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Texto associado
TEXTO IV
No início dos anos 80, a humanidade teve que se adequar às novas posturas em nome de um mercado globalizado. Agora, acomoda-se aos critérios do mundo digitalizado para não se excluir da dança orquestrada pelos artífices da vida virtual. São regras e comportamentos assentados sem plebiscitos ou referendos. [...]

Deste modo, as pessoas adentram no universo da informática, em cujo seguimento, de forma instigadora, vende-se a ideia de facilitação, de encurtamento de distâncias, e de inclusão social […]. No caminho desses trilhos virtuais se estabelecem dependências, e as pessoas, apesar dos inúmeros amigos em suas redes sociais, estão sozinhas ao final de cada acesso e bate-papos. Essas certificam pesarosas, enfim, que as telas de computadores ou de celulares não lhes proporcionam aquilo que apenas outro humano poderia ceder-lhes, a exemplo do calor e afeição.

No modus vivendi da pressa e do estresse, enquanto marco da nova era, abre-se o leque para temáticas que vão desde os meandros da informática até a implantação de chips em humanos, sem embargo das nuvens que acondicionam informações digitais. O diálogo, agora, se esvazia na perspectiva de humanos. Há um monólogo estabelecido com robôs ou inteligências artificiais, que vicejam superar homens, antes de servi-los, apesar da evidente colisão com o princípio da automação que recomenda que a máquina jamais supere humanos. Constata-se, todavia, que o contrário dessa premissa vai se assentando, na medida em que pais de família, superados por computadores, estão expostos na vala do desemprego. Nesse sentido, atesta-se a estruturação de uma sociedade de excluídos numa época que tanto se propugna por ações inclusivas. […]

FILHO, Zilmar Wolney Aires. Fragmentos. Disponível em: . Acesso em: 18 jun. 2019.

Assinale a alternativa que analisa corretamente o uso do verbo em destaque na frase “Deste modo, as pessoas adentram no universo da informática, em cujo seguimento, de forma instigadora, vende -se a ideia de facilitação, de encurtamento de distâncias, e de inclusão social […]”.

A O verbo deveria estar no plural para concordar com o sujeito composto “de facilitação, de encurtamento de distâncias, e de inclusão social”.
B O verbo está no singular para concordar com o núcleo do sujeito no singular “ideia”.
C O verbo está no singular para concordar com o sujeito “universo da informática”.
D O verbo está no singular para indicar a ocorrência de sujeito indeterminado.
E O verbo está no singular para concordar com o núcleo do sujeito no singular “seguimento”
Texto associado
Você é o que você se diz: a ciência do diálogo interno
PILAR JERICÓ

Se você quiser variar a percepção que tem sobre você, precisa alterar seu diálogo interior. A forma como você conversa consigo mesmo condiciona sua capacidade de enfrentar as dificuldades e determina a tomada de decisões.

A autoafirmação, ou pensar coisas positivas sobre nós mesmos, é uma ferramenta muito útil para reforçar a autoestima. Entretanto, não vale qualquer comentário. Já ficou comprovado que frases como “aguento tudo” ou “sou uma pessoa superagradável” não ajudam muito. Quem as expressa não está realmente convencido disso, então essas expressões podem ter efeito contrário.

A ciência do diálogo interior nos dá pistas sobre as técnicas que tornam nossas autoafirmações eficazes: devemos imaginar futuras situações agradáveis e nos tratar na segunda pessoa.

Adaptado de: .Acesso em: 25 jun. 2019. A questão se refere ao texto II.

Assinale a alternativa INCORRETA em relação à concordância verbal.

A Pistas são nos dadas pela ciência do diálogo interior.
B A ciência do diálogo interior dá-nos pistas.
C A nós a ciência do diálogo interior dá pistas.
D A ciência do diálogo interior dá pistas para nós.
E Dá-se pistas para nós pela ciência do diálogo interior.

O verbo flexionado no plural que poderia também ser flexionado no singular, sem prejuízo da correção e sem que nenhuma outra alteração seja feita na frase, encontra-se em:

A O software “corrige” imperfeições sem considerar se pertencem à expressão e emoção do artista.
B O programa faz com a voz o que outros já vêm fazendo com a figura humana.
C Os desafinados são valorizados no que têm de mais precioso: sua falível condição humana.
D A maior parte das pessoas passam horas no computador quando a vida parece desinteressante.
E Hoje em dia existem softwares de afinação para aperfeiçoar a voz de um cantor desafinado.

