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Atenção : Para responder as questões de números 6 a 10, baseie-se no texto seguinte.

O individualismo e as instituições

Quando as instituições são frágeis e não funcionam, podem prevalecer as amarras da prepotência e do oportunismo violento. Na falta de normas legais que funcionem, na falta de uma representação atuante e legitima do Estado na vida social, a condição da "terra sem lei" tende à barbárie.
Exemplo disso forneceu o cinema norte-americano quando, em meados do século passado, inundou o mundo e a imaginação popular com filmes do gênero "western", supostos documentários da conquista do oeste. Uma situação padrão era representada nesses filmes: na pequena e remota cidade recém-formada, o poder local era manipulado por malfeitores poderosos, que submetiam aos seus interesses o xerife e a o juiz. A "lei" servia assim de fachada para o império da autocracia e do crime, e a impunidade ameaçava ser eterna.
Mas eis que chegava o "mocinho": um homem vindo não se sabe de onde, solitário, lacônico, hábil no manejo das armas, intrépido, capaz de enfrentar e derrotar sozinho os poderosos locais o que fazia com bravura e frieza, até deixar a cidade pacificada e sumir para sempre no horizonte, sob o olhar dos cidadãos agradecidos.
A "mensagem" desses filmes? Haveria, dentro de indivíduos especiais, um impulso natural para a justiça e a virtude, capaz de mudar a ordem das coisas. As virtudes inatas dessa liderança singular refundariam as instituições suprimidas. A figura de um herói solitário estaria na base da legitimação da ordem pública, quando esta fosse comprometida. Não deixa de ser uma forma de atribuir a uma liderança pessoal a missão de promover as instituições que tenham por escopo o bem público. Dito de outro modo: a moralidade desejável das instituições sociais já estaria presente, em gérmen, no indivíduo essencialmente virtuoso, capaz de reconduzir uma comunidade a um patamar da civilização.

(Bruno Rosa de Alcântara, a editar)

As virtudes inatas dessa liderança singular refundariam as instituições suprimidas.

O sentido básico, a coesão e a coerência da frase acima estão preservados nesta outra redação:

A Desde que as refunda, as virtudes singulares de uma liderança demoveriam as instituições.
B Desde que removidas, as instituições demandam a liderança singular de virtudes inatas.
C Instituições superadas podem ser salvas pela singularidade de virtudes adquiridas.
D Uma liderança especial, naturalmente virtuosa, recuperaria o valor de instituições extintas.
E Uma vez abaladas, as instituições removeriam a singular virtude das lideranças inatas.
Órgão: Tribunal Regional do Trabalho da 1ª Região Cargo: Analista Judiciário - Área Apoio Especializado - Especialidade: Tecnologia da Informação Prova: FCC - TRT 1 - Analista Judiciário - Área Apoio Especializado - Especialidade: Tecnologia da Informação - 2025
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Texto 1

