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No livro A Surdez, um olhar sobre as diferenças, Carlos Skliar

( 1998 ), na apresentação intitulada “Um olhar sobre o nosso olhar acerca da surdez e as diferenças”, destrincha e debate de forma categórica duas grandes perspectivas sobre a surdez − clínico-patológica e socioantropológica − que foram adotadas nos anos seguintes por diferentes pesquisadores no âmbito dos Estudos Surdos, Estudos Educacionais, Estudos Linguísticos e Estudos da Tradução e Interpretação da Língua de Sinais. Considerando essa discussão,

A a perspectiva clínico-patológica da surdez defende o uso da língua de sinais, da cultura surda e da protetização dos surdos.
B a perspectiva socioantropológica da surdez reconhece a visualidade como potencialidade subjetiva das pessoas surdas e a língua de sinais como representação simbólica dessa forma de enxergar o mundo.
C tanto a perspectiva socioantropológica da surdez quanto a clínico-patológica defendem que o implante coclear é o melhor caminho para a inclusão social de pessoas surdas.
D a perspectiva socioantropológica defende que a surdez é uma deficiência que precisa ser corrigida e que a fala é o que dará aos surdos a condição de cidadãos.
E a perspectiva clínico-patológica reconhece a visualidade como potencialidade subjetiva das pessoas surdas e a língua de sinais como representação simbólica dessa forma de enxergar o mundo.

A mãe de Rodrigo matriculou seu filho em uma Escola Bilíngue para Surdos, próxima a sua residência, com a modalidade escolar em Língua Brasileira de Sinais. No entendimento de uma educação bilíngue, está correto afirmar que

A a Libras deve ser a segunda língua e o português escrito, a primeira.
B deve ser oferecida para surdos com altas habilidades ou superdotados, especificamente.
C terá início ao zero ano, na educação infantil, e se estenderá ao longo da vida.
D o sistema de ensino deve assegurar materiais didáticos e professores bilíngues em qualquer nível de escolaridade.
E deve ter um atendimento educacional especializado bilíngue com foco na escrita de sinais.

Com relação à Lei nº 10.436/2002, que dispõe sobre a Língua Brasileira de Sinais, assinale V para afirmativa verdadeira e F para falsa:

( ) A Língua Brasileira de Sinais - Libras e outros recursos de expressão a ela associados é reconhecida como a segunda língua oficial do Brasil.

( ) As instituições públicas e empresas concessionárias de serviços públicos de assistência à saúde devem garantir atendimento e tratamento adequado aos portadores de deficiência auditiva.

( ) Entende-se como Língua Brasileira de Sinais - Libras a forma de comunicação e expressão, em que o sistema linguístico de natureza visual-motora, com estrutura gramatical própria, constituem um sistema linguístico de transmissão de ideias e fatos, oriundos de comunidades de pessoas surdas do Brasil. As afirmativas são, respectivamente,

A V, V e V.
B V, V e F.
C V, F e F.
D F, F e F.
E F, V e V.

De acordo com o disposto no Decreto n.º 5.626/2005, para a garantia do atendimento educacional especializado aos estudantes surdos, o poder público deverá prover as escolas com

A pedagogo bilíngue intérprete de LIBRAS; professor de LIBRAS ou instrutor de LIBRAS; tradutor e intérprete de LIBRAS – língua portuguesa; e monitor para a garantia do atendimento educacional especializado.
B coordenador bilíngue intérprete de LIBRAS – língua portuguesa; monitor com conhecimento acerca da singularidade linguística manifestada pelos surdos; e professor para o ensino de língua portuguesa como segunda língua para pessoas surdas.
C professor de LIBRAS ou instrutor de LIBRAS; tradutor e intérprete de LIBRAS – língua portuguesa; professor para o ensino de língua portuguesa como segunda língua para pessoas surdas; e professor regente de classe, com conhecimento acerca da singularidade linguística manifestada pelos surdos.
D professor não surdo intérprete de LIBRAS – língua portuguesa; coordenador bilíngue intérprete de LIBRAS – língua portuguesa; e monitor para a garantia do atendimento educacional especializado.
E professor surdo intérprete de LIBRAS – língua portuguesa; monitor para a garantia do atendimento educacional especializado; e professor não surdo regente de classe, com conhecimento acerca da singularidade linguística manifestada pelos surdos.

A família de um estudante com transtorno do espectro autismo, não verbal, matriculado na rede pública de ensino, solicitou um intérprete de LIBRAS – língua portuguesa para acompanhar e mediar sua comunicação com os demais atores da escola. Nesse caso, a referida solicitação encontra amparo no princípio da educação inclusiva segundo o qual

A toda pessoa tem direito de acesso à educação formal.
B a educação inclusiva diz respeito a todos.
C toda pessoa aprende.
D o processo de aprendizagem de cada pessoa é singular.
E o convívio no ambiente escolar comum beneficia a todos.