As normas de concordância foram plenamente respeitadas na seguinte frase:

A Couberam às pesquisas realizadas na década de 1970 indagar se haveria um gene responsável por controlar o ritmo circadiano.
B Esclareceu-se, em descobertas recentes, os mecanismos biológicos que fazem com que o corpo se adapte às diferentes fases do dia, geradas pelas rotações da Terra.
C Já se aceita, por meio do estudo do ritmo circadiano, aprofundado por diversas pesquisas científicas, noções como a de que o estado de maior alerta para a maioria das pessoas está entre 6h e 12h.
D Pesquisas já demonstraram que o surgimento de diversas doenças, como a depressão, pode estar atrelado a disfunções no sistema que regula o relógio biológico.
E Na década de 1980, os vencedores do prêmio Nobel de 2017 identificaram um gene e uma proteína produzida por ele, à qual chamou de "PER", cujos níveis oscilavam nas 24 horas do dia.

As regras da concordância padrão estão plenamente respeitadas na frase:

A Os africanos livres eram responsáveis pela fabricação de telhas, potes, tijolos, enfim, tudo que eram produzidos na olaria.
B De origem cabinda, Apolinária tinha 24 anos quando chegou ao Brasil, acompanhado de outros africanos livres.
C A autora se interessou pela vida de africanos livres no Brasil, como Apolinária, que chegou a Manaus em 1855.
D O registro escrito da vida de muitos desses trabalhadores se perderam, mas a contribuição deles para a história do Brasil é indelével.
E Ainda que reste muitas zonas de silêncio, já se percebe esforços no sentido de evidenciar a importância dessas pessoas.
Órgão: Defensoria Pública do Estado de Amazonas AM Cargo: Assistente Técnico de Defensoria Prova: FCC - Defensoria Pública do Estado de Amazonas AM - Assistente Técnico de Defensoria - 2018

Encontram-se respeitadas as normas de concordância em:

A Cada um dos que se deparam com os problemas produzidos pelas novas tecnologias acabam desenvolvendo problemas de convivência.
B Caminhar a esmo é visto por muitos intelectuais como um modo de protestar contra a lógica dominante, uma vez que se distancia de fins utilitaristas.
C O excesso de ruídos nas grandes cidades terminam por prejudicar a capacidade de concentração das pessoas.
D Consideram-se o silêncio uma das formas de protesto atuais, uma vez que se projeta contra os hábitos de consumo da sociedade.
E Voltar-se para si e para o silêncio que nos permite contemplar nossas próprias vidas constituem uma necessidade do mundo contemporâneo.

A concordância está em conformidade com a norma-padrão na seguinte frase:

A São comuns que a adaptação de livros para o cinema suscitem reações negativas nos fãs do texto escrito.
B Cabem aos leitores completar, com a imaginação, as lacunas que fazem parte da estrutura significativa do texto literário.
C Aos esforços envolvidos na leitura soma-se a imaginação, a que a linguagem literária apela constantemente.
D Algumas pessoas mantém o hábito de só assistirem à adaptação de uma obra depois de as terem lido, para não ser influenciadas.
E Há livros que dispõe de uma infinidade de adaptações para o cinema, as quais tende a compor seu repertório de leituras.

Com base no texto, um enunciado que se aproxima do vernáculo é:

