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Assinale a alternativa correta quanto aos microorganismos envolvidos em pacientes com infecção de feridas crônicas.

A Pseudomonas aeruginosa e estreptococos SP são os organismos mais comumente isolados.
B Staphylococcus aureus e estafilococos coagulase-negativos são os organismos mais comumente isolados.
C Pseudomonas aeruginosa e estafilococos coagulase-negativos são os organismos mais comumente iolados.
D Feridas crônicas são colonizadas por linhagem de espécies bacterianas específicas.
E Em úlceras venosas crônicas nas pernas, as bactérias mais comuns, em ordem de abundância, foram S. aureus , estafilococos coagulase-negativos, Proteus spp, Enterococcus faecalis , bactérias anaeróbicas e Pseudomonas aeruginosa.

Assinale a alternativa correta quanto à resposta do hospedeiro em casos de infecção de feridas crônicas.

A Quanto mais tempo uma úlcera permanecer não cicatrizada, maior a probabilidade de seleção específica de organismos aeróbicos.
B O baixo nível de oxigênio tecidual dificulta o crescimento de anaeróbios em feridas isquêmicas.
C Hospitalização, procedimentos cirúrgicos e terapia antibiótica prolongada ou de amplo espectro reduzem a chance de formação de biofilme.
D As respostas inflamatórias à invasão microbiana em pessoas com diabetes determinam o aparecimento de sinais clínicos claros de infecção.
E Feridas crônicas são comumente complicadas por isquemia subjacente.

Assinale a alternativa correta com relação ao estado de biofilme de microorganismos.

A A matriz é o material extracelular produzido pelo hospedeiro, no qual as células do biofilme estão embutidas.
B Na maioria dos biofilmes, os microrganismos representam mais de 50% da massa seca.
C O estado de biofilme dos microrganismos pode levar a um aumento na virulência e na propensão a causar infecção.
D Os microrganismos sempre vivem como culturas puras de células que se acumulam em agregados monomicrobianos.
E Consiste em uma conglomeração monofásica de biopolímeros, conhecidos como substâncias poliméricas extracelulares (EPS), que formam o esqueleto para a arquitetura tridimensional do biofilme e são responsáveis pela adesão às superfícies e pela coesão no biofilme.

Assinale a alternativa correta acerca da fasciíte necrosante da região do períneo e genitália (gangrena de Fournier).

A A taxa de mortalidade na gangrena de Fournier gira em aproximadamente 20%, mas varia na literatura entre 7% a 75%.
B Uma fasciíte necrosante na região específica do períneo e genitália é denominada gangrena de Fournier somente quando a etiologia for comprovadamente infecciosa.
C A reconstrução das sequelas com retalho, geralmente, é necessária.
D Atualmente, a etiologia da gangrena de Fournier é identificada em cerca de 50% dos casos.
E A doença de Fournier é relativamente frequente, constituindo uma verdadeira emergência geniturinária.

A febre tifoide é uma doença de grande importância epidemiológica devido à sua alta morbimortalidade, especialmente em países em desenvolvimento com precárias condições de saneamento básico e higiene. No Brasil, está presente em todo o território nacional, com maior incidência nas regiões Norte e Nordeste. Com relação a ela, é correto afirmar que

A é uma doença bacteriana aguda, causada pela Borrelia burgdorferi .
B apresenta sazonalidade, com maior incidência durante o período do verão.
C nas crianças, a doença costuma ser mais grave do que nos adultos, sendo acompanhada frequentemente de diarreia.
D ocorre exclusivamente por meio da ingestão de água ou de alimentos contaminados com fezes ou urina.
E alguns pacientes podem se transformar em portadores crônicos da doença e transmiti-la por até um ano.

Em relação à infecção por Giardia lamblia , é correto afirmar:

A diarreia inflamatória com febre alta, puxo e tenesmo é a forma mais frequente da doença.
B a cloração habitual da água potável mata o cisto.
C o acometimento hepático ocorre em 1 a cada 5 pacientes.
D portadores assintomáticos não necessitam de tratamento.
E os trofozoítos são responsáveis pelos sintomas.

Criança de 5 anos apresenta quadro de 3 dias de evolução com mal-estar, adinamia, queda do estado geral e febre. Ela então evolui com dor e edema na faringe, lesões vesiculares na boca e erupção vesicular também nas mãos e nos pés. A etiologia mais provável para esses achados é

A vírus coxsackie.
B síndrome de Kawasaki.
C varicela.
D escarlatina.
E rubéola.

Em uma criança gravemente doente e imunossuprimida, qual dos seguintes agentes etiológicos é a mais provável causa de infecção?