Sob a perspectiva da educação inclusiva, a educação especial passa a integrar a proposta pedagógica da escola regular, promovendo o atendimento às necessidades educacionais especiais de alunos com deficiência, transtornos globais de desenvolvimento e altas habilidades/superdotação. Dessa forma, a inclusão de alunos surdos acontece quando a escola oferece

A o ensino da língua portuguesa escrita como primeira língua para todos os alunos da escola; o ensino dos componentes curriculares em LIBRAS para os alunos surdos; e os serviços de tradutor/intérprete de LIBRAS e da língua portuguesa em todas as atividades escolares.
B o ensino e uso da LIBRAS como primeira língua, o ensino da língua portuguesa escrita como segunda língua para alunos surdos; os serviços de tradutor/intérprete de LIBRAS e língua portuguesa; e o ensino da LIBRAS para os demais alunos e profissionais da escola.
C o ensino da língua portuguesa escrita como primeira língua para todos os alunos e os serviços de tradutor/intérprete da LIBRAS e língua portuguesa.
D o ensino da língua portuguesa escrita como primeira língua para todos os alunos; o ensino da LIBRAS para profissionais da escola e os serviços de tradutor/intérprete de LIBRAS e língua portuguesa.
E o ensino dos componentes curriculares em LIBRAS e o ensino da língua portuguesa oral e escrita como primeira língua para todos os alunos da escola.

Em setembro de 2015, a Cúpula das Nações Unidas adotou uma agenda mundial, a ser cumprida até 2030, com 17 objetivos para o desenvolvimento sustentável (ODS). O ODS 4 se refere a uma educação de qualidade, que visa assegurar a educação inclusiva e equitativa e de qualidade, e promover oportunidades de aprendizagem ao longo da vida. O Brasil modificou a meta 4.5 conforme seus indicadores e metas. Meta 4.5 Nações Unidas Até 2030, eliminar as disparidades de gênero na educação e garantir a igualdade de acesso a todos os níveis de educação e formação profissional para os mais vulneráveis, incluindo-se as pessoas com deficiência, povos indígenas e as crianças em situação de vulnerabilidade. Brasil Até 2030, eliminar as desigualdades de gênero e raça na educação e garantir a equidade de acesso, permanência e êxito em todos os níveis, etapas e modalidades de ensino para os grupos em situação de vulnerabilidade, sobretudo as pessoas com deficiência, populações do campo, populações itinerantes, comunidades indígenas e tradicionais, adolescentes e jovens em cumprimento de medidas socioeducativas e população em situação de rua ou em privação de liberdade. Internet: (com adaptações). Observa-se, nesse texto, que a meta do Brasil é garantir aos grupos em situação de vulnerabilidade, nos quais se incluem as pessoas com deficiência, a equidade de acesso, permanência e êxito na educação. Isso significa

A assegurar a igualdade de acesso, permanência e êxito escolar a todos os estudantes com ou sem deficiência.
B possibilitar a participação de estudantes com deficiência no processo de escolarização.
C oferecer mais condições de acesso, permanência e êxito escolar para as pessoas com deficiência.
D garantir as condições de acesso, permanência e êxito escolar aos estudantes com deficiência, reconhecendo a pluralidade dos estudantes e a necessidade de cada um.
E favorecer os estudantes com deficiência no que se refere ao acesso, permanência e êxito escolar.

O Plano Nacional de Educação (PNE), aprovado pela Lei n.º 13.005/2014, determina metas e estratégias para a política educacional do Brasil até 2024. De acordo com a meta 4, pretende-se universalizar, para a população de 4 a 17 anos de idade com deficiência, transtornos globais do desenvolvimento e altas habilidades ou superdotação, o acesso à educação básica e ao atendimento educacional especializado, preferencialmente na rede regular de ensino. Pelo emprego do termo “universalizar” nesse texto, infere-se que

A alunos com altas habilidades ou superdotação sempre foram beneficiados pelas políticas públicas de inclusão.
B existiam, à época da aprovação do PNE, pessoas pertencentes ao público-alvo da educação especial excluídas do processo educacional.
C as políticas públicas desenvolvidas no Brasil para o público-alvo da educação especial não garantem o acesso à educação de qualidade.
D o público-alvo da educação especial não chega a concluir a educação básica.
E a educação básica é um privilégio das pessoas que não apresentam deficiência.

A Política Nacional de Educação Especial, na perspectiva da educação inclusiva, considera pessoa com deficiência aquela que apresenta impedimentos de longo prazo, de natureza física, mental ou sensorial, os quais, em interação com diversas barreiras, podem restringir sua participação plena e efetiva na escola e na sociedade. No que diz respeito aos estudantes surdos, o tipo de barreira que mais contribui para a restrição da participação desses estudantes em igualdade de condições com os demais é a

A urbanística.
B tecnológica.
C arquitetônica.
D comunicacional.
E atitudinal.

Maria é surda e frequenta, em escola pertencente à rede regular de ensino, o 8.º ano do ensino fundamental, com o acompanhamento de intérprete de LIBRAS e língua portuguesa no período da manhã e, duas vezes na semana, ela retorna à escola, no período da tarde, para o atendimento educacional especializado. De acordo com as diretrizes operacionais da educação especial, o atendimento educacional especializado mencionado nessa situação hipotética tem como função principal

A complementar a formação de Maria.
B suplementar a formação de Maria.
C reforçar os conteúdos aprendidos pela aluna especial.
D eliminar as barreiras para a plena participação de Maria, consideradas suas necessidades específicas.
E enriquecer o currículo de Maria, por ela ser portadora de necessidades especiais.