Relatório da ONU sobre poluição plástica alerta sobre falsas soluções e confirma necessidade de ação global urgente
Nairobi, 21 de outubro de 2021 - Uma redução drástica do plástico desnecessário, evitável e problemático é crucial para enfrentar a crise global de poluição [...]
Acelerar a transição para energias renováveis, eliminar subsídios e adotar abordagens circulares ajudará a reduzir os resíduos plásticos na escala necessária, de acordo com o relatório Da Poluição à Solução: Uma Análise Global sobre Lixo Marinho e Poluição Plástica ( From Pollution to Solution: A Global Assessment of Marine Litter and Plastic Pollution ).
O relatório mostra que a poluição plástica é uma ameaça crescente em todos os ecossistemas, de onde a poluição se origina até o mar. O estudo destaca que a poluição plástica nos ecossistemas aquáticos cresceu consideravelmente nos últimos anos e deve dobrar até 2030, com consequências terríveis para a saúde, a economia, a biodiversidade e o clima. [...]
Os autores rejeitam a possibilidade de reciclagem como uma saída para esta crise e alertam para alternativas nocivas aos produtos de uso único, tais como plásticos de base biológica ou biodegradáveis, que atualmente representam uma ameaça química semelhante aos plásticos convencionais.
O relatório analisa falhas críticas do mercado, tais como preços baixos de matérias-primas fósseis virgens versus materiais reciclados; esforços mal articulados no gerenciamento formal e informal de resíduos plásticos; e a falta de consenso sobre soluções globais. [...]
O relatório pede a redução imediata dos plásticos, incentiva a transformação de toda a cadeia de valor envolvida e indica que há necessidade de reforçar os investimentos em sistemas de monitoramento muito mais abrangentes e eficazes para identificar a origem, escala e destino do plástico, bem como o desenvolvimento de uma estrutura de risco, que atualmente não existe globalmente. [...]
Adaptado de: https://www.unep.org/pt-br/noticias-ereportagens/comunicado-de-imprensa/relatorio-da-onu-sobrepoluicao-plastica-alerta-sobre. Acesso em: 08 ago. 2022.
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Texto associado
TEXTO 2
Disponível em: . Acesso em: 30 jun. 2019.
As questões de n° 14 a 17 referem-se ao TEXTO 2.
Disponível em: . Acesso em: 30 jun. 2019.
As questões de n° 14 a 17 referem-se ao TEXTO 2.
Em "Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual contra Crianças e
Adolescentes.", o acento grave, indicativo de crase, foi utilizado devido
De acordo com a norma-padrão da língua portuguesa, o uso do sinal indicativo da crase é obrigatório na palavra destacada em:
Texto associado
Memórias Póstumas de Brás Cubas
..
Lobo Neves, a princípio, metia-me grandes sus-
tos. Pura ilusão! Como adorasse a mulher, não se ve-
xava de mo dizer muitas vezes; achava que Virgília
era a perfeição mesma, um conjunto de qualidades
5 sólidas e finas, amorável, elegante, austera, um mo-
delo. E a confiança não parava aí. De fresta que era,
chegou a porta escancarada. Um dia confessou-me
que trazia uma triste carcoma na existência; faltava-
-lhe a glória pública. Animei-o; disse-lhe muitas coi-
10 sas bonitas, que ele ouviu com aquela unção religiosa
de um desejo que não quer acabar de morrer; então
compreendi que a ambição dele andava cansada de
bater as asas, sem poder abrir o voo. Dias depois
disse-me todos os seus tédios e desfalecimentos, as
15 amarguras engolidas, as raivas sopitadas; contou-me
que a vida política era um tecido de invejas, despei-
tos, intrigas, perfídias, interesses, vaidades. Eviden-
temente havia aí uma crise de melancolia; tratei de
combatê-la.
20 -------- — Sei o que lhe digo, replicou-me com tristeza.
