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Atenção : Para responder às questões de números 1 a 8, baseie-se no texto abaixo.

Uma palavra, vários sentidos: "segurança"

As palavras nascem com um sentido original preso a um determinado contexto. Com o tempo, modificam-se, ganham novas significações por força de seu emprego em novos contextos. É essa a dinâmica de todas as línguas vivas, sobretudo em seus níveis de fala. Conhecer a história de uma palavra, por meio de sua etimologia e de seu percurso filológico, pode iluminar aspectos da história humana.
Tomemos como exemplo a palavra "segurança", um conceito dos mais discutidos em nosso tempo. Essa palavra tem origem no termo latino "securitas", que por sua vez deriva de "securus" (livre de preocupações, seguro), termo composto por "sine" (sem) e "cura" (cuidado, preocupação). Desde sua origem, pois, "segurança" remete à ideia de estar livre de cuidados, perigos ou riscos, ou seja, em um estado de tranquilidade e proteção.
Mas é nos diferentes contextos de seu emprego que se reconhece uma ampla gama de sentidos dessa palavra. Num nível psicológico, um indivíduo seguro está habilitado a enfrentar seus desafios munido de convictos valores pessoais. Na ordem social, a segurança se torna um bem público, a ser defendido pelas instituições que delegam a seus agentes o papel de defender os valores civilizatórios. Difícil imaginar alguém que nunca se tenha valido da proteção que nos estendem os responsáveis por nossa segurança. Já no âmbito da natureza, catástrofes podem ser, quando não evitadas, minimizadas por medidas preventivas de segurança.
Em nossos dias, o progresso avassalador da cibernética está pondo à prova as situações em que todos nós, ativa ou passivamente, integramos os processos midiáticos de comunicação, expandindo valores e interesses que entram na conformação da vida e do comportamento sociais. Quais os limites dessa propagação? Que segurança podemos ter contra os abusos extremos? - perguntam-se alguns. Ao mesmo tempo, há aqueles que reagem contra qualquer tipo de controle dos procedimentos da mídia.
Não há dúvida de que nossas fragilidades naturais, nossos interesses nem sempre comunitários, nossos instintos primitivos pedem, aqui e ali, algum controle, em favor da segurança de todos. Caracterizar os valores que devem ser objetos prioritários da formação individual, da segurança social e do equilíbrio planetário vem-se constituindo um desafio do nosso tempo.

(Abelardo Villa Siqueira, a editar)

Mas é nos diferentes contextos de seu emprego que se reconhece uma ampla gama de sentidos dessa palavra.

Uma nova redação da frase acima, que mantenha a correção gramatical, a clareza e seu sentido básico se representa em:

A Os contextos em cujos essa palavra é empregada são diferentes, portanto, pode-se aí reconhecer sua ampla gama de sentidos.
B São nos contextos de seu emprego que esta palavra pode reconhecer-se diante de uma ampla gama de conceitos.
C Essa palavra ganha uma ampla gama de conceitos quando considerada nos diversos contextos em que é empregada.
D Essa palavra, cuja gama de conceitos é amplamente reconhecida, conquanto se emprega nos mais diferentes contextos.
E Nos diferentes contextos aonde é empregada, tal palavra tem seu emprego reconhecido, cuja gama de sentidos é bastante ampla.
Texto associado
Acerca das ideias, dos sentidos e dos aspectos linguísticos do texto
anterior, julgue os próximos itens.

Sem alteração dos sentidos originais do texto, a palavra
“transmitidas” (L.17) poderia ser substituída por
transmissíveis .

C Certo
E Errado
Texto associado
Atenção: Para responder às questões de números 1 a 5, baseie-se no texto abaixo.

[O motor da preguiça]

Acho que a verdadeira força motriz do desenvolvimento humano, a razão da superioridade e do sucesso do Homem, foi a
preguiça. A técnica é fruto da preguiça. O que são o estilingue, a flecha e a lança senão maneiras de não precisar ir lá e esgoelar a
caça ou um semelhante com as mãos, arriscando-se a levar a pior e perder a viagem? O que estaria pensando o inventor da roda
senão no eventual desenvolvimento da charrete, que, atrelada a um animal menos preguiçoso do que ele, o levaria a toda parte sem
que ele precisasse correr ou caminhar?

Toda a história das telecomunicações, desde os tambores tribais e seus códigos primitivos até os sinais da TV e a internet, se
deve ao desejo humano de enviar a mensagem em vez de ir entregá-la pessoalmente. A fome de riqueza e poder do Homem não
passa da vontade de poder mandar os outros fazerem o que ele tem preguiça de fazer, seja de trazer os seus chinelos ou construir
suas pirâmides.

