, frente à nova realidade social e econômica dos romanos. Isso se deve

A às Guerras Púnicas que resultaram no predomínio marítimo- mercantil romano sobre o Mediterrâneo, onde Cartago teve que se render à Roma, porém os cartaginenses não aceitaram submeter-se às leis romanas.
B à inadequação entre a estrutura política republicana e a expansão do sistema escravista de produção, cuja principal consequência foi a crise da República Romana e o estabelecimento do Império.
C à expansão externa de Roma que provocou a vinda de imensos contingentes de prisioneiros de guerra na condição de escravos, favorecendo os pequenos e médios proprietários de terra.
D à conquista do Mediterrâneo e à abertura de novos mercados à economia romana que prejudicaram fortemente o desenvolvimento da manufatura e dos produtos romanos frente à concorrência das mercadorias estrangeiras.
E às vitórias advindas após as Guerras Púnicas, que foram responsáveis pelo início de um período de prosperidade econômica e, consequentemente, paz social e estabilidade política.

A mão de obra para as imensas propriedades que surgiram a partir do final do século III a. C. veio da série de campanhas espetaculares que deram a Roma o domínio sobre o mundo mediterrâneo. Essas guerras acentuaram o declínio do campesinato romano, que antes formara a robusta base de pequenos proprietários. As vitórias militares escravizavam cativos de guerra e os mandavam para os campos e cidades da Itália. (Perry Anderson. Passagens da Antiguidade ao feudalismo , 2016. Adaptado.) Considerando o texto e conhecimentos sobre a Roma da Antiguidade, podem-se citar como consequências das transformações históricas do período republicano a

A crise financeira do Estado e a invasão militar do território romano pelos povos bárbaros.
B legalização da escravidão por dívida pelo Senado e a extinção dos Tribunos da plebe.
C expansão dos latifúndios escravistas e o deslocamento de populações dos campos para as cidades.
D submissão dos comandantes militares aos proprietários rurais e a democratização do exército.
E aliança dos camponeses sem terra com os escravos e a conquista de direitos políticos pela plebe.