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Texto associado
No cerne da concepção de vida pública urbana incorporada na Paris moderna estavam as noções de que o espaço da cidade é
aberto para ser usado e usufruído por qualquer um e de que a sociedade de consumo que ele abriga poderia tornar-se acessível
a todos.

Uma nova redação para a frase acima, em que se mantêm a correção e, em linhas gerais, o sentido original, encontra-se em:

A Existia no âmago do projeto de urbanidade parisiense, as visões de livre fruição das ruas por qualquer indivíduo, garantindo
que o acesso aos bens de consumo assistissem por todos de forma igualitária.
B No centro da concepção de vida pública urbana presente na Paris moderna, estavam as ideias de que o espaço urbano
deveria ser franqueado ao uso e usufruto de qualquer pessoa e de que a sociedade de consumo ali existente poderia se
tornar acessível a todos.
C A ideia de esfera pública na Paris da modernidade fundamentava na premissa de que o território urbano é de livre acesso,
e que a dinâmica do consumo presente nele deve estar ao encalço de todos cidadãos.
D O conceito de vida coletiva nas cidades, que a Paris moderna personificou, traziam o princípio de que o espaço público
pertence ao povo; além disso a acessibilidade à essa cultura de consumo seria um direito universal.
E Residia na essência da Paris moderna, a crença de que qualquer um pode aspirar o uso das áreas comuns e de que a
sociedade de mercado ali estabelecida, visa incluir toda a população sem distinções.
Texto associado
É claro que esse nunca foi exatamente o caso, em Paris ou em qualquer outro lugar. As cidades modernas foram sempre
marcadas por desigualdades sociais e segregação espacial e nunca deixaram de ser apropriadas de formas bastante diferentes
por diversos grupos, dependendo de sua posição social e de seu poder. (2º parágrafo)
Essa ficção, tão radical quanto aquela da cidade aberta, ajudou a destruir a ordem social estamental que a precedeu. (3º parágrafo)

Os termos sublinhados referem-se, respectivamente, a

A desigualdades sociais - segregação - ficção
B cidades modernas - grupos - ficção
C desigualdades sociais - grupos - ficção
D cidades modernas - segregação - ordem social
E cidades modernas - grupos - ordem social
Texto associado
Essa ficção, tão radical quanto aquela da cidade aberta, ajudou a destruir a ordem social estamental que a precedeu. No entanto,
foi só depois de muitas lutas que as definições de quem poderia ser considerado "livre e igual" foram pouco a pouco expandidas.
(3º parágrafo)

O termo sublinhado no trecho acima indica a

A relativização de uma afirmativa anterior.
B oposição entre duas premissas.
C conclusão de um determinado processo.
D negação absoluta de um argumento anterior.
E adição de dois pontos de vista sobre um mesmo objeto.
Texto associado
As ruas abertas à livre circulação de pessoas e veículos representam uma das imagens mais vivas da cidade moderna. Apesar
de as cidades ocidentais incorporarem várias e até contraditórias versões da modernidade, há um grande consenso a respeito de quais
são os elementos básicos da experiência moderna de vida pública urbana: a primazia e a abertura de ruas; a circulação livre; os
encontros impessoais e anônimos de pedestres; o uso público e espontâneo das ruas e praças; e a presença de pessoas de diferentes
grupos sociais passeando e observando os outros que passam, olhando vitrines, fazendo compras, sentando nos cafés, participando
de manifestações políticas, apropriando as ruas para seus festivais e comemorações, ou usando os espaços especialmente designados
para o lazer das massas. Esses elementos são associados à vida moderna em cidades capitalistas pelo menos desde a reforma de
Paris promovida pelo barão de Haussmann na segunda metade do século XIX.
No cerne da concepção de vida pública urbana incorporada na Paris moderna estavam as noções de que o espaço da cidade é
aberto para ser usado e usufruído por qualquer um e de que a sociedade de consumo que ele abriga poderia tornar-se acessível a todos.
É claro que esse nunca foi exatamente o caso, em Paris ou em qualquer outro lugar. As cidades modernas foram sempre marcadas por
desigualdades sociais e segregação espacial e nunca deixaram de ser apropriadas de formas bastante diferentes por diversos grupos,
dependendo de sua posição social e de seu poder. No entanto, a despeito das persistentes desigualdades e injustiças sociais, as cidades
ocidentais modernas sempre mantiveram vários sinais de abertura, sobretudo no que diz respeito à circulação e ao consumo. Esses sinais
contribuíram para manter o valor positivo associado à ideia de um espaço público aberto, acessível a todos e a qualquer um.
As cidades modernas têm servido de cenário para todo tipo de manifestação política. Na verdade, a promessa de incorporação à
sociedade moderna incluía não só a cidade e o consumo, mas também a ordem política. As imagens da cidade moderna são análogas
àquelas da ordem liberal-democrática, consolidada a partir da ficção do contrato social entre pessoas livres e iguais e que moldou a esfera
política moderna. Essa ficção, tão radical quanto aquela da cidade aberta, ajudou a destruir a ordem social estamental que a precedeu.
No entanto, foi só depois de muitas lutas que as definições de quem poderia ser considerado "livre e igual" foram pouco a pouco expandidas.
Tanto a cidade aberta e sem exclusões quanto a ordem política incorporando todos os cidadãos como iguais nunca existiram, mas seus
ideais fundadores e suas promessas de incorporação mantiveram seu poder por pelo menos dois séculos, dando forma a experiências de
cidadania e de vida urbana e legitimando as ações de vários grupos excluídos em suas reivindicações por incorporação.
(Adaptado de: CALDEIRA, Teresa Pires do Rio. Cidade de muros: crime, segregação e cidadania em São Paulo. São Paulo: Editora 34;
Edusp, 2011, pp 302 a 305)

