Texto CB3A1-I
1 ____ O maior desafio do Poder Judiciário no Brasil é
tornar-se cada vez mais acessível às pessoas, até mesmo
a quem não pode arcar com o custo financeiro de um processo.
4 De um modo amplo, o acesso à justiça significa a garantia de
amparo aos direitos do cidadão por meio de uma ordem
jurídica justa e, caso tais direitos sejam violados, a
7 possibilidade de ele buscar a devida reparação. Para tornar
efetivo esse direito fundamental e popularizá-lo, foram feitas
várias mudanças na lei ao longo dos anos. Esse movimento de
10 inclusão é conhecido como ondas renovatórias. Atualmente, já
se fala no surgimento da quarta onda, que está relacionada aos
avanços da tecnologia.
13 ___ Na primeira onda renovatória, buscou-se superar as
barreiras econômicas do acesso à justiça. No Brasil, as medidas
para garantir a assistência judiciária a quem não pode arcar
16 com as custas de um processo ou ser assistido por um
advogado particular foram efetivadas principalmente pela
Lei n.º 1.060, de 1950, e pela criação da Defensoria Pública da
19 União, em 1994, que atende muitos segurados do INSS que
têm de recorrer ao Poder Judiciário para conseguir um benefício.
A segunda onda renovatória enfrentou os desafios de
22 tornar o processo judicial acessível a interesses coletivos, de
grupos indeterminados, e não apenas limitado a ser um
instrumento de demandas individuais. Para assegurar a tutela
25 dos direitos difusos, que dizem respeito à sociedade em geral,
foram criados instrumentos para estimular a democracia
participativa. Os principais avanços ocorreram com a entrada
28 em vigor da Lei da Ação Civil Pública, em 1985, e do Código
de Defesa do Consumidor, em 1990, que, conjuntamente,
formaram o microssistema processual para assegurar os
31 interesses da população.
A terceira onda encorajou uma ampla variedade de
reformas na estrutura e na organização dos tribunais, o que
34 possibilitou a simplificação de procedimentos e,
consequentemente, do processo. Entendeu-se que cada tipo de
conflito tem uma forma adequada de solução: a decisão final
37 para uma controvérsia pode ser tomada por um juiz, árbitro ou
pelas próprias partes, com ou sem o auxílio de terceiros
neutros, como mediadores e conciliadores.
40 ___ Hoje, na quarta onda renovatória, a chamada
revolução digital e suas mudanças rápidas aceleraram a
engrenagem judicial. Esse processo de transição do analógico
43 para o digital não se resume apenas à virtualização dos
tribunais com a chegada do processo eletrônico. As tecnologias
da informação e comunicação oferecem infinitas possibilidades
46 para redesenhar o que se entende por justiça.
As plataformas digitais de solução de conflitos
popularizaram serviços antes tidos como caros e pouco
49 acessíveis. Hoje existe até a oferta de experiências de cortes
online , nas quais as pessoas têm acesso aos tribunais com um
clique, sem sair de casa.
Mariana Faria. O que tecnologia tem a ver com acesso à justiça? 13/6/2018. Internet: (com adaptações).
Com relação aos aspectos linguísticos e aos sentidos do texto CB3A1-I, julgue os itens a seguir.
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A forma verbal “têm” (l.20) concorda com o termo “muitos
Texto associado
Com relação às propriedades linguísticas do texto anterior, julgue
os itens a seguir.
os itens a seguir.
A forma verbal “utiliza” (ℓ.33) concorda com “leitor” (ℓ.32).
Texto associado
No que se refere ao texto e a seus aspectos linguísticos, julgue
os itens de 1 a 10.
os itens de 1 a 10.
Na estrutura sintática do texto, o termo “Nascidos”
(linha 3) está no masculino plural porque concorda com
a ideia de quantidade contida na expressão “patrimônio
histórico das organizações” (linhas 2 e 3).
Está correto o emprego dos elementos sublinhados na seguinte frase:
O verbo em destaque deve sua flexão à correlação com o segmento sublinhado em:
Assinale a alternativa que apresenta a
concordância adequada referente aos
verbos e pronomes possessivos, de
tratamento e adjetivos em documentos
oficiais.