A química moderna é filha da alquimia, que era a tentativa de ter o ouro sem ter que procurá-lo, ou trabalhar para merecê-lo. A
física e a filosofia são produtos da contemplação, que é um subproduto da indolência e uma alternativa para a sesta, A grande arte
também se deve à preguiça. Não por acaso, o que é considerada a maior realização da melhor época da arte ocidental, o teto da
Capela Sistina, foi feita pelo Michelangelo deitado. Marcel Proust escreveu Em busca do tempo perdido deitado. Vá lá, recostado.
As duas maiores invenções contemporâneas, depois do antibiótico e do microchip, que são a escada rolante e o manobrista, devem
sua existência à preguiça. E nem vamos falar no controle remoto.

(Adaptado de: VERISSIMO, Luis Fernando. O mundo é bárbaro. Rio de Janeiro: Objetiva, 2008, p. 54-55)

Está clara e correta a redação deste livre comentário sobre o texto:

A Ao colocar na mesma frase os termos chinelos e pirâmides, o autor usufrue de seu talento para um efeito de humor no
qual não estamos isentos.
B É notória a capacidade que tem esse cronista de, por meio de um humor sagaz e extremamente crítico, levar seus leitores
ao riso irônico.
C Conquanto não se deve rir da técnica e da ciência, esse autor as submete ao ridículo quando as atribui o valor da preguiça
que lhes motiva.
D Até mesmo as artes não deixam de escapar dos atributos da preguiça, cujos se tornam essenciais para seu desempenho
de grandes criações.
E Estaria numa lei do mínimo esforço as razões segundo as quais nosso trabalho seria amenizado no caso de satisfizermos
a nossa preguiça.
Órgão: Assembléia Legislativa do Amapá Cargo: Assistente Legislativo Atividade Administrativa e Operacional Especialidade: Assistente Administrativo Prova: FCC - ALE AP - Assistente Legislativo Atividade Administrativa e Operacional Especialidade: Assistente Administrativo - 2020
Texto associado
Texto CB1A1-I

1 ____ É impressionante como, em nosso tempo, somos
contraditórios no que diz respeito aos direitos humanos.
Em comparação a eras passadas, chegamos a um máximo
4 de racionalidade técnica e de domínio sobre a natureza,
o que permite imaginar a possibilidade de resolver grande
número de problemas materiais do homem, quem sabe,
7 inclusive, o da alimentação.
No entanto, a irracionalidade do comportamento
é também máxima, servida frequentemente pelos mesmos
10 meios que deveriam realizar os desígnios da racionalidade.
Assim, com a energia atômica, podemos, ao mesmo tempo,
gerar força criadora e destruir a vida pela guerra; com incrível
13 progresso industrial, aumentamos o conforto até alcançar
níveis nunca sonhados, mas excluímos dele as grandes
massas que condenamos à miséria; em muitos países,
16 quanto mais cresce a riqueza, mais aumenta a péssima
distribuição dos bens. Portanto, podemos dizer que os
mesmos meios que permitem o progresso podem provocar
19 a degradação da maioria.
Na Grécia antiga, por exemplo, teria sido impossível
pensar em uma distribuição equitativa dos bens materiais,
22 porque a técnica ainda não permitia superar as formas brutais
de exploração do homem, nem criar abundância para todos.
Em nosso tempo, é possível pensar nisso, mas o fazemos
25 relativamente pouco. Essa insensibilidade nega uma das
linhas mais promissoras da história do homem ocidental,
aquela que se nutriu das ideias amadurecidas no correr
28 dos séculos XVIII e XIX.
Essas ideias abriram perspectivas que pareciam
levar à solução dos problemas dramáticos da vida em
31 sociedade. E, de fato, durante muito tempo, acreditou-se que,
removidos uns tantos obstáculos, como a ignorância e os
sistemas despóticos de governo, as conquistas do progresso
34 seriam canalizadas no rumo imaginado pelos utopistas, porque
a instrução, o saber e a técnica levariam, necessariamente,
à felicidade coletiva. Contudo, mesmo onde esses obstáculos
37 foram removidos, a barbárie continuou entre os homens,
embora não mais se ache normal o seu elogio, como se todos
soubessem que ela é algo a ser ocultado e não proclamado.

Antonio Candido. Vários escritos . 3.ª ed. rev. e ampl.
São Paulo: Duas Cidades, 1995, p. 169-70 (com adaptações).

