Agritech como solução para a desertificação Vincent Martin, da FAO, destaca que a tecnologia agrícola e as práticas sustentáveis podem desempenhar um papel crucial na mitigação ou na reversão da desertificação. Isso pode ser feito por meio de gestão sustentável do solo, inovação na captação e no uso da água, desenvolvimento de culturas mais resistentes e técnicas de restauração do solo. Ele também ressalta que a transição parcial do cultivo a céu aberto para a agricultura protegida pode gerar uma economia significativa de água. Em climas quentes, as estufas são particularmente eficazes para mitigar os impactos das mudanças climáticas, pois permitem que os produtores controlem fatores como temperatura e umidade. “Estufas podem proporcionar até cinco vezes mais produtividade por área e sete vezes mais eficiência no uso da água em comparação ao cultivo tradicional em campo aberto”, afirmou Martin. Preservar os recursos naturais e reduzir a necessidade de transformar terras marginais em terras cultiváveis são metas essenciais para a agricultura sustentável. “O que precisamos fazer é criar um ambiente onde os estresses ambientais sejam reduzidos, permitindo que essas terras sejam utilizadas”, disse. “E é exatamente isso que produtos como o SecondSky fazem.” Com o aumento das vendas e planos para expandir a aplicação do SecondSky em uma gama ainda maior de produtos a partir de 2025, a empresa Iyris espera que manter as estufas frescas ao redor do mundo também nos ajude a combater o calor fora delas.
Fonte: CNN Brasil. Adaptado.
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De acordo com o uso ou não da crase, avaliar se as afirmativas são certas (C) ou erradas (E) e assinalar a sequência correspondente.
A respeito do uso da crase, analisar os itens.
I. A medida que o tempo passa, ele vai crescendo.
II. No verão, voltamos aquela praia.
III. Termino o trabalho às 17h.
IV. Voltei à loja e fui bem atendido. Está CORRETO o que se afirma:
Em relação ao uso da crase, avaliar se as afirmativas são certas (C) ou erradas (E) e assinalar a sequência correspondente.
( ) A crase pode ser a contração da preposição “a” com o artigo definido feminino.
( ) É permitido o uso da crase antes de pronome pessoal.
( ) Antes de nomes próprios femininos, o uso da crase é facultativo.
Há ERRO relativo ao acento grave, por falta ou emprego indevido, em:
Texto associado
Considerando o uso da crase, avaliar se as afirmativas são certas (C) ou erradas (E) e assinalar a sequência correspondente.
( ) Gostaria de pedir informações à diretora da escola.
( ) Iremos à Bahia neste fim de semana.
( ) O juiz fez menção à você, Júlio.
( ) O aluno escreveu a prova à caneta.
Texto associado
Texto I Os riscos de normalizar o que é anormal (e como não ficar insensível) A presença contínua de más notícias na tela pode fazer com que elas percam o significado (Amanda Ruggeri, BBC Future) Quando alguém fala em "normalizar" alguma coisa em 2024, geralmente é com sentido positivo. Nas redes sociais e fora delas, tenho visto convocações para normalizar de tudo, desde o corpo das mães após o parto até conversar sobre a saúde mental no trabalho. A ideia, é claro, é romper esses tabus, que podem ser inúteis e até perigosos. Mas existe outro tipo de normalização, que muitas pessoas não conhecem. Ela é menos consciente e mais perniciosa. E pode ser prejudicial. É a normalização de tendências, situações e eventos que, na verdade, não deveriam ser considerados nada "normais". Ela pode também ser chamada de "dessensibilização" ou "habituação". Os trágicos eventos verificados no início dos conflitos eram fatos novos e inesperados. Esses eventos chamam a atenção da mente, como sabem os psicólogos. O tempo passou, a cobertura da imprensa continua, mas esses eventos já ocupam menos espaço nas manchetes em muitos países. E também não aparecem com a mesma frequência nas conversas. Infelizmente, as pesquisas indicam que, quando uma guerra dura meses ou anos, cada semana de combate causa menos impacto do que a semana anterior. E essa dessensibilização também se aplica à nossa vida diária. Os jovens das cidades que crescem lado a lado com a violência, por exemplo, têm maior propensão a acabar pensando que a violência é normal. E as pessoas expressaram mais ansiedade com a covid quando a contagem de mortos era baixa, do que quando o número de vítimas fatais atingiu centenas de milhares de pessoas. [...] Em outras palavras, basta sermos expostos a qualquer coisa por tempo suficiente e aquilo estará normalizado. Mesmo se for algo ruim. É claro que existem vantagens nesse processo. Até certo ponto, os seres humanos precisam se adaptar a novas circunstâncias e situações, não importa o quanto elas sejam difíceis. Nossa espécie provavelmente não teria ido muito longe se tivéssemos permanecido em um estado perpétuo de choque e ansiedade – ou, pelo menos, não teria desenvolvido a capacidade emocional de imaginar, criar e resolver problemas. Mas também existem armadilhas muito claras. [...] (Disponível em https://www1.folha.uol.com.br/equilibrioesaude/2024/05/osriscos-de-normalizar-o-que-e-anormal-e-como-nao-ficar-insensivel.shtml. Acesso em 5 de dezembro de 2024)