Não pode imaginar o que tenho passado. Entrei na
política por gosto, por família, por ambição, e um pou-
co por vaidade. Já vê que reuni em mim só todos os
motivos que levam o homem à vida pública; faltou-me
25 só o interesse de outra natureza. Vira o teatro pelo
lado da plateia; e, palavra, que era bonito! Soberbo
cenário, vida, movimento e graça na representação.
Escriturei-me; deram-me um papel que... Mas para
que o estou a fatigar com isto? Deixe-me ficar com as
30 minhas amofinações. Creia que tenho passado horas
e dias... Não há constância de sentimentos, não há
gratidão, não há nada... nada.... nada...
Calou-se, profundamente abatido, com os olhos
no ar, parecendo não ouvir coisa nenhuma, a não ser
35 o eco de seus próprios pensamentos. Após alguns
instantes, ergueu-se e estendeu-me a mão: — O se-
nhor há de rir-se de mim, disse ele; mas desculpe
aquele desabafo; tinha um negócio, que me mordia o
espírito. E ria, de um jeito sombrio e triste; depois pe-
40 diu-me que não referisse a ninguém o que se passara
entre nós; ponderei-lhe que a rigor não se passara
nada. Entraram dois deputados e um chefe político
da paróquia. Lobo Neves recebeu-os com alegria, a
princípio um tanto postiça, mas logo depois natural.
40 No fim de meia hora, ninguém diria que ele não era o
mais afortunado dos homens; conversava, chasque-
ava, e ria, e riam todos.
..
ASSIS, M. de. Memórias Póstumas de Brás Cubas; IN:
CHIARA, A. C. et alli (Orgs.). Machado de Assis para jo-
vens leitores . Rio de Janeiro: Eduerj, 2008.
..
Lobo Neves, a princípio, metia-me grandes sus-
tos. Pura ilusão! Como adorasse a mulher, não se ve-
xava de mo dizer muitas vezes; achava que Virgília
era a perfeição mesma, um conjunto de qualidades
5 sólidas e finas, amorável, elegante, austera, um mo-
delo. E a confiança não parava aí. De fresta que era,
chegou a porta escancarada. Um dia confessou-me
que trazia uma triste carcoma na existência; faltava-
-lhe a glória pública. Animei-o; disse-lhe muitas coi-
10 sas bonitas, que ele ouviu com aquela unção religiosa
de um desejo que não quer acabar de morrer; então
compreendi que a ambição dele andava cansada de
bater as asas, sem poder abrir o voo. Dias depois
disse-me todos os seus tédios e desfalecimentos, as
15 amarguras engolidas, as raivas sopitadas; contou-me
que a vida política era um tecido de invejas, despei-
tos, intrigas, perfídias, interesses, vaidades. Eviden-
temente havia aí uma crise de melancolia; tratei de
combatê-la.
20 -------- — Sei o que lhe digo, replicou-me com tristeza.
Não pode imaginar o que tenho passado. Entrei na
política por gosto, por família, por ambição, e um pou-
co por vaidade. Já vê que reuni em mim só todos os
motivos que levam o homem à vida pública; faltou-me
25 só o interesse de outra natureza. Vira o teatro pelo
lado da plateia; e, palavra, que era bonito! Soberbo
cenário, vida, movimento e graça na representação.
Escriturei-me; deram-me um papel que... Mas para
que o estou a fatigar com isto? Deixe-me ficar com as
30 minhas amofinações. Creia que tenho passado horas
e dias... Não há constância de sentimentos, não há
gratidão, não há nada... nada.... nada...
Calou-se, profundamente abatido, com os olhos
no ar, parecendo não ouvir coisa nenhuma, a não ser
35 o eco de seus próprios pensamentos. Após alguns
instantes, ergueu-se e estendeu-me a mão: — O se-
nhor há de rir-se de mim, disse ele; mas desculpe
aquele desabafo; tinha um negócio, que me mordia o
espírito. E ria, de um jeito sombrio e triste; depois pe-
40 diu-me que não referisse a ninguém o que se passara
entre nós; ponderei-lhe que a rigor não se passara
nada. Entraram dois deputados e um chefe político
da paróquia. Lobo Neves recebeu-os com alegria, a
princípio um tanto postiça, mas logo depois natural.