Cada uma das opções a seguir apresenta uma proposta de reescrita
que altera o seguinte trecho do texto CB1A1-I: “o que permite
imaginar a possibilidade de resolver grande número de problemas
materiais do homem, quem sabe, inclusive, o da alimentação”
(L. 5 a 7). Assinale a opção em que a proposta apresentada mantém
a correção e os sentidos originais do texto.

A o que permite imaginar a possibilidade de resolver grande
número de problemas materiais do homem: quem sabe,
inclusive, o da alimentação
B permitindo imaginar a possibilidade de resolver grande número
de problemas materiais do homem; quem sabe, inclusive,
o da alimentação
C o que permite imaginar a possibilidade de resolver grande
número de problemas materiais do homem — quem sabe,
inclusive, o da alimentação
D o que permite imaginar a possibilidade de resolver grande
número de problemas materiais, do homem quem sabe,
inclusive, o da alimentação
E permitindo imaginar a possibilidade de resolver grande número
de problemas materiais do homem quem sabe, inclusive,
o da alimentação
Órgão: Tribunal de Contas de Rondônia Cargo: Auditor de Controle Externo - Área Administração Prova: CESPE/CEBRASPE - TCE RO - Auditor de Controle Externo - Área Administração - 2019
Texto associado
Mentalidade Self-service e a ilusão
de liberdade

Simone Ribeiro Cabral Fuzaro

Hoje, gostaria de refletir sobre uma ideia que
foi entrando em nosso cotidiano, foi se enraizando
em nossas vidas e transformando nosso modo
de ver o mundo e as coisas: a mentalidade “selfservice”.
Essa expressão da língua inglesa,
traduzida livremente ao Português, significa
“serviço próprio” ou “autosserviço”. O selfservice
é um sistema de atendimento adotado
principalmente em restaurantes, pelo qual o
cliente tem a possibilidade de servir o seu próprio
prato, de acordo com as opções disponibilizadas
pelo estabelecimento.

Apesar de ter tido seu início em restaurantes,
esse tipo de serviço foi se expandindo a diversos
outros estabelecimentos, em que é possível que o
próprio cliente execute integral ou parcialmente o
atendimento (lavanderias, postos de combustível,
caixas eletrônicos...).

Apesar dos benefícios e facilidades inegáveis
trazidas por esse tipo de serviço, é importante
olharmos para os demais efeitos que causa em
nosso modo de ver as coisas e, consequentemente,
em nossas vidas. Essa possibilidade de
autosserviço, no qual se paga por exatamente
aquilo que se deseja consumir, foi aos poucos
contribuindo na transformação das relações, uma
vez que foi fomentando a possibilidade de que
cada um atenda efetivamente aos seus próprios
desejos e interesses sem restrições relativas ao
grupo que o acompanha ou àquele que presta
o serviço. Já não há mais a necessidade de se
escolher em família (ou em grupo) que prato
pedir no restaurante e, com isso, de se negociar
desejos, gostos, preferências. Mesmo que não
percebamos com muita clareza, está implícito aí
um engrandecimento do eu em detrimento do nós.

Já não se faz mais necessário abrir mão de um
gosto, de comer um pouco do que não aprecio
tanto para satisfazer alguém com quem me
importo. Pouco a pouco, sem percebermos, vamos
vivendo cada vez mais um modo autocentrado de
ver os serviços que utilizamos, as pessoas que
nos rodeiam.... o mundo. Vai ficando forte a ideia
de que pago somente pelo que quero consumir,
consumo somente aquilo que me interessa do serviço oferecido, ganhando o direito de “recortálo”
segundo meus interesses e sem considerar os
interesses daqueles que prestam o serviço e, às
vezes, até mesmo se o serviço prestado será de
qualidade se for adaptado ao meu querer.

Se olharmos a realidade, por exemplo, das
escolas infantis, veremos uma quantidade cada
vez maior de pais que querem escolher livremente
o horário de entrada e saída dos filhos sem
levar em conta os períodos escolares que são
importantíssimos por vários motivos: contemplam
uma rotina necessária para as crianças pequenas,
asseguram um mesmo grupo de colegas e
professores, o que transmite segurança e conforto
afetivo, possibilitam que participem das atividades
planejadas à fase escolar em que se encontram
etc. O que os pais estão buscando, no entanto,
é uma “escola self-service” e não percebem que
acabam por prejudicar o próprio filho, que terá um
serviço que não garantirá o atendimento às suas
necessidades básicas para um desenvolvimento
saudável.