As atribuições da ordem liberal-democrática, presentes no último parágrafo, correspondem a

A um sistema político centrado exclusivamente no desenvolvimento econômico, sem qualquer conexão com os direitos civis.
B um sistema político baseado na hierarquia estamental, no qual os direitos são definidos pela posição social de cada indivíduo.
C um modelo que restringe o acesso à cidade e à organização social apenas a determinados grupos econômicos e políticos.
D uma organização política fundamentada no contrato social entre indivíduos livres e iguais, associada ao ideal de participação
plena na vida pública.
E uma estrutura social que valoriza relações pessoais restritivas. A participação na esfera pública não deve estabelecer uma
correlação de forças entre igualdade e cidadania.
Texto associado
As ruas abertas à livre circulação de pessoas e veículos representam uma das imagens mais vivas da cidade moderna. Apesar
de as cidades ocidentais incorporarem várias e até contraditórias versões da modernidade, há um grande consenso a respeito de quais
são os elementos básicos da experiência moderna de vida pública urbana: a primazia e a abertura de ruas; a circulação livre; os
encontros impessoais e anônimos de pedestres; o uso público e espontâneo das ruas e praças; e a presença de pessoas de diferentes
grupos sociais passeando e observando os outros que passam, olhando vitrines, fazendo compras, sentando nos cafés, participando
de manifestações políticas, apropriando as ruas para seus festivais e comemorações, ou usando os espaços especialmente designados
para o lazer das massas. Esses elementos são associados à vida moderna em cidades capitalistas pelo menos desde a reforma de
Paris promovida pelo barão de Haussmann na segunda metade do século XIX.
No cerne da concepção de vida pública urbana incorporada na Paris moderna estavam as noções de que o espaço da cidade é
aberto para ser usado e usufruído por qualquer um e de que a sociedade de consumo que ele abriga poderia tornar-se acessível a todos.
É claro que esse nunca foi exatamente o caso, em Paris ou em qualquer outro lugar. As cidades modernas foram sempre marcadas por
desigualdades sociais e segregação espacial e nunca deixaram de ser apropriadas de formas bastante diferentes por diversos grupos,
dependendo de sua posição social e de seu poder. No entanto, a despeito das persistentes desigualdades e injustiças sociais, as cidades
ocidentais modernas sempre mantiveram vários sinais de abertura, sobretudo no que diz respeito à circulação e ao consumo. Esses sinais
contribuíram para manter o valor positivo associado à ideia de um espaço público aberto, acessível a todos e a qualquer um.
As cidades modernas têm servido de cenário para todo tipo de manifestação política. Na verdade, a promessa de incorporação à
sociedade moderna incluía não só a cidade e o consumo, mas também a ordem política. As imagens da cidade moderna são análogas
àquelas da ordem liberal-democrática, consolidada a partir da ficção do contrato social entre pessoas livres e iguais e que moldou a esfera
política moderna. Essa ficção, tão radical quanto aquela da cidade aberta, ajudou a destruir a ordem social estamental que a precedeu.
No entanto, foi só depois de muitas lutas que as definições de quem poderia ser considerado "livre e igual" foram pouco a pouco expandidas.
Tanto a cidade aberta e sem exclusões quanto a ordem política incorporando todos os cidadãos como iguais nunca existiram, mas seus
ideais fundadores e suas promessas de incorporação mantiveram seu poder por pelo menos dois séculos, dando forma a experiências de
cidadania e de vida urbana e legitimando as ações de vários grupos excluídos em suas reivindicações por incorporação.
(Adaptado de: CALDEIRA, Teresa Pires do Rio. Cidade de muros: crime, segregação e cidadania em São Paulo. São Paulo: Editora 34;
Edusp, 2011, pp 302 a 305)