A Márcio era um pimpão, que divertia a todos com seus chistes e trocadilhos.
B Se arrumou, mas esqueceu de ir na casa do amigo, porque ficou assistindo o filme.
C Eu o amo tanto que meu coração parece que logo, logo vai explodir.
D Ainda que houvesse luar, a noite não a encantava como das outras vezes.
E Não vos digo que sejais santos, pois incorrem diuturnamente em pecados.
Texto associado
Para responder à questão, leia o trecho do livro Casa-grande e senzala, de Gilberto Freyre. Mas a casa-grande patriarcal não foi apenas fortaleza, capela, escola, oficina, santa casa, harém, convento de moças, hospedaria. Desempenhou outra função importante na economia brasileira: foi também banco. Dentro das suas grossas paredes, debaixo dos tijolos ou mosaicos, no chão, enterrava-se dinheiro, guardavam-se joias, ouro, valores. Às vezes guardavam-se joias nas capelas, enfeitando os santos. Daí Nossas Senhoras sobrecarregadas à baiana de teteias, balangandãs, corações, cavalinhos, cachorrinhos e correntes de ouro. Os ladrões, naqueles tempos piedosos, raramente ousavam entrar nas capelas e roubar os santos. É verdade que um roubou o esplendor e outras joias de São Benedito; mas sob o pretexto, ponderável para a época, de que “negro não devia ter luxo”. Com efeito, chegou a proibir-se, nos tempos coloniais, o uso de “ornatos de algum luxo” pelos negros. Por segurança e precaução contra os corsários, contra os excessos demagógicos, contra as tendências comunistas dos indígenas e dos africanos, os grandes proprietários, nos seus zelos exagerados de privativismo, enterraram dentro de casa as joias e o ouro do mesmo modo que os mortos queridos. Os dois fortes motivos das casas-grandes acabarem sempre mal-assombradas com cadeiras de balanço se balançando sozinhas sobre tijolos soltos que de manhã ninguém encontra; com barulho de pratos e copos batendo de noite nos aparadores; com almas de senhores de engenho aparecendo aos parentes ou mesmo estranhos pedindo padres-nossos, ave-marias, gemendo lamentações, indicando lugares com botijas de dinheiro. Às vezes dinheiro dos outros, de que os senhores ilicitamente se haviam apoderado. Dinheiro que compadres, viúvas e até escravos lhes tinham entregue para guardar. Sucedeu muita dessa gente ficar sem os seus valores e acabar na miséria devido à esperteza ou à morte súbita do depositário. Houve senhores sem escrúpulos que, aceitando valores para guardar, fingiram-se depois de estranhos e desentendidos: “Você está maluco? Deu-me lá alguma cousa para guardar?” Muito dinheiro enterrado sumiu-se misteriosamente. Joaquim Nabuco, criado por sua madrinha na casa-grande de Maçangana, morreu sem saber que destino tomara a ourama para ele reunida pela boa senhora; e provavelmente enterrada em algum desvão de parede. […] Em várias casas-grandes da Bahia, de Olinda, de Pernambuco se têm encontrado, em demolições ou escavações, botijas de dinheiro. Na que foi dos Pires d’Ávila ou Pires de Carvalho, na Bahia, achou-se, num recanto de parede, “verdadeira fortuna em moedas de ouro”. Noutras casas-grandes só se têm desencavado do chão ossos de escravos, justiçados pelos senhores e mandados enterrar no quintal, ou dentro de casa, à revelia das autoridades. Conta-se que o visconde de Suaçuna, na sua casa-grande de Pombal, mandou enterrar no jardim mais de um negro supliciado por ordem de sua justiça patriarcal. Não é de admirar. Eram senhores, os das casas-grandes, que mandavam matar os próprios filhos. Um desses patriarcas, Pedro Vieira, já avô, por descobrir que o filho mantinha relações com a mucama de sua predileção, mandou matá-lo pelo irmão mais velho. ( In : Silviano Santiago (coord.). Intérpretes do Brasil , 2000.)

Ao se transpor a frase “Às vezes guardavam-se joias nas capelas, enfeitando os santos.” (1° parágrafo) para a voz passiva analítica, o termo sublinhado assume a seguinte forma:

A seriam guardadas.
B fossem guardadas.
C foram guardadas.
D eram guardadas.
E são guardadas.

Quanto à concordância verbal, assinale a alternativa incorreta.

A Os boias-frias saem bem cedo para o trabalho.
B Tu e ele levareis a proposta ao professor.
C Carlos e tu fotografastes tudo naquele passeio.
D Um bando de andorinhas alegravam a praça.
E Os Lusíadas narram as conquistas portuguesas do século XVI.
Órgão: Secretaria da Administração Penitenciária SP Cargo: Analista Administrativo Prova: MSConcursos - Secretaria da Administração Penitenciária SP - Analista Administrativo - 2018