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Ao longo da história da educação infantil, um problema foi identificado: a questão da dicotomia que se revelava na ideia de que a creche era o espaço do cuidar e a pré-escola, o lugar de educar. Para combatê-lo, foi prevista legalmente a concepção da educação infantil como etapa inicial da educação básica que tem por objetivo proporcionar o desenvolvimento integral da criança pela tríade:

A aprender-compreender-resolver
B interagir-socializar-assistir
C cuidar-educar-brincar
D conviver-ser-estar

O cuidar, na sua concepção mais ampla, é uma vertente importante da profissionalização do educador infantil, pois aponta para atitudes de:

A assistência exclusiva, considerando a condição de total dependência que as crianças apresentam
B atenção, interesse, desvelo, preocupação, acolhimento, superando a ideia tecnicista de cuidado
C resposta às necessidades básicas de sobrevivência, não propriamente relacionadas ao educar
D troca, higiene, alimentação, sem necessidade de fundamentação para sua prática

Pensando as práticas pedagógicas com bebês,especialmente aquelas que propiciam a interação, é recomendável que:

A crianças com níveis de desenvolvimento diferenciados interajam permanentemente, independente da situação
B interações aconteçam apenas entre crianças com níveis de desenvolvimento semelhantes, em quaisquer que sejam as circunstâncias
C interações sejam suspensas entre crianças com níveis de desenvolvimento diferenciados, quando houver conflito de interesses e disputa por brinquedos ou objetos
D crianças com níveis de desenvolvimento diferenciados, em determinadas situações, interajam; em outras, deve-se garantir uma proximidade de crianças com interesses e níveis de desenvolvimento semelhantes

É considerada educação infantil em tempo integral:

A qualquer turma de creche
B toda turma de pré-escola
C uma jornada com duração igual ou superior a sete horas diárias
D a jornada com duração mínima de oito horas e máxima de dez horas

Quando se lida com bebês, são desaconselhados grupos muito grandes, pois há uma demanda de atendimento individualizado. Até os 12 meses, é recomendável não ter mais de:

A 10 crianças para cada adulto, sem necessidade de apoio
B 8 crianças para cada adulto, ainda com ajuda em determinados momentos
C 12 a 15 crianças por adulto, pois as crianças estão começando a adquirir autonomia
D 6 crianças por adulto, sendo necessária uma ajuda nos momentos de maior demanda, como, por exemplo, em situações de alimentação

As atividades de cuidado das crianças, também consideradas como práticas pedagógicas, se organizam em função de suas necessidades nas 24 horas do dia. Isto exige uma programação conjunta com as famílias para divisão de responsabilidades, evitando-se a sobreposição ou a ausência de alguns dos cuidados essenciais. Assim, o planejamento dos cuidados e da vida cotidiana na instituição de educação infantil deve ser iniciado:

A pelo conhecimento sobre a criança e suas peculiaridades, que se faz pelo levantamento de dados com a família
B pelo mapeamento da infraestrutura disponível na instituição para tais cuidados
C pela escolha dos profissionais que serão responsáveis por esses cuidados
D pela análise do currículo prescrito para cada faixa etária

Quando a criança brinca, é possível observar a coordenação de suas experiências prévias e aquilo que os objetos manipulados sugerem ou provocam no momento presente. Pela repetição daquilo que já conhece, utilizando a ativação da memória, atualiza seus conhecimentos prévios, ampliando-os e transformando-os por meio da criação de uma situação imaginária nova. Sendo assim, pode-se compreender o brincar como em uma atividade interna da criança, baseada no/na:

A invenção infantil que precisa ser acompanhada de perto para que se estabeleça a diferença entre ela e a realidade
B desenvolvimento da imaginação e na interpretação da realidade, sem ser ilusão ou mentira
C ilusão, que caracteriza o exercício imaginativo desde os primeiros anos de vida
D ludicidade ingênua que marca a infância

A fim de garantir um ambiente de ordem e de harmonia, algumas práticas educativas procuram simplesmente suprimir o movimento, impondo às crianças de diferentes idades, inclusive bebês, rígidas restrições posturais (longo período de espera em filas, ou sentadas, ou ainda dentro dos berços, com possibilidade limitada de movimentos. Tais práticas se fundam na equivocada ideia de que o/a:

A desenvolvimento de uma atitude de passividade obstaculiza a aprendizagem
B controle das manifestações motoras infantis compromete o vigor de sua gestualidade
C movimento impede a concentração e a atenção da criança, atrapalhando, assim, a aprendizagem
D impossibilidade de mover-se ou de gesticular pode dificultar o pensamento e a manutenção da atenção

Um dos desafios da educação infantil é tornar-se inclusiva, capaz de educar a todas as crianças:

A garantindo promoção automática aos estudantes com deficiência
B integrando as pessoas com deficiência, transtornos globais do desenvolvimento e altas habilidades/superdotação
C socializando as crianças que não apresentarem condições de desenvolvimento e oferecendo apoio àqueles que demonstrarem baixo rendimento
D respeitando suas diferenças, sem discriminação, e oferecendo respostas adequadas às suas características e necessidades, solicitando apoio de instituições e especialistas, se necessário

No que se refere aos cuidados físicos, há práticas que partem de concepções que compreendem a criança pequena como carente, frágil, dependente e passiva, e que levam à construção de procedimentos e rotinas rígidas, dependentes todo o tempo da ação direta do adulto. Isso resulta em:

A desassistência total dos bebês, que pode ser caracterizada como negligência
B resposta imediata às solicitações feitas pela criança, por meio do choro ou de outras formas de comunicação
C períodos longos de espera entre um cuidado e outro, sem que a singularidade e individualidade de cada criança seja respeitada
D atendimento das necessidades básicas da criança, referentes à proteção, saúde e alimentação, incluindo as necessidades de afeto e interação