As regras de concordância estão respeitadas na frase:
Texto associado
Atenção : Leia o texto abaixo para responder às questões de 1 a 9.
1. A crônica no Brasil teve alguns autores de grande qualidade literária que também chegaram ao sucesso popular. João do Rio, Rubem Braga e Nelso Rodrigues logo vêm à mente. Depois deles, o grande cronista famoso do país é, claro, Luis Fernando Verissimo. Ele tem grande percepção para o comportamento social e suas mudanças e semelhanças no passar do tempo, revelando mais sobre a atual classe média brasileira em seus textos do que todos os ficcionistas vivos do país, somados. Seu intimismo não é nostálgico, é reflexivo; ele não precisa rir para que se perceba que está contando uma piada; e jamais deixa de dar sua opinião. Sobre suas influências, métodos e assuntos, ele fala na entrevista a seguir.
2. Ivan Lessa diz que a crônica no Brasil tem uma tradição rica porque “somos bons no pinguepongue”. Você concorda? E por que somos bons no pinguepongue? Lessa diz que é porque “gostamos de falar de nós mesmos, contar a vida (íntima) para os outros.. . – Acho que a crônica pegou no Brasil pelo acidente de aparecerem bons cronistas, como o Rubem Braga, que conquistaram o público. Não existem tantos cronistas porque existia uma misteriosa predisposição no público pela crônica, acho que foram os bons cronistas que criaram o mercado.
3. Você, na verdade, talvez seja o menos “confessional” dos cronistas brasileiros. Difícil vê-lo relatar que foi a tal lugar, com tal pessoa, num dia chuvoso etc. e tal. Por quê? – De certa maneira, o cronista é sempre seu assunto. A crônica não é lugar para objetividade, todos escrevem de acordo com seus preconceitos. Ser mais pessoal, mais coloquial, depende do estilo de cada um. Mas a gente está se confessando sempre.
4. Há uma mescla de artigo e crônica nos seus textos, como se você estivesse interessado nas ideias, na reflexão sobre o comportamento humano, e ao mesmo tempo desconfiasse profundamente de generalizações e filosofices. Você é um pensador que “croniqueia” ou um cronista que filosofa? – Prefiro pensar que sou um cronista que às vezes tem teses, mas nunca vai buscá-las muito fundo. O negócio é pensar sobre as coisas, e tentar pensar bem, mas nunca esquecer que nada vai ficar gravado em pedra, ou fazer muita diferença.
5. V ocê diz que o século XX foi o das “boas intenções derrotadas”. Também foi o século de Frank Sinatra, de Pelé... E o século das listas de melhores do século. Você faria uma lista das dez boas intenções vencedoras? – Este foi o século em que as melhores ideias foram derrotadas. Eu só livraria a escada rolante e o controle remoto.
(Adaptado de: PIZA, Daniel. Entrevista com Luís Fernando Verissimo. São Paulo: Contexto, São Paulo, 2004, ed. digital.)
1. A crônica no Brasil teve alguns autores de grande qualidade literária que também chegaram ao sucesso popular. João do Rio, Rubem Braga e Nelso Rodrigues logo vêm à mente. Depois deles, o grande cronista famoso do país é, claro, Luis Fernando Verissimo. Ele tem grande percepção para o comportamento social e suas mudanças e semelhanças no passar do tempo, revelando mais sobre a atual classe média brasileira em seus textos do que todos os ficcionistas vivos do país, somados. Seu intimismo não é nostálgico, é reflexivo; ele não precisa rir para que se perceba que está contando uma piada; e jamais deixa de dar sua opinião. Sobre suas influências, métodos e assuntos, ele fala na entrevista a seguir.
2. Ivan Lessa diz que a crônica no Brasil tem uma tradição rica porque “somos bons no pinguepongue”. Você concorda? E por que somos bons no pinguepongue? Lessa diz que é porque “gostamos de falar de nós mesmos, contar a vida (íntima) para os outros.. . – Acho que a crônica pegou no Brasil pelo acidente de aparecerem bons cronistas, como o Rubem Braga, que conquistaram o público. Não existem tantos cronistas porque existia uma misteriosa predisposição no público pela crônica, acho que foram os bons cronistas que criaram o mercado.
