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O seguinte texto foi criado por um aluno surdo de uma escola oralista: “Eu quero muito aprende para com professora da Maria. Eu conversa muito. Maria é legal. Eu não aprendeu de Andreia. Eu gosto mais brincar de você. Eu sou triste porque Amanhã embora está Maria. Eu sou muito chora, chora... Eu ir muito sempre um gool de Cruzeiro. Um abraço, um beijo.” De acordo com Bernardino

( 2000 ), o aluno demonstra gostar da professora que usa língua de sinais nas aulas e que, às vezes, é convidada a traduzir a fala oral para língua de sinais em alguns eventos festivos. A autora afirma que

A a produção representa um déficit cognitivo do aluno.
B não se identificam influências da língua de sinais na produção.
C claramente a produção da escrita foi feita em libras.
D parece haver algumas influências da língua de sinais na produção.
E embora haja erros, a produção é feita claramente em português.

De acordo com Damázio

( 2007 ), considerando a necessidade do desenvolvimento da capacidade representativa e linguística dos alunos com surdez, a escola comum deve viabilizar a escolarização e o Atendimento Educacional Especializado (AEE). Assinale a alternativa que apresenta a prerrogativa correta.

A A escolarização deve ser realizada em um turno e o AEE em outro. O conteúdo escolar deve ser ministrado somente em libras na sala de aula comum.
B Ambos, escolarização e o AEE, devem ser realizados no mesmo turno. O AEE realiza o ensino de libras. O ensino da língua portuguesa deve ocorrer na sala comum.
C A escolarização deve ser realizada em um turno e o AEE em outro. O conteúdo escolar deve ser ministrado somente em português na sala de aula comum.
D Ambos, escolarização e o AEE, devem ser realizados no mesmo turno, contemplando o ensino de libras, o ensino em libras e o ensino da língua portuguesa.
E A escolarização deve ser realizada em um turno e o AEE em outro, contemplando o ensino de libras, o ensino em libras e o ensino da língua portuguesa.

O ensino de libras no AEE constitui um momento didático-pedagógico para os alunos com surdez incluídos na escola comum. Assinale a alternativa que apresenta, corretamente, o responsável pela realização desse trabalho, de acordo com Damázio

( 2007 ).

A Professor especializado (obrigatoriamente surdo).
B Instrutor com nível superior (obrigatoriamente surdo).
C Tradutor/intérprete de libras.
D Professor e/ou instrutor de libras (preferencialmente surdo).
E Professor de português da sala de aula comum (preferencialmente surdo).

Kézio

( 2016 ) menciona que o aprendizado da leitura e da escrita por meio de métodos repetitivos ainda estão presentes na escola. Para discutir o tema, ele se refere a Silva (in Kézio, 1996), que afirma:

A embora a repetitividade ainda seja criticada, é o único aspecto que reforça o condicionamento do surdo e o auxilia a superar suas dificuldades de leitura.
B a leitura não pode ser confundida com reprodução mecânica de informações ou com respostas convergentes a estímulos escritos pré-elaborados.
C tal repetição nada mais faz do que reviver o desejo de leitura pelo leitor, e o transforma em um consumidor ativo de mensagens significativas e relevantes.
D a repetição é considerada um processo cognitivo da leitura e da escrita, efetivada com o objetivo de constituir um estímulo para compreensão do meio e de modelos sociais.
E para os surdos, a repetição é o melhor método de memorização da leitura, já que os grafemas da língua portuguesa não correspondem aos quiremas de libras.

Skliar

( 1998 ) considera que o fato de o oralismo continuar sendo, em boa parte do mundo, a ideologia dominante diz respeito exclusivamente

A a uma dimensão clínica.
B à ineficácia do uso das línguas de sinais.
C a uma opção mais inteligente por parte dos surdos.
D à ausência de professores de Libras nas escolas.
E a uma resistência das comunidades surdas quanto à sinalização.

De acordo com Almeida et. Al

( 2015 ), o ensino do português como segunda língua para surdos deve ser realizado

A independentemente de qualquer outra fonte linguística. Os autores afirmam que o caráter inato de aquisição de língua já é fator preponderante para que tal aprendizagem ocorra.
B com base em uma língua na língua de sinais, o que facilita a compreensão gramatical, uma vez que as regras gramaticais são as mesmas nas duas línguas.
C sem base, nem apoio na língua de sinais, já que a segunda língua deve ser aprendida sem referência, como ocorreu na aquisição da primeira.
D com base em uma língua passível de compreensão – a língua de sinais, para que o esperado encontro entre as duas línguas seja usado com o fim de nortear essa aprendizagem.
E sem base na língua de sinais, mas que é totalmente aceitável que a gramática da língua de sinais seja o parâmetro para construções sintáticas do Português escrito por surdos.

De acordo com Almeida et. Al.

( 2015 ), o objetivo da proposta bilíngue é garantir ao aluno surdo

A a aquisição da Língua Portuguesa, como primeira língua em todos os níveis, assim como os da Língua de Sinais, como segunda língua.
B a aquisição da Língua de sinais, como primeira língua, e a modalidade oral da Língua Portuguesa. Porém, a modalidade escrita é requisitada somente para a língua de sinais.
C um desenvolvimento cognitivo-linguístico independentemente do desenvolvimento de ouvintes da mesma faixa etária, a partir da língua portuguesa e em convivência com seus pares surdos.
D a aquisição da Língua Portuguesa, como primeira língua na modalidade oral, assim como os da Língua de Sinais, como segunda língua.
E um desenvolvimento cognitivo-linguístico compatível com o desenvolvimento de ouvintes da mesma faixa etária, a partir da língua de sinais e em convivência com seus pares surdos.

“A língua de sinais seria um sistema de comunicação superficial, com conteúdo restrito, sendo estética, expressiva e linguisticamente inferior ao sistema oral.” (Quadros e Karnopp, 2004) Essa afirmativa

A representa uma realidade constatada por linguistas influentes, que embora reconheçam sua validação, apontam para as suas peculiaridades negativas.
B representa uma constatação feita na década de 70, é difundida até hoje e até o momento não se proclamou qualquer equívoco quanto a ela.
C é a expressão de uma verdade, embora velada, para que não se desmereçam todas as conquistas linguísticas alcançadas pela comunidade surda.
D demonstra o empobrecimento lexical das línguas de sinais caracterizado por uma situação sociolinguística marcada pela, ainda presente, falta de desenvolvimento lexical em sinais.
E corrobora com citações, tais como: é geralmente aceito que a língua de sinais está ligada ao concreto e é limitada em relação à abstração e ao humor.

Damázio

( 2007 ) destaca questões importantes sobre o atendimento educacional especializado (AEE) que envolve o ensino de Libras. Para a autora, o AEE com o uso de Libras

A dificulta o acesso à comunicação expressiva em sala de aula comum, devido ao fato de a língua ficar restrita à sala de recursos.
B ensina e enriquece os conteúdos curriculares, promovendo a aprendizagem dos alunos com surdez na sala comum.
C promove a construção da identidade e da cultura surda para as crianças que necessitam comunicar-se com sua comunidade linguística.
D amplia a possibilidade de comunicação total entre surdos e ouvintes matriculados na mesma escola e série.
E estabelece momentos do uso da língua de sinais como motivador das interações sociais com os pares surdos.

Com base em Damázio

( 2007 ), assinale a alternativa que expressa o que é essencial e indispensável para o respeito à estrutura da Libras e da língua portuguesa.

A A escola comum inclusiva.
B A formação do professor em Libras.
C Os espaços com materiais em Libras.
D O ambiente educacional bilíngue.
E A Escola Especializada.