40 No fim de meia hora, ninguém diria que ele não era o
mais afortunado dos homens; conversava, chasque-
ava, e ria, e riam todos.
..
ASSIS, M. de. Memórias Póstumas de Brás Cubas; IN:
CHIARA, A. C. et alli (Orgs.). Machado de Assis para jo-
vens leitores . Rio de Janeiro: Eduerj, 2008.
Em português, o acento grave indica a contração de dois “a” em um só, em um processo chamado crase, e está corretamente empregado em:
Texto associado
Entrevista com Frédéric Martel
Uma guerra mundial pelo conteúdo dos meios
de comunicação se trava pela conquista do público
dentro e fora dos países criadores. Batalhas se
desenrolam pelo domínio da notícia, do formato de
5 programas de TV e pela exibição de filmes, vídeos,
música, livros. Nesse processo, um gigante domina:
os Estados Unidos, com sua capacidade de produzir
cultura de massas que agrada ao grande público
em todos os continentes. Essa penetração cultural
10 americana, que muitos críticos preferem chamar de
imperialismo, leva os filmes, a música e a televisão
americana para o mundo. Sua arma é o inverso
da alta cultura, da contracultura, da subcultura, de
nichos especializados. Visa o público em geral,
15 cultura de massa, de milhões. Tornou-se a cultura
internacional dominante, principal, a chamada
mainstream, conforme o título do livro escrito pelo
sociólogo francês Frédéric Martel. Para escrever
Mainst ream , ele percorreu 30 países durante cinco
20 anos, entrevistou mais de 1.200 pessoas em todas
as capitais do entertainment , analisou a ação dos
protagonistas, a lógica dos grupos e acompanhou a
circulação internacional de conteúdo.
É um imperialismo diferente daquele político e
militar. É uma espécie de imperialismo cultural que
é bem recebido no mundo. A esse respeito, afirma
Frédéric Martel: “É o que basicamente chamamos
de soft power. Soft power significa influenciar as
pessoas com coisas legais. Você é amigável,
30 não é contundente. Você tem as forças armadas,
tem a diplomacia tradicional e grandes empresas
econômicas, que formam o hard power , e tem o soft
power, que influencia as pessoas através de filmes,
de livros, da internet e de valores.”
35 “A língua é importante. Eu acredito — e essa é
a principal conclusão do meu livro — que, no mundo
em que estamos entrando, que reúne globalização e
digitalização, a língua é importante. E eu acredito que
a batalha, a luta, mesmo a guerra de conteúdo, será
40 uma batalha a respeito da cultura nacional. Você pode
ouvir Lady Gaga, gostar de Avatar e ler O Código
Da Vinci, mas, no final das contas, a maior parte
da cultura que você consome e ama geralmente é
nacional, local, regional, e não global. A cultura global
45 é apenas uma pequena parte do que você gosta.
Então, no final das contas, os americanos são os
únicos a poder prover essa cultura dominante global,
mas essa cultura dominante global continua pequena.
Por quê? Porque a língua é muito importante,
50 porque a identidade é muito importante. Quando
você compra um livro de não ficção, quer saber o
que acontece aqui, no seu país, e não na Coreia do
Sul, por exemplo. Na Coreia do Sul você quer ouvir
K-pop, que é a música pop coreana, e ver um drama
55 coreano, e não ouvir uma música brasileira. Portanto,
nós estamos em um mundo cada vez mais global,
mas, ao mesmo tempo, a cultura ainda é e será muito
nacional. Para resumir as coisas, eu diria que todos
temos duas culturas: a nossa e a americana.”
60 “Nós, como europeus, temos o mesmo tipo de
relação que você, como brasileiro, tem com os EUA.
