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Suponha que, ao realizar o diagnóstico do processo decisório praticado em determinada organização, a consultoria contratada para tal finalidade tenha identificado um número maior de decisões classificadas como não programadas e um menor número de decisões classificadas como programadas. De acordo com os conceitos aplicáveis, a consultoria deverá apontar

A que, em relação às decisões classificadas como não programadas, é possível inferir que a organização se defrontou com situações não recorrentes, em que a solução não se encontrava disponível em seu acervo.
B um baixo grau de maturidade do processo decisório praticado pela organização, dado que as decisões classificadas como não programadas apresentam falhas estruturais que comprometem a efetividade da solução.
C a necessidade de treinamento dos gestores das áreas em que houve número significativo de decisões não programadas, eis que estas denotam falta de liderança, pois são tomadas por aqueles que não possuem competência para tanto.
D a presença de oportunidades de crescimento institucional, a partir do aumento das decisões programadas, ou seja, daquelas previstas no planejamento estratégico de curto e médio prazo da organização.
E a presença de um pequeno número de colaboradores alinhados com a missão, visão e valores da organização, responsáveis pelas decisões programadas, ou seja, pelas decisões que seguem tais premissas institucionais.
Órgão: Secretaria da Fazenda do Estado de São Paulo Cargo: Auditor Fiscal da Receita Estadual - Área Tecnologia da Informação Prova: FCC - SEFAZ SP - Auditor Fiscal da Receita Estadual - Área Tecnologia da Informação Conhecimentos Gerais - 2026

A classificação dos tipos de decisões tomadas em uma organização como sendo “programadas” e “não programadas” considera, como elemento(s) de diferenciação desses dois tipos de decisão,

A a qualidade do planejamento estratégico da organização e a clareza das metas estabelecidas, eis que somente quando esses requisitos estão presentes é que o gestor terá condições de tomar decisões programadas.
B a qualidade do processo decisório, sendo que as decisões programadas decorrem de um processo estruturado de identificação do problema e das alternativas disponíveis, enquanto as não programadas buscam o menor ônus ou custo de transação para a entidade.
C o grau de comprometimento do tomador da decisão, este que, no caso das decisões não programadas, mostra-se leniente no diagnóstico do problema e das alternativas disponíveis, levando à adoção de soluções inadequadas ou pouco eficazes.
D a eficácia do sistema de gerenciamento de riscos da entidade, eis que as decisões programadas são aquelas mitigadoras dos riscos mapeados e as não programadas apresentam-se como soluções ad hoc quando riscos não mapeados se materializam.
E o grau de ineditismo ou de recorrência da situação que demanda a decisão e a existência ou não de soluções disponíveis no acervo da organização, sendo as decisões programadas aquelas tomadas com base em tal acervo e voltadas precipuamente a problemas não inéditos.

Considere que em determinada organização a maioria das decisões seja do lipo classificado pela doutrina como decisões programadas, sendo as denominadas não programadas em número significativamente inferior. Levando em conta o critério de diferenciação entre essas duas modalidades de decisão presentes em tal classificação, é correto concluir que

A os gestores da organização encontram-se em elevado grau de acomodação, sendo necessário estabelecer metas mais desafiadoras.
B o sistema de gerenciamento de riscos da organização funciona adequadamente, dado que as decisões programadas restringem-se a medidas mitigadoras para eventos já mapeados.
C a organização segue à risca seu planejamento estratégico, enfrentando situações inéditas com decisões tomadas a partir de um plano de ação preestabelecido.
D trata-se de uma organização onde a maior parte das decisões é tomada a partir de seu correspondente acervo de soluções para situações semelhantes.
E não há margem, na referida organização, para criatividade e soluções inovadoras para as situações não recorrentes, o que tende a gerar estagnação.