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Há 500 anos, começava viagem que provou que a Terra é redonda Em setembro de 1522, chegava ao porto espanhol de Sanlúcar de Barrameda (próximo a Sevilha, no sul da Espanha) uma estranha embarcação com o casco perfurado. Os 18 homens que compunham a tripulação vinham muito magros, com barbas e cabelos longos. Na pele queimada de sol, traziam feridas mal curadas. Quando desembarcaram, suplicaram por velas de cera. Queriam ir até a igreja mais próxima acendê-las em agradecimento aos céus por terem retornado à terra, depois de três anos no mar. Da última vez que a embarcação havia partido daquele porto, estava acompanhada de outras quatro naus, e a tripulação era de 243 marinheiros. Durante os anos no mar, aqueles homens enfrentaram tempestades capazes de destruir frotas inteiras, batalhas campais, rebeliões, naufrágios, doenças desconhecidas e frio. No meio do mar, passaram sede e fome severas. Depois de devorar os ratos, comeram pedaços de couro que cobriam os barcos. Com muitas perdas e só alguma carga valiosa a bordo, os viajantes retornavam de uma expedição que parecia fadada a ser vista como um fracasso. Ainda assim, a primeira viagem a contornar a Terra, que neste 2019 completa 500 anos de seu início, entrou para a história como um dos maiores feitos da humanidade. Para alguns, tal saga, iniciada pelo português Fernão de Magalhães, é comparável à chegada do homem à Lua. Para outros, trata-se de façanha ainda maior, por ser a primeira viagem que efetivamente descobriu o planeta Terra. “Há um paralelismo feliz desta viagem com a ida à Lua. Os astronautas nos anos 1960, antes mesmo de chegarem à Lua, sempre falavam de Magalhães, Vasco da Gama e Colombo como pessoas inspiradoras, homens que fizeram algo, em certos aspectos, mais difícil do que eles estavam fazendo”, explica o historiador português João Paulo Azevedo de Oliveira e Costa. De fato, em 1970, quando a Apollo 13 sofreu um grave acidente no espaço, só conseguiu retornar à superfície da Terra com ajuda remota dos engenheiros nos EUA. “Isso não existia para os navegadores. Não havia comunicação com Lisboa ou Sevilha, e os riscos eram maiores”. (Fabrício Lobel e Marcelo Pliger, “Há 500 anos, começava viagem que provou que a Terra é redonda”. https://www1.folha.uol.com.br. 15.09.2019. Adaptado)

Assinale a alternativa em que se emprega o sinal indicativo da crase em conformidade com a norma-padrão.

A Os marinheiros, depois de devorarem os ratos, começaram à comer pedaços de couro que cobriam os barcos.
B A embarcação havia partido daquele porto rumo à outras terras, com uma tripulação composta de 243 marinheiros.
C Quando desembarcaram, os viajantes queriam ir à igreja mais próxima para agradecer aos céus por terem retornado à terra.
D A tripulação chegava à 243 marinheiros na embarcação que partira daquele porto, acompanhada de outras quatro naus.
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Mais ócio, por favor Quando o sociólogo italiano Domenico De Masi lançou o conceito de “ócio criativo”, em seu livro homônimo de 2000, foi alçado à condição de pensador revolucionário e à lista dos mais vendidos. O sucesso se deveu à explicação do espírito daquele tempo, ao apontar que tão essencial ao crescimento profissional quanto o estudo e o trabalho eram os momentos de desconexão com a labuta que abririam as portas para a criatividade e para “pensar fora da caixinha”. A intenção era alcançar uma fusão entre estudo, trabalho e lazer para aprimorar o conhecimento, vivenciar diferentes experiências e instigar a criatividade. Com o lançamento de “Uma Simples Revolução”, um best-seller, o sociólogo prega uma nova guinada no pensamento empresarial. Ao analisar as taxas de desemprego e de desocupação, para De Masi, a única saída é reduzir a carga de trabalho individual e abrir novas vagas. “Se as regras do jogo não mudarem, o desemprego – aberto ou oculto – está destinado a crescer em dimensão patológica”, escreve. O Brasil é um dos países que vivem essa realidade, com um desemprego de mais de 13 milhões de pessoas, segundo dados mais recentes do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Mais de 5 milhões de pessoas procuram trabalho no país há um ano ou mais, o que representa quase 40% desse total. A lógica do mercado não ajuda a melhorar esses números. As empresas tentam reduzir suas folhas de pagamento, mesmo que isso signifique mais horas extras. Só que, de acordo com o sociólogo, quanto mais horas um indivíduo trabalha, mais ele contribui para a taxa de desocupação. “Na Alemanha, onde todos trabalham, em média, 1400 horas, o desemprego está em 3,8% e o emprego está em 79%. Já na Itália, onde um italiano trabalha em média 1800 horas, o desemprego está em 11% e o emprego está em 58%”, detalha. “Para eliminar o desemprego, o único remédio válido é reduzir as horas de trabalho, mantendo o salário e aumentando o número de vagas”, diz, em entrevista ao UOL. (Lúcia Valentim Rodrigues, “Mais ócio, por favor”. https://noticias.uol.com.br. Adaptado)