Nós os amamos e odiamos. É uma complicada relação
de amor e ódio. Nós esperamos que eles sejam
como são; nós queremos criticá-los, mas, ao mesmo
65 tempo, nós protestamos contra eles com tênis Nike
nos pés. Nós trabalhamos para ser um pouco como
eles, muito embora nós queiramos manter nossa
identidade e cultura. E, a propósito, a boa notícia é
que o debate no mundo hoje e no futuro não será
70 entre nós — brasileiros, franceses, europeus — e os
americanos. Será entre todos nós. O que eu quero
dizer é que hoje não há apenas dois povos: nós e os
EUA. O mundo é muito mais complicado, com países
emergentes, que serão fundamentais nesse novo
75 jogo.”
“Para resumir, afirma Martel, eu diria que os
EUA continuarão sendo peça importante da guerra
de conteúdo, podemos dizer, nos próximos anos e
décadas. Eu não acredito e não compro a ideia do
80 declínio da cultura americana. Eu acho que eles são
fortes e continuarão sendo fortes. Mas eles não são os
únicos no jogo. Agora temos os países emergentes,
que estão emergindo não só demográfica e
economicamente, como pensávamos. E eu fui um
85 dos primeiros a mostrar que eles estão emergindo
com sua cultura, sua mídia e com a internet.”
“Nesse mundo, a internet pode ser uma peça
importante. O Brasil, por exemplo, vai crescer com
a internet, com certeza. Criam-se ferramentas
90 inovadoras de alfabetização, por exemplo, em
comunidades, em favelas, em lugares onde os
moradores não têm acesso a uma livraria ou
biblioteca. Mas eles terão acesso à internet em lan
houses , por exemplo, e mesmo no telefone. Hoje,
95 todo mundo tem um telefone celular barato. Mesmo
na África, todos têm celulares com funções básicas.
Em cinco anos, todos terão um smartphone, pois os
preços estão caindo muito. Assim, todos poderão
acessar a internet pelo smartphone. Se você tem
100 acesso à internet, pode baixar livros, acessar a rede,
pode ver filmes e daí por diante.”
“A questão não é se essa tecnologia é boa,
conclui Martel. A questão é: ela não será boa ou
ruim sozinha. Ela será o que você, o povo, o governo
100 deste país e nós formos capazes de fazer com ela,
criando uma boa internet e uma maneira melhor de
ter acesso ao conteúdo através da internet.”
BOCCANERA, S. Entrevista concedida pelo sociólogo Frédéric Martel, Programa Milênio, Globo News . Disponível em: . Acesso em: 10 nov. 2015. Adaptado.
Uma guerra mundial pelo conteúdo dos meios
de comunicação se trava pela conquista do público
dentro e fora dos países criadores. Batalhas se
desenrolam pelo domínio da notícia, do formato de
5 programas de TV e pela exibição de filmes, vídeos,
música, livros. Nesse processo, um gigante domina:
os Estados Unidos, com sua capacidade de produzir
cultura de massas que agrada ao grande público
em todos os continentes. Essa penetração cultural
10 americana, que muitos críticos preferem chamar de
imperialismo, leva os filmes, a música e a televisão
americana para o mundo. Sua arma é o inverso
da alta cultura, da contracultura, da subcultura, de
nichos especializados. Visa o público em geral,
15 cultura de massa, de milhões. Tornou-se a cultura
internacional dominante, principal, a chamada
mainstream, conforme o título do livro escrito pelo
sociólogo francês Frédéric Martel. Para escrever
Mainst ream , ele percorreu 30 países durante cinco
20 anos, entrevistou mais de 1.200 pessoas em todas
as capitais do entertainment , analisou a ação dos
protagonistas, a lógica dos grupos e acompanhou a
circulação internacional de conteúdo.
É um imperialismo diferente daquele político e
militar. É uma espécie de imperialismo cultural que
é bem recebido no mundo. A esse respeito, afirma
Frédéric Martel: “É o que basicamente chamamos
de soft power. Soft power significa influenciar as
pessoas com coisas legais. Você é amigável,
30 não é contundente. Você tem as forças armadas,
tem a diplomacia tradicional e grandes empresas
econômicas, que formam o hard power , e tem o soft
power, que influencia as pessoas através de filmes,
de livros, da internet e de valores.”