A importância da leitura na era digital
Por Ricardo Ramos

Vivemos em uma era digital em que a informação está disponível a apenas alguns cliques de distância. Com o avanço das tecnologias, o acesso ao conhecimento tornou-se mais democrático e, ao mesmo tempo, mais desafiador. A leitura continua sendo uma das atividades mais poderosas para o desenvolvimento pessoal e profissional, mas tem enfrentado uma nova concorrência: a dos conteúdos rápidos, visuais e de fácil consumo, como vídeos curtos, redes sociais e streaming. Neste contexto, a leitura tem uma importância ainda maior para quem busca profundidade e análise crítica.
A leitura ativa, seja de livros, artigos científicos, ou textos longos e bem estruturados, permite uma compreensão detalhada dos temas e desenvolve habilidades cognitivas essenciais. Diferente de um vídeo ou uma postagem nas redes sociais, a leitura de um texto exige um esforço ativo do leitor para interpretar, refletir e conectar as informações com o que já sabe. Essa prática contínua estimula o cérebro, melhorando o vocabulário, a capacidade de argumentação e a memória.
Além disso, a leitura oferece um momento de introspecção que pode ser terapêutico. Em um mundo onde o ritmo acelerado parece ser a norma, parar para ler pode ser uma forma de desconectar-se das pressões externas e mergulhar em um universo próprio. Estudos mostram que a leitura reduz o estresse, ajudando a diminuir os níveis de cortisol, o hormônio relacionado ao estresse. Em outras palavras, ler pode ser uma forma eficaz de relaxamento.
No ambiente profissional, a leitura é igualmente indispensável. Profissionais que leem com regularidade estão em constante aprendizado, o que os ajuda a manter-se atualizados com as novas tendências de suas áreas e a desenvolver uma visão crítica dos temas que abordam. Além disso, a leitura de artigos, relatórios e livros específicos oferece insights e referências que podem fazer a diferença em discussões, apresentações e tomadas de decisões estratégicas. Não é à toa que líderes de renome, como Bill Gates e Warren Buffet, atribuem grande parte de seu sucesso ao hábito constante de leitura.
A leitura na era digital, porém, não é desprovida de desafios. Com a infinidade de conteúdos disponíveis na internet, a capacidade de concentração tem sido afetada. Muitos leitores relatam dificuldade em manter a atenção em um único texto, devido ao hábito de navegar por diversas fontes de informação ao mesmo tempo. Esse fenômeno, conhecido como “leitura fragmentada”, prejudica a compreensão total e aprofundada de um texto, tornando o consumo de informação mais superficial.
Para enfrentar essa questão, algumas estratégias podem ser adotadas. Uma delas é o “deep reading” ou “leitura profunda”, que consiste em ler sem distrações e dedicar um tempo específico para mergulhar no conteúdo. Outra técnica útil é anotar os principais pontos e reflexões ao longo do texto, ajudando a fixar as informações. Ao valorizar a leitura profunda, é possível aproveitar ao máximo o que um texto tem a oferecer.
Concluindo, a leitura permanece uma atividade fundamental, mesmo em um mundo digitalizado. Ela continua sendo uma ferramenta insubstituível para o aprendizado, o desenvolvimento pessoal e o bem-estar emocional. Portanto, cultivar o hábito de ler é uma forma de garantir que estaremos mais preparados para os desafios de uma sociedade em constante transformação. Afinal, o conhecimento é um dos poucos ativos que ninguém pode tirar de nós.

RAMOS, Ricardo. A importância da leitura na era digital. Carta de Notícias, [S.l.], 2024. Disponível em: https://cartadenoticias.com.br/2024/opiniao/ricardo-ramos/aimportancia-da-leitura-na-era-digital/. Acesso em: 12 maio 2025.

No que se refere às relações de coesão e aos efeitos de sentido produzidos pela articulação entre orações e períodos no texto, assinale a alternativa INCORRETA.