Conforme o texto, ilustra fatores concretos da experiência de vida pública urbana no Ocidente, ao menos nos últimos dois séculos,
o que se encontra em:

A A primazia de espaços privados, a centralidade da produção industrial e a divisão rígida entre espaços de trabalho, de
circulação e de moradia.
B Apesar das persistentes desigualdades e injustiças, as cidades ocidentais modernas conservam indícios de abertura,
especialmente no que se refere à circulação e ao consumo.
C A construção de ambientes planejados cujo símbolo maior é a previsibilidade. É a cidade do movimento estritamente ne-
cessário, de preferência em automóveis.
D A organização comunitária baseada em laços pessoais estratificados, com forte controle estatal nos espaços urbanos e
pouca mobilidade social.
E A nova cidade já não é marcada por um tempo em que se produz uma identidade; ela é marcada pela consolidação de um
terreno de disputas políticas silenciosas.
Texto associado
As ruas abertas à livre circulação de pessoas e veículos representam uma das imagens mais vivas da cidade moderna. Apesar
de as cidades ocidentais incorporarem várias e até contraditórias versões da modernidade, há um grande consenso a respeito de quais
são os elementos básicos da experiência moderna de vida pública urbana: a primazia e a abertura de ruas; a circulação livre; os
encontros impessoais e anônimos de pedestres; o uso público e espontâneo das ruas e praças; e a presença de pessoas de diferentes
grupos sociais passeando e observando os outros que passam, olhando vitrines, fazendo compras, sentando nos cafés, participando
de manifestações políticas, apropriando as ruas para seus festivais e comemorações, ou usando os espaços especialmente designados
para o lazer das massas. Esses elementos são associados à vida moderna em cidades capitalistas pelo menos desde a reforma de
Paris promovida pelo barão de Haussmann na segunda metade do século XIX.
No cerne da concepção de vida pública urbana incorporada na Paris moderna estavam as noções de que o espaço da cidade é
aberto para ser usado e usufruído por qualquer um e de que a sociedade de consumo que ele abriga poderia tornar-se acessível a todos.
É claro que esse nunca foi exatamente o caso, em Paris ou em qualquer outro lugar. As cidades modernas foram sempre marcadas por
desigualdades sociais e segregação espacial e nunca deixaram de ser apropriadas de formas bastante diferentes por diversos grupos,
dependendo de sua posição social e de seu poder. No entanto, a despeito das persistentes desigualdades e injustiças sociais, as cidades
ocidentais modernas sempre mantiveram vários sinais de abertura, sobretudo no que diz respeito à circulação e ao consumo. Esses sinais
contribuíram para manter o valor positivo associado à ideia de um espaço público aberto, acessível a todos e a qualquer um.
As cidades modernas têm servido de cenário para todo tipo de manifestação política. Na verdade, a promessa de incorporação à
sociedade moderna incluía não só a cidade e o consumo, mas também a ordem política. As imagens da cidade moderna são análogas
àquelas da ordem liberal-democrática, consolidada a partir da ficção do contrato social entre pessoas livres e iguais e que moldou a esfera
política moderna. Essa ficção, tão radical quanto aquela da cidade aberta, ajudou a destruir a ordem social estamental que a precedeu.
No entanto, foi só depois de muitas lutas que as definições de quem poderia ser considerado "livre e igual" foram pouco a pouco expandidas.
Tanto a cidade aberta e sem exclusões quanto a ordem política incorporando todos os cidadãos como iguais nunca existiram, mas seus
ideais fundadores e suas promessas de incorporação mantiveram seu poder por pelo menos dois séculos, dando forma a experiências de
cidadania e de vida urbana e legitimando as ações de vários grupos excluídos em suas reivindicações por incorporação.
(Adaptado de: CALDEIRA, Teresa Pires do Rio. Cidade de muros: crime, segregação e cidadania em São Paulo. São Paulo: Editora 34;
Edusp, 2011, pp 302 a 305)

Segundo o texto de Teresa Caldeira, a cidade moderna ideal seria

A uma cidade em que o controle estatal limitaria o uso dos espaços públicos, priorizando a ordem e a segurança em detrimento
da plena liberdade de circulação.
B caracterizada pela forte segregação espacial, na qual diferentes grupos sociais ocupam áreas rigidamente separadas e com
pouca interação entre si.
C um espaço urbano voltado prioritariamente à produção industrial, onde o acesso aos bens e serviços se restringiria às elites
econômicas.
D organizada em torno de tradições comunitárias estáveis, com relações pessoais duradouras e pouca circulação de grupos
sociais cuja identidade instaurasse diferenças radicais.
E um espaço público aberto e acessível a todos, marcado pela livre circulação, encontros anônimos, diversidade social e uso
coletivo das ruas e praças.