35 “A língua é importante. Eu acredito — e essa é
a principal conclusão do meu livro — que, no mundo
em que estamos entrando, que reúne globalização e
digitalização, a língua é importante. E eu acredito que
a batalha, a luta, mesmo a guerra de conteúdo, será
40 uma batalha a respeito da cultura nacional. Você pode
ouvir Lady Gaga, gostar de Avatar e ler O Código
Da Vinci, mas, no final das contas, a maior parte
da cultura que você consome e ama geralmente é
nacional, local, regional, e não global. A cultura global
45 é apenas uma pequena parte do que você gosta.
Então, no final das contas, os americanos são os
únicos a poder prover essa cultura dominante global,
mas essa cultura dominante global continua pequena.
Por quê? Porque a língua é muito importante,
50 porque a identidade é muito importante. Quando
você compra um livro de não ficção, quer saber o
que acontece aqui, no seu país, e não na Coreia do
Sul, por exemplo. Na Coreia do Sul você quer ouvir
K-pop, que é a música pop coreana, e ver um drama
55 coreano, e não ouvir uma música brasileira. Portanto,
nós estamos em um mundo cada vez mais global,
mas, ao mesmo tempo, a cultura ainda é e será muito
nacional. Para resumir as coisas, eu diria que todos
temos duas culturas: a nossa e a americana.”
60 “Nós, como europeus, temos o mesmo tipo de
relação que você, como brasileiro, tem com os EUA.
Nós os amamos e odiamos. É uma complicada relação
de amor e ódio. Nós esperamos que eles sejam
como são; nós queremos criticá-los, mas, ao mesmo
65 tempo, nós protestamos contra eles com tênis Nike
nos pés. Nós trabalhamos para ser um pouco como
eles, muito embora nós queiramos manter nossa
identidade e cultura. E, a propósito, a boa notícia é
que o debate no mundo hoje e no futuro não será
70 entre nós — brasileiros, franceses, europeus — e os
americanos. Será entre todos nós. O que eu quero
dizer é que hoje não há apenas dois povos: nós e os
EUA. O mundo é muito mais complicado, com países
emergentes, que serão fundamentais nesse novo
75 jogo.”
“Para resumir, afirma Martel, eu diria que os
EUA continuarão sendo peça importante da guerra
de conteúdo, podemos dizer, nos próximos anos e
décadas. Eu não acredito e não compro a ideia do
80 declínio da cultura americana. Eu acho que eles são
fortes e continuarão sendo fortes. Mas eles não são os
únicos no jogo. Agora temos os países emergentes,
que estão emergindo não só demográfica e
economicamente, como pensávamos. E eu fui um
85 dos primeiros a mostrar que eles estão emergindo
com sua cultura, sua mídia e com a internet.”
“Nesse mundo, a internet pode ser uma peça
importante. O Brasil, por exemplo, vai crescer com
a internet, com certeza. Criam-se ferramentas
90 inovadoras de alfabetização, por exemplo, em
comunidades, em favelas, em lugares onde os
moradores não têm acesso a uma livraria ou
biblioteca. Mas eles terão acesso à internet em lan
houses , por exemplo, e mesmo no telefone. Hoje,
95 todo mundo tem um telefone celular barato. Mesmo
na África, todos têm celulares com funções básicas.
Em cinco anos, todos terão um smartphone, pois os
preços estão caindo muito. Assim, todos poderão
acessar a internet pelo smartphone. Se você tem
100 acesso à internet, pode baixar livros, acessar a rede,
pode ver filmes e daí por diante.”
“A questão não é se essa tecnologia é boa,
conclui Martel. A questão é: ela não será boa ou
ruim sozinha. Ela será o que você, o povo, o governo
100 deste país e nós formos capazes de fazer com ela,
criando uma boa internet e uma maneira melhor de
ter acesso ao conteúdo através da internet.”
BOCCANERA, S. Entrevista concedida pelo sociólogo Frédéric Martel, Programa Milênio, Globo News . Disponível em: . Acesso em: 10 nov. 2015. Adaptado.