A No trecho “Com o avanço das tecnologias, o acesso ao conhecimento tornou-se mais democrático e, ao mesmo tempo, mais desafiador.”, há uma relação de adição entre duas ideias.
B No trecho “Essa prática contínua estimula o cérebro, melhorando o vocabulário, a capacidade de argumentação e a memória.”, o gerúndio expressa uma ação resultante do estímulo promovido pela leitura ativa, indicando efeitos positivos dessa prática.
C O termo “além disso”, presente em “Além disso, a leitura oferece um momento de introspecção [...]”, introduz uma ideia que se soma aos argumentos anteriores.
D No trecho “Em outras palavras, ler pode ser uma forma eficaz de relaxamento.”, a expressão “Em outras palavras” introduz uma reformulação explicativa da ideia anterior, tornando-a mais clara e acessível ao leitor.
E O termo “concluindo”, presente no início do último parágrafo, tem valor temporal, indicando simultaneidade entre a leitura e os desafios enfrentados pela sociedade digital.
Órgão: Universidade Estadual do Norte Fluminense Darcy Ribeiro Cargo: Técnico em Nível Superior - Área: Biblioteca Prova: Instituto AOCP - UENF - Técnico em Nível Superior - Área: Biblioteca - 2025
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Nestes 500 anos de história, quais são as figuras que personificam o nosso país, que sintetizam, por suas qualidades e seus defeitos, suas grandezas e suas misérias, a trajetória do Brasil? Nomes não nos faltam: Tiradentes, o Aleijadinho, Pelé, Chiquinha Gonzaga, Lampião, Antônio Conselheiro, Oswaldo Cruz, Villa Lobos, Gilberto Freyre, Monteiro Lobato, Getúlio Vargas, Henfil... A vida de cada um deles contém, em miniatura, aqueles traços que, no dizer do antropólogo Roberto da Matta, fazem do Brasil o Brasil: o talento, a astúcia, a violência, a ternura, o humor, a imaginação, a vocação trágica. Mas eu, particularmente, quando penso em Brasil, penso numa outra pessoa. Uma mulher de quem nem sei o nome e que vi uma única vez.
Eu era responsável pelo posto de saúde da prefeitura na Lomba do Pinheiro numa época em que aquela era uma região isolada da cidade, de difícil acesso. Uma tarde, eu já estava saindo, quando de repente me surge essa mulher, moça ainda, mas de face devastada pela miséria, pelo sofrimento. Trazia nos braços o filho, para consultar. E, para trazer este filho, ela tinha caminhado doze quilômetros. Doze quilômetros com uma criança nos braços.
O que faz do Brasil o Brasil? Pernas como as daquela mulher, pernas que caminham incansáveis. Braços como os daquela mulher, que seguram, sem se fatigar, um filho, dois filhos, muitos filhos. O que faz do Brasil o Brasil é a coragem, a determinação, a resignação. Cada vez que alguém (em geral uma pessoa de classe média, a quem nada falta) me diz que o Brasil não tem jeito, que o Brasil é uma esculhambação, eu penso naquela mulher. E penso nela com profundo respeito. O que ela carrega nos braços é, ao fim e ao cabo, o Brasil. E vem fazendo isso há 500 anos.
Moacyr Scliar. A imagem viva do Brasil. In: Zero Hora, 16 de abril de 2000. Internet: (com adaptações).

A respeito das relações coesivas estabelecidas no texto 1A1, assinale a opção correta.

A No segundo parágrafo, a expressão "ela" (penúltimo período) se refere a "uma criança" (último período).
B No terceiro parágrafo, a expressão “uma pessoa" (quinto período) retoma “mulher” (terceiro período).
C No terceiro parágrafo, a forma pronominal “isso” (último período) retoma a sequência “a coragem, a determinação, a resignação" (quarto período).
D A forma pronominal "suas", nas duas ocorrências em “suas grandezas e suas misérias" (primeiro período do primeiro parágrafo), refere-se a "figuras".
E No primeiro parágrafo, a expressão “outra pessoa” (penúltimo período) retoma “Roberto da Matta" (terceiro período).
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Atenção : Para responder às questões de números 6 a 8, baseie-se no texto abaixo.
Virando esquinas
Como não há linha reta continua na vida, virar esquinas é obrigatório. A cada momento, uma decisão a tomar: para este lado ou para o outro? E numa encruzilhada de múltiplas vias tudo se complica ainda mais: virar pra onde?
Uma vez tomada a decisão, logo surge outra esquina, à necessidade de uma nova decisão. E assim vamos costurando nosso caminho, de esquina em esquina, por vezes escolhendo, outras vezes sendo tocados pela rajada de um vento súbito, ou por empurrão de gente, ou um grito de urgência, um imprevisto maroto, um tropeção na pedra.
Mas sabe O que faz falta, mesmo, nessa trajetória de tantos cotovelos e torções? É poder voltar pelo caminho e escolher esquinas descartadas. Dar-se uma nova chance. Revisar escolhas feitas.
Ah, refazer o roteiro já cumprido, nem que fosse apenas para saber o que poderia haver nas direções não tomadas. Mas quem determinou nossos roteiros implacáveis parece querer nos consolar, quando abre espaço nas ruas dos nossos sonhos mais imaginosos. Nesses sonhos, revisitamos cada esquina virada pra saber o que havia na contramão dela, estamos prontos para uma nova aventura, e aí acordamos, dando fim ao consolo .
(Tércio de Mendonça, a editar)

Atente para estas três orações:
O autor se vale de linguagem figurada.
O centro de sua linguagem figurada são as “esquinas da vida”.
As esquinas da vida são nossas escolhas compulsórias.
Essas orações integram-se com clareza, correção e coerência no seguinte período.

