O comportamento esperado na escola é bastante marcado por expectativas. Quando pensamos que "matemática é coisa de menino", que "menina é mais caprichosa", enfim, que certas coisas são próprias de meninas e outras de meninos, estamos limitando as aprendizagens e as experiências de vida das crianças e adolescentes.
Por exemplo, quantas grandes jogadoras de futebol podemos ter perdido em nossas escolas a cada ano justamente porque as meninas são desencorajadas a praticar esse esporte, considerado "de menino"? Ou quantas matemáticas e físicas o mundo pode ter perdido cada vez que se acreditou que as alunas, por serem meninas, são naturalmente mais fracas nas disciplinas da área de exatas? Toda vez que uma menina tem menos incentivo para fazer algo considerado "de menino", os estereótipos de gênero funcionam como um freio para todas as possibilidades de aprendizagem que poderiam delinear outro futuro para ela.
Apesar de haver registros sobre equipes femininas de futebol nos anos de 1920, jogar futebol passou a ser proibido às mulheres em um decreto federal de 1941. Ao lado de lutas, saltos, rúgbi, polo e atletismo, a proibição se estendeu até 1979, sob a alegação de que era uma atividade violenta demais para elas.
Atualmente, o Brasil conta com uma das melhores jogadoras de futebol de toda a história. Marta Vieira da Silva recebeu cinco vezes o título de melhor jogadora de futebol feminino do mundo pela Fifa, dois a mais que o mais premiado brasileiro na versão masculina do prêmio. Entretanto, a vantagem de Marta em suas premiações não garantiu visibilidade para os campeonatos femininos nas programações da TV brasileira nem salários iguais àqueles recebidos por seus colegas do futebol masculino. Ações como a proibição do futebol feminino nos anos de 1940 mostram que tais desigualdades devem-se muito mais aos estereótipos de gênero socialmente formulados e reproduzidos do que à falta de habilidade das mulheres no esporte.
Esse exemplo nos lembra o quanto ideias de que há "coisas de homem" ou "coisas de mulher" são muitas vezes produtos de estereótipos e hierarquias sociais. Assim, é sempre preciso celebrar pessoas que desafiam as regras previstas e mostram que o corpo humano, feminino ou masculino, pode desenvolver habilidades as mais variadas, inclusive aquelas não previstas culturalmente.
(Adaptado de: ACCIOLY, Lins, Beatriz et al. Diferentes, não desiguais: a questão de gênero na escola. São Paulo: Reviravolta, 2009, p.19-21)
Banco público de questões
Questões para Concursos
Pesquise questões reais por disciplina, assunto, tópico, banca, órgão, cargo, ano e modalidade.
Questões por banca
29 bancas disponíveis.
Clique para visualizar todas.
Questões por banca
29 bancas disponíveis. Clique para visualizar todas.
Acesse diretamente as bancas disponíveis na QuestLab. As quantidades abaixo consideram as questões ativas do banco.
CEBRASPE
51.363 questões
FGV
25.316 questões
FCC
24.632 questões
AOCP
23.456 questões
IBFC
11.190 questões
VUNESP
10.983 questões
Instituto Quadrix
9.793 questões
FUNDATEC
9.088 questões
IBADE
7.820 questões
CESGRANRIO
6.013 questões
OBJETIVA
4.740 questões
CONSULPLAN
4.174 questões
FEPESE
3.585 questões
IADES
3.439 questões
IESES
2.627 questões
SELECON
2.377 questões
IDECAN
1.907 questões
MS CONCURSOS
1.485 questões
Instituto Legalle
1.281 questões
FAFIPA
1.161 questões
FUMARC
842 questões
ACAFE
551 questões
INSTITUTO AOCP
430 questões
NUCEPE
378 questões
FUNIVERSA
348 questões
FAURGS
203 questões
FIOCRUZ
48 questões
MACKENZIE
48 questões
CETRO
17 questões
23 questões encontradas
Texto associado
Quanto à concordância, está correta a frase que se encontra em:
Texto associado
Música clássica reduz ansiedade de crianças em atendimentos odontológicos
Estudos da medicina apontam que a música clássica tem efeito significativo sobre o sistema cardiovascular e influencia diretamente os batimentos cardíacos e pressão arterial. Ela provoca uma redução nos marcadores neurohormonais de estresse, o que resulta em uma sensação de relaxamento. Uma pesquisa da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), originada da dissertação de mestrado da cirurgiãdentista Marcela de Oliveira Brant (CRO 42733), concluiu que o método é eficaz na diminuição dos níveis de ansiedade de crianças durante o atendimento em consultórios odontológicos.