3. Você, na verdade, talvez seja o menos “confessional” dos cronistas brasileiros. Difícil vê-lo relatar que foi a tal lugar, com tal pessoa, num dia chuvoso etc. e tal. Por quê? – De certa maneira, o cronista é sempre seu assunto. A crônica não é lugar para objetividade, todos escrevem de acordo com seus preconceitos. Ser mais pessoal, mais coloquial, depende do estilo de cada um. Mas a gente está se confessando sempre.
4. Há uma mescla de artigo e crônica nos seus textos, como se você estivesse interessado nas ideias, na reflexão sobre o comportamento humano, e ao mesmo tempo desconfiasse profundamente de generalizações e filosofices. Você é um pensador que “croniqueia” ou um cronista que filosofa? – Prefiro pensar que sou um cronista que às vezes tem teses, mas nunca vai buscá-las muito fundo. O negócio é pensar sobre as coisas, e tentar pensar bem, mas nunca esquecer que nada vai ficar gravado em pedra, ou fazer muita diferença.
5. V ocê diz que o século XX foi o das “boas intenções derrotadas”. Também foi o século de Frank Sinatra, de Pelé... E o século das listas de melhores do século. Você faria uma lista das dez boas intenções vencedoras? – Este foi o século em que as melhores ideias foram derrotadas. Eu só livraria a escada rolante e o controle remoto.
(Adaptado de: PIZA, Daniel. Entrevista com Luís Fernando Verissimo. São Paulo: Contexto, São Paulo, 2004, ed. digital.)
As normas de concordância encontram-se respeitadas em:
Texto associado
Leia o texto a seguir e responda às questões
de
8 a 10.
“OS DESAFIOS DA VIDA EM SOCIEDADE”.
Crônica do Major Irlando.
O instinto
gregário naturalmente nos
impulsiona
a viver em grupo. Ninguém há que consiga viver tal
qual um ermitão, um eremita, insulado de tudo e de
todos. Afinal, precisamos uns dos outros! Mas…
como viver em grupo sem conflitos?
A
vida em sociedade impõe condutas que vão
desde o respeito ao próximo, até o cumprimento de
todas as regras e normas que nos são apresentadas,
como forma de fruirmos uma convivência pacífica
e harmoniosa. Desta forma, não cabem atitudes
individualistas, egoísticas, as quais apenas
atendem aos anseios próprios. Assim, a vontade
individual jamais poderá se sobrepujar à coletiva.
Infelizmente, nem todos são dotados desse nível
de entendimento e consciência, e disso resultam
os problemas, as intrigas, os conflitos, enfim.
A grande maioria de nós ainda precisa de
polícia, a fim de fiscalizar as nossas atitudes. A
sós, tendemos a infringir, a violar! Obviamente, não
podemos generalizar, mas o nosso nível evolutivo
ainda não está suficientemente avançado de modo
a possibilitar-nos condutas retas, probas e dignas,
em todos os aspectos.
Como o nosso orbe
está sempre apresentando
uma densidade demográfica exorbitante, pois
atualmente já somamos mais de sete bilhões
de seres humanos, urge a necessidade de uma
mudança de atitude comportamental, de todos nós,
a qual nos levará a uma convivência agradável,
minimizando os inúmeros conflitos sociais.
Sócrates (370 a. C.), o eminente filósofo grego,
já nos convidava à viagem interior, através da
qual analisaríamos não os fatores externos que
permeiam nossas vidas, mas a nossa essência
espiritual, possibilitando o descobrimento das
nossas mazelas morais para as trabalharmos,
num eterno processo de burilamento do nosso
caráter, da nossa personalidade. Diante do Oráculo
de Delfos, o referido filósofo se deparou com
uma frase inquietadora: “Homem, conhece-te a ti
mesmo!” Isso nos levaria a essa autoanálise, ao
autodescobrimento para, a partir daí, buscarmos
seguir o valioso ensinamento de Santo Agostinho:
sermos hoje melhores do que fomos ontem, e
amanhã melhores do que estamos sendo hoje!