A Em linguagem figurada, o autor se vale das “esquinas da vida” para aludir às nossas escolhas sem volta.
B Para centralizar sua linguagem figurada, o autor se valeu compulsoriamente de “esquinas da vida”.
C “Esquinas da vida” é o centro da linguagem que o autor se vale para demonstrar sua compulsão pelas figuras.
D As “esquinas da vida” do autor constituem o centro de uma escolha compulsória da linguagem figurada.
E Nossas escolhas se centralizam, compulsoriamente, nas “esquinas da vida” figuradas pelo autor.
Órgão: Companhia de Gás da Bahia Cargo: Analista de Processos Organizacionais - Área: Administração Prova: FCC - BAHIAGÁS - Analista de Processos Organizacionais - Área: Administração - 2024
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Atenção : Para responder às questões de números 7 a 10, baseie-se no texto abaixo.

[Em defesa da vida]

Durante uma recepção em Nova York, conversava com alguns executivos da área financeira, quando mais um convidado se agregou ao grupo, anunciando que seu dia fora glorioso. O recém-chegado era advogado e passara a tarde trabalhando na aquisição do grupo financeiro "X": uma compra de USS 12.5 bilhões. Ele acrescentou, com orgulho, que muito cedo só sobrarão no mundo quatro ou, no máximo, cinco bancos globais.
Desrespeitei as convenções do bom convívio social e interrompi o relato entusiasmado do jovem advogado, para declarar que acho essas fusões péssimas. A ideia de que sobrem só poucos enormes bancos globais me apavora e me indigna.
Expliquei: eu não voto em bancos, não escolho políticas financeiras nem gerentes administrativos. Meu controle (bem limitado) sobre o mundo passa pelas eleições e pelo pequeno alcance de atividades políticas locais. Ora - acrescentei-, quando as forças que movem as finanças mundiais são colossos mais poderosos do que os governos nacionais, o exercício democrático fica comprometido. Que diferença faria meu voto num mundo onde quatro bancos decidem quando, como e aonde vai o capital? Com minha cédula na mão ou tomando a palavra numa associação de pais e mestres, vou ser feito de palhaço enquanto, em algum escritório de Zurique ou de Nova York, homens em quem nenhum povo votou decidem se e como a nossa comunidade receberá crédito, investimentos etc.
Se você perguntar para alguém: - o que é mais importante que tudo? -, a resposta provavelmente será: a vida. Nada mais justo, pois, que tenhamos algum controle sobre ela.

(Adaptado de: CALLIGARIS, Contardo. Terra de ninguém. São Paulo: Publifolha, 2004, p. 97-98)

Atente para as seguintes orações:

I. Os grandes bancos estão fundindo-se.
II. A fusão de grandes bancos desagrada o autor.
III. A fusão de grandes bancos compromete a democracia.

Essas orações integram-se de modo correto e coerente neste período único:

A O autor se desagrada com o comprometimento da democracia, enquanto os bancos se fundem.
B Desagrada o autor a fusão de grandes bancos, uma vez que ela compromete a democracia.
C A fusão de grandes bancos, de cuja o autor se desagrada, ainda assim compromete a democracia.
D Se os grandes bancos estão fundindo-se, isso desagrada o autor, porque se compromete com a democracia.
E Ainda que se fundam os grandes bancos, comprometem a democracia e desagradam o autor.
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Atenção : Para responder às questões de números 1 a 6, baseie-se no texto abaixo.