A pesquisa foi um ensaio clínico realizado nas cidades mineiras de Brumadinho e Confins entre agosto de 2014 e abril de 2015. A seleção das crianças, que deveriam ter de quatro a seis anos para participar do estudo, foi feita nas escolas públicas desses municípios. “Precisávamos de 35 crianças nessa faixa etária e que não tivessem experiência com o dentista”, explica Marcela. Para chegar a esse número, a odontopediatra conta que foram enviadas 313 cartas-convite aos pais dos pequenos. “Eu era a única dentista que selecionava, avaliava e realizava o atendimento”, acrescenta. No final, o estudo contava com 34 crianças que cumpriram todos os procedimentos.
Os critérios para inclusão na pesquisa foram que os pacientes não tivessem experiência odontológica prévia e que apresentassem, no mínimo, dois dentes molares de leite com lesões cariosas em superfície oclusal (ou seja, a parte de cima dos dentes), em que fosse possível utilizar o Tratamento Restaurador Atraumático Modificado (ARTm). A técnica consiste em uma restauração de intervenção mínima, sem o uso de anestesia local. Durante a realização do estudo, as crianças foram divididas em dois grupos, ambos submetidos à ARTm com e sem utilização de música.
Para os atendimentos com música, os pacientes utilizaram fones de ouvidos, acoplados a um iPod que reproduzia a Sinfonia 40 em sol menor, de Wolfgang Amadeus Mozart. “Trata-se de uma canção instrumental lenta e relaxante, já testada em estudos anteriores da medicina. O volume foi ajustado de maneira que as crianças pudessem ouvir a música de forma clara, assim como as minhas instruções”, informa Marcela. Os níveis de ansiedade foram mensurados através da obtenção das medidas de frequência cardíaca e saturação de oxigênio, com o uso de um oxímetro de pulso, colocado no dedo indicador da criança ao início da consulta odontológica.
Ao fim da coleta dos dados, os resultados foram analisados. “Vimos estatisticamente que durante a intervenção com música as crianças apresentaram redução nos níveis de frequência cardíaca quando comparado com a intervenção sem música”, comenta Marcela. Essa estratégia de distração, segundo a odontopediatra, pode se apresentar como uma prática possível de reduzir a ansiedade do paciente na cadeira odontológica. “Ela é uma técnica segura, de simples execução, com baixo custo financeiro e que não apresenta efeitos nocivos.” Outro fator importante é que a música pode auxiliar a dispersar a atenção da criança quanto aos ruídos que existem dentro do consultório, como o “motorzinho” ou o barulho do sugador.
A psicóloga e professora de psicoterapia infantil da Universidade do Extremo Sul Catarinense (Unesc) Karin Martins Gomes esclarece que muitos pacientes já chegam tensos aos consultórios odontológicos e a música serve como distração, desviando o foco de atenção dos pequenos. “A criança vai pensando em outras coisas, o que faz com que a tensão acumulada vá se dissuadindo e o procedimento não seja doloroso e traumático.”
[...] O tema do mestrado de Marcela surgiu do desejo de oferecer melhor atendimento aos pacientes infantis. “Sabemos hoje que 39% a 43% das crianças, de quatro a 12 anos, no Brasil, apresentam sentimentos de ansiedade frente a um tratamento odontológico. Busco com esta pesquisa mostrar como é importante eliminar ou reduzir esse problema”, diz. [...].
Retirado e adaptado de: . Acesso em: 25 mar. 2016.
