Com relação às ideias, aos sentidos e aos aspectos linguísticos
do texto anterior, julgue os itens a seguir.
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Texto associado
Acerca das ideias, dos sentidos e dos aspectos linguísticos do texto
precedente, julgue os itens seguintes.
precedente, julgue os itens seguintes.
A expressão “suas relações” (L.22) refere-se às relações da
“democracia ateniense” (L.21).
Texto associado
Texto CG1A1-I
1 “Família, família/ vive junto todo dia/ nunca perde
essa mania” — os versos da canção Família , composta por
Arnaldo Antunes e Tony Belotto na década de 80 do século
4 passado, no Brasil, parece que já não traduzem mais a
realidade dos arranjos familiares. Observa-se que a solidez dos
lugares ocupados por cada uma das pessoas, nos moldes da
7 família nuclear, não se adéqua à realidade social do momento,
em que as relações são caracterizadas por sua dinamicidade e
pluralidade. De acordo com o médico e psicanalista Jurandir
10 Freire Costa, “família nem é mais um modo de transmissão do
patrimônio material; nem de perpetuação de nomes de
linhagens; nem da tradição moral ou religiosa; tampouco é a
13 instituição que garante a estabilidade do lugar em que são
educadas as crianças”.
Então, o que é a família? Como defini-la,
16 considerando-se que uma de suas marcas na pós-modernidade
é justamente a falta de definição? Para a cientista social e
política Elizabete Dória Bilac, a variabilidade histórica da
19 instituição família desafia qualquer conceito geral de família.
A centralidade assumida pelos interesses individuais
no mundo contemporâneo é um dos aspectos que influenciam
22 a singularidade de cada família e distinguem os propósitos que
justificam a escolha de duas pessoas ou mais viverem juntas,
compartilhando regras, necessidades e obrigações. Se não é
25 fácil definir a família, é legítimo o esforço de tentar decifrar
quem é o homem pós-moderno e quais as necessidades
emergentes que o impulsionam ao encontro com o outro, seja
28 no espaço social, seja no interior da família, produzindo
significados e razões que o lançam na busca de realização.
Segundo o filósofo francês Dany-Robert Dufour, a
31 pós-modernidade produz um sujeito não engendrado, o que
significa um sujeito que se vê na posição de não dever mais
nada à geração precedente. Trata-se de uma condição que
34 comporta riscos, pois, segundo Dufour, desaparece o motivo
geracional. No que tange à família, a consequência é o
surgimento de relações pautadas em trocas reais e carentes de
37 valores simbólicos que se contraponham à lógica do consumo.
Assim, assiste-se a uma ruptura na ordem da transmissão, o que
gera indivíduos desprovidos de identidade sólida, condição esta
40 que acarreta a redução de sua capacidade crítica e dificulta o
estabelecimento de compromisso com a causa que lhe precede.
Fernanda Simplício Cardoso e Leila Maria Torraca de Brito.
Reflexões sobre a paternidade na pós-modernidade.
Internet: (com adaptações).
1 “Família, família/ vive junto todo dia/ nunca perde
essa mania” — os versos da canção Família , composta por
Arnaldo Antunes e Tony Belotto na década de 80 do século
4 passado, no Brasil, parece que já não traduzem mais a
realidade dos arranjos familiares. Observa-se que a solidez dos
lugares ocupados por cada uma das pessoas, nos moldes da
7 família nuclear, não se adéqua à realidade social do momento,
em que as relações são caracterizadas por sua dinamicidade e
pluralidade. De acordo com o médico e psicanalista Jurandir
10 Freire Costa, “família nem é mais um modo de transmissão do
patrimônio material; nem de perpetuação de nomes de
linhagens; nem da tradição moral ou religiosa; tampouco é a
13 instituição que garante a estabilidade do lugar em que são
educadas as crianças”.
Então, o que é a família? Como defini-la,
16 considerando-se que uma de suas marcas na pós-modernidade
é justamente a falta de definição? Para a cientista social e
política Elizabete Dória Bilac, a variabilidade histórica da
19 instituição família desafia qualquer conceito geral de família.
A centralidade assumida pelos interesses individuais
no mundo contemporâneo é um dos aspectos que influenciam
22 a singularidade de cada família e distinguem os propósitos que
justificam a escolha de duas pessoas ou mais viverem juntas,
compartilhando regras, necessidades e obrigações. Se não é
25 fácil definir a família, é legítimo o esforço de tentar decifrar
quem é o homem pós-moderno e quais as necessidades
emergentes que o impulsionam ao encontro com o outro, seja
28 no espaço social, seja no interior da família, produzindo
significados e razões que o lançam na busca de realização.