História de uma praça

Numa crônica antiga, intitulada “A rotina e a quimera”, Carlos Drummond de Andrade considerava o fato de que grandes escritores brasileiros, a começar por Machado de Assis, eram também funcionários públicos. Na lista numerosa, Drummond não incluiu a 5 mesmo, funcionário que foi de mais de um órgão público. A “rotina” do funcionário, outrora cercado de blocos de papéis, lápis e canetas, muitas vezes levava-o à “quimera”, ao universo da ficção e à imaginação criativa.
Mas hã também funcionários cuja quimera é, na verdade, a pesquisa histórica. Valem-se de seu talento e de sua disposição para investigar a origem de nomes, de lugares, de fatos primordiais. Foi o que aconteceu, por exemplo, com Eliézer Rodrigues, veterano assessor de imprensa da Justiça do Trabalho do Ceará. Dedicou-se a pesquisar dados e a escrever um livro — “Praça José de Alencar - Tempos e viventes”. Já de si, o título indica o âmbito do livro.
O jornalista escritor resgata os primórdios dessa praça de Fortaleza, quando ainda se chamava Praça do Patrocinio, e aborda os principais acontecimentos que envolveram as edificações e pessoas que já habitaram seu entorno. O prédio da Fênix Caixeiral, a Igreja do Patrocinio, a Escola de Comércio, o Centro Médico, o Instituto de Patrimônio Histórico, o Lord Hotel, o INSS, a Associação Cearense de Imprensa e a 1ª Junta de Conciliação e Julgamento de Fortaleza são algumas das instituições retratadas na obra.
É importante haver cronistas desse porte para que a história de um lugar e de seus personagens se mantenha viva. Políticos, militares, empresários, intelectuais, artistas, músicos, juristas, celebridades, médicos, comerciantes e cidadãos comuns são alguns dos personagens reais que envolvem as tramas retratadas. Até mesmo uma cigana e um fantasma protagonizam causos curiosos.
Vê-se que a “quimera” desse escritor cearense está ancorada em impressões, fatos e pessoas que ele não quis deixar esquecer É mais que um momento da rotina: é um momento da memória pessoal e social dedicado ao lugar de afeto e de interesse público, a que dá a força de uma permanência temporal.

(SÁ, Herculano Perez de. Com apoio na página eletrônica https://www.trt7.jus.br. Adaptado)

Atente para estas duas afirmações:

I. A rotina e a quimera podem ser complementares.
II. Alguns funcionários alternam a rotina e a quimera.

Essas afirmações integram-se com clareza, correção e coerência neste período único:

A Sendo alternadas, não se excluem completamente a rotina e a quimera dos funcionários.
B Alguns funcionários, diante de tal alternativa, tornam complementares a rotina e a quimera.
C Podendo ser complementares, a rotina e a quimera se alternam para alguns funcionários.
D Conquanto alternadas, alguns funcionários complementam-se com a rotina e a quimera.
E O uso de alguns funcionários da rotina e da quimera mostra que bem podem suprir-se.
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Atenção : Para responder às questões de números 7 a 12, baseie-se no texto abaixo.

De Rubem Braga para Vinicius de Moraes

Gosto muito da crônica que Rubem Braga publicou depois que seu amigo Vinicius de Moraes se foi. Em forma de carta, o cronista dá ao poeta notícias atualizadas sobre o Rio, as moças do Rio, a vida, a natureza em for, a chegada da primavera, as promessas no ar... E para arrematar sua despedida, diz:
— Vou ficando por aqui mais um pouco...
Esse “vou ficando” resume a contingência de todos nós, esse estado provisório que gostamos de tratar como se etemo fosse. Esse “vou ficando” soa como desculpa por ainda estar vivo O cronista melancólico diante da ausência de um ardoroso posta amigo, que tanto soube amar à vida.
Quem conheceu o velho Braga admitirá que o tempo dele foi sempre marcado por uma nostalgia profunda, dessas que existem garantindo que não tem cura. Esse “vou ficando” soa, assim, como uma espécie de resignação final de quem não alcançou o teto das expectativas e aguarda agora os protocolos do tempo implacável.
Admiro muito essas frases sintéticas, supostamente simples, mas de muitas camadas, ressonâncias e projeções A gente se abeira delas e elas vão minando água fresca, para saciar nossa sede de consolos. Agora mesmo tive vontade de dizer a todos os parentes e amigos que já partiram:
— Vou ficando mais um pouco...
Como nada mais tenho que possa lhes oferecer, fico recitando essa frase, com esse gerúndio expressivo, essa indiscrição de um vivo, essa penitência de quem fica à espera da curva depois da qual não se pode mais ficar nem um pouquinho.
(Almeida Tibinçã, a editar)