Sabemos que
qualquer mudança no campo
social se dá a longo prazo, porque envolve hábitos
e costumes, os quais, via de regra, necessitam
de tempo para serem alterados. Contudo, que
possamos encetar os primeiros passos, buscando
fazer a nossa parte, acreditando que estaremos
semeando não para nós, mas, quiçá, para nossos
descendentes, a fim de contribuirmos para um
mundo melhor.
Texto adaptado. Fonte:
http://macaubasonoff.com.br/os-desafios-davida-
em-sociedade-cronica-do-major-irlando/
de
8 a 10.
“OS DESAFIOS DA VIDA EM SOCIEDADE”.
Crônica do Major Irlando.
O instinto
gregário naturalmente nos
impulsiona
a viver em grupo. Ninguém há que consiga viver tal
qual um ermitão, um eremita, insulado de tudo e de
todos. Afinal, precisamos uns dos outros! Mas…
como viver em grupo sem conflitos?
A
vida em sociedade impõe condutas que vão
desde o respeito ao próximo, até o cumprimento de
todas as regras e normas que nos são apresentadas,
como forma de fruirmos uma convivência pacífica
e harmoniosa. Desta forma, não cabem atitudes
individualistas, egoísticas, as quais apenas
atendem aos anseios próprios. Assim, a vontade
individual jamais poderá se sobrepujar à coletiva.
Infelizmente, nem todos são dotados desse nível
de entendimento e consciência, e disso resultam
os problemas, as intrigas, os conflitos, enfim.
A grande maioria de nós ainda precisa de
polícia, a fim de fiscalizar as nossas atitudes. A
sós, tendemos a infringir, a violar! Obviamente, não
podemos generalizar, mas o nosso nível evolutivo
ainda não está suficientemente avançado de modo
a possibilitar-nos condutas retas, probas e dignas,
em todos os aspectos.
Como o nosso orbe
está sempre apresentando
uma densidade demográfica exorbitante, pois
atualmente já somamos mais de sete bilhões
de seres humanos, urge a necessidade de uma
mudança de atitude comportamental, de todos nós,
a qual nos levará a uma convivência agradável,
minimizando os inúmeros conflitos sociais.
Sócrates (370 a. C.), o eminente filósofo grego,
já nos convidava à viagem interior, através da
qual analisaríamos não os fatores externos que
permeiam nossas vidas, mas a nossa essência
espiritual, possibilitando o descobrimento das
nossas mazelas morais para as trabalharmos,
num eterno processo de burilamento do nosso
caráter, da nossa personalidade. Diante do Oráculo
de Delfos, o referido filósofo se deparou com
uma frase inquietadora: “Homem, conhece-te a ti
mesmo!” Isso nos levaria a essa autoanálise, ao
autodescobrimento para, a partir daí, buscarmos
seguir o valioso ensinamento de Santo Agostinho:
sermos hoje melhores do que fomos ontem, e
amanhã melhores do que estamos sendo hoje!
Sabemos que
qualquer mudança no campo
social se dá a longo prazo, porque envolve hábitos
e costumes, os quais, via de regra, necessitam
de tempo para serem alterados. Contudo, que
possamos encetar os primeiros passos, buscando
fazer a nossa parte, acreditando que estaremos
semeando não para nós, mas, quiçá, para nossos
descendentes, a fim de contribuirmos para um
mundo melhor.
Texto adaptado. Fonte:
http://macaubasonoff.com.br/os-desafios-davida-
em-sociedade-cronica-do-major-irlando/
Em relação ao excerto “Contudo, que
possamos encetar os primeiros passos,
buscando fazer a nossa parte, acreditando
que estaremos semeando não para nós,
mas, quiçá, para nossos descendentes, a fim
de contribuirmos para um mundo melhor.”,
assinale a alternativa correta.
Texto associado
Para responder às questões de 6 a 10 , leia os quadrinhos a seguir.
(multioral.com.br/)
(multioral.com.br/)