Segundo o filósofo francês Dany-Robert Dufour, a
31 pós-modernidade produz um sujeito não engendrado, o que
significa um sujeito que se vê na posição de não dever mais
nada à geração precedente. Trata-se de uma condição que
34 comporta riscos, pois, segundo Dufour, desaparece o motivo
geracional. No que tange à família, a consequência é o
surgimento de relações pautadas em trocas reais e carentes de
37 valores simbólicos que se contraponham à lógica do consumo.
Assim, assiste-se a uma ruptura na ordem da transmissão, o que
gera indivíduos desprovidos de identidade sólida, condição esta
40 que acarreta a redução de sua capacidade crítica e dificulta o
estabelecimento de compromisso com a causa que lhe precede.
Fernanda Simplício Cardoso e Leila Maria Torraca de Brito.
Reflexões sobre a paternidade na pós-modernidade.
Internet: (com adaptações).
Cada uma das opções a seguir apresenta uma proposta de reescrita para o seguinte trecho do texto CG1A1-I: “Trata-se de uma condição que comporta riscos, pois, segundo Dufour, desaparece o motivo geracional.” (l. 33 a 35). Assinale a opção em que a proposta de reescrita apresentada mantém os sentidos originais e a correção gramatical do texto.
Texto associado
Atenção : Para responder às questões de números 8 a 10, considere o poema abaixo.
Retrato
Eu não tinha este rosto de hoje,
Assim calmo, assim triste, assim magro,
Nem estes olhos tão vazios,
Nem o lábio amargo.
Eu não tinha estas mãos sem força,
Tão paradas e frias e mortas;
Eu não tinha este coração
Que nem se mostra.
Eu não dei por esta mudança,
Tão simples, tão certa, tão fácil:
- Em que espelho ficou perdida
a minha face?
(Cecília Meirelles)
Retrato
Eu não tinha este rosto de hoje,
Assim calmo, assim triste, assim magro,
Nem estes olhos tão vazios,
Nem o lábio amargo.
Eu não tinha estas mãos sem força,
Tão paradas e frias e mortas;
Eu não tinha este coração
Que nem se mostra.
Eu não dei por esta mudança,
Tão simples, tão certa, tão fácil:
- Em que espelho ficou perdida
a minha face?
(Cecília Meirelles)
Considere as afirmações abaixo.
I. No poema, verifica-se um processo de mudança, decorrente da passagem do tempo.
II. O elemento sublinhado em Que nem se mostra (2 a estrofe) refere-se a “coração”.
III. Sem prejuízo para o sentido, o segmento sublinhado no verso Eu não dei por esta mudança (3 a estrofe) pode ser
substituído por “ainda não assimilei”.
IV. A repetição do termo “assim” em Assim calmo, assim triste, assim magro (1 a estrofe) prediz uma consequência, expressa
no verso seguinte.
Está correto o que consta APENAS em
Existem fatores de textualização que
funcionam como contextualizadores do
evento comunicativo. Eles agem juntos, a
fim de manter o entendimento e situar o
leitor no espaço em que se dá a
comunicação. Diante disso, “os fatores
de contextualização desempenham um
papel muito importante no
estabelecimento da coerência”. (KOCH e
TRAVAGLIA, 2015, p.84).
Assinale o que for correto quanto ao que
se afirma a respeito desses fatores.
No texto 1A1-II, o vocábulo “isso” (l.3) refere-se
Texto associado
1 ___ Passávamos férias na fazenda da Jureia, que ficava na
região de lindas propriedades cafeeiras. Íamos de automóvel
até Barra do Piraí, onde pegávamos um carro de boi.
4 Lembro-me do aboio do condutor, a pé, ao lado dos animais,
com uma vara: “Xô, Marinheiro! Vâmu, Teimoso!”. Tenho
ótimas recordações de lá e uma foto da qual gosto muito, da
7 minha infância, às gargalhadas, vestindo um macacão que
minha própria mãe costurava, com bastante capricho. Ela fazia
um para cada dia da semana, assim, eu podia me esbaldar e me
10 sujar à vontade, porque sempre teria um macacão limpo para
usar no dia seguinte.