Considere as seguintes orações:

I. Aprecio muito o gênero da crônica.
II. Rubem Braga se destacou no gênero crônica.
III. É incontestável o talento de Rubem Braga.

As ideias presentes nas três orações articulam-se com coerência, correção e clareza, neste período:

A Destacou-se no gênero da crônica, pelo talento apreciável de Rubem Braga, aliás incontestável.
B É incontestável o talento de Rubem Braga, destacado nas crônicas pelas quais tenho grande apreço.
C No gênero da crônica, ao qual aprecio muito, foi onde se destacou o talento do incontestável Rubem Braga.
D O talento de Rubem Braga, manifestou-se no gênero da crônica, por cujo tenho muita admiração.
E É incontestável o talento de Rubem Braga, no gênero da crônica, do qual rendo meu apreço.
Órgão: Tribunal Regional do Trabalho da 20ª Região Cargo: Técnico Judiciário - Área: Agente da Polícia Judicial Prova: FCC - TRT 20 - Técnico Judiciário - Área: Agente da Polícia Judicial - 2024
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Em noite de chuva, o Coldplay deu início à maratona de 11 shows que fará no Brasil com uma apresentação exuberante em São Paulo nesta sexta-feira. A banda preencheu o estádio do Morumbi não só de música, mas também com feixes de luz, cores, fogos de artifício e muita gritaria.
A turnê "Music of the Spheres Tour", que celebra o último disco da banda, resgata também seus maiores hits e músicas favoritas dos fãs. Após cerca de 15 minutos de atraso, os músicos subiram ao palco com "Higher Power" e a plateia assistiu sob uma chuva de fitas coloridas e bolas gigantes. É uma introdução apoteótica.
A grande surpresa do show foi a presença de Seu Jorge no palco com o Coldplay. O brasileiro cantou sozinho o clássico do samba "Amiga da Minha Mulher" enquanto Chris Martin e os outros integrantes tocavam os instrumentos.
(Folha de S. Paulo, 10.03.2023. Adaptado)

Em conformidade com a norma-padrão de pontuação e com os aspectos de coesão, um título adequado ao texto é:

A Em show que abre maratona no Brasil debaixo de chuva, Coldplay recebe, Seu Jorge.
B Debaixo de chuva, Coldplay recebe Seu Jorge em show que abre maratona no Brasil.
C Coldplay, recebe Seu Jorge em show debaixo de chuva, que abre maratona no Brasil.
D No Brasil debaixo de chuva, Coldplay, que abre maratona recebe em show, Seu Jorge.
E Debaixo de chuva, Seu Jorge em show no Brasil, que abre maratona, recebe Coldplay.

Observe a seguinte frase: "Se você vai viajar para a Itália, não esqueça de visitar o Coliseu"; para que essa frase tenha sentido, sua coerência está ligada ao seguinte fator:

A conhecimento do vocabulário empregado;
B conhecimento partilhado entre emissor e receptor;
C inferências possíveis da frase;
D intertextualidade com outro texto famoso;
E ausência de polissemia ou ambiguidade.

Em todas as frases abaixo há termos que estabelecem relações de coesão com termos anteriores; a frase que estabelece essa coesão com um termo que pertence a uma classe gramatical diferente das demais, é:

A O deputado e o senador viajaram juntos, mas os dois voltaram após três dias;
B Adquiriu vários livros; o primeiro, um romance policial;
C O ônibus aproximou-se, mas o veículo não parou;
D Fiz cinco redações, mas meu primo fez o dobro;
E Trouxe vinte bananas e minha filha comeu um terço.