Coube __ Domenico De Masi ___ criação do conceito de ócio criativo, referindo-se ___ desconexão necessária com a labuta como caminho para se chegar ___ experiências criativas do ser humano. Em conformidade com a norma-padrão, as lacunas do enunciado devem ser preenchidas, correta e respectivamente, com:

A a ... à ... a ... a
B à ... a ... à ... às
C a ... a ... à ... às
D à ... a ... a ... à
E à ... à ... à ... as
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Meu ideal seria escrever uma história tão engraçada que aquela moça que está naquela casa cinzenta quando lesse minha história no jornal risse, risse tanto que chegasse a chorar e dissesse – “ai meu Deus, que história mais engraçada!” E então a contasse para a cozinheira e telefonasse para duas ou três amigas para contar a história; e todos a quem ela contasse rissem muito e ficassem alegremente espantados de vê-la tão alegre. Ah, que minha história fosse como um raio de sol, irresistivelmente louro, quente, vivo, em sua vida de moça reclusa, enlutada, doente. Que ela mesma ficasse admirada ouvindo o próprio riso, e depois repetisse para si própria – “mas essa história é mesmo muito engraçada!” Que nas cadeias, nos hospitais, em todas as salas de espera, a minha história chegasse – e tão fascinante de graça, tão irresistível, tão colorida e tão pura que todos limpassem seu coração com lágrimas de alegria; que o comissário do distrito, depois de ler minha história, mandasse soltar aqueles bêbados e também aquelas pobres mulheres colhidas na calçada e lhes dissesse – “por favor, se comportem, que diabo! Eu não gosto de prender ninguém!” E que assim todos tratassem melhor seus empregados, seus dependentes e seus semelhantes em alegre e espontânea homenagem à minha história. E que ela aos poucos se espalhasse pelo mundo e fosse contada de mil maneiras, mas que em todas as línguas ela guardasse a sua frescura, a sua pureza, o seu encanto surpreendente. E quando todos me perguntassem – “mas de onde é que você tirou essa história?” – eu responderia que ela não é minha, que eu a ouvi por acaso na rua, de um desconhecido que a contava a outro desconhecido, e que por sinal começara a contar assim: “Ontem ouvi um sujeito contar uma história...” E eu esconderia completamente a humilde verdade: que eu inventei toda a minha história em um só segundo, quando pensei na tristeza daquela moça que está doente, que sempre está doente e sempre está de luto e sozinha naquela pequena casa cinzenta de meu bairro. (Rubem Braga, Meu ideal seria escrever... Elenco de cronistas modernos . Adaptado)

A alternativa que substitui o trecho destacado na passagem – E então a contasse para a cozinheira e telefonasse para duas ou três amigas para contar a história... – preservando a coerência e de acordo com a norma-padrão de regência verbal e de crase é

A relatasse a cozinheira e ligasse à duas ou três amigas
B revelasse a cozinheira e telefonasse a duas ou três amigas
C expusesse à cozinheira e telefonasse à duas ou três amigas
D relatasse à cozinheira e contatasse com duas ou três amigas
E expusesse a cozinheira e contatasse com duas ou três amigas

Quanto ao uso, ou não, do sinal de crase, assinale a alternativa incorreta.

A O porteiro sempre chega às nove horas e vai embora à meia-noite.
B No jogo de ontem, o jovem atacante fez um gol à Pelé.
C Os alpinistas retornaram à base da montanha depois de dois dias de escalada.
D Os nadadores demoram para retornar à terra.

Assinale a alternativa que se aplica, de acordo com as regras de uso da crase:

A Além disso, levamos encomenda à domicílio.
B A partir de R$50,00 de compras não cobramos taxa de entrega.
C Os cursos de yoga serão oferecidos de março à junho do próximo ano.
D Estiveram em reunião de 9 à 17h, sem intervalo nem para o almoço!

Leia as assertivas abaixo:

I. Atribuíram os problemas sociais a má distribuição de renda.

II. A exposição contava com diversos quadros à óleo de grandes pintores internacionais.

III. Elizabete referiu-se àquilo que sua irmã lhe tinha dito anteriormente.

IV. A pessoa a que você se dirigiu é minha chefa.

V. Na conversa, se referiam a menina sobre o balanço, não a que estava a meu lado. Assinale a alternativa que se aplica, de acordo com as regras de uso da crase:

A Apenas as assertivas II, III e V estão corretas.
B Apenas as assertivas III e IV estão corretas.
C Apenas as assertivas I e III estão corretas.
D Apenas as assertivas I, II e IV estão corretas.
Texto associado
Atendendo (....) reivindicações, apresentaremos(...) pauta do dia, indiferentes(...) manifestações da bancada opositora.

Assinale a alternativa que preencha os espaços corretamente quanto ao uso ou não de crase:

A às – a – às
B as – às – as
C a – às – as
D às – à – às

____ algum tempo pediram ____ pessoas do edifício que fizessem uma reunião para criar um grupo de proteção ____ jovens mães que desejassem amamentar seus bebês durante____ reuniões do condomínio.” Assinale a alternativa que preencha os espaços corretamente quanto ao uso do verbo haver e do uso ou não de crase:

A Há – às – às – as
B Á – às – às – as
C Há – as – as – às
D Há – às – as – as