Jô Soares. O livro de Jô: uma autobiografia
desautorizada. São Paulo: Companhia das Letras, 2017.
Com relação aos aspectos linguísticos desse texto, julgue os itens a seguir.
região de lindas propriedades cafeeiras. Íamos de automóvel
até Barra do Piraí, onde pegávamos um carro de boi.
4 Lembro-me do aboio do condutor, a pé, ao lado dos animais,
com uma vara: “Xô, Marinheiro! Vâmu, Teimoso!”. Tenho
ótimas recordações de lá e uma foto da qual gosto muito, da
7 minha infância, às gargalhadas, vestindo um macacão que
minha própria mãe costurava, com bastante capricho. Ela fazia
um para cada dia da semana, assim, eu podia me esbaldar e me
10 sujar à vontade, porque sempre teria um macacão limpo para
usar no dia seguinte.
Jô Soares. O livro de Jô: uma autobiografia
desautorizada. São Paulo: Companhia das Letras, 2017.
Com relação aos aspectos linguísticos desse texto, julgue os itens a seguir.
O termo “lá” (L.6) remete à fazenda da Jureia, onde a
personagem vivenciou as experiências relatadas no texto.
Cada uma das opções a seguir apresenta uma proposta de reescrita
do seguinte trecho do texto 1A1-I: “A natureza está dizendo que a
água, além de infecta, está acabando. Lemos a notícia e
postergamos a tragédia para nossos netos.” (l. 20 a 23). Assinale a
opção em que a proposta apresentada preserva os sentidos do texto.
Texto associado
1 O professor que realmente ensina, quer dizer, que
trabalha os conteúdos no quadro da rigorosidade do pensar
certo, nega, como falsa, a fórmula farisaica do “faça o que eu
4 mando, e não o que eu faço”. Quem pensa certo está cansado
de saber que as palavras a que falta a corporeidade do exemplo
pouco ou nada valem. Pensar certo é fazer certo.
7 Que podem pensar alunos sérios de um professor que,
há dois semestres, falava com quase ardor sobre a necessidade
da luta pela autonomia das classes populares e hoje, dizendo
10 que não mudou, faz o discurso pragmático contra os sonhos e
pratica a transferência de saber do professor para o aluno?
Não há pensar certo fora de uma prática testemunhal
13 que o rediz em lugar de desdizê-lo. Não é possível ao professor
pensar que pensa certo, mas, ao mesmo tempo, perguntar ao
aluno se “sabe com quem está falando”.
16 O clima de quem pensa certo é o de quem busca
seriamente a segurança na argumentação, é o de quem,
discordando do seu oponente, não tem por que contra ele ou
19 contra ela nutrir uma raiva desmedida, bem maior, às vezes, do
que a razão mesma da discordância.
Paulo Freire. Pedagogia da autonomia: saberes necessários à
prática educativa. SP: Paz e Terra, 1996, p. 16 (com adaptações).
Acerca das ideias, dos sentidos e das propriedades linguísticas do texto anterior, julgue os itens a seguir.
trabalha os conteúdos no quadro da rigorosidade do pensar
certo, nega, como falsa, a fórmula farisaica do “faça o que eu
4 mando, e não o que eu faço”. Quem pensa certo está cansado
de saber que as palavras a que falta a corporeidade do exemplo
pouco ou nada valem. Pensar certo é fazer certo.
7 Que podem pensar alunos sérios de um professor que,
há dois semestres, falava com quase ardor sobre a necessidade
da luta pela autonomia das classes populares e hoje, dizendo
10 que não mudou, faz o discurso pragmático contra os sonhos e
pratica a transferência de saber do professor para o aluno?
Não há pensar certo fora de uma prática testemunhal
13 que o rediz em lugar de desdizê-lo. Não é possível ao professor
pensar que pensa certo, mas, ao mesmo tempo, perguntar ao
aluno se “sabe com quem está falando”.
16 O clima de quem pensa certo é o de quem busca
seriamente a segurança na argumentação, é o de quem,
discordando do seu oponente, não tem por que contra ele ou
19 contra ela nutrir uma raiva desmedida, bem maior, às vezes, do
que a razão mesma da discordância.
Paulo Freire. Pedagogia da autonomia: saberes necessários à
prática educativa. SP: Paz e Terra, 1996, p. 16 (com adaptações).
Acerca das ideias, dos sentidos e das propriedades linguísticas do texto anterior, julgue os itens a seguir.