Em “os seres humanos precisam se adaptar a novas circunstâncias e situações” (10º§), o vocábulo destacado não recebe o acento indicativo porque:
Texto associado
Outdoors ambulantes A publicidade tomou conta do mundo e não há mais um centímetro de superfície que não venda alguma coisa (Ruy Castro) O jornalista Paulo Francis nunca usou um jeans na vida. Em 30 anos de convívio, nunca vi. Sempre de calça social. Incomodava-o ver sujeitos na rua ostentando aquele couro costurado no bolso de trás com a marca do fabricante, anunciando-a como se fossem outdoors ambulantes. Não entendia como alguém podia se orgulhar de exibir nomes como Levi’s ou Wrangler quando a etiquetinha de seus ternos e gravatas da Brooks Brothers era aplicada internamente, de forma a ser lida apenas pelo usuário. "Bundinha que mamãe beijou vagabundo nenhum prega a marca", dizia. Quando Francis morreu, em 1997, a tomada do mundo pela publicidade apenas começava. Em Nova York, onde morava, cartazes, outdoors e luminosos já faziam parte da paisagem desde os anos 1920, claro, mas concentravam-se no distrito teatral —Broadway, Rua 42, Times Square, parte do Village. Os táxis e ônibus circulavam com os nomes de suas respectivas empresas na lataria, e só. Mesmo as lanchonetes vagabundas, que adorava frequentar por causa dos hambúrgueres, limitavam-se às ofertas do dia, a giz, no quadro-negro atrás do balcão. [...] Francis era do tempo em que os anúncios nos jornais e revistas faziam parte da página impressa e não nos agrediam. Ao contrário, as agências de propaganda disputavam em criatividade e sofisticação — na imprensa brasileira, ficaram clássicos os anúncios do Banco Nacional, com o guarda-chuva como símbolo, e os do Volkswagen, que faziam do modesto buggy um objeto de desejo. Hoje, a propaganda é grosseira e compulsória em tudo que a vista alcança. Não há um centímetro que não seja usado para vender alguma coisa. Não preciso descrever isso aqui, nem há espaço para tanto. É só olhar em torno. E não apenas na rua — em tudo que trazemos para casa, há um anúncio de alguma coisa de que nunca tínhamos ouvido falar e de que não podemos abrir mão. O filial Francis não gostaria de saber que, agora, há até ovos carimbados com a marca de sua granja natal e anunciando suas mães como grandes poedeiras. (Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br/colunas/ruycastro/2025/04/outdoorsambulantes.shtml/. Acesso em 12/04/2025)
Na passagem “limitavam-se às ofertas do dia, a giz, no quadro-negro atrás do balcão” (2º§), registram-se duas ocorrências da preposição “a”. No entanto, ocorre crase em apenas uma delas. Com base nessa afirmação, assinale a alternativa que apresenta um comentário correto.
Marque a alternativa correta quanto ao uso da crase.
Assinale a alternativa onde ocorre o uso facultativo da crase:
Texto associado
Texto I. Mensagem Publicitária Atrás de cada criatura do universo existe um segredo muito simples: todas as espécies trabalham para proteger o nosso meio ambiente. O colibri é um pequeno exemplo da colaboração dos pássaros nessa tarefa. Ele é um importante agente polinizador. Voando a uma velocidade de quase 50Km por hora, cada espécie de beija-flor visita uma grande quantidade de flores em busca de néctar e insetos. Essa ave presta também um grande serviço à medicina. Sem a sua ajuda as lobeliáceas não se poderiam reproduzir. Dessa planta de belíssimas flores azuis se extrai a lobelina, usada como ressuscitador na insuficiência respiratória e no colapso periférico. Entre os colibris há um gênero que se alimenta dos insetos transmissores da malária e febre amarela, desenvolvendo um combate biológico muito mais eficiente do que qualquer agente químico até hoje conhecido. Nos laboratórios, os beija-flores têm prestado relevantes serviços às pesquisas das doenças cardíacas e hepáticas. Ajudando o homem nos estudos científicos ou trabalhando em liberdade na floresta, o pequeno beija-flor nos mostra a importância desta verdade: proteger a natureza é garantir o futuro. Grupo Comind. 1977.