A As crianças imunossuprimidas são mais susceptíveis a infecções de um modo geral, entretanto, raramente são acometidas por bactérias comuns como o Streptococcus pneumoniae, que é um causador de pneumonia da comunidade.
B As crianças com anemia falciforme têm predisposição a infecções devido a déficit de opsonização e de função esplênica. Estes indivíduos tornam-se mais susceptíveis a infecções por bactérias não capsuladas, como, por exemplo, a Pseudomonas aeruginosa.
C A Neisseria meningitidis é um patógeno que causa a meningite, mas raramente causa infecção em pacientes imunossuprimidos.
D Em uma criança com neutropenia febril, os agentes mais comuns são os bacilos Gram negativos ( Escherichia coli, Klebsiela sp, Acinetobacter sp e Enterobacter sp ), bactérias Gram positivas ( Staphylococcus coagulase negativo, Streptococcus viridans e Staphylococcus aureus) . Os fungos raramente são agentes etiológicos em neutropênicos, mesmo nos que fazem uso de antibióticos prolongado. Os vírus também podem ser causadores de febre nesses pacientes.
E Nas crianças com infecção pelo vírus HIV, os episódios febris mais comumente estão associados a infecções bacterianas, sendo os sítios mais comuns: pneumonia, meningite, infecções urinárias e de partes moles

Em um cenário de terapia intensiva pediátrica, uma criança de 11 meses é admitida, proveniente da enfermaria, com imunodeficiência grave e suspeita de infecção hospitalar. Quais são as medidas a serem tomadas para tratar e prevenir a propagação da infecção neste cenário?

A Implementar protocolos rigorosos de higiene e desinfecção, garantir a higiene das mãos em todos os momentos de assistência ao paciente, uso de Equipamento de Proteção Individual pela equipe Médica e toda equipe assistencial, isolar o paciente, mas não é necessária a introdução de antibioticoterapia. Deve-se coletar exames laboratoriais e culturas e aguardar o resultado; só introduzir antibiótico se a criança apresentar sinais de sepse, após abertura de protocolo de sepse.
B Implementar protocolos rigorosos de higiene e desinfecção, garantir a higiene das mãos em todos os momentos de assistência ao paciente, sem necessidade de uso de Equipamento de Proteção Individual pela equipe Médica, uso de antibioticoterapia terapêutica de largo espectro para cobertura de bacilos Gram negativos e Staphylococcus aureus e é necessário isolar o paciente
C Implementar protocolos rigorosos de higiene e desinfecção, garantir a higiene das mãos nos cinco momentos de assistência ao paciente, uso adequado de Equipamento de Proteção Individual pela equipe médica e toda equipe assistencial, uso de antibioticoterapia terapêutica de largo espectro para cobertura de bacilos Gram negativos, S taphylococcus coagulase negativo e Staphylococcus aureus e isolar o paciente
D Implementar protocolos rigorosos de higiene e desinfecção, garantir a higiene das mãos nos cinco momentos de assistência ao paciente, uso adequado de Equipamento de Proteção Individual pela equipe médica e toda equipe assistencial, uso de antibioticoterapia terapêutica de largo espectro para cobertura de bacilos Gram negativos e Staphylococcus aureus , mas não é necessário isolar o paciente.
E A principal ação para evitar a propagação da infecção são os cinco momentos de higiene das mãos, que são: antes de tocar o paciente, antes de realizar procedimento limpo e asséptico, após risco de exposição a fluidos corporais, após tocar o paciente e após tocar superfícies próximas ao paciente. As outras medidas tais como isolamento do paciente e introdução de antibióticos profiláticos são desnecessárias.

Mulher de 32 anos relata cerca de 10 dias de tosse seca, mialgias, leve otalgia à direita e dor de garganta. Nos últimos 3 dias desenvolveu dispneia progressiva e febre de até 39 ºC. Amoxicilina foi prescrita há 2 dias (1 grama, de 8/8 horas), mas os sintomas persistem. Ela é professora de escola infantil, está grávida de 30 semanas e não tem histórico médico relevante. Ao exame físico de agora: temperatura: 38,2 ºC; demais sinais vitais são normais; oximetria de pulso com SatO2 de 95%; faringe está edemaciada; ausculta com crepitações inspiratórias na base do pulmão direito. A análise laboratorial de sangue mostra: leucócitos de 14800/mL (82% de neutrófilos); proteína C reativa: 8 mg/dL (normal: até 1,0). Nesse momento, a próxima conduta recomendada é

A adicionar oseltamivir ao tratamento atual.
B adicionar azitromicina ao tratamento atual.
C continuar a monoterapia com amoxicilina por mais 7 dias.
D trocar a amoxicilina por doxiciclina.
E trocar a amoxicilina por levofloxacina.