Reina uma ideia de que temos o direito de ser
“livres” para escolher segundo nossos desejos
e nossas necessidades. Questiono, porém:
podemos considerar essa possibilidade de
escolha como liberdade? Parece-me haver um
equívoco claro nessa ideia, afinal, a liberdade nos
leva a escolher o bem. O que há hoje são pessoas
absolutamente escravizadas, em primeiro lugar,
pelos seus próprios desejos de satisfação,
conforto, facilidade. Depois, escravizadas ao
ter – é preciso muito para viver nessa gana de
satisfações, e, então, escravizamo-nos às rotinas
malucas de trabalho que roubam o direito de
atendermos às necessidades reais de nossa
saúde, de nossa família, de uma vida mais
equilibrada.

Vale refletirmos: em que situações estamos
nos deixando levar por essa “mentalidade selfservice”
exagerada? Vamos olhar de modo crítico
as facilidades, afinal, já sabemos: as grandes e
fundamentais aprendizagens acontecem quando
enfrentamos as dificuldades e não quando nos
desviamos delas.

Disponível em: < http: e-a-ilusao-de-liberdade="" mentalidade-selfservice-="" colunas="" www.osaopaulo.org.br="" >. Acesso em: 25 jun. 2019.

Em “Essa possibilidade de
autosserviço, no qual se paga por
exatamente aquilo que se deseja
consumir, foi aos poucos contribuindo
na transformação das relações, uma
vez que foi fomentando a possibilidade
de que cada um atenda efetivamente
aos seus próprios desejos...”, o termo
destacado poderia ser substituído, sem
alteração de sentido no contexto em que
está inserido, por

A friccionando.
B protegendo.
C preparando.
D potencializando.
Texto associado
A respeito dos aspectos linguísticos do texto CB4A1AAA, julgue
os próximos itens.

A correção gramatical e os sentidos do texto seriam
preservados se o seu último período fosse reescrito da seguinte
maneira: Em síntese, os autores argumentam a favor de
instrumentos variados para a solução da injustiça e dependem
da interpretação de cada um desses instrumentos relativos ao
conceito de justiça.

C Certo
E Errado
Órgão: Superior Tribunal de Justiça Cargo: Técnico Judiciário - Área Apoio Especializado - Especialidade: Eletricidade Prova: CESPE/CEBRASPE - STJ - Técnico Judiciário - Área Apoio Especializado - Especialidade: Eletricidade - 2018
Texto associado
Acerca do texto CB1A1BBB e de seus aspectos linguísticos, julgue
os itens que se seguem.

Mantendo-se a correção gramatical e os sentidos do texto, o
último período poderia ser reescrito da seguinte forma:
Considerando esses pressupostos como obviamente ligados a
noção ocidental de dignidade humana, que se diferencia das de
outras culturas, a pergunta a ser feita é: porque a
universalidade dos direitos humanos é uma questão que
tornou-se tão inflamadamente debatida?

C Certo
E Errado

Está redigido com objetividade e correção o que se encontra em:

A O medo de ser excluido de eventos sociais é um dos muitos fatores que levam os usuários da rede a se virem na
obrigação de estarem constantemente conectados, o que em grande parte dos casos gera comportamentos compulsivos.
B A dependência à internet é tamanha que muitos indivíduos têm seu humor alterado quando chegam em um local que não é
possível conectar-se. Paralelamente, as relações no meio não virtual tendem a se fragilizar.
C Estudos recentes alertam quanto os impactos nocivos do uso desregrado das redes sociais. Jovens que passam mais de
duas horas por dia nesses ambientes são mais sucetíveis a desenvolverem sintomas de ansiedade e depressão.
D As redes sociais têm adquirido importância crescente na sociedade moderna. Sua relevância estende-se da vida pessoal
às mobilizações sociais. Seu mau uso, entretanto, pode desencadear um transtorno de ansiedade.
E Além do tempo perdido, passar muito tempo nas redes sociais prejudica a saúde mental. Isto porque quanto mais tempo
gasto diante do celular ou do computador, mais tempo se quer ficar, o que as tornam tão viciantes.

Uma frase redigida com clareza e correção é:

A O ansioso ocupa-se em elocubrar a respeito de fatos futuros, enquanto negligencia-se do tempo presente.
B Chegar à Lua e avançar na engenharia genética não mitigaram as inquietações que encerram a humanidade.
C Os trinta minutos que se perderam quando nasci, nunca foram recuperados – pelo menos é como sinto-me.
D A revista dominical do “New York Times” publicou uma matéria interessante, cujo o tema versava a ansiedade.
E Reunidos em um prédio em São Paulo, alguns de nós procurávamos aprender um modo de vencer a ansiedade.