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Paciente de 30 anos, sexo feminino, casada, vem sozinha à emergência com queixa de dores pélvicas crônicas, dor durante o ato sexual e vaginismo. As dores iniciaram há 1 ano, cerca de 2 meses após se casar. Paciente ansiosa e evasiva ao falar sobre sua vida sexual. Sempre que questionada sobre o marido, ela hesita, desvia o olhar, responde de forma vaga e minimiza a gravidade da situação. Queixa-se incisivamente de que, às vezes, se sente “obrigada” a ter relações sexuais, mesmo quando não quer, “para agradar” o marido. Ele com frequência usa frases como “se você me amasse, faria isso” ou “você está me rejeitando”. Durante a consulta, afirma que, em algumas ocasiões, como a que a levou à emergência, foi forçada a ter relações sexuais sem consentimento. Ela se sente culpada, envergonhada e tem medo das represálias do marido se ele souber que ela está falando sobre o assunto. Você, enquanto médico emergencista, após avaliar,

A assume o caso como sendo de violência sexual, sendo obrigatória a notificação compulsória.
B assume o caso como violência sexual, havendo até 72 horas após a ocorrência para iniciar a profilaxia das DST/AIDS.
C assume o caso como violência sexual, encaminha a paciente obrigatoriamente à delegacia para registrar ocorrência e fazer exame pericial no IML.
D assume o caso como violência sexual, inclui anamnese, exame clínico e ginecológico, sendo obrigatório o toque vaginal ou anal, além da coleta de provas para o IML.
E assume o caso como não sendo de violência sexual, solicita exames e orienta procurar terapia de casal a ser realizada juntamente com seu marido.

Qual das seguintes situações de emergência possui manejo atual mais adequado segundo a literatura?

A No caso de DMIII, com confusão mental nos últimos 45 minutos após o uso da insulina subcutânea, em que a paciente continua cooperativa, confusa, com deglutição preservada, HGT com resultado de 50 mg/dL, a conduta inicial mais adequada é glicose 50 mg EV imediata.
B No caso de corte em pescoço com uma linha de pipa adicionada a cerol, em que, já na admissão, notam-se rouquidão, hematoma cervical de moderado volume e aumentando, apresentando dificuldade de respirar e dessaturando, a conduta imediata é a estabilização hemodinâmica, cateter nasal de oxigênio e acionar cirurgia para estancar o sangramento.
C No caso de Pneumotórax hipertensivo associado à instabilidade hemodinâmica, imediatamente, deve ser feita a inserção de uma agulha de grosso calibre (28-36 French) no segundo espaço intercostal, logo posterior à linha axilar média do hemitórax afetado. A agulha deve ficar no local enquanto a drenagem pleural é realizada para prevenir recidiva e tratar definitivamente a lesão.
D No caso de uma paciente agitada, afirmando que vai se matar, em cujo manejo apresenta ideação sem planejamento, sem automutilação, sem tratamento prévio e sem histórico de abuso de álcool, possuindo alto risco de autoextermínio, ela deve ser contida, internada e seguida por psiquiatra.
E Agricultor, após pegar um morcego vivo, é mordido em mão direita. O manejo é de raiva grave, para o qual o soro deve ser aplicado na lesão, respeitando-se a dose preconizada. O restante deve ser aplicado via intramuscular no glúteo ou vasto lateral da coxa.