Estudos da medicina apontam que a música clássica tem efeito significativo sobre o sistema cardiovascular e influencia diretamente os batimentos cardíacos e pressão arterial. Ela provoca uma redução nos marcadores neurohormonais de estresse, o que resulta em uma sensação de relaxamento. Uma pesquisa da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), originada da dissertação de mestrado da cirurgiãdentista Marcela de Oliveira Brant (CRO 42733), concluiu que o método é eficaz na diminuição dos níveis de ansiedade de crianças durante o atendimento em consultórios odontológicos.
A pesquisa foi um ensaio clínico realizado nas cidades mineiras de Brumadinho e Confins entre agosto de 2014 e abril de 2015. A seleção das crianças, que deveriam ter de quatro a seis anos para participar do estudo, foi feita nas escolas públicas desses municípios. “Precisávamos de 35 crianças nessa faixa etária e que não tivessem experiência com o dentista”, explica Marcela. Para chegar a esse número, a odontopediatra conta que foram enviadas 313 cartas-convite aos pais dos pequenos. “Eu era a única dentista que selecionava, avaliava e realizava o atendimento”, acrescenta. No final, o estudo contava com 34 crianças que cumpriram todos os procedimentos.
Os critérios para inclusão na pesquisa foram que os pacientes não tivessem experiência odontológica prévia e que apresentassem, no mínimo, dois dentes molares de leite com lesões cariosas em superfície oclusal (ou seja, a parte de cima dos dentes), em que fosse possível utilizar o Tratamento Restaurador Atraumático Modificado (ARTm). A técnica consiste em uma restauração de intervenção mínima, sem o uso de anestesia local. Durante a realização do estudo, as crianças foram divididas em dois grupos, ambos submetidos à ARTm com e sem utilização de música.
Para os atendimentos com música, os pacientes utilizaram fones de ouvidos, acoplados a um iPod que reproduzia a Sinfonia 40 em sol menor, de Wolfgang Amadeus Mozart. “Trata-se de uma canção instrumental lenta e relaxante, já testada em estudos anteriores da medicina. O volume foi ajustado de maneira que as crianças pudessem ouvir a música de forma clara, assim como as minhas instruções”, informa Marcela. Os níveis de ansiedade foram mensurados através da obtenção das medidas de frequência cardíaca e saturação de oxigênio, com o uso de um oxímetro de pulso, colocado no dedo indicador da criança ao início da consulta odontológica.
Ao fim da coleta dos dados, os resultados foram analisados. “Vimos estatisticamente que durante a intervenção com música as crianças apresentaram redução nos níveis de frequência cardíaca quando comparado com a intervenção sem música”, comenta Marcela. Essa estratégia de distração, segundo a odontopediatra, pode se apresentar como uma prática possível de reduzir a ansiedade do paciente na cadeira odontológica. “Ela é uma técnica segura, de simples execução, com baixo custo financeiro e que não apresenta efeitos nocivos.” Outro fator importante é que a música pode auxiliar a dispersar a atenção da criança quanto aos ruídos que existem dentro do consultório, como o “motorzinho” ou o barulho do sugador.
A psicóloga e professora de psicoterapia infantil da Universidade do Extremo Sul Catarinense (Unesc) Karin Martins Gomes esclarece que muitos pacientes já chegam tensos aos consultórios odontológicos e a música serve como distração, desviando o foco de atenção dos pequenos. “A criança vai pensando em outras coisas, o que faz com que a tensão acumulada vá se dissuadindo e o procedimento não seja doloroso e traumático.”
[...] O tema do mestrado de Marcela surgiu do desejo de oferecer melhor atendimento aos pacientes infantis. “Sabemos hoje que 39% a 43% das crianças, de quatro a 12 anos, no Brasil, apresentam sentimentos de ansiedade frente a um tratamento odontológico. Busco com esta pesquisa mostrar como é importante eliminar ou reduzir esse problema”, diz. [...].
Retirado e adaptado de: . Acesso em: 25 mar. 2016.