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Francis Bacon, filósofo inglês do século XVI, diz-se arauto da ciência experimental em busca de um novo método. Esse caminho é dificultado pelos ídolos, os enganos que enredam a busca pelo conhecimento verdadeiro: as opiniões preconcebidas (ídolos da caverna), a perspectiva antropocêntrica sobre a natureza (ídolos da tribo), a força das opiniões compartilhadas (ídolos do mercado) e das tradições sedimentadas (ídolos do teatro). Os ídolos, embora aninhados na mente dos homens, só revelam sua ação se observados na trama social, ou seja, no interior das culturas. A teoria dos ídolos é hoje considerada pela sociologia do conhecimento o vestíbulo das ideologias. Desse modo, pode-se concluir que

A o combate aos ídolos pode dificultar a busca pelo conhecimento experimental confiável.
B a perspectiva antropocêntrica é um ídolo que não pode ser combatido, pois é intrínseca à constituição da mente humana.
C a tradição é um ídolo encontrado em todas as culturas, por isso não é obstáculo ao conhecimento.
D a busca pelo conhecimento orientada pelo método visa corrigir os enganos e desvios provocados por ideários enquanto atribuições de sentido preexistentes à investigação.
E o termo “ídolo” é inadequado para expressar o caráter tácito das opiniões preconcebidas que visa denunciar.

[...] surge daí uma questão: é melhor ser amado que temido ou o inverso? A resposta é que seria de desejar ser ambas as coisas, mas, como é difícil combiná-las, é muito mais seguro ser temido do que amado, quando se tem de desistir de uma das duas. (Maquiavel. O Príncipe . São Paulo: Martins Fontes, 2001) Valendo-se disso, é correto afirmar que

A no íntimo de cada um há uma propensão para oprimir.
B não é possível a alguém querer ser amado e querer ser temido.
C o amor deve sempre prevalecer diante de nossos maiores temores.
D amor e temor são considerados como dois lados da mesma moeda.
E alguém que é temido, nunca será alguém que é amado.

Como adquirimos conhecimento? Na filosofia, uma resposta possível está na tese do inatismo. É correto dizer que, para a tese inatista,

A nossas ideias inatas são verdades individuais e particulares.
B existem verdades atemporais aquém da experiência empírica.
C somos como uma cera sem forma e sem nada impresso nela.
D são adquiridas mediante a recordação dos acontecimentos que se passaram em vida.
E as ideias inatas são correspondências com a experiência empírica.

Descartes em suas Meditações Metafísicas (São Paulo: Martins Fontes, 2005) estabelece: Assim, para rejeitar todas as minhas opiniões, bastará encontrar em cada uma delas pelo menos algum motivo de dúvida . Com base nisso, considere as afirmações abaixo sobre o ceticismo de Descartes:

I. Como há alguma razão para duvidar de suas opiniões, Descartes opta pela suspensão de juízo à maneira do ceticismo antigo.

II. Descartes pretende encontrar uma opinião irrefutável, primeira verdade a resistir à dúvida hiperbólica.

III. Não há opinião que escape à dúvida hiperbólica cartesiana. Está correto o que se afirma APENAS em

A I.
B II e III.
C III.
D II.
E I e II.

“Por trás dos teus pensamentos e sentimentos, irmão, há um poderoso soberano, um sábio desconhecido – ele se chama Simesmo”. NIETZSCHE, F. Assim falou Zaratustra. São Paulo: Companhia das Letras, 2011, p. 35. Este “Si-mesmo”, também chamado de “grande razão”, é, segundo Nietzsche,

A o espírito.
B o corpo.
C a natureza.
D a subjetividade.
E o inconsciente.

O homem, após ter uma variedade de experiências, compara e estabelece relações entre os dados apreendidos. Desta forma, reconhece regularidades na natureza das coisas particulares e pode formular leis superiores por meio da generalização. Este trecho descreve o método

A dubitativo.
B indutivo.
C dialético.
D crítico.
E dedutivo.
Texto associado
Por ventura não é absolutamente forçoso que concordemos que em cada um de nós estão presentes as mesmas partes e caracteres que na cidade? (...) é difícil saber se executamos cada ação por efeito do mesmo elemento, ou cada ação por meio de seu elemento, visto que são três. Compreendemos, graças a um; irritamo-nos, por outro dos que temos em nós; desejamos, por um terceiro, o que toca aos prazeres da alimentação, da geração e quantos há gêmeos desses; ou então praticamos cada uma dessas ações com a alma inteira. Isto é que será difícil de determinar convenientemente. Platão. A República

Considerando o fragmento de texto apresentado, julgue o item a seguir. Assim como há uma tripartição nas cidades, também as almas são tripartites, constituídas de uma parte racional, uma parte apetitiva e uma parte impetuosa.

A Certo
B Errado
Texto associado
O objeto da ideia que constitui a mente humana é o corpo, ou seja, um modo determinado da extensão, existente em ato, e não outra coisa. Espinosa. Ética .

Considerando o fragmento anterior, de Espinosa, julgue o item subsecutivo. Espinosa afirma em sua ética que a mente é uma entidade substancial.

A Certo
B Errado